sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Completas de Sexta-feira do Tempo Comum

20 frases do Beato Carlo Acutis que ensinam como viver uma juventude santa



Roma, 08 nov. 20 / 06:00 am (ACI).- Desde a sua beatificação, em 10 de outubro, em Assis (Itália), a cada dia se conhece mais sobre a vida e a obra do beato Carlo Acutis, como, por exemplo, as frases que pronunciou.

Embora o chamado “ciberapóstolo da Eucaristia” tivesse apenas 15 anos quando faleceu depois de sofrer de leucemia, durante esses anos cultivou uma grande sabedoria graças à sua íntima relação com Jesus e Maria, que se refletiu em suas obras e palavras.

A seguir, algumas das frases que deixou como legado do qual se pode aprender para viver uma juventude santa no século XXI:

1. "A Virgem Maria é a única mulher na minha vida".

2. "Quanto mais recebemos a Eucaristia, mais nos tornaremos semelhantes a Jesus, de modo que na terra teremos uma antecipação do Céu".

3. "Ao estar diante de Jesus Eucaristia nos tornamos santos".

4. "Existem pessoas que sofrem muito mais do que eu". “Ofereço todo o sofrimento que terei de sofrer pelo Senhor, pelo Papa e pela Igreja”.

5. “Peça continuamente ajuda ao seu anjo da guarda. Seu anjo da guarda tem que se tornar seu melhor amigo".

6. “Não temais, porque com a Encarnação de Jesus a morte se torna vida e não há necessidade de escapar: na vida eterna espera-nos algo extraordinário”.

7. "Jerusalém está ao virar a esquina".

8. "Todas as pessoas nascem como originais, mas muitas morrem como fotocópias".

9. "Estar sempre unido a Jesus, esse é o meu projeto de vida".

10. “A felicidade é olhar para Deus, a tristeza é olhar para si mesmo”.

11. “Não eu, mas Deus”. “A santificação não é um processo de adição, mas de subtração. Menos eu para deixar espaço para Deus”.

12. “Criticar a Igreja significa criticar a nós mesmos! A Igreja é a dispensadora de tesouros para a nossa salvação”.

13. "A única coisa que devemos pedir a Deus em oração é o desejo de ser santos".

14. “Nossa alma é como um balão aerostático. Se por acaso houver pecado mortal, a alma cai por terra. A confissão é como o fogo embaixo do balão que permite que a alma se levante novamente. É importante confessar-se com frequência”.

15. "Estou feliz por morrer, porque vivi minha vida sem desperdiçar um minuto com coisas que não agradam a Deus".

16. “Nossa meta deve ser o infinito, não o finito. O infinito é a nossa pátria. O céu está esperando por nós desde sempre”.

17. "A Eucaristia é a minha estrada para o céu".

18. "O Terço é a escada mais curta para subir ao Céu". "Depois da Sagrada Eucaristia, o Santo Terço é a arma mais poderosa para lutar contra o diabo".

19. "Por que os homens se importam tanto com a beleza de seu corpo e não se preocupam com a beleza de sua alma?". "Uma vida só é verdadeiramente bela se passamos a amar a Deus acima de tudo e ao nosso próximo como a nós mesmos".

20. "A conversão nada mais é do que mover o olhar de baixo para cima, um simples movimento dos olhos é suficiente".

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.


(acidigital)


Organização da JMJ 2023 desafia jovens portugueses a dois dias de missão



Lisboa, 13 nov. 20 / 10:19 am (ACI).- O Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 lançou um desafia aos jovens portugueses para que realizem dois dias de missão e, assim, realizem “um grande movimento nacional que pretende levar esperança e alegria a todo o País”.

A data proposta para a realização deste desafio é nos dias 28 e 29 de novembro, exatamente no fim de semana em que tem início o Advento, tempo de preparação para o Natal.

“Desafiamos cada jovem a fazer missão onde quer que esteja, dando assim expressão ao tema proposto pelo Papa Francisco para a JMJ Lisboa 2023”, isto é, “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39).

