sexta-feira, 23 de abril de 2021

Palavra de Vida – abril 2021


“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.” (Jo 10,11)


As imagens da cultura bíblica, marcadas pelos tempos lentos da vida nómada e pastoril, parecem distantes das nossas exigências quotidianas de eficiência e competitividade. Apesar disso, também nós sentimos, por vezes, a necessidade de uma pausa, de um lugar onde repousar, de um encontro com alguém que nos aceite tal como somos.

Jesus apresenta-se como aquele que, mais do que ninguém, é capaz de nos acolher, de ser o nosso descanso, até mesmo de dar a sua vida por cada um de nós.

No longo trecho do evangelho de João – do qual é extraída esta Palavra de vida – Jesus dá-nos a certeza de que Ele é a presença de Deus na história de cada pessoa, como tinha sido prometido a Israel pela boca dos profetas (1).

Jesus é o pastor, o guia que conhece e ama as suas ovelhas, isto é, o seu povo, cansado e, por vezes, perdido. Não é um estranho que ignora as necessidades do rebanho, nem um ladrão que vem para roubar, nem um malfeitor que mata e dispersa, nem sequer um mercenário que trabalha só por interesse.

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.“

O rebanho que Jesus sente como seu é, sem dúvida, o grupo dos seus discípulos, de todos aqueles que já receberam o Batismo, mas não só. Ele conhece todas as criaturas humanas, chama cada uma pelo seu nome, trata de cada uma com ternura. 

Ele é o verdadeiro pastor. Não só nos guia para a vida, não só vem à nossa procura sempre que nos perdemos (2), mas já deu a sua vida para realizar a vontade do Pai, que é a plenitude da comunhão com Ele e a reconquista da fraternidade entre nós – fraternidade que tinha sido mortalmente ferida pelo pecado.

Cada um de nós pode procurar reconhecer a voz de Deus, ouvir a palavra que Ele nos dirige pessoalmente e segui-la com confiança. Sobretudo, podemos ter a certeza de que somos amados, compreendidos e perdoados incondicionalmente por Aquele que nos garante:

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.”

Quando experimentamos, pelo menos um pouco, esta presença silenciosa mas forte na nossa vida, acende-se no coração o desejo de a partilhar, de fazer crescer a nossa capacidade de cuidar e de aceitar os outros. Seguindo o exemplo de Jesus, podemos procurar conhecer melhor as pessoas da nossa família, o colega de trabalho ou o vizinho de casa, para nos deixarmos desinstalar pelas necessidades daqueles que nos rodeiam.

Podemos multiplicar as iniciativas do amor, envolvendo os outros e deixando-nos envolver. Na nossa pequenez, podemos contribuir para a construção de comunidades fraternas e abertas, capazes de acompanhar, com paciência e coragem, o caminho de muitos.

Meditando nesta frase do Evangelho, Chiara Lubich escreveu: «Jesus, falando claramente de si, disse: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). Ele viveu até ao fim a sua oferta. O seu amor é um amor oblativo, ou seja, é um amor feito de efetiva disponibilidade para oferecer, para dar a própria vida. […] Deus pede-nos, também a nós […] atos de amor que tenham (pelo menos na intenção e na decisão) a medida do seu amor. […] Só um amor assim é um amor cristão: não um amor qualquer, não um amor superficial, mas um amor grande, capaz de pôr em risco a vida. […] Agindo assim, a nossa vida cristã dará um salto de qualidade, um grande salto de qualidade. Então veremos reunir-se ao redor de Jesus, atraídos pela sua voz, homens e mulheres dos quatro cantos da Terra”(3).


Letizia Magri


1) Cf. Ez 34,24-31. 2) Cf. Lc 15,3-7; Mt 18, 12-14. 3) C. Lubich, Palavra de Vida de abril de 1997, in Parole di Vita, a/c Fabio Ciardi (Opere di Chiara Lubich 5), Città Nuova, Roma 2017, pp. 576-577.


