terça-feira, 13 de julho de 2021
Por que as crianças sofrem?
"Perguntas como essas nos colocam de joelhos diante do Mistério", afirma Pe. Lugi Epicoco em editorial da edição desta segunda-feira (12) do L'Osservatore Romano. Ele se envolve na pergunta de Francisco sobre o sofrimento das crianças, feita no domingo (11), durante o Angelus no Hospital Gemelli: o Papa invoca olhares aos crucificados de hoje e lembra que ter fé significa "deixar de pensar em nós como absolutos" para trazer "tudo ao que conta: Cristo".
Andressa Collet - Vatican News
O editorialista do L’Osservatore Romano e assistente eclesiástico do Dicastério para a Comunicação, Pe. Luigi Maria Epicoco, em edição do jornal vaticano desta segunda-feira (12) compartilha com os leitores uma reflexão sobre as palavras do Papa Francisco pronunciadas no Angelus do último domingo (11), direto do Hospital Gemelli, em Roma, onde está se recuperando de uma cirurgia. Em especial, o editorialista se envolve na pergunta feita pelo Pontífice sobre o sofrimento das crianças.
Com o título “De uma sacada incômoda”, Pe. Luigi escreve que “a figura branca do Papa” naquela posição do hospital e diante de tantos fiéis que o seguiam da praça naquele momento, lembrou a muitos de nós um outro Papa, São João Paulo II. Uma presença que também fez recordar, através da “voz não particularmente clara e do rosto um pouco tenso”, que Francisco têm vivido dias desafiadores.
Por que os inocentes sofrem?
No entanto, continua Pe. Luigi, “aquela sacada do Hospital Gemelli tornou-se em poucos instantes um ambão incandescente”. Isso porque o Papa demonstrou gratidão pelos cuidados recebidos, além de ter dado “um grito de justiça por todos aqueles que não têm livre acesso aos tratamentos médicos”, direcionando o olhar, mais uma vez, “sobre os invisíveis, sobre aqueles que a sociedade não vê mais, os últimos”, assim como fazia Jesus, observou o editorialista, que conseguia notar essas pessoas em meio o ir e vir do povo. Como aconteceu com o Papa Francisco que, de repente, “direcionou o seu olhar para algumas crianças doentes ao seu lado e disse textualmente: ‘Por que as crianças sofrem? Por que as crianças sofrem é uma pergunta que toca o coração". E Pe. Luigi refletiu:
“Perguntas como essas nos colocam de joelhos diante do Mistério. Elas nos lembram que há coisas diante das quais só podemos parar e outras pelas quais podemos fazer algo. Parece que o Papa quis nos dizer que temos que enfrentar a humilhação da impossibilidade e, ao mesmo tempo, temos que nos lembrar que há coisas pelas quais existe a responsabilidade do nosso possível. Não podemos dizer ‘por que’ um inocente sofre, mas do jeito de Maria, de João, podemos decidir permanecer sob a cruz desses inocentes não os deixando sozinhos.”
Nestes dias, recordou ainda o Pe. Luigi ao finalizar o editorial desta segunda-feira (12), Francisco procurou “plantar a sua Cruz” no meio de tantas outras pessoas crucificadas nos dias de hoje:
“O Papa quis que esquecêssemos a sua doença para que recordássemos daquela dos últimos. Isto é o relativismo cristão, o único relativismo lícito porque nos faz parar de pensar em nós como absolutos e traz tudo ao que conta: o próprio Cristo, igualmente escondido na Eucaristia e nos últimos.”
(vaticannews)
Papa continua internado para a reabilitação. Durante a doença, abrir-se com ternura ao irmão
Do Hospital Gemelli, onde continua internado, Francisco encorajou os doentes a abrirem-se com ternura ao doente acamado no mesmo quarto.
Vatican News
O Santo Padre continua os tratamentos previstos e a reabilitação, que lhe permitirá o quando antes o retorno ao Vaticano. É o que afirma o comunicado do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.
