sábado, 27 de junho de 2015

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-Miguel Macedo vai ser arguido pelos vistos dourados.


-Maria Barroso permanece em “estado muito crítico”.


-Papa Francisco: “Judeus e cristãos podem rezar e trabalhar juntos...”


-França eleva estado de alerta para o nível máximo após ataque a uma fábrica na província de Isère.


-Brasileiros consomem 4 vezes mais cocaína que a média mundial.


-Obama canta na igreja de Charleston no funeral do reverendo da Igreja de Charleston.


terça-feira, 23 de junho de 2015

Santo Sudário exposto em Turim.

Santo Sudário exorta a não ignorar a dor dos cristãos perseguidos, declarou Arcebispo de Turim

Por Marco Mancini
 

TURIM, 22 Jun. 15 / 05:00 pm (ACI).- O Arcebispo de Turim (Itália) e custódio do Santo Sudário, Dom Cesare Nosiglia, assinalou que existe uma clara relação entre a Síndone –o tecido que, segundo a tradição, cobriu o corpo de Jesus logo depois da crucificação– e o sofrimento de muitos cristãos que atualmente são perseguidos por causa da sua fé em diversos lugares do mundo.
Em declarações ao Grupo ACI e na véspera da viagem que o Papa Francisco fez à Turim para venerar o Manto Sagrado, o Arcebispo disse: “Existe uma relação evidente entre a Síndone e a atual realidade histórica. Vemos que este tecido nos convida contemplar a Paixão e Morte de Jesus junto a uma narração de sofrimento e dor, algo que se une ao presente trágico de muitos cristãos perseguidos por acreditar em Cristo".
Atualmente os cristãos sofrem perseguição em diferentes países do mundo: No Iraque, na Síria, no Paquistão, na República Centro-africana, na Nigéria, na Índia, na China, no Vietnam, entre outros.
“Quando contemplamos a Síndone compreendemos que não somos nós quem vemos este rosto, mas somos nós quem devemos sentir-nos olhados por Ele e convidados a não passar superficialmente por cima de tanto sofrimento ao nosso redor e no resto do mundo”, afirmou Dom Cesare.
Segundo o Arcebispo, “o Santo Sudário que o Santo Padre venerou neste domingo é a prova de que Cristo, nosso Senhor e Redentor, não quis passar por cima da nossa miséria, mas quis na verdade compartilhar todos nossos sofrimentos”.
“A partir desta intensa experiência de amor, Ele nos convida a sair das nossas seguranças e anunciá-lo à um mundo que não percebe que necessita d’Ele”, sublinhou o Arcebispo.
“A Síndone é a participação de nossa morte que representa o maior amor, a solidariedade mais radical: Deus se fez homem e chega a uma solidão extrema e absoluta do homem, aonde não chega amor algum, onde reina o abandono total sem palavras de consolação”, disse o Arcebispo de Turim.
“Jesus, permanecendo na morte, ultrapassou a porta desta solidão, a fim de que nos guie e nos ajude a passar por esta porta com Ele”.
“O lema da ostensão (exibição) do Santo Sudário deste ano, ‘O maior amor’, sublinha a profunda relação entre o amor de Deus por cada um de nós! O amor, a caridade que estamos chamados a viver no serviço aos nossos irmãos”, declarou o Arcebispo.
Esta ostensão, ressaltou Dom Cesare Nosiglia, “é ocasião para promover a irmandade, o altruísmo e a generosidade, especialmente durante a conjuntura atual, na qual presenciamos uma forte ameaça do ódio e do fanatismo”, concluiu.

