terça-feira, 15 de setembro de 2026
“40 pares de olhos” vão contar a JMJ 2027 de Seul a partir da experiência dos jovens asiáticos
Vatican News
Cerca de 40 influenciadores católicos poderão formar uma rede especial de comunicação durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2027, em Seul, na Coreia do Sul. A proposta surgiu durante uma assembleia de quatro dias realizada em Manila, de 10 a 13 de setembro, que reuniu cerca de uma centena de missionários digitais católicos de diversos países asiáticos para refletir sobre o tema “De influenciadores a testemunhas: o caminho sinodal para a missão digital na Ásia”.
A iniciativa pretende fazer com que os “40 pares de olhos” presentes na JMJ compartilhem experiências, percepções e momentos vividos pelos jovens e pelas comunidades, multiplicando essas histórias entre os católicos de toda a Ásia.
Segundo o padre Mi Shen, responsável pelo Escritório de Comunicação Social da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC), o ambiente digital já é um verdadeiro campo de missão, sobretudo entre os jovens. Muitos católicos asiáticos já testemunham sua fé pelas redes sociais, mas frequentemente trabalham de maneira isolada. A assembleia procurou, portanto, promover não apenas o aprendizado de ferramentas digitais, mas sobretudo a escuta, a criação de vínculos e o discernimento conjunto sobre como ser testemunha de Cristo no mundo digital. “Queremos que esses 40 pares de olhos se tornem 400, 4 mil ou até 40 mil janelas” abertas umas às outras, explicou o sacerdote.
Para os participantes, o encontro também significou uma mudança de perspectiva: o missionário digital não deve ser visto apenas como alguém que produz conteúdos, mas como uma pessoa chamada a testemunhar o Evangelho. Participantes da Índia, Indonésia, Camboja, Bangladesh e Japão relataram ter encontrado esperança ao ouvir histórias semelhantes às suas e perceber que não estavam sozinhos. O japonês Yuzo Akai destacou uma das principais mensagens do encontro: “escutar é mais importante do que falar e criar conteúdos”. Ao final, os participantes assumiram o compromisso de continuar colaborando, com reuniões trimestrais, momentos de oração e a criação de cursos e programas de formação on-line para missionários digitais.
Entre os convidados esteve o cardeal Luis Antonio Tagle, que chamou os participantes a discernir quem e o que realmente exerce influência sobre suas vidas. Segundo ele, somente quem experimenta a influência transformadora de Jesus pode oferecer aos outros um testemunho autêntico. Na missa conclusiva, o cardeal Pablo Virgilio David, bispo de Kalookan e vice-presidente da FABC, recordou que por trás de cada tela existe uma pessoa concreta, com esperanças, medos, feridas e dignidade. A futura rede de comunicadores para a JMJ de Seul nasce, assim, com uma missão que vai além da produção de conteúdo: olhar para as pessoas, escutá-las e ajudá-las a encontrar, também no ambiente digital, uma mensagem de esperança e o rosto de Cristo.
*Com informações de AsiaNews
Parlamento rejeita suicídio assistido no Reino Unido
Por Tessa Gervasini
14 de set de 2026 às 14:26
O Parlamento Britânico rejeitou projeto de lei que legalizava o suicídio assistido na Inglaterra e no País de Gales, encerrando, por ora, um debate parlamentar de dois anos sobre o tema.
O projeto da deputada trabalhista Kim Leadbeater, propunha legalizar o suicídio assistido para pessoas com prognóstico de seis meses ou menos de vida.
A Câmara dos Comuns aprovou o projeto de lei em 2024. Os membros aprovaram o projeto novamente em junho do ano passado, e a Câmara dos Lordes não concluiu a votação antes do término da sessão em abril. Lauren Edwards, do Partido Trabalhista, então reapresentou o projeto em junho.
“Ao longo desse debate, argumentamos que nossa resposta àqueles que enfrentam doenças graves, deficiências ou os desafios da velhice deve estar enraizada na solidariedade, no cuidado e no respeito”, disse o arcebispo de Liverpool, Inglaterra, John Sherrington, depois da derrota do projeto de lei por 286 votos a 270 na última sexta-feira.
Antes da votação, o arcebispo de Westminster, Inglaterra, Richard Moth, presidente da Conferência Episcopal Católica da Inglaterra e do País de Gales, pediu aos fiéis que escrevam aos legisladores para protestar contra o projeto de lei, classificando-o como "errado em princípio".
“Além disso, a proposta é profundamente falha e, se aprovada, pode levar pessoas vulneráveis a se sentirem pressionadas a tirar a própria vida”, disse ele.
Ele disse que o projeto de lei "apresenta uma grave falta de proteção para os profissionais de saúde e assistência social e corre o risco de deixar muitos hospícios e lares de idosos maravilhosos na situação de não poderem mais operar".