Diante do atual contexto da pandemia de Covid-19, a organização da JMJ apresenta algumas propostas para a concretização dessa missão, como por exemplo, telefonar para “alguém que está sozinho”, marcar “uma conversa digital com um familiar mais distante”, ajudar “uma família em dificuldades, “colaborar “com uma instituição de solidariedade local”, realizar “uma tarefa na tua paróquia”.

“As possibilidades são inúmeras: convidamos-te a que, olhando para a realidade em que vives, faças aí diferença. Em qualquer caso, cumpre todas as medidas de segurança e distanciamento social”, indica o COL, lembrando que “é fundamental que a missão seja realizada individualmente ou em grupos muito pequenos”.

Além disso, a fim de “dar visibilidade a este grande movimento de esperança”, o COL convida os jovens a usarem a camisa da JMJ Lisboa 2023.

Por fim, pede que fotografias das missões realizadas sejam enviadas através das redes sociais (Facebook e Instagram), WhatsApp (+351 912 593 144) ou e-mail (comunicacao@lisboa2023.org), para serem compartilhadas depois.


(acidigital)


Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 13.11.2020

10 Minutos com Jesus. Tempos difíceis. (13-11-20)

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Entidade católica envia ajuda a Moçambique após cristãos serem decapitados


REDAÇÃO CENTRAL, 12 nov. 20 / 09:39 am (ACI).- A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) anunciou que enviará uma ajuda emergencial de 120 mil dólares a uma diocese de Moçambique, em resposta a notícias de que militantes ligados ao Estado Islâmico decapitaram mais de 50 pessoas no norte do País.

Segundo informou ACN em 10 de novembro, este massacre foi perpetrado pelo grupo que se autodenomina “Estado Islâmico na África Central” (ISCA), “supostos jihadistas que atacaram a pequena cidade de Muidumbe [província de Cabo Delgado], decapitando e desmembrando os corpos de dezenas de pessoas em um estádio de futebol local”.

Além disso, relatou "o massacre de mais de 15 crianças e jovens, junto com seus tutores adultos, que os preparavam para participar dos ritos de iniciação tradicionais da tribo Makonde".

As Nações Unidas pediram a Moçambique ema 10 de novembro que investigue os relatos de massacres e decapitações de mulheres e crianças na região.

A violência extremista se intensificou em 2020 na província do norte de Moçambique, onde várias igrejas foram queimadas, pessoas decapitadas, meninas sequestradas e centenas de milhares de pessoas deslocadas pela violência.

“Parece que estão tentando despejar toda a população da parte norte da província de Cabo Delgado, expulsando o povo sem o menor traço de compaixão”, disse à ACN a Irmã Blanca Nubia Zapata, uma religiosa de Moçambique.

“Mais de 12 mil pessoas chegaram aqui nas últimas duas semanas. Não podemos acompanhar esse ritmo. Estão chegando mulheres e crianças, e pessoas mais velhas que já caminham há dias. Alguns morreram no caminho, nas estradas e nas trilhas da floresta”, disse Zapata.

A doação de US $ 120 mil que ACN enviará também incluirá cobertores, roupas, alimentos e produtos básicos de higiene para os deslocados no país africano, além de aconselhamento para vítimas de traumas.

“Queremos ajudar a Diocese de Pemba e as dioceses vizinhas com ajuda emergencial às vítimas de Cabo Delgado, para além dos projetos que já estamos patrocinando nas dioceses para os seus sacerdotes e religiosos”, comentou em 10 de novembro Regina Lynch, gerente de projetos de ACN Internacional.

Pemba é a capital da província de Cabo Delgado. O bispo local, Dom Luiz Fernando Lisboa, tem sido um forte defensor das necessidades das mais de 300 mil pessoas que foram deslocadas pela insurgência.