(Acidigital)



sábado, 20 de junho de 2015

sexta-feira, 19 de junho de 2015

"LAUDATO SI"

A encíclica do Papa Francisco sobre a criação, 
lançada hoje no Vaticano



VATICANO, 18 Jun. 15 / 06:06 pm (ACI).- Foi oficialmente lançada nesta quinta-feira, 18, a nova encíclica do Papa Francisco, “Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum”. O título, que significa “Louvado Seja”, remete ao ‘Cântico das Criaturas’ de São Francisco de Assis, religioso que inspirou o Pontífice na escolha do seu nome.
A apresentação do texto foi feita durante coletiva na sala de Imprensa da Santa Sé, da qual participaram o Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, o Metropolita de Pérgamo, John Zizioulas, representando o Patriarcado Ecumênico e da Igreja Ortodoxa; e o fundador e diretor do Potsdam Institute for Climate Impact Research, professor John Schellnhuber.
A encíclica, como disse o Papa Francisco no Angelus de domingo, 14, é direcionada a todos e aborda questões relacionadas ao cuidado com a criação.
O documento é dividido em seis capítulos e possui 192 páginas. Está disponível em italiano, francês, inglês, alemão, polonês, árabe, espanhol 
e português.
Para baixar a encíclica “Laudato Si” em português, acesse: 
http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Papa faz catequese sobre o luto na família


brasão do Papa Francisco

CATEQUESE
Praça São Pedro – VaticanoQuarta-feira, 17 de junho de 2015

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No percurso de catequeses sobre família, hoje tomamos inspiração diretamente do episódio narrado pelo evangelista Lucas, que escutamos há pouco (cfr Lc 7, 11-15). É uma cena muito comovente, que nos mostra a compaixão de Jesus por quem sofre – neste caso uma viúva que perdeu o único filho – e nos mostra também o poder de Jesus sobre a morte.

A morte é uma experiência que diz respeito a todas as famílias, sem exceção alguma. Faz parte da vida; no entanto, quando toca os afetos familiares, a morte nunca consegue parecer natural. Para os pais, perder o próprio filho é algo particularmente desolador, que contradiz a natureza elementar das relações que dão sentido à própria família. A perda de um filho ou de uma filha é como se o tempo parasse: abre-se um buraco que engole o passado e também o futuro. A morte, que leva o filho pequeno ou jovem, é um tapa nas promessas, nos dons e sacrifícios de amor alegremente entregues à vida que fizemos nascer. Tantas vezes vêm à Missa na Casa Santa Marta pais com a foto de um filho, de uma filha, criança, rapaz, moça, e me dizem: “Foi embora, foi embora”. E o olhar é tão doloroso. A morte toca e quando é um filho toca profundamente. Toda a família permanece meio que paralisada, sem palavras. E algo de similar atinge também a criança que permanece sozinha, pela perda de um pai, ou de ambos. Aquela pergunta: “Mas onde está o papai? Onde está a mamãe? – “Está no céu” – “Mas porque eu não o vejo?”. Esta pergunta abrange uma angústia no coração da criança que fica sozinha. O vazio do abandono que se abre dentro dela é mais angustiante pelo fato de que não tem nem ao menos experiência suficiente para “dar um nome” àquilo que aconteceu. “Quando o papai vai voltar? Quando a mamãe vai voltar?”. O que responder quando a criança sofre? Assim é a morte em família.

Nestes casos, a morte é como um buraco negro que se abre na vida da família e ao qual não sabemos dar explicação alguma. E às vezes se chega até mesmo a colocar a culpa em Deus. Quanta gente – eu as entendo – fica com raiva de Deus, blasfema: “Por que me tirou o filho, a filha? Mas, Deus não existe, não existe! Por que fez isso?”. Tantas vezes ouvimos isso. Mas esta raiva é um pouco aquilo que vem do coração, da grande dor; a perda de um filho ou de uma filha, do pai ou da mãe, é uma grande dor. Isso acontece continuamente nas famílias. Nestes casos, disse, a morte é quase como um buraco. Mas a morte física tem seus “cúmplices” que são também muitas vezes piores que ela e que se chamam ódio, inveja, orgulho, avareza; em resumo, o pecado do mundo que trabalha pela morte e a torna ainda mais dolorosa e injusta. Os afetos familiares aparecem como as vítimas predestinadas e indefesas destes auxiliares poderosos da morte, que acompanham a história do homem. Pensemos na absurda “normalidade” com a qual, em certos momentos e lugares, os eventos que acrescentam horror à morte são provocados pelo ódio e pela indiferença de outros seres humanos. O Senhor nos liberte de nos acostumarmos a isso!

