terça-feira, 21 de novembro de 2023

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 20.11.2023

Homilia Diária | Senhor, que eu veja novamente! (Segunda-feira da 33.ª ...

PADRE LEONARDO WAGNER | SantoFlow Podcast #131

Jornada Mundial de los Pobres: El Papa Francisco almuerza con 1200 perso...

SANTO DO DIA: Santo Edmundo rei, mártir, +870 Celebrado a 20 De Novembr



Santo Edmundo subiu ao trono de Inglaterra no Natal de 854. 

O seu reinado foi conturbado pelas invasões bárbaras, com grande poder de destruição. Para não se tornar vassalo de Ivar, chefe bárbaro, decidiu lutar em favor da liberdade do seu povo mas caiu prisioneiro. Amarrado a uma árvore, teve o corpo cravejado de flechas e, depois de decapitado, foi atirado para uma floresta. 

Contam que procurando a cabeça do rei, os cristãos, para não se dispersarem, gritavam uns para os outros: "Onde estás? Onde estás?" No meio da busca, o rei teria respondido: "Aqui. Aqui. Aqui." Acorrendo ao lugar, encontraram a cabeça do rei guardada por um lobo que a defendia dos outros animais. 

Santo Edmundo morreu em 870.
 

 (Evangelho Quotidiano)

Laudes de Segunda-feira da 33ª Semana do Tempo Comum

domingo, 19 de novembro de 2023

Kiko Argüello" El discernimiento"

Angelus 19 de novembro de 2023 Papa Francisco

DIA MUNDIAL DOS POBRES: HOMILIA

DIA MUNDIAL DOS POBRES
SANTA MISSA
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica de São Pedro
XXXIII Domingo do Tempo Comum, 19 de novembro de 2023