Cabo Delgado, a província mais ao norte de Moçambique, tem atravessado grande comoção desde outubro de 2017. Mais de 2 mil pessoas morreram em ataques no norte de Moçambique desde 2017 e outras 310 mil foram forçadas a abandonar as suas casas, de acordo com a ACN. Segundo a fundação pontifícia, as mortes foram causadas por mais de 600 ataques brutais em nove distritos diferentes, pelas mãos de insurgentes armados que alegam lealdade ao Estado Islâmico.

Durante a Semana Santa deste ano, insurgentes realizaram ataques em sete cidades e vilas da província de Cabo Delgado, atearam fogo a uma igreja na Sexta-feira Santa e mataram 52 jovens que se recusaram a aderir ao grupo terrorista, assinalou Dom Lisboa à ACN.

O Bispo de Pemba observou em abril que os extremistas já tinham queimado cinco ou seis capelas locais, além de algumas mesquitas. Disse que a histórica missão do Sagrado Coração de Jesus em Nangolo também foi atacada este ano.

Em junho, houve relatos de que os insurgentes decapitaram 15 pessoas em uma semana. No entanto, o Bispo disse que a crise em Moçambique foi amplamente recebida com "indiferença" por parte do resto do mundo.


Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.


Francisco ao SJR: amplificar a voz dos abandonados



O Papa escreve uma carta para o 40º aniversário de fundação do Serviço Jesuíta para Refugiados (SJR): “É sua tarefa vital estender a mão da amizade aos que estão sozinhos e separados de suas famílias”.


                                                                            Emanuela Campanile – Mariangela Jaguraba – Vatican News


Um caminho de quarenta anos inspirado e alimentado pelo exemplo de Cristo e pela intuição generosa do fundador, o Servo de Deus pe. Pedro Arrupe. É assim que, incessantemente, o Serviço Jesuíta para Refugiados (JRS) avança entre as linhas tortas, parafraseando um provérbio judeu, da história do mundo.


As palavras e a oração do Papa Francisco acompanham e fortalecem neste aniversário histórico, meta e novo início, o organismo internacional da Companhia de Jesus e todos aqueles que pedem ajuda. Numa Carta ao reverendo Thomas H. Smolich SI, diretor internacional do SJR, Francisco escreve:


Meus pensamentos vão especialmente para os muitos homens, mulheres e crianças que recorrem ao SJR em busca de refúgio e assistência. Eles sabem que o Papa está próximo deles e de suas famílias e que se lembra deles em suas orações. Este desejo intimamente cristão e Inaciano de cuidar do bem-estar de todos aqueles que se encontram em estado de profundo desespero inspirou e orientou o trabalho do SJR nos últimos 40 anos.


Dos anos 80 até a pandemia de hoje


Uma história de proximidade, que começou nos anos 80 com “o boat people vietnamita” (fuga de barcos dos vietnamitas) e “continua até hoje, com a pandemia de coronavírus”, enfatiza Francisco, lembrando como esta situação “deixou evidente que toda a família humana está ‘no mesmo barco’, enfrentando desafios econômicos e sociais sem precedentes”.


Estender a mão aos que estão sozinhos


Atualmente, os programas do SJR estão em 56 países, servindo refugiados e outros deslocados forçados em áreas de conflito e centros de detenção, fronteiras remotas e cidades lotadas. Existem muitos programas de assistência pastoral e apoio psicossocial nos centros de detenção e nos campos de refugiados, assim como ajuda humanitária em situações de deslocamento de emergência.


“O nosso trabalho expressa o compromisso da Companhia de Jesus (os Jesuítas) de estar com os refugiados em todo o mundo (SJR).”


Os programas de educação e subsistência também visam formar competências para criar oportunidades de integração nas comunidades anfitriãs. “É sua tarefa vital”, afirma Francisco na carta, “estender a mão da amizade aos que estão sozinhos, separados de suas famílias, ou abandonados, acompanhando-os e amplificando sua voz e, sobretudo, garantindo-lhes a oportunidade de crescer através de seus programas de educação e desenvolvimento”:


O seu testemunho do amor de Deus no serviço aos refugiados e migrantes é fundamental para construir uma “cultura do encontro” que lança as bases de uma solidariedade autêntica e duradoura para o bem da família humana.