Entre os doentes que encontrou nestes dias, afirma Bruni, o Papa “dirige um pensamento especial àqueles que, acamados, não podem voltar para casa: que possam viver este período como uma oportunidade, mesmo se vivida na dor, para abrir-se com ternura ao irmão e à irmã enfermo no leito ao lado, com o qual se compartilha a mesma humana fragilidade”.
segunda-feira, 12 de julho de 2021
Igreja celebra hoje Santa Verônica, em cujo véu ficou estampado o rosto de Cristo
REDAÇÃO CENTRAL, 12 jul. 21 / 06:00 am (ACI).- Santa Verônica foi a mulher que teve um gesto misericordioso com Cristo durante seu caminho ao Monte Calvário ao enxugar seu rosto cheio de sangue e suor com um véu que passou à história como relíquia por levar impresso a face do Messias.
Este véu, lenço ou pano é conhecido como “Santa Face” ou “Véu de Verônica” e é uma das relíquias mais importantes do cristianismo, pois é considerado como uma verdadeira imagem de Cristo.
O nome Verônica apareceu pela primeira vez no documento apócrifo “As Atas de Pilatos” e procede do latin vera icon(o verdadeiro ícone), sendo a imagem ou relíquia deste tipo mais antiga e conhecida. Outra relíquia importante similar a esta é o Santo Sudário de Turim.
“Verônica” também poderia ser uma variação do nome macedônio Berenice, que data do século IV e que quer dizer “a que leva à vitória”. Este último nome está vinculado ao da mulher que sofria uma hemorragia dos evangelhos sinóticos que foi curada milagrosamente por Jesus.
Segundo a tradição, Santa Verônica foi uma mulher piedosa que viveu em Jerusalém e que após a Paixão do Senhor se dirigiu para Roma levando consigo o véu, que posteriormente foi exposto para a veneração pública. Seu ato exemplar é recordado atualmente na sexta estação da Via Sacra.
Uma das várias tradições explica que Santa Verônica chegou à Itália diante do imperador romano Tibério e o curou após fazê-lo tocar esta sagrada imagem. A partir disso, permaneceu a capital do império na mesma época que os apóstolos São Pedro e São Paulo. Ao morrer, deixou a imagem para o Papa Clemente I.
Por ocasião do primeiro ano santo da história, em 1300, o Véu de Verônica se converteu em uma das “Mirabilia urbis” (maravilhas da cidade de Roma) para os peregrinos que visitaram a Basílica de São Pedro no Vaticano.
Os rastros do Véu de Verônica se perderam nos anos sucessivos ao Ano Santo 1600, até que foi encontrado na Igreja da Santa Face de Manopello. O Papa Bento XVI foi o primeiro Pontífice a visitá-lo em setembro de 2016.
(acidigital)
Papa: pós-operatório concluído. A alegria pela vitória da Argentina e da Itália no futebol
Francisco permanecerá internado ainda por alguns dias para otimizar a reabilitação. O olhar do Papa se dirigiu também ao esporte, com as finais da Eurocopa e da Copa América: é preciso lutar "sem desistir, com esperança e confiança".
Vatican News
"O Papa Francisco transcorreu um dia tranquilo e completou o período pós-operatório cirúrgico. Para otimizar ao máximo a terapia médica e reabilitativa, o Santo Padre permanecerá internado ainda por alguns dias." É o que informa o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, no comunicado desta segunda-feira (12/07).
No dia de ontem, afirma Bruni, antes de rezar o Angelus, desejou encontrar alguns pequenos pacientes da unidade vizinha de Oncologia com os seus respectivos familiares que, sucessivamente, o acompanharam no balcão do décimo andar por ocasião da oração mariana.
Ao final, saudou as pessoas internadas no seu mesmo andar, entretendo-se brevemente com os médicos e enfermeiros.
À tarde, celebrou a Santa Missa na capela particular com quem o assiste cotidianamente.
Ao compartilhar a alegria pela vitória das seleções argentina e italiana com as pessoas a ele próximas, concluiu-se o comunicado, "Sua Santidade se deteve sobre o significado do esporte e dos seus valores, e sobre a capacidade esportiva de saber aceitar qualquer resultado, mesmo a derrota: “Somente assim, diante das dificuldades da vida, é possível colocar-se em jogo, lutando sem desistir, com esperança e confiança”.
