domingo, 13 de abril de 2014

HOJE É O DIA DO SENHOR


DOMINGO DE RAMOS




Ramos

Celebramos hoje o DOMINGO DE RAMOS.

A liturgia apresenta dois momentos bem distintos:
- A ENTRADA DE JESUS EM JERUSALÉM,
  com a procissão de Ramos... num clima de alegria...
  como GESTO de FÉ e de COMPROMISSO.

- O INÍCIO DA SEMANA SANTA, com a Leitura da Paixão do Senhor,
  na missa, relembrando o caminho do sofrimento e da Cruz.
   = Dois momentos distintos da vida de Jesus: Triunfo e Humilhação.
      Jesus se apresenta em Jerusalém propondo a paz e recebe a violência...

As Leituras nos ajudam a viver o clima dos mistérios que celebramos:

A 1ª leitura apresenta um Profeta anônimo, chamado por Deus,
a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação.
Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e
concretizou, com teimosa fidelidade, os projetos de Deus. (Is 50,4-7)

* Os primeiros cristãos viram neste "servo sofredor" a figura de Jesus.
Ele é a Palavra de Deus feita carne, que oferece a sua vida
para trazer a  salvação aos homens.

A 2ª Leitura é um lindo Hino Cristológico. (Fl 2,6-11)
Cristo é o princípio e o fim de todas as coisas, exemplo de toda criatura.
Enquanto a desobediência de Adão trouxe fracasso e morte,
a obediência de Cristo ao Pai trouxe exaltação e vida.
Ele se despojou de sua condição divina, assumiu com humildade
a condição humana, para servir, para dar a vida,
para revelar totalmente aos homens o ser e o amor do Pai.
Esse caminho não levará ao fracasso, mas à glória, à vida plena.
E é esse mesmo caminho de vida, que a Palavra de Deus nos propõe.

O Evangelho convida a contemplar a PAIXÃO e MORTE de Jesus,
segundo São Mateus. (Mt 26,14-27,66)

O texto nos introduz no clima espiritual da Semana Santa.
Não é apenas o relato dos fatos acontecidos com Jesus,
mas o anúncio de um mundo novo de justiça, de paz e de amor:

- Jesus passou pelos caminhos da Palestina "fazendo o bem" e anunciando
  um mundo novo de vida, de liberdade, de paz e de amor para todos.
- Ensinou que Deus era amor e que não excluía ninguém, nem os pecadores.
- Ensinou que os leprosos, os paralíticos, os cegos,
  não deviam ser marginalizados, pois não eram amaldiçoados por Deus.
- Ensinou que eram os pobres e os excluídos os preferidos de Deus e
  aqueles que tinham um coração mais disponível para acolher o "Reino";
- E avisou os "ricos" (os poderosos, os instalados), de que o egoísmo,
  o orgulho, a auto-suficiência, o fechamento só podiam conduzir à morte.

è Esse projeto libertador de Jesus entrou em choque
     com a atmosfera de egoísmo e de opressão que dominava o mundo.
- As autoridades políticas e religiosas sentiram-se incomodadas
  com a denúncia de Jesus:
  não estavam dispostas a renunciar aos mecanismos
  que lhes asseguravam poder, influência, domínio, privilégios.
- Não estavam dispostas a arriscar, a desinstalar-se e
  a aceitar a conversão proposta por Jesus.
- Por isso, prenderam e condenaram Jesus, pregando-o numa cruz.

  A morte de Jesus é a conseqüência do anúncio do "Reino",
  que provocou tensões e resistências entre os que dominavam o povo.
  A morte de Jesus é o ponto mais alto de sua vida;
  é a afirmação mais radical de tudo aquilo que pregou: o dom total.

Aprofundemos alguns dados que são exclusivos
da PAIXÃO SEGUNDO SÃO MATEUS:

- Mateus relaciona os fatos da Paixão como Cumprimento das Escrituras:
Mateus escreve para cristãos, provenientes do judaísmo...
por isso, quer demonstrar que Jesus é o Messias anunciado pelos profetas.