No povo de Deus, com a graça da sua compaixão dada em Jesus, tantas famílias demonstram com os fatos que a morte não tem a última palavra: isto é um verdadeiro ato de fé. Todas as vezes que a família no luto – mesmo terrível – encontra a força de proteger a fé e o amor que nos unem àqueles que amamos, essa impede já agora a morte de pegar tudo. A escuridão da morte deve ser enfrentada com um mais intenso trabalho de amor. “Deus meu, clareia as minhas trevas!”, é a invocação da liturgia da noite. Na luz da Ressurreição do Senhor, que não abandona ninguém daqueles que o Pai lhe confiou, nós podemos tirar da morte o seu “ferrão”, como dizia o apóstolo Paulo (1 Cor 15, 55); podemos impedi-la de envenenar a vida, de estragar os nossos afetos, de fazer-nos cair no vazio mais escuro.

Nesta fé, podemos nos consolar uns aos outros, sabendo que o Senhor venceu a morte de uma vez por todas. Os nossos entes queridos não desapareceram na escuridão do nada: a esperança nos assegura que eles estão nas mãos boas e fortes de Deus. O amor é mais forte que a morte. Por isso, o caminho é fazer crescer o amor, tornando-o mais sólido e amor nos protegerá até o dia em que toda lágrima será enxugada, quando “não haverá mais a morte, nem lamentação, nem dor” (Ap 21, 4). Se nos deixamos apoiar por esta fé, a experiência do luto pode gerar uma solidariedade mais forte dos laços familiares, uma nova abertura à dor das outras famílias, uma nova fraternidade com as famílias que nascem e renascem na esperança. Nascer e renascer na esperança, isso nos dá a fé. Mas eu gostaria de destacar uma última frase do Evangelho que hoje ouvimos (cfr Lc 7, 11-15). Depois que Jesus torna a trazer a vida a este jovem, filho da mãe que era viúva, diz o Evangelho: “Jesus o restitui à sua mãe”. E essa é a nossa esperança! Todos os nossos entes queridos que se foram, o Senhor os restituirá a nós e nós nos encontraremos junto a eles. Esta esperança não desilude! Recordemos bem esse gesto de Jesus: “E Jesus o restitui à sua mãe”, assim fará o Senhor com todos os nossos queridos na família!

Esta fé nos protege da visão niilista da morte, bem como das falsas consolações do mundo, de forma que a vida cristã “não arrisca se misturar com mitologias de vários tipos”, cedendo aos ritos da superstição, antiga ou moderna” (Bento XVI, Angelus de 2 de novembro de 2008). Hoje é necessário que os pastores e todos os cristãos exprimam de modo mais concreto o sentido da fé nos confrontos da experiência familiar do luto. Não se deve negar o direito ao pranto – devemos chorar no luto – também Jesus “caiu em pranto” e foi “profundamente perturbado” pelo grave luto de uma família que amava (J0 11, 33-37). Podemos, em vez disso, tirar testemunho bastante simples e forte de tantas famílias que souberam colher, na duríssima passagem da morte, também a segura passagem do Senhor, crucificado e ressuscitado, com a sua irrevogável promessa de ressurreição dos mortos. O trabalho do amor de Deus é mais forte que o trabalho da morte. É daquele amor, é próprio daquele amor que devemos fazer-nos “cúmplices” operários, com a nossa fé! E recordemos aquele gesto de Jesus: “E Jesus o restituiu à sua mãe”, assim fará com todos os nossos entes queridos e conosco quando nos encontraremos, quando a morte será definitivamente derrotada em nós. Essa é a derrota da cruz de Jesus. Jesus nos restituirá em família a todos!