Depois da votação, Sherrington, o bispo responsável por questões relacionadas à vida na conferência episcopal, agradeceu “àqueles que escreveram aos seus parlamentares para impedir o avanço do projeto de lei e que auxiliaram a campanha contra o projeto de outras maneiras”.
Apelo por cuidados paliativos "excelentes"
Sherrington falou sobre sua gratidão pelo trabalho dos grupos de defesa dos direitos das pessoas com deficiência e dos profissionais das áreas jurídica e da saúde por levantarem suas vozes em defesa da “dignidade e santidade de toda vida”.
“A verdadeira medida de uma sociedade compassiva é a sua disposição em apoiar as pessoas em circunstâncias difíceis, em vez de as encorajar a pôr fim às suas vidas”, disse ele.
“Todos os dias, famílias, amigos, cuidadores e profissionais de saúde demonstram uma generosidade extraordinária ao acompanhar e apoiar aqueles que estão sofrendo. Sua dedicação nos lembra do valor das relações humanas e da nossa responsabilidade compartilhada de cuidar uns dos outros, especialmente nos momentos mais vulneráveis da vida”, disse Sherrington.
O arcebispo disse que “a maneira mais eficaz de lidar com o sofrimento no final da vida é por meio de maior acesso a excelentes cuidados paliativos e de fim de vida”.
“Garantir que esse tipo de cuidado esteja disponível para todos que precisam pode ajudar as pessoas a terem conforto, dignidade e apoio em seus últimos dias”, disse ele.
“Que todos os doentes e frágeis encontrem conforto no apoio de seus entes queridos e no amor de Deus, que transcende todo sofrimento. Peço à comunidade católica que continue rezando por nossos legisladores, para que garantam que nossas leis sempre defendam a dignidade da vida humana”, disse Sherrington.
- (acidigital)
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Leone XIV compie 71 anni. Gli auguri di buon Compleanno dei pellegrini in piazza San Pietro
As felicitações de aniversário a Leão XIV
Vaticano News
A “coragem do essencial” como caminho para seguir as prioridades da Igreja, que, em um tempo marcado por guerras e divisões, é chamada a reconhecer em seu guia um farol de “força e sabedoria” para construir uma nova “civilização do amor”. São os votos de felicitações, acompanhados do desejo de uma paz constantemente invocada, dirigidos hoje, 14 de setembro, ao Papa Leão XIV por ocasião de seu 71º aniversário.
CEI: acolher as palavras sobre perdão e paz
Por ocasião da data, a Conferência Episcopal Italiana (CEI) enviou uma mensagem em nome das Igrejas de todo o país, renovando sua gratidão pelos encontros realizados com o Papa nestes meses. Foram ocasiões nas quais o Pontífice “indicou no Evangelho a prioridade da vida da Igreja, fonte da fé entendida como encontro com Cristo morto e ressuscitado”.
Uma fé que, recorda o texto, se fortalece na promoção de comunidades voltadas para o anúncio, de paróquias capazes de acolher e evangelizar e de organismos de participação que atuem efetivamente.
São indicações preciosas que orientam o caminho da Igreja na Itália, inspirando cada pessoa a acolher também as palavras pronunciadas pelo Papa no Angelus de ontem, 13 de setembro, “sobre a relação entre perdão e paz e sobre as divisões e os conflitos que surgem quando o primeiro falta”. Um ensinamento que, escreve ainda a presidência da CEI, é particularmente atual diante das guerras que atingem diversas regiões do mundo.
“Nossas Igrejas”, conclui a mensagem, “continuarão próximas das populações atingidas pelo sofrimento por meio de gestos concretos de solidariedade”.
Diocese de Roma: sustentar o anseio de comunhão
Ao seu bispo chega também a mensagem de felicitações da Diocese de Roma, que invoca sobre ele “força e sabedoria” para enfrentar os numerosos desafios deste tempo e sustentar “o anseio de paz das pessoas de boa vontade que, sob sua orientação, desejam construir a civilização do amor”.
Meloni: não ceder ao cansaço e à resignação
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, por sua vez, retomou as palavras do Papa aos jovens reunidos no Meeting de Rimini, no último dia 22 de agosto: “Não haja apenas quem sopra sobre o fogo do cansaço e do desespero; haja também quem reacenda sonhos e visões”.
Meloni define essas afirmações como um “poderoso estímulo” diante da complexidade dos desafios atuais, que correm o risco de alimentar “cansaço e resignação”. Ao contrário, escreve a primeira-ministra, cada pessoa é chamada a “tornar-se guardiã e intérprete de uma esperança ativa, capaz de reacender os sonhos e transformar as visões em ações concretas”.
Horta do Vaticano passa a ser 100% orgânica
Por Hannah Brockhaus
14 de set de 2026 às 07:53
Uma horta e um pomar dentro dos muros do Vaticano, que fornecem alimentos para a residência do papa, são agora cultivados usando exclusivamente técnicas de agricultura orgânica.