Três homens veem-se na posse duma enorme riqueza, graças à generosidade do seu senhor, que está de saída para uma longa viagem. Um dia, porém, vai regressar e convocará aqueles servos, esperando poder alegrar-se com eles pela forma como entretanto fizeram render os seus bens. Assim, a parábola que ouvimos (cf. Mt 25, 14-30) convida-nos a deter-nos em dois percursos: a viagem de Jesus e a viagem da nossa vida.
A viagem de Jesus. No início da parábola, Ele fala de «um homem que, ao partir para fora, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens» (25, 14). Esta viagem faz pensar no próprio mistério de Cristo, Deus feito homem, com a sua ressurreição e ascensão ao Céu. Com efeito, Ele que desceu do seio do Pai para vir ao encontro da humanidade, morrendo, destruiu a morte e, ressuscitando, retornou ao Pai. Assim Jesus, tendo terminado a sua existência terrena, realiza a «viagem de regresso» para junto do Pai. Mas, antes de partir, confiou-nos os seus bens, os seus talentos, um verdadeiro «capital»: deixou a Si mesmo na Eucaristia, a sua Palavra de vida, a sua santa Mãe como nossa Mãe, e distribuiu os dons do Espírito Santo para podermos continuar a sua obra no mundo. Tais «talentos» são concedidos «a cada qual – especifica o Evangelho – segundo a sua capacidade» (25, 15) e, naturalmente, para uma missão pessoal que o Senhor nos confia na vida quotidiana, na sociedade e na Igreja. O mesmo afirma o apóstolo Paulo: «a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo. Por isso se diz: Ao subir às alturas, levou cativos em cativeiro, deu dádivas aos homens» (Ef 4, 7-8).
Mas, voltemos a fixar o olhar em Jesus, que recebeu tudo das mãos do Pai, mas não reteve para Si esta riqueza, «não considerou um privilégio ser igual a Deus, mas esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo» (Flp 2, 6-7). Revestiu-Se da nossa frágil humanidade, cuidou como bom samaritano das nossas feridas, fez-Se pobre para nos enriquecer com a vida divina (cf. 2 Cor 8, 9), subiu à cruz. A Ele, que não tinha pecado, «Deus o fez pecado por nós» (2 Cor 5, 21), em nosso favor. Jesus viveu em nosso favor. Foi isto que animou a sua viagem pelo mundo, antes de voltar ao Pai.
Mas a parábola de hoje diz-nos ainda que «voltou o senhor daqueles servos e pediu-lhes contas» (Mt 25, 19). Com efeito, à primeira viagem rumo ao Pai, seguir-se-á outra que Jesus há de realizar no fim dos tempos, quando voltar na glória e quiser encontrar-nos de novo, para «fazer um balanço», o balanço da história, e introduzir-nos na alegria da vida eterna. Por isso devemos perguntar-nos: Como nos encontrará o Senhor, quando voltar? Como me apresentarei eu ao encontro com Ele?
Esta pergunta leva-nos ao segundo momento: à viagem da nossa vida. Que estrada estamos nós a percorrer na nossa vida: a de Jesus que Se fez dom ou a estrada do egoísmo? A das mãos abertas para os outros, para dar e nos darmos, ou a das mãos fechadas para ter mais e cuidar apenas de nós mesmos? A parábola diz-nos que cada um de nós recebeu os «talentos», segundo as próprias capacidades e possibilidades. Mas, atenção, não nos deixemos enganar pela linguagem habitual! Aqui não se trata das capacidades pessoais, mas – como dizíamos – dos bens do Senhor, daquilo que Cristo nos deixou ao regressar ao Pai. Com eles, deu-nos o seu Espírito, no qual nos tornamos filhos de Deus e graças ao qual podemos dedicar a nossa vida a dar testemunho do Evangelho e construir o Reino de Deus. O grande «capital», que foi colocado nas nossas mãos, é o amor do Senhor, fundamento da nossa vida e força do nosso caminho.
Por isso devemos perguntar-nos: Que faço eu dum dom tão grande ao longo da viagem da minha vida? A parábola diz-nos que os dois primeiros servos multiplicam o dom recebido, enquanto o terceiro, em vez de confiar no seu senhor, que lho dera, tem medo dele e fica como que paralisado, não arrisca, não se empenha, acabando por enterrar o talento. Isto aplica-se também a nós: podemos multiplicar o que recebemos, fazendo da vida uma oferta de amor pelos outros, ou então podemos viver bloqueados por uma falsa imagem de Deus e, com medo, esconder debaixo da terra o tesouro que recebemos, pensando só em nós mesmos, sem nos apaixonarmos por nada além das nossas comodidades e interesses, sem nos comprometermos. Punhamo-nos uma pergunta, muito clara. Os dois primeiros, negociando com os talentos, arriscam; e eu pergunto-me: «Arrisco na minha vida? Arrisco com a força da minha fé? Como cristã, como cristão, sei arriscar ou fecho-me em mim próprio por medo ou por pusilanimidade?»
Pois bem, meus irmãos e irmãs! Neste Dia Mundial dos Pobres, a parábola dos talentos é uma advertência para verificar com que espírito estamos a enfrentar a viagem da vida. Recebemos do Senhor o dom do seu amor e somos chamados a tornar-nos dom para os outros. O amor com que Jesus cuidou de nós, o azeite da misericórdia e da compaixão com que tratou as nossas feridas, a chama do Espírito com que abriu os nossos corações à alegria e à esperança, são bens que não podemos guardar só para nós, administrar à nossa vontade ou esconder debaixo da terra. Cumulados de dons, somos chamados a fazer-nos dom. Nós que temos recebido tantos dons, devemos fazer-nos dom para os outros. As imagens usadas pela parábola são muito eloquentes: se não multiplicarmos o amor ao nosso redor, a vida some-se nas trevas; se não colocarmos em circulação os talentos recebidos, a existência acaba debaixo da terra, ou seja, como se já estivéssemos mortos (cf. 25, 25.30). Irmãos e irmãs, quantos cristãos subterrados! Quanto cristãos vivem a fé como se estivessem sob terra!
Por isso pensemos nas inúmeras pobrezas materiais, pobrezas culturais, pobrezas espirituais do nosso mundo; pensemos nas existências feridas que povoam as nossas cidades, nos pobres tornados invisíveis, cujo grito de dor é sufocado pela indiferença geral duma sociedade atarefada e distraída… Depois, quando pensamos na pobreza, não devemos esquecer o pudor: a pobreza é púdica, esconde-se. Temos nós de ir procurá-la, com coragem. Pensemos em quantos estão oprimidos, cansados, marginalizados, nas vítimas das guerras e naqueles que deixam a sua terra arriscando a vida; naqueles que estão sem pão, sem trabalho e sem esperança. Tanta pobreza diária. E não se trata de um, dois ou três: são uma multidão; os pobres são uma multidão. E quando se pensa nesta multidão imensa de pobres, a mensagem do Evangelho resulta clara: não enterremos os bens do Senhor! Ponhamos em circulação a caridade, partilhemos o nosso pão, multipliquemos o amor! A pobreza é um escândalo. Sim, a pobreza é um escândalo. Quando o Senhor voltar, pedir-nos-á contas e – como escreve Santo Ambrósio – dir-nos-á: «Porquê tolerastes que tantos pobres morressem de fome, quando dispunhas de ouro com o qual obter alimento para lhes dar? Porquê tantos escravos foram vendidos e maltratados pelos inimigos, sem que ninguém fizesse nada para os resgatar?» (Os Deveres dos Ministros: PL 16, 148-149).
Rezemos para que cada um, segundo o dom recebido e a missão que lhe foi confiada, se comprometa a «pôr a render a caridade» – pôr a render a caridade – e a aproximar-se de qualquer pobre. Rezemos para que também nós, no termo da nossa viagem, depois de ter acolhido Cristo nestes irmãos e irmãs com quem Ele próprio Se identificou (cf. Mt 25, 40), possamos ouvir dizer-nos: «Muito bem, servo bom e fiel (…). Entra no gozo do teu senhor» (Mt 25, 21).