A Mudança climática é ou não é induzida pelo homem? Fonte revela o que pensa o Papa Francisco a respeito


Roma, 16 Jun. 15 / 01:27 pm (ACI).- Uma das questões científicas mais desafiantes que o Papa Francisco enfrenta em sua nova encíclica sobre a criação é o tema da mudança climática, que de acordo com fontes que conheceram os trabalhos do documento pontifício a ser lançado no dia 18 de junho, o Papa aborda com uma perspectiva equilibrada.

A fonte, que solicitou permanecer no anonimato, indicou: “O Papa Francisco considera que as grandes forças naturais não estão sob nosso controle, mas as humanas sim, e sendo assim, existe uma evidência científica muito forte que demonstra que os fatores humanos estão tendo um grande impacto e causando um estrago à natureza e também à vida das pessoas do mundo inteiro, especialmente os pobres”.

“A comunidade científica está dando respostas claras, consensuais, mas complexas” e estas causas são consideradas tanto naturais como humanas e devem ser suavizadas na medida do possível.  Segundo a encíclica ‘Laudato si’, declara a fonte, “isto nos convida a sermos moralmente responsáveis pelo que fazemos, a atuar para frear e reverter esta tendência e esforçar-nos ao máximo das nossas possibilidades para prevenir estragos posteriores”.

“Isto requer uma mudança de coração e estabelecer novos modos de produzir, distribuir, e consumir e ter o objetivo de cuidar melhor da nossa casa comum e dos seus habitantes”, recalcou, acrescentando que “sua reação diante de uma garrafa plástica jogada fora é uma questão de coração e não da mente. E isto é algo que provém do pensamento franciscano, não é do New Age”.

Para esta fonte, que conhece de perto a encíclica do Papa, a grande novidade da carta ‘Laudato si’ é que “está pensada para crentes e não crentes, ou seja, tanto para fiéis católicos como para pessoas não crentes de boa vontade”.

O Santo Padre, explicou: “Esta encíclica tem uma ampla visão geral, a capacidade de ajudar-nos a caminhar para uma ecologia mais integral que nos compreende e inclui todas as pessoas”.

A encíclica permitirá que todas as pessoas estejam envolvidas, “desde aquelas apaixonadas pelas árvores ou pela água potável, até aquelas que moram em bairros normais ou aqueles que trabalham em políticas ecológicas em Nova Iorque e podem sentir-se chamados à ação”.

“Ninguém poderá dizer ‘ah, o Santo Padre falou somente neste sentido ou em outro’. “Ninguém deveria pensar ‘tenho a consciência tranquila porque não está dirigida à mim’”, advertiu.

Por último, analisando a linha do texto, a fonte disse: “ ‘Laudato si’ “será um ‘abraço’ magnífico, que não é estático, nem um simples inventário ou lista de pontos a serem analisados”.

Se pudéssemos resumir em uma frase o conteúdo do documento, disse a fonte, faríamos assim: “A ‘Laudato si` se resume no seguinte: “Acabaram as comunidades fechadas. Não porque alguém derrubou a porta, mas porque estamos dizendo que não podemos continuar vivendo assim”, concluiu.

A expressão “Laudato si’” (Louvado seja) remete ao ‘Cântico das Criaturas’ de São Francisco de Assis, o religioso que inspirou o Papa Francisco na escolha do seu nome.

Esta será a segunda encíclica publicada pelo Papa Francisco durante o seu pontificado. A primeira foi ‘Lumen Fidei’, publicada em 5 de julho de 2013.

No último domingo, 14 de junho, depois da Oração do Ângelus, o Pontífice sublinhou: “Esta encíclica está dirigida a todos. Oremos para que todos possam receber sua mensagem e crescer na responsabilidade para com a casa comum que Deus nos confiou”.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Padre Francisco

HÁ DOIS ANOS...