- No Getsêmani, Jesus condena a violência contra o servo do sacerdote...
O caminho do Pai passa pelo amor e pelo dom da vida.
Por isso, os discípulos não podem recorrer à violência.  

- Só no Evangelho segundo Mateus aparece o relato da Morte de Judas.
O episódio deixa clara a falsidade do processo e a inocência de Jesus.
Mateus sublinha o desespero e o arrependimento de Judas, e
deixa clara a inocência de Jesus.

- Só Mateus fala do sonho da mulher de Pilatos  e da lavagem das mãos. 
Quer deixar claro que os pagãos reconhecem a inocência de Jesus e
o próprio povo o rejeita.

- Só Mateus descreve os fatos que acompanharam a morte de Jesus:
"O véu do Templo rasgou-se em duas partes... a terra tremeu e as rochas fenderam-se. Abriram-se os túmulos e muitos dos corpos, que tinham morrido saíram do sepulcro, entraram na cidade e apareceram a muitos".
Para Mateus, são sinais de que Deus está ali como o salvador e libertador
do seu Povo, apesar do aparente fracasso de Jesus,

- Finalmente, só Mateus narra o episódio da "guarda" do sepulcro.
Para os cristãos, o sepulcro vazio era a evidência de que Jesus tinha ressuscitado.

   Os Ramos verdes, que hoje carregamos, recordam
   a saudação de acolhida do Povo a Jesus, ao entrar em Jerusalém.

   Nós também queremos saudar a vida que ele trouxe e
   a misericórdia que encontramos em seu bondoso coração.


                    Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 13.04.2014


sábado, 12 de abril de 2014

O Papa Francisco pede perdão pelos abusos feitos por alguns sacerdotes da parte das crianças


O Papa Francisco pediu perdão pelos abusos contra menores perpetrados por alguns sacerdotes. Fê-lo diante dos membros do Departamento internacional católico para a infância (Bice), recebidos em audiência esta manhã, 11 de Abril, na Biblioteca privada. Num trecho longo do discurso improvisado disse que se sente chamado a assumir «todo o mal» praticado por alguns sacerdotes e «a pedir perdão pelo dano que causaram e pelos abusos sexuais contra as crianças».
A Igreja – acrescentou – está ciente deste dano. É um dano pessoal e moral, mas de homens de Igreja. E não queremos dar um passo atrás no que se refere ao tratamento deste problema e às sanções que devem ser cominadas. Ao contrário, creio que devemos ser muito fortes. Com a vida das crianças não se brinca!»
Depois o Santo Padre dirigiu a sua atenção às muitas formas de violência que sofrem as crianças – do trabalho escravo ao recrutamento como soldados e a todos os tipos de malvadez – reivindicando com decisão o seu direito a crescer numa família, com um pai e uma mãe capazes de criar um ambiente idóneo ao seu desenvolvimento. Mas sobretudo condenou sem meias-palavras todas as tentativas de submeter as crianças aos «horrores da manipulação educativa» e da experimentação no campo da formação: «não são cobaias de laboratório», frisou.
Na sucessiva audiência ao Movimento italiano pela vida o Papa Francisco confirmou a sua condenação ao aborto e à «cultura do descartável». O ser humano, disse, não é um produto «descartável». A vida humana «é sagrada e inviolável» e «todos os direitos civis – evidenciou – se apoiam no reconhecimento do primeiro e fundamental direito, à vida, que não está subordinado a condição alguma, qualitativa, económica e ideológica». Hoje, insistiu o Pontífice, «devemos dizer “não” a uma economia da exclusão e da iniquidade» porque «esta economia mata». E entre as suas vítimas recordou em particular «as crianças e os avós», que são «a esperança de um povo». 

2014-04-11 L’Osservatore Romano

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Na audiência-geral, Papa inicia novo ciclo de catequeses dedicado aos dons do Espírito Santo



terça-feira, 8 de abril de 2014

Perdoar é amar.


