quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Homilia Diária | A dupla caridade do corrigir e repreender (Quarta-feira da 21ª Sem. do Tempo Comum)


 

Hoje é dia de santa Teresa de Jesus Jornet e Ibars, padroeira dos idosos

 


Santa Teresa de Jesus Jornet e Ibars Santa Teresa de Jesus Jornet e Ibars | ACI Digital

A Igreja celebra hoje (26) santa Teresa de Jesus Jornet e Ibars, freira espanhola que se santificou no serviço aos idosos em estado de abandono. Em 1873 fundou - junto com o padre Saturnino López Novoa - a congregação religiosa das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados, na cidade de Barbastro, Huesca, Espanha. No Brasil, a congregação cuida de quatro lares de idosos no Estado de São Paulo.

O trabalho se espalhou rapidamente, floresceu e deu frutos abundantes, a tal ponto que, com a morte de madre Teresa, a congregação era responsável por 103 lares de idosos, distribuídos entre a Espanha e a América.

O bem é contagioso

Teresa Jornet nasceu em Aitona, Lérida, Espanha, no dia 9 de janeiro de 1843, numa família profundamente católica. Prova disso são as muitas vocações que floresceram no seio da família. Duas de suas irmãs também foram religiosas: uma delas, Josefa, entrou para as Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo e serviu por muitos anos num hospital em Havana, Cuba; a outra ingressou na Congregação fundada por Teresa. Finalmente, três filhas de seu irmão também fizeram parte de sua comunidade.

Inicialmente Teresa estudou para ser professora na cidade de Lérida. Ao se formar, foi convidada por um tio seu, o beato padre Francisco Palau y Quer - carmelita descalço exclaustrado - para trabalhar no Instituto das Irmãs Terciárias Carmelitas, por ele fundado. Teresa trabalhou ali com dedicação, mas ainda sem considerar a vida religiosa como opção para a sua vida.

“Que queres que te faça? (Mc 10, 51-52)

O chamado vocacional veio depois. Teresa descobriu-se chamada à vida contemplativa e pediu para entrar no mosteiro das Clarissas de Briviesca, em Burgos, Espanha, em 1872. No entanto, não fez os votos e voltou à casa da família. Depois desses acontecimentos, ela reconsiderou seu caminho e decidiu tornar-se carmelita terciária para se dedicar ao ensino.

Em junho do mesmo ano, Teresa fez uma viagem com a mãe às águas termais de Estadilla, Huesca. Durante a viagem de volta, Teresa parou em Barbastro, localidade onde conheceu o beato Saturnino López Novoa que, com um grupo de amigos sacerdotes, se dedicava a cuidar de idosos abandonados.

Teresa viu naquela nobre obra um sinal, algo que lhe indicava o caminho que procurava. Talvez, pela primeira vez, o futuro parecia mais claro e brilhante. Ela percebeu que era o próprio Cristo quem lhe pedia para se doar assim aos outros.

A caridade assistencial e o seu sentido

Pouco depois, em 11 de outubro de 1872, Teresa voltaria a Barbastro, desta vez para ficar. Ela chegou acompanhada de sua irmã Maria e da amiga Mercedes Calzada. Seu propósito era integrar o grupo das primeiras aspirantes, liderado pelo padre Saturnino. Teresa seria nomeada superiora daquela primeira comunidade feminina.

Depois, a santa recebeu oficialmente, das mãos do beato Saturnino, as constituições que regeriam a vida daquelas mulheres. Poucos meses depois, em 27 de janeiro de 1873, ocorreu a fundação da Congregação das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados.

Em maio de 1873, as irmãzinhas chegaram a Valência, sempre acompanhadas pelo padre Saturnino, a pedido da Associação dos Católicos da cidade. A ideia era começar o trabalho de ajuda aos idosos abandonados.

A espiritualidade desta congregação, concebida e forjada pelos seus santos fundadores, consiste em acolher os idosos mais pobres e integrá-los no ambiente familiar, atendendo às suas necessidades materiais e espirituais. Nas palavras de Teresa, trata-se de: “Cuidar dos corpos para salvar as almas”.

Teresa de Jesus Jornet e Ibars foi superiora-geral de sua congregação até o dia de sua morte, ocorrida em Liria, Valência, em 26 de agosto de 1897. Tinha 54 anos.