(vaticannews)
domingo, 11 de julho de 2021
ANGELUS (Texto)
PAPA FRANCESCO
ANGELUS
Hospital Universitário “A. Gemini ”
domingo, 11 de julho de 2021
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Estou feliz por poder cumprir o compromisso dominical do Angelus , também aqui da Policlínica “Gemelli”. Agradeço a todos: senti sua proximidade e o apoio de suas orações. Muito obrigado! O Evangelho que hoje lemos na Liturgia narra que os discípulos de Jesus, enviados por ele, "ungiram muitos enfermos com óleo e os curaram" ( Mc6,13). Este "óleo" também nos faz pensar no sacramento da Unção dos Enfermos, que conforta o espírito e o corpo. Mas este "óleo" é também a escuta, a proximidade, a preocupação, a ternura de quem cuida do doente: é como uma carícia que faz sentir-se melhor, alivia a dor e alivia. Todos nós, todos nós, mais cedo ou mais tarde precisamos desta “unção” de proximidade e ternura, e todos podemos dá-la a outrem, com uma visita, um telefonema, uma mão estendida a quem precisa de ajuda. Lembremo-nos de que, no protocolo do juízo final - Mateus 25 - uma das coisas que nos pedirão será a proximidade dos enfermos.
Nestes dias de hospitalização, pude sentir mais uma vez a importância de um bom serviço de saúde, acessível a todos, como existe na Itália e em outros países. Um serviço de saúde gratuito, que garante um bom serviço acessível a todos. Este precioso bem não deve ser perdido. Devemos mantê-lo! E para isso devemos todos nos comprometer, porque serve a todos e pede a contribuição de todos. Até na Igreja às vezes acontece que alguma instituição de saúde, por má gestão, não vai bem economicamente, e o primeiro pensamento que nos vem é vendê-la. Mas a vocação, na Igreja, não é ter dinheiro, é fazer o serviço, e o serviço é sempre gratuito. Não se esqueça disso: salve instituições gratuitas.
Quero expressar minha gratidão e incentivo aos médicos e a todos os profissionais de saúde e equipes deste hospital e de outros hospitais. Eles trabalham muito! E oramos por todos os enfermos. Aqui estão algumas crianças amigas doentes ... Por que as crianças sofrem? Por que as crianças sofrem é uma questão que toca o coração. Acompanha-os com a oração e reza por todos os enfermos, especialmente pelos que se encontram em condições mais difíceis: ninguém fica só, todos podem receber a unção da escuta, da proximidade, da ternura e do cuidado. Pedimos por intercessão de Maria, nossa Mãe, Saúde dos enfermos.
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Depois do Angelus
Queridos irmãos e irmãs,
Nos últimos dias, minhas orações têm sido freqüentemente dirigidas ao Haiti, após o assassinato do presidente e o ferimento de sua esposa. Associo-me ao apelo sincero dos Bispos do país a "depor as armas, escolher a vida, escolher a convivência fraterna no interesse de todos e no interesse do Haiti". Estou perto do querido povo haitiano; Espero que a espiral de violência termine e que a nação possa retomar sua jornada em direção a um futuro de paz e harmonia.
Hoje é o “Domingo do Mar”, dedicado de modo particular aos marinheiros e a quem tem no mar a fonte do trabalho e do sustento. Rezo por eles e peço a todos que cuidem dos oceanos e dos mares, cuidem da saúde dos mares: nada de plástico no mar!
Recordo e abençôo a quantos hoje na Polónia participam na peregrinação da Família Rádio Maria ao Santuário de Czestochowa.
Hoje se celebra a festa de São Bento, Abade e Padroeiro da Europa. Um abraço ao nosso santo padroeiro! Desejamos as maiores felicidades aos beneditinos de todo o mundo. E os melhores votos à Europa, que está unida nos seus valores fundadores.
E feliz domingo a todos! Não se esqueça de orar por mim. Bom almoço e adeus!