A CRUZ NÃO É UM ORNAMENTO DIZ O PAPA


A Cruz não é um ornamento, é o mistério do Amor de Deus – esta a principal mensagem do Papa Francisco na Missa desta terça-feira na Capela da Casa de Santa Marta. Em caminho no deserto, o povo murmurava contra Deus e contra Moisés. Mas quando o Senhor lhes mandou serpentes o povo admitiu o seu pecado e pediu um sinal de salvação. O Papa Francisco tomou a Primeira Leitura tirada do Livro dos Números, para refletir sobre a morte no pecado. E sublinhou que Jesus no Evangelho do dia alerta os fariseus dizendo-lhes: ‘Morrereis no vosso pecado’:
“Não há possibilidade de sair sozinhos do nosso pecado. Não há possibilidade. Estes doutores da lei, estas pessoas que ensinavam a lei não tinham uma ideia clara sobre isto. Acreditavam, sim, no perdão de Deus, mas sentiam-se fortes, auto-suficientes, sabiam tudo.”
Segundo o Papa Francisco não se percebe o cristianismo se não se perceber a humilhação profunda do Filho de Deus. Porque o cristianismo não é uma doutrina filosófica...“O cristianismo não é uma doutrina filosófica, não é um programa de vida para sobreviver, para ser educados, para fazer a paz. Estas são consequências. O cristianismo é uma pessoa, uma pessoa erguida, na Cruz, uma pessoa que se aniquilou a sí própria para nos salvar; fez-se pecado. E assim como no deserto foi erguido o pecado, aqui foi erguido Deus, feito homem e feito pecado por nós. E todos os nossos pecados estavam ali. Não se percebe o cristianismo sem se perceber esta humilhação profunda do Filho de Deus, que humilhou-se a si próprio fazendo-se servo até à morte de Cruz, para servir.”
O Santo Padre concluiu a sua homilia explicando que a Cruz de Cristo não é um ornamento mas o mistério do Amor de Deus:“Não é um ornamento, que nós devemos meter sempre nas igrejas sobre o altar. Não é um símbolo que se distingue dos outros. A Cruz é o mistério, o mistério do amor de Deus, que se humilha a si próprio, faz-se um nada, faz-se pecado.”
“... o perdão que nos dá Deus são as chagas do seu Filho na Cruz, erguido na Cruz. Que Ele nos atraia para Si e que nós nos deixemos curar.” (RS)
2014-04-08 Rádio Vaticana

domingo, 6 de abril de 2014

HOJE É O DIA DO SENHOR



V DOMINGO DO TEMPO DA QUARESMA


 Vida nova

A liturgia desse domingo continua
a Catequese Batismal da Quaresma.

Depois de apresentar:
   - Cristo, ÁGUA para a nossa sede (Samaritana);
   - Cristo, LUZ para as nossas trevas (Cura do cego);
Hoje nos fala de: - Cristo, Ressurreição para a VIDA (Lázaro).

A Liturgia responde à pergunta: "Como chegar a ser cristão?"
Começamos com a recepção do dom de Deus, na água viva da graça,
com uma iluminação e com uma ressurreição à vida verdadeira.

Na 1a leitura, Ezequiel anuncia VIDA NOVA. (Ez 37,12-14)

O Povo, exilado na Babilônia, desesperado e sem futuro,
vivia uma situação de Morte.
O profeta Ezequiel procurou alimentar a esperança dos exilados e
transmitir a certeza de que Deus não os abandonou.
O texto apresenta a famosa visão dos ossos ressequidos,
que saem dos "túmulos".
O Espírito do Senhor sopra sobre eles e eles ganham vida.
Deus vai transformar a morte em vida, o desespero em esperança,
a escravidão em libertação.
Com essa imagem, o profeta anuncia a libertação aos exilados,
que estavam sem esperança como ossos secos na sepultura.