Olhando para o futuro


Além do presente, o Papa Francisco olha para o amanhã com esperança na intercessão da Virgem Maria, a quem confia todos os membros do apostolado do SJR:

Olhando para o futuro, estou convencido de que nenhum retrocesso ou desafio, pessoal ou institucional, poderá distraí-los ou desanimá-los de responder generosamente ao chamado urgente de promover a cultura de proximidade e encontro através da defesa determinada dos direitos daqueles que vocês acompanham todos os dias.


(vaticannews)


Papa Francisco, comovido, sobre relatório de ex-cardeal McCarrick

SANTA MISSA DIRETO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA 12 11 2020

10 Minutos com Jesus. Amy Barrett tinha razão!

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Primera Bailarina - Ballet en Nueva York - Años 60 - com Alzheimer ao ouvir "Lago dos Cisnes"

Hoje é celebrado São Martinho de Tours, padroeiro da Guarda Suíça Pontifícia


REDAÇÃO CENTRAL, 11 nov. 20 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 11 de novembro, a Igreja recorda a festa litúrgica de São Martinho de Tours, um militar que partilhou sua capa com Cristo, fato que popularizou a palavra “capela” no mundo cristão. É o padroeiro da Guarda Suíça Pontifícia, da França e de Buenos Aires (Argentina).

São Martinho de Tours nasceu na Hungria por volta do ano 316, filho de pais pagãos. Depois de receber o batismo e renunciar a milícia, fundou um mosteiro em Ligugé (França), onde viveu a vida monástica com a direção de Santo Hilário. Mais tarde, recebeu a ordem sacerdotal e foi eleito Bispo de Tours. Morreu em 397.

A tradição indica que em um dia de inverno severo, sendo ele um jovem militar, encontrou-se no caminho com um homem pobre que sofria por estar com pouca roupa. Martinho, por não ter nada que pudesse dar-lhe, dividiu sua capa em duas partes iguais com a espada e lhe deu a metade.

À noite, viu em um sonho que tinha presenteado Jesus Cristo com a metade da capa e o Senhor lhe disse: “Martinho, hoje você me cobriu com tua capa”.

A meia capa de São Martinho de Tours foi colocada em uma urna e construíram-lhe um pequeno santuário. Como em latim “meia capa” se diz “capela”, as pessoas costumavam dizer: “Vamos rezar onde está a capela”. Desse modo, o nome “capela” se popularizou e passou a ser usado para designar os pequenos lugares de oração.

São Martinho é padroeiro da França e da Hungria, assim como da cidade de Buenos Aires, onde o Papa Francisco nasceu.

Em relação à capital argentina, conta-se que, ao fundar o lugar, os espanhóis tinham que consagrar a “Cidade da Santíssima Trindade e Porto de Santa Maria de Buenos Aires” a um santo. Por isso, colocaram em um chapéu papéis com propostas de santos. Quando tiraram um papel, saiu São Martinho de Tours. Não satisfeitos, por se tratar de um “santo francês”, repetiram o sorteio duas vezes e voltou a sair o mesmo nome. Finalmente, aceitaram e, dessa maneira, São Martinho de Tours se tornou padroeiro de Buenos Aires.


(acidigital)


SANTA MISSA DIRETO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA AO VIVO

Catequese - 14. A oração perseverante

PAPA FRANCISCO


AUDIÊNCIA GERAL




Catequese - 14.  A oração perseverante


Estimados irmãos e irmãs, bom dia!