(focolares)


Comemos a carne de Jesus | (Jo 6, 52-59) #370 - Meditação da Palavra

quinta-feira, 22 de abril de 2021

SANTA MISSA DIRETO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA 22 04 2021

Papa Francisco recebe Primeiro-Ministro do Líbano e confirma desejo de visitar o país


Vaticano, 22 abr. 21 / 07:53 am (ACI).- O Papa Francisco se encontrou com o Primeiro-Ministro designado do Líbano, Saad Hariri, em uma audiência privada esta manhã. A notícia foi confirmada por Matteo Bruni, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

«Durante as conversas que duraram cerca de trinta minutos - continua Bruni - o Papa quis reiterar a sua proximidade ao povo libanês, que vive um momento de grandes dificuldades e incertezas, e recordou a responsabilidade de todas as forças políticas de se comprometerem urgentemente com o benefício da nação".

«Ao reafirmar o seu desejo de visitar o país assim que se reúnam as condições, o Papa Francisco – conclui o comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé - manifestou a esperança de que o Líbano, com a ajuda da comunidade internacional, volte a encarnar a fortaleza dos cedros, a diversidade que da fragilidade se torna força no grande povo reconciliado, com a sua vocação de ser uma terra de encontro, de convivência e de pluralismo”.

Desde o início de seu pontificado, o Papa Francisco voltou seu olhar para o Líbano. No passado dia 24 de dezembro, o Pontífice enviou uma carta ao povo libanês pelo Natal,  na esperança de obter a ajuda da comunidade internacional para que o Líbano se liberte dos conflitos e tensões regionais, a fim de abandonar a grave crise e assim se recuperar.

Saad Hariri já ocupou o cargo de Primeiro Ministro do Líbano de 2009 a 2011 e de 2016 a 2019. Ele é filho do de Rafiq Hariri, que foi primeiro-ministro do país entre 1992 e 1998, assassinado em fevereiro de 2005.

(acidigital)


Dia Internacional da Terra: “As pessoas devem fazer as pazes com a natureza"



Na sua mensagem para o Dia Internacional da Terra o Secretário-geral da ONU, António Guterres afirmou que o planeta “está num ponto crítico” e pede que “as pessoas façam as pazes com a natureza”. Hoje será realizado um encontro de alto nível organizado pelos Estados Unidos
Vatican News
Hoje (22/04) é celebrado o  Dia Internacional da Mãe Terra, para marcar a data, o secretário-geral da ONU, António Guterres, participa no Encontro de Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizado pelos Estados Unidos. A iniciativa reúne, de forma virtual, cerca de 40 líderes mundiais e pretende reforçar os esforços para limitar o aumento da temperatura global em 1,5 grau Celsius até o final do século. 

A humanidade continua a abusar da natureza

Em mensagem sobre o Dia Internacional, Guterres afirmou que o planeta “está num ponto crítico” e apela as pessoas a fazerem as pazes com a natureza. O chefe da ONU afirmou que “a Humanidade continua a abusar da natureza”, pilhando descuidadamente os recursos da Terra, esgotando sua vida selvagem e tratando o ar, a terra e os mares como depósitos de lixo. Segundo ele, “ecossistemas e cadeias alimentares cruciais estão à beira do colapso.” Para o secretário-geral, esse comportamento “é suicida.” O secretário-geral ressalta que o mundo precisa “acabar com a guerra contra a natureza e cuidá-la para que volte a ser saudável".

Medidas necessárias

O chefe da ONU destacou depois os passos que precisam ser dados, como limitar o aumento da temperatura e planejar uma adaptação às mudanças que virão. Ele pediu também medidas mais firmes para proteger a biodiversidade, a redução da poluição e mais contribuições para economias circulares que reduzam os resíduos. Segundo Guterres, estes passos irão salvaguardar “a casa comum” da população mundial e “criar milhões de novos empregos".

Pandemia, oportunidade de mundo mais sustentável

Para o secretário-geral a recuperação da pandemia da Covid-19 “é uma oportunidade para pôr o mundo num caminho mais limpo, mais verde e mais sustentável.” Por fim, conclui sua mensagem pedindo que, neste Dia Internacional da Terra, todos se comprometam “com o árduo trabalho de restaurar o planeta e de fazer as pazes com a natureza”. Porque mudanças climáticas, provocadas pelo homem na natureza, bem como crimes que afetam a biodiversidade e o crescente comércio ilegal de animais selvagens, podem aumentar o contato e a transmissão de doenças infecciosas de animais para humanos, como a Covid-19.


(Fonte: Site da ONU)

Quem comer deste pão nuca morrerá | (Jo 6, 44-51) #369 - Meditação da Pa...