Foi neste dia do ano de 2013, que o diácono Francisco Rodrigues se ordenou Presbítero na Sé Catedral dos Açores, em Angra do Heroísmo, pelo bispo D. António.
Que o Senhor o proteja, abençoe e o torne dócil à Sua vontade.





quarta-feira, 3 de junho de 2015

Palavra de Vida junho 2015




“Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária.” (Lc 10,41-42)

Quanto afeto na repetição deste nome: Marta, Marta. A casa de Betânia, a uns três quilômetros de Jerusalém, é um lugar onde Jesus costuma se deter para repousar com os seus discípulos. Lá fora, na cidade, Ele tem de enfrentar discussões, encontra oposição e rejeição, enquanto que aqui existe paz e acolhida.
Marta é empreendedora e ativa. É o que ela demonstra também por ocasião da morte de seu irmão Lázaro, quando entra num diálogo sério com Jesus, no qual o questiona com energia. É uma mulher forte, que mostra uma grande fé. Diante da pergunta: “Crês que eu sou a ressurreição e a vida?”, ela responde, sem hesitar: “Sim, Senhor, eu creio” (cf. Jo 11,25-27).
Também agora ela está atarefada na preparação de uma acolhida digna do Mestre e dos seus discípulos. Ela é a patroa, a dona de casa (como diz o próprio nome: Marta significa “patroa”) e, portanto, sente-se responsável. Provavelmente está preparando o jantar para o ilustre hóspede. Maria, sua irmã, deixou-a sozinha nas suas ocupações. Contrariamente aos hábitos orientais, em vez de permanecer na cozinha, fica escutando Jesus junto com os homens, sentada aos seus pés, exatamente como a perfeita discípula. Daí a intervenção um pouco ressentida de Marta: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda pois que ela venha me ajudar!” (Lc 10,40). Eis então a resposta afetuosa e ao mesmo tempo firme de Jesus:
“Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária.”
Será que Jesus não estava satisfeito com o espírito empreendedor e o serviço generoso de Marta? Não lhe agradaria a acolhida concreta e não apreciaria de bom grado as iguarias que lhe estava preparando? Pouco depois desse episódio, nas parábolas, Jesus elogia administradores, empresários e empregados que sabem fazer render talentos e negociar os bens (cf. Lc 12,42; 19,12-26). Elogia até mesmo a esperteza deles (cf. Lc 16,1-8). Portanto, não podia deixar de alegrar-se ao ver uma mulher tão cheia de iniciativa e capaz de uma acolhida dinâmica e abundante.
O que Ele repreende é a ansiedade e a preocupação que ela põe no trabalho. Fica agitada, “sozinha com todo o serviço” (Lc 10,40), perdeu a calma. Não é mais ela quem orienta o trabalho, foi o trabalho que assumiu o comando e a tiranizou. Ela não está mais livre, tornou-se escrava da sua ocupação.
Não acontece também conosco de às vezes nos perdermos nas mil coisas a serem feitas? Somos atraídos e distraídos pela internet, pelo WhatsApp, pelos SMS inúteis. Mesmo quando se trata de compromissos sérios que nos prendem, eles podem nos fazer esquecer que devemos estar atentos aos outros, escutar as pessoas que estão perto de nós. O perigo é sobretudo perder de vista por que e para quem trabalhamos. É deixar que o trabalho e as outras ocupações se tornem fim a si mesmos.
Ou senão, somos tomados pela ansiedade e pela agitação diante de situações e problemas difíceis que dizem respeito à família, à economia, à carreira, à escola, ao futuro nosso ou dos filhos, até o ponto de esquecermos as palavras de Jesus: “Portanto, não vivais preocupados, dizendo: ‘Que vamos comer? Que vamos beber? Como nos vamos vestir?’ Os pagãos é que vivem procurando todas essas coisas. Vosso Pai que está nos céus sabe que precisais de tudo isso” (Mt 6,31-32). Também nós merecemos a repreensão de Jesus:
“Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária.”
Qual é a única coisa necessária? Escutar e viver as palavras de Jesus. Nada, absolutamente nada pode ser colocado acima delas – e Dele que fala. A verdadeira hospitalidade que podemos oferecer ao Senhor, fazê-lo sentir-se em casa, é acolher o que Ele nos diz. Justamente como fez Maria, que esqueceu tudo, colocou-se a seus pés e não perdeu uma só de suas palavras. Seremos guiados não pelo desejo de aparecer ou liderar, mas de agradar a Ele, de estar a serviço de seu reino.
Tal como Marta, também nós somos chamados a fazer “muitas coisas” para o bem dos outros. Jesus nos ensinou que o Pai quer que demos “muito fruto” (cf. Jo 15,8) e que façamos até obras ainda maiores do que Ele (cf. Jo 14,12). Portanto, de nós Ele espera dedicação, paixão no trabalho que temos a executar, criatividade, ousadia, iniciativa. Mas sem ansiedade e agitação, com aquela paz que vem do fato de sabermos que estamos cumprindo a vontade de Deus.
A única coisa que importa é, pois, tornarmo-nos discípulos de Jesus, deixarmos que viva em nós, estarmos atentos às suas sugestões, à sua voz sutil que nos orienta momento por momento. Desse modo será Ele quem nos guiará em todas as nossas ações.
Ao executar as “muitas coisas” não estaremos distraídos e desatentos porque, seguindo as palavras de Jesus, seremos motivados somente pelo amor. Em todas as ocupações faremos sempre uma só coisa: amar.
(focolare.org)