O caminho do amor aos mais frágeis

Teresa de Jesus Jornet e Ibars foi beatificada em 27 de abril de 1958 pelo papa Pio XII, apenas 50 anos depois da sua morte.

O papa são Paulo VI a canonizou em 27 de janeiro de 1974. Na homilia da missa de canonização, o papa disse: “Teresa Jornet tinha algo, misterioso por assim dizer, que nos atrai. Ao seu lado sente-se essa presença inefável da Vida que a sustentou e a encorajou em seus esforços de consagração a Deus e ao próximo, guiando-a no caminho concreto da assistência caritativa. O fruto do enorme trabalho realizado por tão humilde freira se concretizou de forma admirável, mas sem clamor externo. A obra da graça sempre será algo misterioso.”

Atualmente, as Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados contam com 204 lares distribuídos em 19 países, incluindo Alemanha, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Filipinas, Guatemala, México, Moçambique, Peru e Paraguai.

Laudes de Quarta-feira da 21ª Semana do Tempo Comum


 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Boa tarde Basílica de Nossa Senhora de Nazaré Belém do


 

Évora: Frades Cartuxos assinalam 500 anos da canonização do fundador da Ordem


 

The Moldau' Begins with Mysterious Bells - Then the Organ Explodes


 

Missa desde a Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima 25.08.2026


 

Padre Romanelli: Gaza está devastada, e desapareceu da mídia

 

O depoimento do padre Gabriel Romanelli, pároco da Igreja da Sagrada Família na Cidade de Gaza, no Encontro de Rimini, na Itália. No encontro, intitulado “Amar a Terra Santa”, também participou o padre Francesco Ielpo, Custódio da Terra Santa. “Gaza está devastada. A catástrofe não desapareceu de forma alguma. Aqui é uma luta diária”, afirma Romanelli na conexão por vídeo que reproduzimos aqui do YouTube.

Vatican News

“A realidade deste pedaço da Terra Santa que é a Faixa de Gaza é terrível. Nem sequer se pode dizer que seja uma situação pós-catástrofe, porque a catástrofe desapareceu da mídia, mas aqui ela não desapareceu de forma alguma.” O padre Gabriel Romanelli, pároco da cidade de Gaza, relata a situação por videoconferência com o Meeting de Rimini, na Itália.

A ajuda não chega e a emergência piora

“A situação — explica ele — continua dramática. Os bombardeios não são mais tão intensos como antes, mas há ataques até mesmo no centro da cidade. E a maioria dos cidadãos, todos, 2 milhões e 300 mil pessoas, precisam absolutamente de tudo. Gaza está devastada. É como um tsunami que destrói tudo e, depois, ninguém vai em socorro das populações atingidas.  Em Gaza, a ajuda não chegou e a emergência continua piorando a cada dia. Quando se está em situação de emergência, é preciso uma resposta imediata. A cada dia que essa resposta demora, a emergência se agrava. É isso que estamos vivendo”.

A luta diária pela água potável

“A maior parte da população — continua o padre Gabriel — vive em barracas ou nas ruas. O solo é arenoso e está misturado com água de esgoto. A maioria das pessoas nem sequer tem uma pequena fonte de energia. E ainda é preciso lutar pela água; é uma luta diária. Continuamos tentando fazer o nosso melhor. Distribuímos água potável para mais de 400 famílias. Nossa igreja foi construída sobre uma fonte ou uma cisterna de água; bombeamos essa água a um preço altíssimo, pois cada litro de diesel para o gerador custa 10 euros. E isso não se deve ao problema do Estreito de Ormuz, mas sim à guerra”.

A última palavra não é a cruz

O padre Gabriel conta que, apesar de tudo, eles também brincam com a água não potável “e todos riem; até os adultos, e até eu e as freiras aproveitamos para tomar um banho. Parece uma loucura, mas a tristeza se vence com a alegria, e a alegria do Evangelho nos é dada por Jesus. A última palavra não é a Cruz. A Cruz é uma palavra necessária, mas a palavra definitiva é a Ressurreição. E nós devemos vivenciar esse mistério pascal na vida cotidiana”.