Continuemos a catequese sobre a oração. Alguém me disse: “Fala demasiado de oração. Não é necessário”. Sim, é necessário. Porque, se não rezarmos, não teremos forças para ir em frente na vida. A oração é como o oxigénio da vida. A oração é atrair sobre nós a presença do Espírito Santo que nos leva sempre em frente. É por isso que falo muito sobre a oração.


Jesus deu exemplo de uma oração contínua, praticada com perseverança. O diálogo constante com o Pai, no silêncio e no recolhimento, é o ponto fulcral de toda a sua missão. Os Evangelhos apresentam-nos também as suas exortações aos discípulos, para que rezem com insistência, sem se cansar. O Catecismo recorda as três parábolas contidas no Evangelho de Lucas que sublinham esta caraterística da oração  de Jesus (cf. CIC, 2613).


A oração deve ser antes de mais tenaz: como o personagem da parábola que, devendo um hóspede que chegou de repente, no meio da noite, vai bater à porta de um amigo e pede-lhe pão. O amigo responde “não!”, porque já está na cama, mas ele insiste, e insiste a ponto de o obrigar a levantar-se e a dar-lhe pão (cf. Lc 11, 5-8). Um pedido tenaz. Mas Deus é mais paciente do que nós, e quem bate à porta do seu coração com fé e perseverança não fica desiludido. Deus responde sempre. Sempre. O nosso Pai sabe bem do que precisamos; a insistência não serve para o informar ou convencer, mas para alimentar o desejo e a expetativa em nós.


A segunda parábola é a da viúva que se dirige ao juiz para que a ajude a obter justiça. Este juiz é corrupto, é um homem sem escrúpulos, mas no final, exasperado pela insistência da viúva, decide contentá-la (cf. Lc 18, 1-8). E pensa: “Mas, é melhor que lhe resolva o problema e me livre dela, sem que venha continuamente lamentar-se diante de mim”. Esta parábola faz-nos compreender que a fé não é o impulso de um momento, mas uma disposição corajosa para invocar Deus, até para “discutir” com Ele, sem se resignar ao mal e à injustiça.


A terceira parábola apresenta um fariseu e um publicano que vão ao Templo para rezar. O primeiro dirige-se a Deus gabando-se dos próprios méritos; o outro sente-se indigno até de entrar no santuário. Contudo, Deus não ouve a oração do primeiro, isto é, dos soberbos, mas atende a dos humildes (cf. Lc 18, 9-14). Não há verdadeira oração sem espírito de humildade. É precisamente a humildade que nos leva a pedir na oração.


O ensinamento do Evangelho é claro: é preciso rezar sempre, até quando tudo parece vão, quando Deus nos parece surdo e mudo, e que perdemos tempo. Mesmo que o céu se ofusque, o cristão não deixa de rezar. A sua oração anda de mãos dadas com a fé. E a fé, em muitos dias da nossa vida, pode parecer uma ilusão, uma labuta estéril. Há momentos escuros na nossa vida e nesses momentos a fé parece uma ilusão. Mas praticar a oração também significa aceitar esta dificuldade. “Pai, vou rezar e não ouço nada... Sinto-me assim, com um coração seco, com um coração árido”. Mas devemos continuar, com a dificuldade dos maus momentos, dos momentos nos quais não sentimos nada. Muitos santos e santas viveram a noite da fé e o silêncio de Deus - quando batemos à porta e Deus não responde - e estes santos foram perseverantes.


Nestas noites de fé, quem reza nunca está sozinho. Na verdade, Jesus não é apenas testemunha e mestre de oração, é muito mais. Ele acolhe-nos na sua oração, para podermos rezar n'Ele e através d'Ele. E isto é obra do Espírito Santo. É por este motivo que o Evangelho nos convida a rezar ao Pai em nome de Jesus. São João relata estas palavras do Senhor: «E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo darei, para que o Pai seja glorificado no Filho» (14, 13). E o Catecismo explica que «a certeza de sermos atendidos nas nossas petições baseia-se na oração de Jesus» (n. 2614). Ela dá as asas que a oração do homem sempre desejou possuir.