           
           
           
           
           

terça-feira, 2 de junho de 2015

“O grande Mistério”: Andrea Bocelli cantou pela família em Barcelona




MADRI, 01 Jun. 15 / 06:01 pm (ACI).- O templo expiatório da Sagrada Família acolheu na quinta-feira o concerto do tenor italiano Andrea Bocelli, desta maneira começou a sua turnê mundial chamada “O grande Mistério: O Evangelho da família, escola de humanidade para os nossos tempos” organizado pelo Pontifício Conselho para a Família e que posteriormente seria realizado na Califórnia (Estados Unidos), Canadá e Polônia.
O concerto contou com a colaboração da Orquestra Sinfônica de Vallés, a violinista ucraniana Anastasiya Petryshak e o Coral Polifônico de Puig-reig.
O tenor italiano declarou: “Me sinto privilegiado pela fé e afirmou que também é “um dever preciso para cada um ser testemunha “ativas e alegres da mensagem cristã e divulgá-la tanto quanto seja possível através do exemplo”.
Bocelli recordou: “A interpretação ou a escuta de música sacra pode ser uma forma de oração”. E sobre a família, tema principal de sua excursão, afirmou: “Ela é o principal pilar da sociedade, é a insubstituível escola dos afetos, a instituição crucial para a expressão e a transmissão dos valores cristãos”.
Dom Vincenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho para a Família, não compareceu ao concerto como estava previsto, mas enviou o Pe. Andrea Ciucci da diocese de Milão como seu representante.
“O amor entre o homem e a mulher são imagem da sua Igreja, o Grande Mistério”. Este também é o título da excursão de Bocelli, comentou o Pe. Ciucci.
O Cardeal Lluìs Martínez Sistach, arcebispo de Barcelona, que esteve presente no concerto afirmou por sua parte: “A família surge do matrimônio e é um bem incomparável para o bem-estar da pessoa e da sociedade humana”.
Bocelli também fará uma apresentação da sua turnê “O grande mistério” no Encontro Mundial das Famílias na cidade de Filadélfia, Estados Unidos.
(acidigital)

domingo, 31 de maio de 2015

HOJE É O DIA DO SENHOR




Domingo da Santíssima Trindade

A festa da TRINDADE nos convida a refletir
sobre o Mistério da vida íntima de Deus e
conhecer melhor quem é nosso Deus.
Ele se revela como Pai, Filho e Espírito Santo.

A 1ª Leitura apresenta o Deus da ALIANÇA.
Deus é o PAI que com sabedoria criou e dirige o universo. (Dt 4, 32-34.39-40)

É parte de um discurso de Moisés, no final de sua vida,
em que resume a Aliança e suas exigências.
Convida Israel a contemplar a sua história e
a ação de Deus na sua vida e na libertação do Egito.
Dá pistas para reconhecer o verdadeiro rosto de Deus.