Vamos ficar aqui, não vamos abandonar nosso povo

Quanto à decisão de permanecer em Gaza, apesar da guerra, o pároco disse: “ficar era a resposta natural, tanto espiritual quanto humanamente. Não é um desafio político. O pastor deve permanecer com seu rebanho. Assim, eu, como pároco, sacerdote e missionário, e da mesma forma os outros padres e as outras religiosas, percebemos que a resposta era permanecer próximos das pessoas; não podíamos abandonar as pessoas com deficiência, as crianças, as famílias e tantos outros que continuam a depender da nossa presença. Além disso, estamos aqui por Jesus Cristo, para preservar a presença eucarística, Jesus Cristo fisicamente presente na Eucaristia e espiritualmente presente em cada fiel. Engolir as lágrimas é o dever de quem ama; assim é a vida neste vale de lágrimas”.

Chega de guerra! A paz é possível

O padre Gabriel tem palavras de esperança, apesar de tudo. Diante das crescentes polarizações e da espiral, não apenas de fatos, mas também de palavras e princípios violentos em toda a região, ele ressalta que “a presença cristã, que é a presença de Cristo, deve ser diferente. Estamos convencidos de que a paz é possível e que a paz justa é necessária. Portanto, uma das maneiras de ajudar a comunidade palestina e a israelense é semear a paz, falar de justiça e convencer o mundo de que ‘Chega! Chega!’, porque é terrível ver vítimas inocentes de um lado e do outro. E tudo isso na Terra Santa, onde viveu Deus encarnado”.


Papa a militares: zelar pela segurança dos concidadãos, protegendo-os das injustiças

 

Na manhã desta segunda-feira, 24 de agosto, o Papa recebeu em audiência, em Roma, os membros do Ordinariato Militar de Portugal e alguns representantes das forças armadas e de segurança do país, por ocasião do sexagésimo aniversário da instituição. O Pontífice "confiou ao Senhor" os dois jovens soldados portugueses que morreram na sexta-feira passada, atropelados por um veículo enquanto ajudavam "generosamente" um motorista de caminhão na estrada.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta segunda-feira (24/08), na Sala do Consistório, no Vaticano, uma delegação do Ordinariato Castrense de Portugal.

A delegação do Ordinariato Militar de Portugal, cerca de 70 pessoas, está em Roma para o sexagésimo aniversário da fundação do Vicariato, que passou a designar-se, em 1981, Ordinariato Castrense e que há vinte e cinco anos "teve o seu primeiro bispo".

O Pontífice deu as boas-vindas aos militares e saudou todos os membros, "cristãos e não cristãos, do Exército, da Força Aérea, da Marinha, da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública em Portugal".

Papa Leão em audiência com o Ordinariato Militar de Portugal
Papa Leão em audiência com o Ordinariato Militar de Portugal   (@Vatican Media)

A recordação dos jovens soldados portugueses mortos 

A seguir, Leão XIV recordou "à luz de Cristo Ressuscitado os dois jovens militares do Exército", de 21 e 22 anos, que "generosamente, como o bom samaritano, pararam no caminho para prestar socorro", na última sexta-feira (21/08), a um motorista de caminhão com um pneu furado na rodovia do distrito de Coimbra e foram atropelados por outro carro. "Confio-os ao Senhor, junto com as suas famílias", disse o Papa.

"Possa o Ordinariato, dando sua inestimável contribuição para o bem espiritual e para o conhecimento dos valores cristãos, continuar sendo um espaço de colaboração construtiva com as autoridades estatais, governamentais e militares", disse o Papa em seu discurso, acrescentando:

“Para quem acredita em Cristo, peregrinar a esta cidade representa uma singular ocasião para a renovação de si mesmo, reconhecendo a centralidade de Deus na própria vida e fortalecendo a fé através da oração junto ao túmulo do Apóstolo São Pedro. Todos os dias, cabe a cada um de vocês a nobre missão de defender a soberania da Pátria e o Estado de direito, zelando pela segurança dos concidadãos e protegendo-os das injustiças.”

Os militares ouvindo o Papa Leão
Os militares ouvindo o Papa Leão   (@Vatican Media)

A força para reconhecer os próprios limites

Como sugere a carta de São Paulo aos Efésios, o Bispo de Roma os encorajou a serem "fortes no Senhor". Essa força possui uma qualidade especial, que Leão XIV encontrou na figura do centurião de Cafarnaum, narrado nos Evangelhos de Mateus e Lucas.

“Sejam fortes no Senhor como o centurião que, em Cafarnaum, se aproximou de Jesus. Ele conhecia bem os valores pelos quais vocês pautam sua vida: a obediência, a disciplina, a renúncia, a lealdade, o companheirismo, a dedicação, a responsabilidade e a coragem. Ao mesmo tempo, aquele militar sentia necessidade de Deus, sabia que o ser humano não se basta a si mesmo, mas aspira a algo mais, a algo que o transcende.”

