domingo, 25 de novembro de 2012

«A Minha realeza não é deste mundo»




Comentário ao Evangelho do dia - Jo 18, 33b-37 -  feito por : Santa Teresa de Ávila
 (1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja  - Caminho de Perfeição, 22


 Tu és rei eternamente, meu Deus [...]; quando dizemos no Credo que o Teu «reino não terá fim», sinto quase sempre uma alegria muito especial. Eu Te louvo, Senhor, bendigo-Te para sempre! No fim, o Teu reino durará eternamente! Não permitas nunca, Mestre, que os que Te dirigem a palavra julguem poder fazê-lo só com os lábios. [...] Certamente, quando vamos ao encontro de um príncipe, não lhe falamos com o mesmo à-vontade que a um aldeão ou a uma pobre religiosa como nós: seja qual for a maneira como nos falarem estará sempre bem.



Sem dúvida que a humildade do nosso Rei é tal que, apesar da minha ignorância das regras da linguagem, Ele não deixa de me escutar e de me permitir aproximar-me d'Ele. Os Seus guardas não me afastam, pois os anjos que O rodeiam não ignoram que o seu Rei aprecia mais a simplicidade de um humilde pastor que, se pudesse, diria mais que todos os belos raciocínios dos maiores sábios e letrados, se não forem humildes.



Mas se o nosso Rei é bom, não é razão para nos mostrarmos grosseiros. Nem que seja apenas para Lhe testemunhar a minha gratidão por Ele Se dignar suportar junto a Ele uma pessoa tão repugnante como eu, é justo que eu reconheça a Sua nobreza e grandeza. Na verdade, basta aproximarmo-nos d'Ele para compreendermos isso. [...] Sim, aproximai-vos d'Ele minhas filhas, mas pensai e compreendei a Quem ides falar, ou com Quem falais já. Nem em mil vidas como a nossa chegaremos a compreender as deferências que merece um tal Senhor, diante de Quem tremem os anjos. Ele tudo comanda, tudo pode; para Ele, querer é operar. É justo, minhas filhas, que procuremos alegrar-nos com as grandezas do nosso Esposo, que compreendamos de Quem somos esposas e, assim, saibamos que santidade deve ser a da nossa vida.    

(EvangelhoQuotidiano)


HOJE É O DIA DO SENHOR




Cristo, Rei do Universo


Neste último Domingo do Ano Litúrgico,
concluímos a caminhada como "discípulos"
proclamando CRISTO, REI DO UNIVERSO.
Hoje comemoramos também o Dia do Leigo,
que é chamado a colaborar com Deus na construção desse Reino.

Por que essa Festa?

- Se no ano todo revivemos a vida e as mensagens de Cristo e do seu Reino...
- Se entre as nações é um regime político um tanto abandonado…
- Se entre os homens são tidos como Reis,
  os possuidores de poder, de glória, bens materiais?

No entanto a Igreja achou oportuno coroar o Ano Litúrgico com esta festa, salientando o lugar de Cristo diante da Humanidade e do Universo.

As Leituras bíblicas nos falam dessa Realeza.

A 1ª Leitura anuncia um "Filho do Homem", vindo do céu
para instaurar um REINO sem fim. (Dn 7,13-14)

Os judeus eram oprimidos pela dominação dos  gregos.
Antíoco IV queria impor a cultura e a religião grega à força…
Daniel, numa linguagem apocalíptica, anima as comunidades à resistência.
Numa visão noturna, Daniel, contempla quatro animais (reinos opressores), saindo do mar (símbolo do mal) e vê no céu um Ancião (Deus)
que confia ao "Filho do homem" o poder, a glória e o REINO.

A profecia se realiza plenamente com a vinda de Jesus.
Esse Reino, não obstante as perseguições, jamais terá fim.
É verdade que esse reino ainda hoje não se tornou uma realidade plena;
contudo, o Reino proposto por Jesus já está presente na vida do mundo,
como uma semente a crescer ou como o fermento a levedar a massa.
Compete a nós, discípulos de Jesus, fazer com que esse Reino
seja uma realidade bem viva e atuante em nosso mundo.

A 2a Leitura lembra que Cristo é o "Príncipe dos reis da terra"
que virá cheio de poder, de glória e majestade para instaurar
um REINO definitivo de felicidade, de vida e de paz.  (Ap 1, 5-8)

No Evangelho, Jesus confirma a sua Realeza. (Jo 18, 33b-37)

- Durante toda a vida pública, Jesus teve muito cuidado
  para não dar uma interpretação política à sua missão.
  Várias vezes querem fazê-lo rei, mas ele sempre se esquiva.
- Próximo da sua Paixão… sozinho, abandonado até pelos amigos,
  sem exército que pudesse vir a defendê-lo,
  no tribunal diante de Pilatos que lhe pergunta: "Tu és o Rei dos Judeus?"
  Jesus confirma a sua Realeza e define o sentido do seu Reinado:
  "Eu sou REI. Mas o meu Reino não é desse mundo...".
  "Para isso nasci e para isso vim ao mundo.
   Para dar testemunho da Verdade.
   E todo aquele que é da Verdade, ouve a minha voz..."

