sábado, 27 de junho de 2015
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terça-feira, 23 de junho de 2015
Santo Sudário exposto em Turim.
sábado, 20 de junho de 2015
sexta-feira, 19 de junho de 2015
"LAUDATO SI"
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Papa faz catequese sobre o luto na família
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
No percurso de catequeses sobre família, hoje tomamos inspiração diretamente do episódio narrado pelo evangelista Lucas, que escutamos há pouco (cfr Lc 7, 11-15). É uma cena muito comovente, que nos mostra a compaixão de Jesus por quem sofre – neste caso uma viúva que perdeu o único filho – e nos mostra também o poder de Jesus sobre a morte.
A morte é uma experiência que diz respeito a todas as famílias, sem exceção alguma. Faz parte da vida; no entanto, quando toca os afetos familiares, a morte nunca consegue parecer natural. Para os pais, perder o próprio filho é algo particularmente desolador, que contradiz a natureza elementar das relações que dão sentido à própria família. A perda de um filho ou de uma filha é como se o tempo parasse: abre-se um buraco que engole o passado e também o futuro. A morte, que leva o filho pequeno ou jovem, é um tapa nas promessas, nos dons e sacrifícios de amor alegremente entregues à vida que fizemos nascer. Tantas vezes vêm à Missa na Casa Santa Marta pais com a foto de um filho, de uma filha, criança, rapaz, moça, e me dizem: “Foi embora, foi embora”. E o olhar é tão doloroso. A morte toca e quando é um filho toca profundamente. Toda a família permanece meio que paralisada, sem palavras. E algo de similar atinge também a criança que permanece sozinha, pela perda de um pai, ou de ambos. Aquela pergunta: “Mas onde está o papai? Onde está a mamãe? – “Está no céu” – “Mas porque eu não o vejo?”. Esta pergunta abrange uma angústia no coração da criança que fica sozinha. O vazio do abandono que se abre dentro dela é mais angustiante pelo fato de que não tem nem ao menos experiência suficiente para “dar um nome” àquilo que aconteceu. “Quando o papai vai voltar? Quando a mamãe vai voltar?”. O que responder quando a criança sofre? Assim é a morte em família.
Nestes casos, a morte é como um buraco negro que se abre na vida da família e ao qual não sabemos dar explicação alguma. E às vezes se chega até mesmo a colocar a culpa em Deus. Quanta gente – eu as entendo – fica com raiva de Deus, blasfema: “Por que me tirou o filho, a filha? Mas, Deus não existe, não existe! Por que fez isso?”. Tantas vezes ouvimos isso. Mas esta raiva é um pouco aquilo que vem do coração, da grande dor; a perda de um filho ou de uma filha, do pai ou da mãe, é uma grande dor. Isso acontece continuamente nas famílias. Nestes casos, disse, a morte é quase como um buraco. Mas a morte física tem seus “cúmplices” que são também muitas vezes piores que ela e que se chamam ódio, inveja, orgulho, avareza; em resumo, o pecado do mundo que trabalha pela morte e a torna ainda mais dolorosa e injusta. Os afetos familiares aparecem como as vítimas predestinadas e indefesas destes auxiliares poderosos da morte, que acompanham a história do homem. Pensemos na absurda “normalidade” com a qual, em certos momentos e lugares, os eventos que acrescentam horror à morte são provocados pelo ódio e pela indiferença de outros seres humanos. O Senhor nos liberte de nos acostumarmos a isso!
No povo de Deus, com a graça da sua compaixão dada em Jesus, tantas famílias demonstram com os fatos que a morte não tem a última palavra: isto é um verdadeiro ato de fé. Todas as vezes que a família no luto – mesmo terrível – encontra a força de proteger a fé e o amor que nos unem àqueles que amamos, essa impede já agora a morte de pegar tudo. A escuridão da morte deve ser enfrentada com um mais intenso trabalho de amor. “Deus meu, clareia as minhas trevas!”, é a invocação da liturgia da noite. Na luz da Ressurreição do Senhor, que não abandona ninguém daqueles que o Pai lhe confiou, nós podemos tirar da morte o seu “ferrão”, como dizia o apóstolo Paulo (1 Cor 15, 55); podemos impedi-la de envenenar a vida, de estragar os nossos afetos, de fazer-nos cair no vazio mais escuro.
Nesta fé, podemos nos consolar uns aos outros, sabendo que o Senhor venceu a morte de uma vez por todas. Os nossos entes queridos não desapareceram na escuridão do nada: a esperança nos assegura que eles estão nas mãos boas e fortes de Deus. O amor é mais forte que a morte. Por isso, o caminho é fazer crescer o amor, tornando-o mais sólido e amor nos protegerá até o dia em que toda lágrima será enxugada, quando “não haverá mais a morte, nem lamentação, nem dor” (Ap 21, 4). Se nos deixamos apoiar por esta fé, a experiência do luto pode gerar uma solidariedade mais forte dos laços familiares, uma nova abertura à dor das outras famílias, uma nova fraternidade com as famílias que nascem e renascem na esperança. Nascer e renascer na esperança, isso nos dá a fé. Mas eu gostaria de destacar uma última frase do Evangelho que hoje ouvimos (cfr Lc 7, 11-15). Depois que Jesus torna a trazer a vida a este jovem, filho da mãe que era viúva, diz o Evangelho: “Jesus o restitui à sua mãe”. E essa é a nossa esperança! Todos os nossos entes queridos que se foram, o Senhor os restituirá a nós e nós nos encontraremos junto a eles. Esta esperança não desilude! Recordemos bem esse gesto de Jesus: “E Jesus o restitui à sua mãe”, assim fará o Senhor com todos os nossos queridos na família!