A pequena propriedade de 500m2 de terra cultivável fica dentro do mosteiro Mater Ecclesiae, onde o papa Bento XVI viveu em sua aposentadoria e onde agora vivem freiras beneditinas enclausuradas da abadia de Santa Escolástica em Victoria, Argentina.
A horta "sempre foi uma característica marcante dos Jardins do Vaticano porque, na verdade, os Jardins do Vaticano foram originalmente criados principalmente para esse propósito — fornecer sustento para o Palácio" Apostólico, disse Stefano Giampaolo, especialista em silvicultura e chefe do Serviço de Jardins e Meio Ambiente do Vaticano, à EWTN News.
Giampaolo disse que agora o terreno é mais precisamente compreendido como a horta dos Jardins do Vaticano, que com 22 hectares, cobrem cerca de metade da Cidade do Vaticano.
As freiras beneditinas do mosteiro Mater Ecclesiae, que rezam pelo papa, consomem as frutas e verduras cultivadas na horta e as usam para fazer geleias e conservas. O excedente da produção é doado a um refeitório para pessoas carentes no Vaticano, administrado pelas Missionárias da Caridade.
A transição para técnicas de agricultura biológica já está em curso há vários anos, em parte como resposta à encíclicaLaudato si', do papa Francisco, de 2015, disse Giampaolo.
Os desafios da produção orgânica
Segundo Gilberto Bianchi, jardineiro responsável pelo pomar e pela horta desde 2008, a Santa Sé tem o “desejo de respeitar a natureza” no modo como cuida das plantas e árvores em suas terras.
Mas isso está longe de ser fácil.
“É evidente que cultivar uma horta totalmente orgânica apresenta desafios, em parte porque os insetos são agressivos e usamos predadores naturais do solo para controlá-los”, disse Bianchi. “Não usamos fertilizantes químicos nem inseticidas”.
Ele disse que a drenagem do solo e a conservação da água são também desafios.
“Esse tipo de solo tem ótima drenagem, então, para conservar água, adicionamos fibra de coco para reter a umidade. E a irrigação é feita por gotejamento, direcionando a água especificamente para as plantas e evitando o desperdício”, disse Bianchi.
Parte da agricultura orgânica também significa respeitar as estações do ano, disse ele. "Neste momento, estão sendo plantadas as culturas de inverno, enquanto as culturas de verão estão sendo colhidas”.
A colheita do final do verão tem tomates, berinjelas, vagens, abobrinhas, pepinos e pimentões, enquanto a safra de outono e inverno tem brócolis, espinafre, alface e abóboras.
Segundo o Vatican Media, o jardim tem também alho, manjericão e uma variedade peruana de pimenta conhecida por sua ardência. Plantas de kiwi também foram adicionadas recentemente a pedido das freiras argentinas.
Ao lado do jardim fica um pequeno pomar com cerca de 15 árvores cítricas, algumas com 150 anos de idade.
“Neste momento, estamos plantando couve-de-sabóia”, disse Bianchi. “Em resumo, o que estiver na época. … Então, o que quer que seja plantado é porque a natureza dita isso naquele momento. As plantas são cultivadas a partir de sementes. Não usamos plantas cultivadas em laboratório”.
Uma coleção histórica de jardins
Bianchi, que trabalha há cerca de três décadas nos Jardins do Vaticano, “é quem tem mais experiência nessa área e agora está transmitindo esse conhecimento a um novo jardineiro”, disse Giampaolo.
O jardineiro especializado faz parte de uma equipe de cerca de 35 jardineiros e administradores que supervisionam os espaços verdes do Vaticano e fornecem arranjos florais para cerimônias papais.
“As pessoas esperam ver um único jardim, mas na realidade, como o nome sugere, são os Jardins do Vaticano — uma coleção de jardins”, disse Giampaolo.
Os jardins datam de meados do século XIII, quando o papa Nicolau III transferiu a residência papal do palácio de Latrão para o Vaticano, mandou construir as muralhas da cidade-Estado e ordenou a criação de um gramado, um pomar e um viridarium — jardim em estilo romano com canteiros de flores e uma fonte.
Hoje, disse Giampaolo, “existem inúmeras espécies diferentes, tanto de árvores quanto de flores”.
“Isso porque, ao longo do tempo, os jardins foram enriquecidos por doações e pela busca de material botânico específico, a ponto de se tornarem um verdadeiro jardim botânico”, disse ele.
“Os visitantes costumam ficar impressionados com a diversidade dos espaços — tantos jardins diferentes contidos nesta pequena área”, disse Giampaolo.
Em última análise, disse ele, os jardineiros esperam um dia eliminar todos os fertilizantes e pesticidas sintéticos dos cuidados que prestam a todo o território do Vaticano.
“É um processo — a transformação de todos os jardins em jardins orgânicos”, disse Giampaolo.
(acidigital)