O centurião tinha "um servo que sofria horrivelmente, isto o fez aproximar-se de Jesus, que lhe assegurou ir curá-lo. Ele, porém, respondeu: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. Pois eu também obedeço a ordens e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: vá, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e digo ao meu servo: faça isso, e ele faz»".

"Nesta atitude é possível constatar como o centurião valorizava a hierarquia e como esta dimensão da sua vida quotidiana lhe fez interpretar a relação com Jesus de Nazaré, que confessa seu Senhor, seu Deus. Maravilhado com tais palavras, Jesus disse: «Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé!». Se, por um lado, este militar estava consciente da sua autoridade, por outro lado mostrou diante do Filho de Deus a força da fé e a coragem da humildade", disse o Papa.

“Na verdade, o ser humano, por mais responsabilidade que tenha, por mais poder que exerça, por mais irrepreensível que seja, é sempre faminto de infinito e sedento de eternidade. Ora, o infinito e a eternidade estão ao nosso alcance em Jesus Cristo: são dom do Senhor.”

O Papa com o Ordinariato Militar de Portugal
O Papa com o Ordinariato Militar de Portugal   (ANSA)

Iluminar-se com a Palavra de Deus

"Excelência reverendíssima, caríssimos capelães, a Igreja confia a vocês o crescimento espiritual dos militares e dos policiais da sua Nação", disse o Papa, ressaltando que "deste específico ministério se colherão os frutos do crescimento pessoal na prática da vida cristã e do revigoramento do espírito de corpo das Forças Militares e de Segurança".

Leão XIV agradeceu aos militares pela "proximidade que, como bons pastores", eles "proporcionam a quantos desempenham um serviço tão importante, especial e exigente para o bem de Portugal e não só". "O seu testemunho de amor à Igreja e ao País é bálsamo, que conforta e dá esperança", concluiu o Papa, pedindo a Nossa Senhora de Fátima que os acompanhe nas diversas missões, tanto em Portugal quanto no exterior.


força da oração (Mt 23,23-26) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 25/08


 

Hoje é dia de são Luís IX, rei da França sábio e piedoso

 


São Luís IX São Luís IX | ACI Digital
 

A Igreja celebra hoje (25) são Luís IX, que se distinguiu por seu espírito de penitência e oração e seu amor pelos pobres. Foi um governante justo e sábio.

São Luís nasceu em Poissy, perto de Paris, em 25 de abril de 1214. Era filho de Luís VIII da França e de Branca de Castela. É contemporâneo a santo Tomás e são Boaventura.

Foi coroado aos 22 anos.

Casou-se com Margarida de Provença em 1227 e com ela teve onze filhos, aos quais deu pessoalmente uma excelente educação. Foi um esposo e pai exemplar.

A primeira das muitas abadias que fundou foi inaugurada em 1239.

Balduíno II, o imperador latino, presenteou o soberano com a “Coroa de Espinhos” para agradecer pela generosidade com que tinha ajudado os cristãos da Palestina e de outros países do Oriente.

O santo mandou derrubar sua capela de São Nicolau e construiu a “Saint Chapelle” em Paris para depositar ali a Coroa de Espinhos e outras relíquias.

O rei pertenceu à Ordem Terceira Franciscana. Fundou vários mosteiros, entre eles o de Royaumont, o convento de Maubuisson (com a ajuda de sua mãe) e o hospital de cegos Quinze-Vingts, mais conhecida como Os Trezentos.

Participou de duas cruzadas, cujo objetivo era recuperar o Santo Sepulcro e frear as invasões muçulmanas na região, mas estas não tiveram êxito. No entanto, foi considerado um dos cavaleiros mais valentes da época.

Na primeira cruzada, foi feito prisioneiro no Egito e durante a segunda ficou doente com disenteria, próximo de Cartago (Norte da África). Recebeu os últimos sacramentos em 24 de agosto de 1270 e expirou no dia seguinte. Tinha 55 anos.

Foi transladado para a França e depositado na Igreja de Saint-Denis, onde seus restos mortais ficaram até que foram profanados durante a Revolução Francesa. Foi canonizado em 1297.


Liturgia das Horas: Laudes, 1ss.3ª, 25 Ago 26


 

Alçai ó Portas - Salmo 24 (23)