Como deixar de recordar aqui as palavras do Salmo 90-91, carregadas de confiança, que brotam de um coração que espera tudo de Deus: «Ele cobrir-te-á com as suas plumas, sob as suas asas encontrarás refúgio. A sua fidelidade ser-te-á um escudo de proteção. Tu não temerás os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia, nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia» (vv. 4-6). É em Cristo que esta maravilhosa oração se cumpre, é n'Ele que encontra a sua verdade plena. Sem Jesus, as nossas orações correriam o risco de se reduzir a esforços humanos, na maioria das vezes destinados ao fracasso. Mas Ele tomou sobre si cada grito, cada gemido, cada júbilo, cada súplica... cada prece humana. E não esqueçamos o Espírito Santo que ora em nós; é Ele que nos leva a orar, leva-nos a Jesus. É o dom que o Pai e o Filho nos deram para prosseguirmos ao encontro com Deus. E o Espírito Santo, quando oramos, é o Espírito Santo que reza nos nossos corações.


Cristo é tudo para nós, inclusive na nossa vida de oração. Santo Agostinho dizia-o com uma expressão iluminante, que também encontramos no Catecismo: Jesus, «sendo o nosso Sacerdote, ora por nós; sendo a nossa Cabeça, ora em nós; e sendo o nosso Deus, a Ele oramos. Reconheçamos, pois, n'Ele a nossa voz, e a voz d'Ele em nós» (n. 2616). E é por isso que o cristão que reza nada teme, confia-se ao Espírito Santo, que nos foi dado como dom e que reza em nós, suscitando a oração. Que seja o próprio Espírito Santo, Mestre de oração, a ensinar-nos o caminho da oração.

 

Saudações:

Com afeto saúdo e abençoo os ouvintes de língua portuguesa, desejando que os vossos corações saibam sempre viver e irradiar uma grande confiança nos desígnios de salvação e felicidade que o Pai do Céu nutre pelos seus filhos e filhas. Para Ele, todos vivem! Que esta certeza vos sirva de conforto ao longo deste mês de particular saudade que deve florescer em devotos sufrágios pelos vossos queridos defuntos. Continuai a amá-los no Senhor!


Resumo da catequese do Santo Padre:

Jesus deixou-nos o exemplo duma oração perseverante: o diálogo constante com o Pai, no silêncio e recolhimento, é o fulcro de toda a sua missão. O Evangelho ensina-nos a pregar sempre, mesmo quando temos a impressão de estar a perder tempo, porque Deus tarda a responder. Muitos Santos e Santas experimentaram este silêncio de Deus, a noite da fé, mas perseveraram na oração. Ainda que o Céu nos pareça surdo e mudo, continuemos a rezar, porque, mesmo na noite da fé, nunca estamos sozinhos. Jesus faz seus e apresenta a seu Pai cada um dos nossos gemidos e cada uma das nossas preces. A certeza de sermos ouvidos funda-se na oração de Jesus, que dá à oração do homem aquelas asas que ela sempre desejou possuir. O Senhor «te cobrirá com as suas penas – são palavras do Salmo 91 –; debaixo das suas asas encontrarás refúgio; a sua fidelidade é escudo e couraça». Esta promessa estupenda cumpre-se em Jesus, que nos acolhe na sua oração e assim podemos rezar ao Pai por Cristo, com Cristo e em Cristo. Ele é tudo para nós, como no-lo recorda Santo Agostinho: «Sendo o nosso Sacerdote, ora por nós; sendo a nossa Cabeça, ora em nós; e sendo o nosso Deus, a Ele oramos. Reconheçamos, pois, n’Ele, a nossa voz e a voz d’Ele em nós». Por isso, o cristão que reza, nada teme. Quem bate com fé e perseverança à porta do coração do Pai do Céu, não ficará desiludido.


Biblioteca do Palácio Apostólico

Quarta-feira,11 de novembro de 2020