* Hoje ainda há morte na família, quando os casais não se perdoam...
Há morte quando os jovens se deixam levar pelas drogas e corrupção...
Há morte quando nossas comunidades se digladiam entre si com invejas...

Na 2ª Leitura, Paulo lembra que o Espírito de Deus
ressuscitou Cristo e o introduziu na glória do Pai.
A Ressurreição de Cristo é a garantia e a promessa de nossa Ressurreição.
No Batismo, nós recebemos o mesmo Espírito, que dá vida. (Rm 8,8-11)

No Evangelho, Jesus se apresenta como o SENHOR DA VIDA. (Jo 11,1-45)

- O Fato: Mandam dizer: "Lázaro está doente..."
- Jesus: aparentemente não se preocupa... Os apóstolos até estranham...
- Jesus tranqüiliza: "Essa doença é para a glória de Deus...
  Ele está dormindo" e fica com eles mais dois dias...

- No Encontro com Marta, Jesus se comove e chora...
   Não é choro ruidoso, desesperado... mas de afeto e solidariedade...
   O povo até comenta: "Vede como ele o amava".

- O Diálogo: - Jesus afirma: "Eu sou a ressurreição e a Vida.
       Aquele que crer, ainda que estiver morto viverá... "Você crê nisso?"
    - Marta professa sua fé: "Sim, eu creio", que tu és o Cristo..."
- No Sepulcro... "Tirai a pedra..."
  (que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos...)
- A Oração: "Pai, eu te dou graças, porque me ouvistes..."
- A Ordem: "Lázaro, vem para fora...
                    Desatai-o... e deixai-o andar".
  E Lázaro recupera a Vida.

Duas formas de SOLIDARIEDADE diante da Morte:


- Os amigos e vizinhos vão à casa de Marta e Maria, para dar os pêsames
   e fazer lamentações em altos brados: Símbolo do desespero.
- Jesus nem entra na casa, nesse ambiente dominado pelo desespero.
   Ele fica fora e chama para fora...
   Os dois choram... mas muito diferente...

+ A Família de Betânia representa a Comunidade cristã,

formada por irmãos e irmãs, não tem pais...
Todos conhecem Jesus, são amigos de Jesus
e acolhem Jesus na sua casa e na sua vida.
Essa família faz a experiência da morte.
Mas os amigos de Jesus sabem que Ele é a Ressurreição e a Vida,
e que dá a vida plena aos seus.
A morte é apenas a passagem para a vida plena.

+ Ressurreição de Lázaro é um SINAL: (7º e último antes da Paixão)


- A Ressurreição de Lázaro é uma prefiguração da Ressurreição de Cristo.
  O Batismo é um morrer e ressuscitar com Cristo.
- O "Sinal" de Betânia é também um convite a crer na Vida
  e a lutar por ela em todas as expressões.
- O discípulo de Jesus, renascido à Vida no Batismo,
  carrega em si o germe da verdadeira Vida.

+ O Prefácio resume o sentido do fato:

   "Verdadeiro homem, Jesus chorou o amigo Lázaro;
   Deus e Senhor da Vida, o tirou do túmulo;
   hoje estende a toda a humanidade a sua misericórdia e
   com os seus sacramentos nos faz passar da morte à Vida"

A liturgia da Palavra nesta Quaresma é uma retomada
de nossa "iniciação batismal", que certamente precisa ser aprofundada:
- Um ENCONTRO com Cristo,
- um DIÁLOGO
- e uma PROFISSÃO DE FÉ, a exemplo da Samaritana, do Cego e de Marta.



       Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 06.04.2014

sábado, 5 de abril de 2014

Nuestra vida en Cristo



 Es un milagro especialmente notorio de Jesús que, como todos, muestra su poder sobrenatural. En este caso - Jo 11,1-45 -, Cristo manifiesta su relación con Dios Padre y, a continuación, lleva a cabo el prodigio como prueba de esta relación.
        Ya en otras ocasiones había resucitado muertos; como al hijo de la viuda de Naín y a la hija de Jairo, jefe de la sinagoga. Mostraba el Señor entonces también su compasión ante el dolor humano. En este caso se conmueve asimismo por la evidente desolación de las dos hermanas. Y Él mismo se siente tan afectado que hasta se le saltan las lágrimas por el amigo muerto. En todo caso, en este milagro y en algún otro, el Señor explica que esos hechos, aparte de remediar la situación concreta –la enfermedad casi siempre–, sirven sobre todo para mostrarnos su divinidad: que ha venido a ofrecernos su divinidad y a redimirnos por ella del pecado. Jesucristo, por otra parte, emplea su poder en favor de los hombres –no a favor de sí mismo– para ofrecernos mucho más que una vida humanamente mejor. De hecho, Él mismo gasta esta vida por nosotros, fatigándose en muchas ocasiones, y llega incluso a aceptar la muerte, dando así testimonio de lealtad a su misión: nos ofrecer su Vida inmortal. Porque una plenitud meramente terrena y, por tanto mortal, no sería suficiente para el hombre. Hemos sido pensados para admitir la Eternidad, y nadie como el propio Dios hecho hombre lo tiene claro.
        Ya al comienzo de su Evangelio expone san Juan escuetamente, aunque con toda claridad, el sentido de la encarnación y presencia del Hijo de Dios entre nosotros: hacernos partícipes de la filiación divina. Vino a los suyos, dice el Evangelista, y los suyos no le recibieron. Pero a cuantos le recibieron les dio poder para ser hijos de Dios, a los que creen en su nombre, que no han nacido de la sangre, ni de la voluntad de la carne, ni del querer del hombre, sino de Dios. Ahora, ante la muerte de su hermano, Jesús explica a Marta una de las consecuencias de la fe en Él: Yo soy la Resurrección y la Vida, el que cree en mí, aunque hubiera muerto, vivirá, y todo el que vive y cree en mí no morirá para siempre. Jesucristo tomará ocasión del milagro de la resurrección de Lázaro para recordar, una vez más, la gran noticia que ha venido a proclamar ante los hombres: que está en el mundo para que cada uno podamos estar realmente en Dios. Y, a modo de conclusión, como reafirmándose en lo dicho, insiste a Marta: ¿No te he dicho que si crees verás la gloria de Dios? Con razón, pues, san Juan, finalizando su evangelio, del que hoy comentamos sólo un pasaje, concluye: Muchos otros milagros hizo también Jesús en presencia de sus discípulos, que no han sido escritos en este libro. Estos, sin embargo, han sido escritos para que creáis que Jesús es el Cristo, el Hijo de Dios, y para que creyendo tengáis vida en su nombre.
        Nuestra Madre del Cielo hará que nos sintamos contemplados amorosamente por el Creador y dichosos con la esperanza de su Vida: esa gloria inigualable que nos tiene prometida.

(ELDOMINGO)


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Notícia da Diocese de Angra

COLÉGIO DE SÃO FRANCISCO PODE ARRANCAR EM ANGRA JÁ ESTE ANO

Projeto educativo de escola católica foi apresentado ontem à noite


Estão abertas as pré-inscrições para o Colégio de São Francisco, escola católica privada, que já tem reunidas as condições suficientes para abrir as portas no próximo ano lectivo, “basta que os pais assim o desejem para os seus filhos”, disse Tomaz Dentinho, um dos impulsionadores do projeto educativo, na sessão de apresentação, que contou com a presença do Padre João Seabra e Isabel Almeida Brito, do Colégio de São Tomás, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho em Angra do Heroísmo, ilha Terceira.

O salão nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo estava repleto de pais, professores e educadores que durante duas horas puderam conhecer os contornos deste novo colégio católico.
 

Na cerimónia de apresentação do Colégio de São Francisco, que durou cerca de duas horas e contou com a presença de pais e professores, esteve também o Presidente da autarquia que se congratulou com “mais uma resposta dada às famílias” e expressou o desejo que “esta proposta torne mais competitiva a educação”.