* A Realeza de Cristo é diferente:
Um Rei que veio para servir e salvar.
Um soberano capaz de aceitar uma coroa de espinhos.
Um Rei cujo trono foi uma cruz no alto de um monte.
Cruz que se tornou símbolo de vitória para nós.
Esse Reino cresce onde se manifesta a atitude de serviço,
a doação generosa em favor dos irmãos, onde cresce o respeito pelos outros,
o diálogo, o perdão, a solidariedade... a justiça... o amor...

A Liturgia, no Prefácio, explicita o tipo de Reino que Jesus veio trazer:
"Reino da VERDADE e da VIDA,
 Reino da SANTIDADE e da GRAÇA,
 Reino da JUSTIÇA, do AMOR e da PAZ."

+ Um Reino que não é desse mundo...
   mas que se importa com o mundo... solidário com as pessoas...

Hoje, como há dois mil anos, para muitos é Rei
só quem tem dinheiro, poder, glória, bens materiais, COISAS...

E CRISTO, ainda hoje, continua a nos repetir:
"Eu sou rei", não um rei de coisas, mas um rei de gente,
- sem o PODER que os homens tanto aspiram…
- sem a GLÓRIA que os homens tanto procuram…
- sem os BENS que os homens tão avidamente desejam…

+ Jesus nos convida a fazer parte desse Reino
   e a trabalhar para que esse Reino aconteça na vida de todos.

* Faz parte desse Reino, quem é da Verdade e escuta a sua Voz.
  - Procuramos na verdade escutar a sua voz, para entrar nesse Mundo novo?
  - Somos mensageiros desse Reino, na família, na rua, na sociedade,
    no local de trabalho?

- No Pai Nosso, Jesus nos convida a rezar:

  "Venha a nós o vosso Reino"

  Estamos aqui reunidos em oração, porque somos "cidadãos desse Reino".
  Façamos nossa a prece de Cristo: "Venha a nós o vosso Reino".

Desejaria que esse Reino… viesse de fato ao nosso coração e
ao coração de todos os homens: Reino de Verdade e de Vida;
Reino de Santidade e de Graça; Reino de Justiça, de Amor e de Paz…
Que assim seja…

                              Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 25.11.2012

sábado, 24 de novembro de 2012

Presépio sem animais!?

Greccio



Não li o novo livro do Santo Padre, mas... claro que já se fala em “presépio sem animais”!!! lá se vai a nossa fé por água a baixo! Como é possível o presépio sem animais , como parece que disse o Papa no seu último livro.

A mim, pouco me importa o que se diz sobre o assunto. Continuarei a fazer a minha gruta com a manjedoura do Menino, ladeado pela Sua Mãe e por S. José; colocarei atrás e aos lados como sempre, o burrinho, a vaquinha e ovelhinhas... É assim a tradição!
Sabem que foi S. Francisco de Assis o primeiro a “criar” o presépio? isto passou-se no século XII em Greccio. Eu estive lá nessa gruta. No fundo da mesma havia uma pintura ainda muito bem conservada e só vi o essencial: o Menino, Maria sua Mãe e José.

Eu já expliquei na catequese muita coisa sobre a gravidez  de Maria de Nazaré e sobre o nascimento do Menino Jesus. Eles sabem por exemplo, que Maria embrulhou o Filho em “paninhos”, porque era o costume da época. Aliás, ainda hoje se procede deste modo em Macau- China.
Eles também sabem que Maria, uma Mãe zelosa e cheia de amor, como qualquer mãe que espera um filho, terá confeccionado o paninho mais fino e lindo... e terá levado todo o enxoval necessário para o nascimento que iria ocorrer enquanto estivessem em Belém...

Do mesmo modo, José  sendo carpinteiro, terá preparado um “berço”, adaptando uma manjedoura? talvez! para o Menino ficar bem quentinho, com muito conforto... e também é provável que tivesse dado uma arrumação na gruta / estábulo / casa de pasto, retirado os animais e limpo seus excrementos... Isto não é o que faria qualquer um de nós? Acham que é aceitável deixar nascer uma criança no meio de um ambiente conspurcado como aquele que está na imaginação de muita gente?

Meus amigos, vamos situarmo-nos no essencial, no que é importante para a nossa vida e deixar para o lado as ninharias que outros nos querem inculcar, só para desestabilizar.

PASSA BEM

PARA NÃO ESQUECER DE SORRIR...











PASSA UM DIA ALEGRE

¡Queremos que Cristo reine!