Laudes de Quinta-feira da III Semana da Páscoa

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 21.04.2021

A vontade de Deus é a salvação de todos | (Jo 6, 35-40) #368 - Meditação...

Gratidão dos Bispos à Rainha Elizabeth que completa 95 anos


Nota dos Bispos católicos da Inglaterra e do País de Gales por ocasião do aniversário da Rainha Elizabeth II

Vatican News

A Conferência Episcopal Católica da Inglaterra e do País de Gales, em nota, oferece seus melhores votos a Elizabeth II que completa hoje 95 anos. "Agradecemos-lhe por todos os anos de serviço excepcional que prestou como nossa Rainha e Soberana, e pedimos as bênçãos de Deus sobre os anos de reinado que ainda estão por vir". Reunidos em Assembleia Plenária, os bispos "a uma só voz" também expressaram à Rainha suas "mais profundas condolências" pela morte de seu marido, o Príncipe Felipe, Duque de Edimburgo, que faleceu no dia 9 de abril aos 99 anos de idade. Junto com o povo, os bispos escreveram: "Lamentamos sua morte, oramos pelo descanso eterno de sua alma, agradecemos a Deus pelo exemplo de sua vida e oramos ao Senhor para dar força a toda a família real". "Deus abençoe Sua Majestade, agora e sempre", conclui a nota, assinada pelo Cardeal Vincent Nichols, presidente da Conferência Episcopal Inglesa.


Este ano será um aniversário particular para Elizabeth II, devido ao luto por seu marido, que permaneceu ao seu lado durante 73 anos de casamento. Não está planejado, portanto, qualquer tipo de celebração, também em conformidade com os regulamentos atuais anti-Covid. Por fim, uma curiosidade: o aniversário da Rainha da Inglaterra é tradicionalmente celebrado duas vezes por ano: a primeira, em particular, no dia de seu nascimento, e a segunda, oficialmente, em junho. Esta tradição remonta ao Rei Eduardo VII, que nasceu em 9 de novembro de 1841, em um período frio e chuvoso do ano. Por este motivo, a cerimônia oficial foi transferida para junho, para ter mais chances de um clima claro e ensolarado.


(vaticannews)


O senhor é meu pastor - Salmo 23 (22)

AUDIÊNCIA GERAL:Catequese - 30. A oração vocal (Texto)

 


PAPA FRANCISCO

AUDIÊNCIA GERAL

Biblioteca do Palácio Apostólico

Quarta-feira, 21 de abril de 2021


Catequese - 30. A oração vocal

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

A oração é diálogo com Deus; e, num certo sentido, todas as criaturas “dialogam” com Deus. No ser humano, a oração torna-se palavra, invocação, cântico, poesia... A Palavra divina fez-se carne, e na carne de cada homem a palavra volta a Deus na oração.

As palavras são as nossas criaturas, mas são também as nossas mães, e em certa medida plasmam-nos. As palavras de uma prece levam-nos em segurança através de um vale escuro, orientando-nos para prados verdes, ricos de água, fazendo-nos banquetear diante dos olhos de um inimigo, como o Salmo nos ensina a recitar (cf. Sl 23). As palavras nascem dos sentimentos, mas há também o caminho inverso: aquele em que as palavras moldam os sentimentos. A Bíblia educa o homem para garantir que tudo vem à luz através da palavra, que nada de humano seja excluído, censurado. Acima de tudo, a dor é perigosa se permanecer coberta, fechada dentro de nós... Uma dor encerrada dentro de nós, que não se exprime nem desabafa, pode envenenar a alma; é mortal.

É por este motivo que a Sagrada Escritura nos ensina a rezar até com palavras às vezes audazes. Os escritores sagrados não nos querem enganar sobre o homem: sabem que no seu coração existem também sentimentos pouco edificantes, até mesmo o ódio. Nenhum de nós nasce santo, e quando estes sentimentos negativos batem à porta do nosso coração, devemos ser capazes de os desarmar com a oração e com as palavras de Deus. Nos Salmos encontramos também expressões muito duras contra os inimigos – expressões que os mestres espirituais nos ensinam a atribuir ao diabo e aos nossos pecados – mas são palavras que pertencem à realidade humana e que acabaram no contexto das Sagradas Escrituras. Estão ali para nos testemunhar que se, perante a violência, não houvessem palavras para tornar inofensivos os maus sentimentos, para os canalizar de modo que não prejudiquem, o mundo inteiro seria inundado por eles.