O Bispo de Angra enalteceu o mérito da proposta que permite “diversificar” a oferta educativa, e sublinhou o facto de se tratar de uma escola de ”inspiração católica”.

O P. João Seabra, fundador e presidente da associação que gere o Colégio de S. Tomás, em Lisboa, a que o Colégio de São Francisco quer manter uma ligação estreita, afirmou que o objetivo é sempre melhorar a oferta nesta área, salientando que a dicotomia não entre ”a educação pública e a privada, mas sim a boa e a má educação”.

O Colégio de S. Tomás abriu há 10 anos com 120 alunos e hoje conta com 1270 “porque nasce do valor da tradição da Igreja católica”, acrescentou o mentor daquele projeto pioneiro em Portugal.

Segundo Seabra, “a educação dos jovens em Portugal foi sempre feita pela Igreja católica, e quando deixou de o ser correu mal”.

Definiu, ainda, os valores de abertura da razão à realidade total como critério na educação, que classificou como “tarefa comunitária que só a experiência católica possibilita”.

O sacerdote sublinhou, também, que “hoje não basta acumular anos sucessivos de estudos para se ser protagonista na sociedade”, postulando que “em tempos de crise, o rigor e a excelência na educação dos filhos são prioridade absoluta dos pais”.

Aliás, a propósito de qualidade lembrou, ainda, o caso do ensino superior, com a Universidade Católica, que criou um “paradigma de excelência e um padrão de cumprimento na educação que exigiu a reforma do ensino público nacional.”


Esta proposta educacional nasce de uma “certeza recíproca”: o desejo dos pais em educar bem os seus filhos e um “horizonte que se apresenta como hipótese de encontro com a Verdade, a Justiça, a Beleza e o Bem: no desenvolvimento da razão, da liberdade e da afeição, cada aluno poderá tornar-se capaz de assumir responsável e criativamente a sua vida e de contribuir para o bem de todos.”, conclui João Seabra.

Isabel Almeida Brito, diretora do Colégio de São Tomás, classificou-o de “um espaço supremo de cidadania” só possível em aliança com os pais.

Recordou que este projeto nasceu de um sentido de “enorme gratidão pela educação recebida”, da convicção que “não podemos ser indiferentes perante as perguntas, desejos e promessas dos jovens”, e que “os pais não são suficientes para dar resposta aos filhos”.

Para Isabel Brito “é através do currículo que se passa a matriz cristã”, alertando para o facto de que “a proposta não é suficiente se não houver concordância entre os pais e a escola”.

No decorrer da sessão o arquiteto José Parreira deu a conhecer o projeto de adaptação e requalificação do antigo Centro Juvenil da Penha de França, propriedade da Irmandade de Nossa Senhora do Livramento, aonde ficará sediado o futuro Colégio de São Francisco.

Tomaz Dentinho, responsável pelo estudo de viabilidade do Colégio assegurou que estão reunidas todas as condições para que o projeto possa avançar, nomeadamente a homologação do projeto educativo por parte do Governo Regional, o acordo com a Irmandade do Livramento para arrendamento do espaço e a aprovação de financiamento da GRATER para as obras de requalificação das instalações.
Foram ainda facultados aos interessados um folheto desdobrável com conteúdo informativo, o formulário de pré-inscrição e um caderno com os projetos educativo e curricular e regulamento interno do Colégio de São Francisco.

Recorde-se que na ilha Terceira existe o Colégio de Santa Clara, destinado a alunos do 1.º e 2.º ciclos,  da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, com 4 centenas crianças matriculadas, e que completou recentemente 50 anos de existência.

O Colégio de São Francisco é propriedade da ACDA – Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores, procura testemunhar o cristianismo, propondo-o criativamente à liberdade dos alunos que são chamados a verificar essa “hipótese com lealdade”.