É um Deus que estabelece COMUNHÃO e familiaridade com seu Povo.
Ele vai ao encontro, fala com eles e está sempre atento aos seus problemas. 
É um Deus fiel, apesar da infidelidade de Israel.
É um Deus próximo do Povo, embora esse se afaste dele.

- E conclui convidando o Povo a cumprir os mandamentos do Senhor,
pois são sugestões de um Deus que nos ama
e quer a nossa felicidade e a nossa plena realização.

* O Antigo testamento não conhecia o Mistério da Trindade.
Nessa etapa, aparece a UNICIDADE e a ESPIRITUALIDADE de Deus,
assim como os atributos de ONIPOTÊNCIA e MISERICÓRDIA

Na 2ª Leitura, Paulo ressalta que Deus se tornou próximo do homem.
É um Deus que nos tornou filhos adotivos e
por isso, podemos chamá-lo de "Abba", "PAI". (Rm 8,14-17)

No Evangelho, Jesus envia os discípulos em Missão
para pregar o Evangelho e Batizar em nome da TRINDADE. (Mt 28,16-20)

O texto descreve o encontro final entre Jesus e os discípulos.
Nele aparece uma fórmula trinitária usada no batismo cristão.
Pelo Batismo, nos tornamos participantes da Comunhão trinitária.
Mateus revela que a Igreja é uma Comunidade Missionária
e tem duas etapas de iniciação cristã: ENSINO e BATISMO.
Inicia com a catequese sobre as palavras e os gestos de Jesus e
o Batismo sela a íntima comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

+ A celebração da festa da Trindade
não é um convite para decifrar o Mistério de um Deus em três pessoas,
mas um convite para contemplar Deus que é AMOR e vive em comunhão
de pessoas e nos convida a participar da vida íntima de Deus.

O Prefácio de hoje afirma:
"Com o vosso Filho único e o Espírito Santo sois um só Deus e um só Senhor. Não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus.
Tudo o que revelastes e nós cremos a respeito de vossa glória
atribuímos igualmente ao Filho e ao Espírito Santo.
E, proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro,
adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade".

Esse Mistério é algo tão sublime, que supera nossa capacidade de compreender,
mas podemos e devemos crescer no conhecimento de Deus...
Sabemos da existência desse Mistério, porque Jesus nos revelou.

Por que Cristo nos revelou esse Mistério?

+ Certamente, não foi para ser um problema para nossa compreensão.
Pelo contrário, porque Deus nos ama, ele quer
que participemos ainda mais de perto de sua vida de amor.
O próprio Cristo nos apontou o modo:
"Se alguém me ama, guardará as minhas palavras;
 e meu Pai o amará e nós viremos a ele e
 faremos nele a nossa morada..."

Que verdade consoladora: a nossa pessoa ser um Templo da Trindade...
- Em nós está o PAI, que nos chamou do nada, insuflou-nos o sopro da vida,
  deu-nos um nome, confiou-nos uma missão.
- Em nós está o FILHO, que entregou sua vida por nós,
  imagem do Filho de Deus a ser imitada e reproduzida por todos nós.
- Em nós está o ESPÍRITO SANTO,
  que nos ilumina e fortalece nos caminhos de Deus.

E toda essa maravilha começou em nós desde o nosso BATISMO.
- Do Pai, somos filhos amados...
- Do Filho, somos irmãos e participamos da mesma vida e do mesmo projeto.
- Do Espírito Santo, recebemos inspiração e impulso para vivermos a vida      
   divina.
Essa relação com as três pessoas divinas, deve ser cultivada em nossa vida.
Somos chamados a renovar o nosso compromisso batismal,
para sermos reflexos da Trindade, sinais de comunhão, partilha e esperança,
num mundo tão dividido, individualista e desesperançado.

- A Bíblia nos conta que em Moisés, após ter falado com Deus,
dois raios de luz tão intensa iluminavam sua face,
que não podiam olhar para ele...

Que todos quantos nos encontrarem nessa semana,
após esse nosso encontro com Deus nessa celebração,
possam ver em nós, alguém que também se encontrou com seu Deus...

             Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 31.05.2015