Amanhã, é dia de Cristo Rei

Celebra la Iglesia a Jesucristo como Rey del Universo. Y nos alegramos los cristianos porque el Señor, Nuestro Señor Jesucristo, a quien amamos y en quien hemos puesto toda nuestra esperanza, es verdaderamente el Rey de cuanto existe. Es Rey de las cosas y de los hombres; Dueño de la vida y de la muerte; Señor del tiempo, de la historia y de la eternidad; y a la vez, ese Rey que es nuestro Dios, es también nuestro Hermano Jesucristo. ¡Qué seguros vivimos con nuestro Rey los hijos de Dios!
        Tal vez sintamos que nos hace falta más fe, que debemos elevar la vista por encima de lo que contemplan nuestros ojos y afinar los oídos para atender lo que casi no se escucha. Es posible que a algunos, habituados sólo a lo cotidiano y material, no les quepa en la cabeza cómo Jesús puede ser Rey, cuando les parece tan inconcreto, tan inaccesible, tan alejado del mundo, tan poco práctico... Esa actitud no es de ahora. Así fue la reacción de aquel gobernante romano –Pilato– que escuchó, como si nada... las palabras pronunciadas por la misma Sabiduría: Mi reino no es de este mundo, y, tú lo dices: yo soy Rey.
        Por más que nos resulte clara la caducidad de la vida presente: lo efímeros que son casi todos nuestros tesoros, muchos de los honores, muchos de los valores que podemos admirar con nuestros ojos..., nos sentimos, sin embargo, como arrastrados tras los atractivos de este mundo. Nos inclinamos ante "reyes" de aquí, cuado no pretendemos ser nosotros el rey autónomo de la propia existencia. Necesitamos liberarnos de esa especie de violencia atractiva y esclavizante, que sabemos terminará en frustración cuando todo esto acabe, porque acabará. De eso no tenemos dudas. Nada que sea una criatura puede ser Rey y por eso los cristianos clamamos seguros: Regnare Christum vólumus!, ¡queremos que Cristo reine!
        Esos mundos que muchos han construido sin Dios, con la aparente fuerza de sus voluntades y el supuesto poder de la técnica, el dinero, la violencia..., estan ensamblados de mentiras y, por eso, de debilidad aunque simulen fortaleza. Lo notamos nosotros mismos, que desenmascaramos fácilmente tantos poderes establecidos gracias a injusticias, a la desconsideración con los más débiles o más necesitados..., o gracias la mentira, que se considera recurso válido para el propio éxito.
Yo soy Rey –dice Jesús a Pilato–. Para esto he nacido y para esto he venido al mundo, para dar testimonio de la verdad; todo el que es de la verdad escucha mi voz. Estas palabras del Señor, a punto de ser condenado a muerte –cuando aún podía salvar la vida–, sí merecen nuestra confianza, porque son del Hijo de Dios vivo, como lo llamó san Pedro. Pero nuestro Rey reina sobre los hombres sirviendo, queriendo remediar la ceguera de nuestra inteligencia herida por el pecado, y haciéndonos entender que no podía negar su realeza, aunque afirmar Yo soy Rey le condujera a la Cruz. Tan importante es para los hombres esta verdad, que el Hijo de Dios quiso morir antes que negar su condición real.
        Merecen confianza porque son verdaderas. A mí, que digo la verdad, no me creéis. ¿Quién de vosotros me argüirá de pecado? Si digo la verdad, ¿por qué no me creéis?: palabras del Señor que recoge san Juan en su evangelio. La bondad misma, inmutable, del Dios-Hombre es quien garantiza su propia veracidad. No nos miente quien nos ama, y nadie puede querernos como El, que muere para darnos a su vida. En dar su vida por los hombres amándonos para que viviéramos por El, estaba el cumplimiento de su misión y se establecía así el Reino de Dios entre los hombres, el Reino de los hijos de Dios.
        Venga a nosotros Tu Reino, pedimos con mucha frecuencia los cristianos, siguiendo la indicación de Jesús a los Apóstoles, cuando éstos le pidieron consejo sobre cómo rezar. Pensemos en ese Reino de Dios, tan bien descrito en el Evangelio: un Reino en el que todos somos hermanos de la Familia de los hijos de Dios. Pensemos si nos une, entonces, la caridad; si me interesan los que me rodean, a quienes conozco con sus problemas; y otros, tal vez más lejanos por la distancia, que no lo están de hecho, si verdaderamente lo deseo, para la oración.
        En esta gran solemnidad de Cristo Rey pedimos a Dios, junto a toda la Iglesia, que venga a nosotros Su Reino y que aparte de nosotros nuestros pequeños reinos. Pequeños, porque en ellos servimos sólo a los hombres o a las ideas nuestras, pero no al único Rey, Creador y Señor de cuanto existe. Y le damos gracias porque ha querido reinar sobre los hombres, sólo para nuestro bien, aunque nos quiera a cada uno amando desde nuestra cruz, como quiso a su Hijo Jesucristo.
        En las Letanías del Santo Rosario aclamamos a la Virgen muchas veces como Reina. ¡Que Nuestra Madre reine en el mundo, nuestra casa! Con Ella a la cabeza podemos descansar tranquilos.
(ElDomingo)