A primeira oração humana é sempre uma recitação vocal. Os lábios movem-se sempre em primeiro lugar. Embora todos saibamos que rezar não significa repetir palavras, no entanto a oração oral é a mais segura e pode ser praticada sempre. Os sentimentos, por mais nobres que sejam, são sempre incertos: vêm e vão, abandonam-nos e regressam. Não só, mas até as graças da oração são imprevisíveis: às vezes as consolações abundam, mas nos dias mais escuros parecem evaporar-se completamente. A oração do coração é misteriosa e em certos momentos falha. A oração dos lábios, aquela que é sussurrada ou recitada em coro, está sempre disponível, e é tão necessária quanto o trabalho manual. O Catecismo afirma: «A oração vocal é um elemento indispensável da vida cristã. Aos discípulos, atraídos pela oração silenciosa do seu Mestre, este ensina-lhes uma oração vocal: o Pai-Nosso» (n. 2701). “Ensina-nos a rezar”, pedem os discípulos a Jesus, e Jesus ensina uma oração vocal: o Pai-Nosso. E naquela prece há tudo.

Todos deveríamos ter a humildade de certos idosos que, na igreja, talvez porque a sua audição já não é aguda, recitam em meia-voz as orações que aprenderam quando eram crianças, enchendo a nave de sussurros. Esta prece não perturba o silêncio, mas dá testemunho da sua fidelidade ao dever da oração, praticada durante uma vida inteira, sem nunca falhar. Com a oração humilde, estes orantes são frequentemente os grandes intercessores das paróquias: são os carvalhos que de ano em ano alargam os seus ramos, para oferecer sombra ao maior número de pessoas. Só Deus sabe quando e quanto os seus corações estavam unidos àquelas orações recitadas: certamente essas pessoas também tiveram que enfrentar noites e momentos vazios. Mas pode-se permanecer sempre fiel à prece vocal. É como um âncora: agarrar-se à corda para permanecer ali, fiéis, aconteça ou que acontecer.

Todos temos que aprender com a constância daquele peregrino russo, mencionado numa famosa obra de espiritualidade, que aprendeu a arte da oração repetindo a mesma invocação inúmeras vezes: «Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tende piedade de nós, pecadores!» (cf. CIC, 2616; 2667). Repetia só isto. Se as graças entraram na sua vida, se um dia a oração se tornou tão ardente que ele sentiu a presença do Reino aqui entre nós, se o seu olhar se transformou até ser como o de uma criança, foi porque ele insistiu em recitar uma simples jaculatória cristã. No final, ela torna-se parte da sua respiração. É bonita a história do peregrino russo: é um livro ao alcance de todos. Recomendo-vos que o leiais: ajudar-vos-á a compreender o que é a oração vocal.

Por conseguinte, não devemos desprezar a oração vocal. Alguém diz: “Mas, é coisa para as crianças, para gente ignorante; estou procurando a prece mental, a meditação, o vazio interior para que Deus venha”. Por favor, não se deve cair na soberba de desprezar a oração vocal. É a oração dos simples, a que Jesus nos ensinou: Pai nosso que estais no céu… As palavras que pronunciamos levam-nos pela mão; às vezes restituem o sabor, despertam até o mais adormecido dos corações; estimulam sentimentos dos quais tínhamos perdido a memória, e levam-nos pela mão rumo à experiência de Deus. E acima de tudo, de maneira segura, são as únicas que dirigem a Deus as perguntas que Lhe aprazem. Jesus não nos deixou na névoa. Disse-nos: «Eis como deveis rezar!». E ensinou a oração do Pai-Nosso (cf. Mt 6, 9).

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Saudações:

Saúdo cordialmente os fiéis de língua portuguesa. Vos convido a nunca abandonar as orações simples que aprendemos de pequenos no seio da nossa família e que guardamos na memória do coração. São vias seguras de acesso ao coração do Pai. Que Deus vos abençoe!