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Santa Missa Dia Mundial dos Pobres 19 de novembro de 2023 Papa Francisco

Laudes do 33º Domingo do Tempo Comum

sábado, 18 de novembro de 2023

Missa desde a Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima 18...

Permanecei firmes na Igreja de Cristo ! - Padre Gabriel Vila Verde (28/0...

Papa sobre abusos: formação e escuta criam cultura da prevenção



O Papa recebeu em audiência os participantes do encontro promovido pela Conferência Episcopal Italiana sobre a proteção dos menores e das pessoas vulneráveis ​​e recebeu os resultados da investigação sobre as atividades dos Serviços e Centros territoriais de escuta: são feridas dilacerantes que precisam de cuidado, “este é o caminho para criar confiança, a confiança que leva à verdadeira renovação”

Amedeo Lomonaco - Cidade do Vaticano


Proteger, escutar, cuidar: três verbos sobre os quais foi articulado o discurso do Papa Francisco aos participantes no primeiro encontro nacional, promovido pela Conferência Episcopal Italiana, dos Serviços e Centros territoriais de escuta para a proteção dos menores e dos mais vulneráveis. O Pontífice recebeu-os “no dia em que, pelo terceiro ano, todas as comunidades eclesiais da Itália estão envolvidas na oração, no pedido de perdão e na sensibilização para esta dolorosa realidade”. Este aspecto, observou Francisco, é importante: “o envolvimento de todo o povo de Deus”. “Não podemos parar na nossa ação de proteção dos menores e vulneráveis - afirmou - ​​e, ao mesmo tempo, combater toda forma de abuso, seja sexual, de poder ou de consciência”.


Um compromisso precioso quer para as vítimas como para a comunidade
 

Ao Papa foram entregues os resultados das atividades dos Serviços e Centros territoriais de escuta:

Eles destacam o bem que sabem fazer no território, fazendo-vos próximos de quem sofreu uma ferida dilacerante. O que estais a fazer é precioso quer para as vítimas como para toda a comunidade eclesial. Destas páginas transparece o compromisso constante e compartilhado. Este é o caminho para criar confiança, a confiança que leva à verdadeira renovação.


Proteger
 

Francisco indicou então, nos verbos “proteger, escutar e cuidar” as diretrizes fundamentais das quais “tirar orientações para cada iniciativa”. Antes de tudo, proteger:

Participar ativamente na dor das pessoas feridas e garantir que toda a comunidade seja responsável pela proteção dos menores e dos mais vulneráveis. Toda a comunidade cristã, na riqueza das suas componentes e competências, deve ser envolvida, porque a ação de proteção é parte integrante da missão da Igreja na construção do Reino de Deus. Proteger significa orientar o próprio coração, o próprio olhar e a própria ação em favor dos menores e mais indefesos. Custodiar o coração significa isso. É um caminho que exige uma renovação interior e comunitária na justiça e na verdade.

O Papa sublinhou que o salvaguardar, com a finalidade da proteção integral, não pode permitir o silêncio:

Quem protege, quem custodia o próprio coração, sabe que “não se pode aceitar nenhum silêncio ou ocultação em relação ao tema de abusos” - isto não é uma questão negociável -; e sabe também que é importante «perseguir o apuramento da verdade e o restabelecimento da justiça no seio da comunidade eclesial, também em casos em que certos comportamentos não são considerados crimes pela lei do Estado, mas o são pela lei canônica» (conferir CEI-Cism, Diretrizes para a proteção de menores e pessoas vulneráveis). Custodiar também significa prevenir as ocasiões de mal, e isso só é possível por meio de uma constante atividade de formação, voltada a difundir a sensibilidade e a atenção para a tutela dos mais frágeis.