Esta fé nos protege da visão niilista da morte, bem como das falsas consolações do mundo, de forma que a vida cristã “não arrisca se misturar com mitologias de vários tipos”, cedendo aos ritos da superstição, antiga ou moderna” (Bento XVI, Angelus de 2 de novembro de 2008). Hoje é necessário que os pastores e todos os cristãos exprimam de modo mais concreto o sentido da fé nos confrontos da experiência familiar do luto. Não se deve negar o direito ao pranto – devemos chorar no luto – também Jesus “caiu em pranto” e foi “profundamente perturbado” pelo grave luto de uma família que amava (J0 11, 33-37). Podemos, em vez disso, tirar testemunho bastante simples e forte de tantas famílias que souberam colher, na duríssima passagem da morte, também a segura passagem do Senhor, crucificado e ressuscitado, com a sua irrevogável promessa de ressurreição dos mortos. O trabalho do amor de Deus é mais forte que o trabalho da morte. É daquele amor, é próprio daquele amor que devemos fazer-nos “cúmplices” operários, com a nossa fé! E recordemos aquele gesto de Jesus: “E Jesus o restituiu à sua mãe”, assim fará com todos os nossos entes queridos e conosco quando nos encontraremos, quando a morte será definitivamente derrotada em nós. Essa é a derrota da cruz de Jesus. Jesus nos restituirá em família a todos!
A Mudança climática é ou não é induzida pelo homem? Fonte revela o que pensa o Papa Francisco a respeito
Roma, 16 Jun. 15 / 01:27 pm (ACI).- Uma das questões científicas mais desafiantes que o Papa Francisco enfrenta em sua nova encíclica sobre a criação é o tema da mudança climática, que de acordo com fontes que conheceram os trabalhos do documento pontifício a ser lançado no dia 18 de junho, o Papa aborda com uma perspectiva equilibrada.
A fonte, que solicitou permanecer no anonimato, indicou: “O Papa Francisco considera que as grandes forças naturais não estão sob nosso controle, mas as humanas sim, e sendo assim, existe uma evidência científica muito forte que demonstra que os fatores humanos estão tendo um grande impacto e causando um estrago à natureza e também à vida das pessoas do mundo inteiro, especialmente os pobres”.
“A comunidade científica está dando respostas claras, consensuais, mas complexas” e estas causas são consideradas tanto naturais como humanas e devem ser suavizadas na medida do possível. Segundo a encíclica ‘Laudato si’, declara a fonte, “isto nos convida a sermos moralmente responsáveis pelo que fazemos, a atuar para frear e reverter esta tendência e esforçar-nos ao máximo das nossas possibilidades para prevenir estragos posteriores”.
“Isto requer uma mudança de coração e estabelecer novos modos de produzir, distribuir, e consumir e ter o objetivo de cuidar melhor da nossa casa comum e dos seus habitantes”, recalcou, acrescentando que “sua reação diante de uma garrafa plástica jogada fora é uma questão de coração e não da mente. E isto é algo que provém do pensamento franciscano, não é do New Age”.
Para esta fonte, que conhece de perto a encíclica do Papa, a grande novidade da carta ‘Laudato si’ é que “está pensada para crentes e não crentes, ou seja, tanto para fiéis católicos como para pessoas não crentes de boa vontade”.
O Santo Padre, explicou: “Esta encíclica tem uma ampla visão geral, a capacidade de ajudar-nos a caminhar para uma ecologia mais integral que nos compreende e inclui todas as pessoas”.
A encíclica permitirá que todas as pessoas estejam envolvidas, “desde aquelas apaixonadas pelas árvores ou pela água potável, até aquelas que moram em bairros normais ou aqueles que trabalham em políticas ecológicas em Nova Iorque e podem sentir-se chamados à ação”.
“Ninguém poderá dizer ‘ah, o Santo Padre falou somente neste sentido ou em outro’. “Ninguém deveria pensar ‘tenho a consciência tranquila porque não está dirigida à mim’”, advertiu.
Por último, analisando a linha do texto, a fonte disse: “ ‘Laudato si’ “será um ‘abraço’ magnífico, que não é estático, nem um simples inventário ou lista de pontos a serem analisados”.
Se pudéssemos resumir em uma frase o conteúdo do documento, disse a fonte, faríamos assim: “A ‘Laudato si` se resume no seguinte: “Acabaram as comunidades fechadas. Não porque alguém derrubou a porta, mas porque estamos dizendo que não podemos continuar vivendo assim”, concluiu.
A expressão “Laudato si’” (Louvado seja) remete ao ‘Cântico das Criaturas’ de São Francisco de Assis, o religioso que inspirou o Papa Francisco na escolha do seu nome.
Esta será a segunda encíclica publicada pelo Papa Francisco durante o seu pontificado. A primeira foi ‘Lumen Fidei’, publicada em 5 de julho de 2013.
No último domingo, 14 de junho, depois da Oração do Ângelus, o Pontífice sublinhou: “Esta encíclica está dirigida a todos. Oremos para que todos possam receber sua mensagem e crescer na responsabilidade para com a casa comum que Deus nos confiou”.