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Resumo da catequese do Santo Padre:

A oração é diálogo com Deus. A Palavra divina se fez carne e, na carne de cada ser humano, a palavra retorna a Deus pela oração. A Sagrada Escritura nos ensina a rezar com palavras por vezes ousadas pois, quando os maus sentimentos batem à porta do nosso coração, temos de ser capazes de desarmá-los com a oração e com a palavra de Deus. A primeira oração do ser humano é sempre vocal, e embora saibamos que rezar não significa repetir palavras, todavia a oração vocal é a mais segura e sempre podemos fazê-la. A oração do coração é misteriosa e, em certos momentos, ausente, ao passo que a oração dos lábios - sussurrada ou dita em voz alta - está sempre ao nosso alcance. Todos deveríamos ter a humildade de alguns idosos que na igreja, talvez pela sua audição já meio enfraquecida, ouvimos recitando em voz baixa as orações que aprenderam de pequenos, enchendo o templo com seus murmúrios. Esta oração não perturba o silêncio, antes testemunha a fidelidade ao dever da oração feita sem desfalecer a vida inteira. Estes orantes da oração humilde são frequentemente os grandes intercessores da paróquia. Não devemos, portanto, desprezar a oração vocal. Jesus nos disse: «Quando orardes, dizei assim!» e ensinou-nos a oração do Pai-nosso (cf. Mt 6,9).

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Audiência Geral 21 de abril de 2021 Papa Francisco

terça-feira, 20 de abril de 2021

SANTA MISSA DIRETO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA 20 04 2021

Festival da Comunicação 2021 e a visão do Papa sobre jornalismo


O Prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini, juntamente com os Bispos Cornacchia e Pompili e Irmã Cristina Beffa, apresentaram os eventos e reuniões do Festival da Comunicação 2021 a ser realizado de 1º a 16 de maio na Itália central. Uma oportunidade para refletir sobre modernas informações e sobre a visão do Papa de um jornalismo que "desgasta a sola dos sapatos"

Salvatore Cernuzio – Vatican News

"Vem e vê", conheça e comunique, dirija seu olhar e se relacione com o outro. Deste convite dirigido a jornalistas e comunicadores pelo Papa Francisco em sua mensagem de janeiro passado para o 55º Dia Mundial da Comunicação Social, se desenvolverá o Festival da Comunicação 2021, promovido todos os anos pelas Paulinas, intitulado, precisamente, "Vem e vê" (Jo 1,46). Comunicar encontrando as pessoas onde e como elas estão.

Participarão estudiosos bíblicos, especialistas do mundo da informação, teólogos, mas também personalidades do mundo religioso através de histórias, testemunhos, mesas redondas. Cada um dará sua contribuição sobre o que é o jornalismo hoje, com suas insídias, mas também com as infinitas oportunidades dadas pelas novas tecnologias.

Também será uma ocasião para refletir sobre a visão proposta pelo Papa Francisco de um jornalismo que "desgasta a sola dos sapatos", que não se limita a observar, mas a "olhar", entendido como entrar na realidade viva de um povo, de um lugar, de um fato. Foi o que o próprio Pontífice fez, de 3 a 5 de março passado, indo ao Iraque acompanhado de 75 repórteres e cameraman para uma visita inesquecível a um país "onde ninguém queria ir", como lembrou o prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini.

No Iraque, o exemplo de uma comunicação que se torna um relacionamento

Ao apresentar o Festival de Comunicação, Ruffini recordou a histórica viagem do Papa ao Iraque como dias de história e esperança em um país ferido por guerras e terrorismo. "Encontro no olhar feliz daquele povo, com roupa de festa para o encontro, o testemunho mais bonito e comovente do significado deste 'vem e vê'", disse o prefeito. "Ver e ser visto". E somente depois de ver, e ser visto, você saberá como se comunicar. Isto nos faz lembrar a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações: que a raiz da comunicação é a relação, e que para se comunicar bem, é preciso ir e ver".

"Somente na verdade das relações, no testemunho do que realmente foi visto, na passagem da autorrepresentação à capacidade de ver o outro, podemos compreender o valor de construir juntos um futuro melhor", disse ainda o prefeito. Um futuro, acrescentou, citando o filósofo e teólogo austríaco Martin Buber, "fundado no caráter recíproco da vida". Porque 'aquele que não dá mais uma resposta, não percebe mais a palavra'".

As duas semanas do Festival terminarão com o Prêmio Literário "Don Tonino Bello", que proclamará poetas e jornalistas, no dia 14 de maio, e, no dia seguinte, será realizada uma Vigília de Oração. Por fim, Dom Pompili fará o discurso conclusivo no dia 16 de maio, Dia das Comunicações Sociais.


(vaticannews)