Falando de improviso, o Papa acrescentou depois que o flagelo dos abusos é um drama que diz respeito a todos os âmbitos da sociedade, especialmente os do tecido familiar:

Pensem que, segundo as estatísticas mundiais, entre 42 e 46 por cento dos abusos ocorrem dentro da família ou no bairro. O silêncio encoberta tudo: os tios, os avós, os irmãos, tudo. Depois, no mundo do esporte, depois nas escolas, e assim por diante.


Escutar
 

O encontro promovido pela Conferência Episcopal Italiana para a proteção dos menores e das pessoas vulneráveis, focado no tema “A beleza ferida. “Vou enfaixar tuas chagas e curar tuas feridas” (Jr 30,17)”. Para enfaixar feridas é preciso também saber ouvir. Precisamente esta capacidade crucial é o segundo elemento indicado por Francisco:

Para proteger é preciso saber escutar, deixando de lado toda forma de protagonismo e interesse pessoal. A escuta é movimento do coração e é também uma opção fundamental para colocar no centro de todas as nossas ações aqueles que sofreram ou estão sofrendo e quem é mais frágil e vulnerável. Pensemos em Jesus que acolhe as crianças e todos os “pequeninos” (cf. Mt 19,14). A escuta das vítimas é o passo necessário para fazer crescer uma cultura de prevenção, que se materializa na formação de toda a comunidade, na implementação de procedimentos e boas práticas, na vigilância e naquela clareza de ação que constrói e renova a confiança.

Francisco sublinhou então que “somente a escuta da dor das pessoas que sofreram estes crimes terríveis abre a solidariedade e impele a fazer todo o possível para garantir que os abusos não se repitam”:

Este é o único caminho para partilhar verdadeiramente o que aconteceu na vida de uma vítima, para assim se sentir interpelados a uma renovação pessoal e comunitária. Somos chamados a uma reação moral, a promover e a testemunhar a proximidade com aqueles que foram feridos por um abuso. Saber escutar é cuidar das vítimas.


Curar
 

Então, o terceiro passo essencial indicado por Francisco: “Somente percorrendo o caminho do proteger e do escutar é possível curar”.

Neste tempo, difundiu-se a cultura do descarte, ao contrário do que diz o Evangelho; as nossas comunidades devem ser uma provocação saudável para a sociedade, na sua capacidade de assumir os erros do passado e de abrir novos caminhos. A “cura” das feridas é também obra de justiça. Precisamente por esta razão é importante processar aqueles que cometem tais crimes, ainda mais se em contextos eclesiais. E eles próprios têm o dever moral de uma profunda conversão pessoal, que conduza ao reconhecimento da própria infidelidade vocacional, à retomada da vida espiritual e ao humilde pedido de perdão às vítimas pelos seus atos.
Uma chaga que atinge muitos menores e adultos
 

O Pontífice explicou que os Serviços para a proteção e Centros de escuta estão difundidos em toda a Itália como lugares aos quais recorrer para encontrar escuta, acolhimento e acompanhamento. E saindo do texto escrito, recordou que nesta era digital outra chaga está cada vez mais disseminada:

Continuem a realizar todos os esforços. E cuidem também de uma coisa muito ruim que acontece, que são os filmes pornográficos que usam as crianças. Isso acontece, aliás, está ao alcance de quem paga, no seu celular. Onde esses filmes são feitos? Quem é responsável? Em que país? Por favor, trabalhem nisso: é uma luta que temos que travar porque se difunde nos celulares a coisa mais feia. Continuem a fazer todos os esforços para que todos aqueles que foram feridos pelo flagelo dos abusos possam sentir-se livres para recorrer com confiança aos Centros de escuta, encontrando aquele acolhimento e apoio que podem aliviar as suas feridas e renovar a confiança traída. Cuidar é compartilhar paixão eclesial e competências com o compromisso de formar o maior número possível de agentes pastorais. Desta forma, promove-se uma verdadeira mudança cultural que coloca os mais pequenos e mais vulneráveis ​​no centro da Igreja e da sociedade.

A exortação final é seguir em frente: “Sigai em frente: estou próximo de vós no vosso trabalho - disse o Papa - e abençoo-vos de coração. Rezo por vocês, porque seu trabalho não é fácil, e vocês, por favor, não se esqueçam de rezar por mim, porque meu trabalho também não é fácil”.

(vaticannews)