segunda-feira, 4 de janeiro de 2021
Conheça as intenções de oração do Papa Francisco para 2021
Vaticano, 30 dez. 20 / 06:00 am (ACI).- O Vaticano já publicou as intenções de oração do Papa Francisco para o ano de 2021.
O sacerdote jesuíta Frédéric Fornos, diretor da Rede do Apostolado da Oração do Papa, assinalou em uma entrevista que o ponto de partida das intenções do Papa em 2021 é “a graça de viver em plena fraternidade com os irmãos e irmãs de outras religiões”.
“Esta urgente necessidade de irmandade não é nova, mas é uma chave de leitura das intenções de oração do Papa. Não acho que seja uma coincidência que as intenções para 2021 comecem assim. A fraternidade, que respeita e valoriza a diversidade, é o estilo do reino de Deus”, disse Pe. Fornos.
Os fiéis podem se somar às intenções do Santo Padre através do aplicativo Click to Pray, ao qual podem acessar AQUI.
A seguir, as intenções de oração do Papa Francisco para todo o ano de 2021:
Janeiro
Pela evangelização ‐ A fraternidade humana
Rezemos para que o Senhor nos dê a graça de viver em plena fraternidade com os irmãos e irmãs de outras religiões, rezando uns pelos outros, abertos a todos.
Fevereiro
Universal ‐ A violência contra as mulheres
Rezemos pelas mulheres vítimas de violência, para que sejam protegidas pela sociedade e os seus sofrimentos sejam considerados e escutados.
Março
Pela evangelização ‐ O sacramento da reconciliação
Rezemos para que vivamos o sacramento da reconciliação com uma profundidade renovada, para saborear a infinita misericórdia de Deus.
Abril
Universal ‐ Os direitos fundamentais
Rezemos por aqueles que arriscam a vida lutando pelos direitos fundamentais nas ditaduras, nos regimes autoritários e também nas democracias em crise.
Maio
Universal ‐ O mundo das finanças
Rezemos para que os responsáveis das finanças colaborem com os governos para regulamentar a esfera financeira e proteger os cidadãos dos seus perigos.
Junho
Pela evangelização ‐ A beleza do matrimônio
Rezemos pelos jovens que se preparam para o matrimônio com o apoio de uma comunidade cristã, para que cresçam no amor, com generosidade, fidelidade e paciência.
Julho
Universal ‐ A amizade social
Rezemos para que, nas situações de conflitos sociais, económicos e políticos, sejamos artífices corajosos e apaixonados do diálogo e da amizade.
Agosto
Pela evangelização ‐ A Igreja
Rezemos pela Igreja, para que receba do Espírito Santo a graça e a força de se reformar à luz do Evangelho.
Setembro
Universal ‐ Um estilo de vida eco sustentável
Rezemos para que todos façamos escolhas corajosas através de um estilo de vida sóbrio e ecossustentável, alegrando‐nos pelos jovens que se empenham resolutamente por isso.
Outubro
Pela evangelização ‐ Discípulos missionários
Rezemos para que cada batizado seja envolvido na evangelização e disponível para a missão, através de um testemunho de vida que tenha o sabor do Evangelho.
Novembro
Universal ‐ As pessoas que sofrem de depressão
Rezemos para que as pessoas que sofrem de depressão ou de estresse encontrem nos outros um apoio e uma luz que as abra à vida.
Dezembro
Pela evangelização ‐ Os catequistas
Rezemos pelos catequistas, chamados a anunciar a Palavra de Deus, para que sejam testemunhas da Palavra com coragem e criatividade na força do Espírito Santo.
Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.
(acidigital)
Secretário de Bento XVI: O Papa Emérito está fisicamente "muito fraco”
Vaticano, 04 jan. 21 / 09:54 am (ACI).- Em uma recente entrevista ao tabloide alemão "Bunte", o secretário pessoal de Bento XVI, Dom Georg Gänswein, disse que o Papa Emérito permanece muito alerta mentalmente, mas disse que fisicamente "ele se tornou muito fraco".
Dom Gänswein disse que celebrou o Natal e o Ano Novo com Bento XVI no mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano.
“Rezo a Liturgia das Horas diariamente com o Papa Emérito Bento e também o Terço. Uma parte considerável do meu tempo é reservada à oração”, indicou.