Marco Bettencourt Gomes/CR
(diocesedeangra.com)

PAPA DENUNCIA PERSEGUIÇÕES AOS CRISTÃOS


Francisco critica poderes que pretendem «silenciar» os profetas


O Papa Francisco alertou hoje no Vaticano para o número crescente de perseguições aos cristãos e denunciou os poderes que querem “silenciar” a voz dos que se lhes opõem.

“Todas as pessoas que o Espírito Santo escolhe para dizer a verdade ao Povo de Deus sofrem perseguições”, declarou, na homilia da Missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta.

Segundo o Papa, há hoje “tantos ou mais mártires do que nos primeiros tempos” do Cristianismo, porque “dizem a verdade, anunciam Jesus Cristo nesta sociedade mundana, nesta sociedade algo sossegada, que não quer os problemas”.

“Há pena de morte ou prisão hoje, nalguns países, por ter o Evangelho em casa, por ensinar o Catecismo. Um católico destas nações dizia-me que não podem rezar juntos, é proibido, só se pode rezar sozinho e às escondidas”, declarou.

Francisco lembrou que Jesus foi “perseguido desde o início” da sua vida pública, com “calúnias”, e que todos os profetas “foram perseguidos” por pedir às pessoas que deixassem o caminho “errado” e se voltassem para Deus.

“Às pessoas que têm o poder desta estrada errada, isso não agrada”, acrescentou.

O profeta, precisou, “luta contra as pessoas que enjaulam o Espírito Santo” e por isso é “sempre perseguido”.

Francisco aludiu aos “pensadores da Igreja” que foram perseguidos como “heréticos”, por denunciarem o que estava mal, e que hoje são admirados e mesmo beatificados.

“Mas como é que ontem era um herege e hoje é beato? É que ontem, os que tinham o poder queriam silenciá-lo, porque não lhes agradava o que dizia. Hoje, a Igreja, que graças a Deus sabe arrepender-se, diz: ‘Não, este homem é bom’”, precisou.

O Papa concluiu com uma oração para que todos os cristãos sigam o Senhor “pela sua estrada e, se for preciso, também com a cruz das perseguições”.


Ecclesia


LA CORRECCIÓN FRATERNA


Práctica evangélica y de los primeros cristianos 
recomendada especialmente para la Cuaresma.
"Somos débiles y pecadores, por lo que más fácil terminar una situación con un insulto, con una calumnia, con una difamación que arreglarla con algo bueno" (Papa Francisco)

La corrección fraterna es una advertencia que el cristiano dirige a su prójimo para ayudarle en el camino de la santidad. Es un instrumento de progreso espiritual que contribuye al conocimiento de los defectos personales –con frecuencia inadvertidos por las propias limitaciones o enmascarados por el amor propio-; y en muchas ocasiones, es también condición previa para enfrentarse a esos defectos con la ayuda de Dios y mejorar, por tanto, en la vida cristiana.

UNA TRADICIÓN DE RAIGAMBRE EVANGÉLICA
La corrección fraterna posee una profunda entraña evangélica. Jesús exhorta a practicarla en el contexto de un discurso sobre el servicio a los más pequeños y el perdón sin límites: “Si tu hermano peca contra ti, ve y corrígele a solas tú con él. Si te escucha, habrás ganado a tu hermano”1.

Él mismo corrige a sus discípulos en diversas ocasiones según nos muestran los evangelios: les amonesta ante el brote de envidia que manifiestan al ver a uno que expulsaba demonios en nombre de Jesús2; reprende a Pedro con firmeza porque su modo de pensar no es el de Dios sino el de los hombres3; encauza la ambición desordenada de Santiago y Juan, enmendando con cariño su equivocada comprensión sobre el reino que anuncia, al tiempo que reconoce las valientes disposiciones de los hermanos para “beber su cáliz”4.

A partir de la enseñanza y del ejemplo de Jesús, la corrección fraterna ha pasado a ser como una tradición de la familia cristiana vivida desde el inicio de la Iglesia, una obligación de amor y de justicia al mismo tiempo. Entre los consejos de San Pablo a los cristianos de Corinto está el de “exhortarse mutuamente” (exhortamini invicem)5.

Numerosos pasajes del Nuevo Testamento testimonian el desvelo de los pastores de la Iglesia al corregir los abusos que se estaban infiltrando en alguna de las primeras comunidades cristianas6.

San Ambrosio, testigo de la práctica de la corrección fraterna, escribe en el siglo IV: “Si descubres algún defecto en el amigo, corrígele en secreto [...] Las correcciones, en efecto, hacen bien y son de más provecho que una amistad muda. Si el amigo se siente ofendido, corrígelo igualmente; insiste sin temor, aunque el sabor amargo de la corrección le disguste. Está escrito en el libro de los Proverbios las heridas de un amigo son más tolerables que los besos de los aduladores (Pr 27, 6)”7. Y también San Agustín advierte sobre la grave falta que supondría omitir esa ayuda al prójimo: “Peor eres tú callando que él faltando”8.

UNA NECESIDAD DEL CRISTIANO
El fundamento natural de la corrección fraterna es la necesidad que tiene toda persona de ser ayudada por los demás para alcanzar su fin, pues nadie se ve bien a sí mismo ni reconoce fácilmente sus faltas. De ahí que esta práctica haya sido  recomendada también por los autores clásicos como medio para ayudar a los amigos.

Corregir al otro es expresión de amistad y de franqueza, y rasgo que distingue al adulador del amigo verdadero (9). A su vez, dejarse corregir es señal de madurez y condición de progreso espiritual: “el hombre bueno se alegra de ser corregido; el malvado soporta con impaciencia al consejero” (Admoneri bonus gaudet; pessimus quisque rectorem asperrime patitur)(10).
El cristiano precisa del favor que sus hermanos en la fe le hacen con la corrección fraterna. Junto a otras ayudas imprescindibles –la oración, la mortificación, el buen ejemplo–, esa práctica –ya presente en la Sabiduría del pueblo hebreo– constituye un medio fundamental para alcanzar la santidad, contribuyendo así a la extensión del Reino de Dios en el mundo: “Va por senda de vida el que acepta la corrección; el que no la admite, va por falso camino” (11).

CORREGIR POR AMOR
La corrección fraterna cristiana nace de la caridad, virtud teologal por la que amamos a Dios sobre todas las cosas y a nuestro prójimo como a nosotros mismos por amor a Dios. Al ser la caridad el “vínculo de la perfección”12 y la forma de todas las virtudes, el ejercicio de la corrección fraterna es fuente de santidad personal en quien la hace y en quien la recibe. Al primero le ofrece la oportunidad de vivir el mandamiento del Señor: “Este es el mandamiento mío: que os améis unos a otros como yo os he amado”13; al segundo le proporciona las luces necesarias para renovar el seguimiento de Cristo en aquel aspecto concreto en que ha sido corregido.

“La práctica de la corrección fraterna –que tiene entraña evangélica– es una prueba de sobrenatural cariño y de confianza. Agradécela cuando la recibas, y no dejes de practicarla con quienes convives”14. La corrección fraterna no brota de la irritación ante una ofensa
recibida, ni de la soberbia o de la vanidad heridas ante las faltas ajenas. Sólo el amor puede ser el genuino motivo de la corrección al prójimo. Como enseña San Agustín, “debemos, pues, corregir por amor; no con deseos de hacer daño, sino con la cariñosa intención de lograr su enmienda. Si así lo hacemos, cumpliremos muy bien el precepto: «si tu hermano pecare contra ti, repréndelo estando a solas con él». ¿Por qué lo corriges? ¿Porque te ha molestado ser ofendido por él? No lo quiera Dios. Si lo haces por amor propio, nada haces. Si es el amor lo que te mueve, obras excelentemente” (15).
[...]

Juan Alonso

(primeroscristianos.com)


A pedagogia divina!