“Todo sacerdote, todo bispo, inclusive o Papa, reza não só por si próprio, mas pelas pessoas que lhe foram confiadas. Também e especialmente por aqueles que não querem ou não podem rezar”, acrescentou.
Na entrevista, Dom Gänswein também falou sobre os desafios do ano que terminou. “Estou grato a Deus porque 2020 finalmente acabou”, assinalou e disse que Roma às vezes esteve “estranhamente tranquila” durante a pandemia de coronavírus COVID-19.
O Prelado é também prefeito da Casa Pontifícia, mas está de licença desde fevereiro para poder dedicar seu tempo exclusivamente a Bento XVI como seu secretário pessoal.
Desde a eleição do Papa Francisco em 2013, Dom Gänswein ocupou os dois cargos, até que o estresse cobrou seu preço. O Arcebispo sofreu de perda auditiva aguda em 2017 e agora vive com um caso grave de zumbido. No final de janeiro de 2020, o Papa Francisco informou a Dom Gänswein que ele deveria dedicar seu tempo e energia inteiramente ao seu papel como secretário do Papa Emérito.
“Para isso, ele me dispensou do serviço na prefeitura. Minhas funções lá foram realocadas por tempo indeterminado", disse.
Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.
(acidigital)
domingo, 3 de janeiro de 2021
sábado, 2 de janeiro de 2021
Patriarca de Lisboa faz apelo por uma “cultura do cuidado”
Dom Manuel Clemente presidiu à missa de Ano Novo, Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, na Igreja de Cristo Rei na Paróquia da Portela de Sacavém. O cardeal espera que, para este novo ano dedicado ao cuidado da Criação pelos 5 anos da Laudato si', a cultura do cuidado também se torne numa cultura do dia a dia.
Domingos Pinto – Lisboa
“A pandemia obrigou-nos a cuidados reforçados, não só com a própria saúde, mas também com a saúde dos outros. E, durante o último ano, foram tantos, e em tanta parte, que se redobraram em cuidados – às vezes, até com risco da sua própria saúde – para que aos outros não faltasse aquilo que lhes devemos.”
Palavras do cardeal Manuel Clemente, patriarca de Lisboa, na missa de Ano Novo, Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz, celebrada na Igreja de Cristo Rei, na paróquia da Portela de Sacavém. Depois de recordar todos aqueles que se “desdobram em cuidados” pelos outros, dom Manuel Clemente disse que o cuidado pelos outros “é a maneira que Deus tem de atuar no mundo”:
“Para nós, que somos crentes, o cuidado não acontece por acaso. Nós acreditamos num Deus que cuida de nós. Mas não cuida de nós de fora de nós. O lugar de Deus atuar no mundo é o coração de cada um, ou seja, o íntimo de cada um.”
Para o patriarca de Lisboa, “não foi difícil, para quem é crente, reconhecer a presença de Deus no cuidado de tantos cuidadores que foram os braços, as mãos, o olhar, do próprio Deus em relação aos outros”. Dom Manuel Clemente espera que a proposta do Papa no início deste novo ano dedicado ao cuidado com a criação, nos cinco anos da Encíclica Laudato si', seja uma oportunidade “para que também a cultura do cuidado se torne a cultura do dia a dia”.
“A cultura do cuidado é cultivar, em cada um de nós, os sentimentos de proximidade em relação a tudo e a todos, mesmo quando, fisicamente, não é possível fazer. Há sempre um telefonema que podemos fazer, uma mensagem que podemos mandar, há sempre uma maneira de chegar aos outros porque o coração vence todas as distâncias e é muito criativo, como o próprio coração de Deus.”
Para o din Manuel Clemente, “uma das coisas mais graves desta pandemia é quando atinge pessoas que não têm já vínculos familiares e estão muito sós e, por isso, ainda mais desamparadas. Todo o cuidado que nós tivermos com a família é evangélico, é religioso, que quer dizer: é para cumprir a vontade de Deus”. O patriarca de Lisboa disse ainda que é preciso olhar a “realidade familiar” de Jesus “como a base da medida social e da vida da Igreja”, considerando que “a Igreja é a família de Deus”.
(vaticannews)












