quinta-feira, 28 de março de 2013

PAPA CELEBRA A CEIA DO SENHOR


Papa celebrou missa de Quinta-feira Santa 


em estabelecimento penal para menores



Francisco lavou os pés a 12 jovens detidos e apresentou reflexão centrada neste gesto de «serviço»

Lusa | Papa Francisco no Instituto Penal para Menores de Casal del Marmo
Cidade do Vaticano, 28 mar 2013 (Ecclesia) – O Papa presidiu à celebração da tarde desta Quinta-feira Santa,num centro de detenção para menores, em Roma, na qual lavou os pés a 12 jovens de várias nacionalidades e religiões.
Francisco apresentou uma homilia breve, centrada no simbolismo do gesto, que classificou como “comovente”, de Jesus que lava os pés aos seus discípulos para dar um exemplo de “serviço pelos outros”.
“Lavar os pés significa: eu estou ao teu serviço”, acrescentou.
O Papa convidou os presentes a ajudarem-se mutuamente e deixou uma pergunta: “Pensemos, cada um de nós: estou verdadeiramente disposto a servir, a ajudar o outro?”.
Segundo Francisco, o lava-pés é um “sinal”, “uma carícia de Jesus, porque Ele veio precisamente para servir”.
“Ajudar-nos uns aos outros: é isto que Jesus nos ensina e é o que eu faço. Faço-o de coração, porque é meu dever, como padre e como bispo tenho de estar ao vosso serviço, mas é um dever que vem do coração”, prosseguiu.
A celebração teve um “caráter íntimo”, por vontade expressa do Papa argentino, sem transmissão televisiva em direto e presença de jornalistas limitada ao exterior do Instituto Penal para Menores (IPM) de Casal del Marmo, nos subúrbios da capital italiana, que Bento XVI visitou em 2007 e João Paulo II em 1980.
A escolha do local da missa, transmitida pela Rádio Vaticano, foi explicada pela Santa Sé como uma continuação do “ministério como arcebispo de Buenos Aires” do cardeal Bergoglio, hoje o Papa Francisco, que “costumava celebrar numa prisão ou num hospital ou em casas para pobres ou pessoas marginalizadas”.
A ‘missa da Ceia do Senhor’ é caraterizada “pelo anúncio do mandamento do amor e pelo gesto do lava-pés”.
A celebração contou com a participação de 46 jovens dos 14 aos 21 anos, incluindo 11 raparigas, todos do IPM, que proferiram as leituras da cerimónia.
O Papa lavou os pés a 12 deles, incluindo duas raparigas, escolhidos entre várias nacionalidades e confissões religiosas.
O sucessor de Bento XVI envergou um avental oferecido pela comunidade de "Villa San Francesco" de Facen Pedavena (Belluno), Itália, que acolhe crianças e jovens com problemas familiares ou pessoais.
O avental foi tecido pelas crianças acolhidos da comunidade com fios de Betânia, Jericó e da antiga cidade de Tecoa, o local de nascimento do profeta Amós, na Terra Santa.
Francisco teve a companhia do cardeal Agostino Vallini, vigário papal para a Diocese de Roma, e do padre Gaetano Greco, capelão no IPM.
Após a missa, o Papa encontrou-se com os jovens e o pessoal do centro de detenção, um total de aproximadamente 150 pessoas, no ginásio da instituição, na presença da ministra da Justiça da Itália, Paola Severino, que agradeceu a Francisco.
Os jovens pfereceram a Francisco um crucifixo e um genuflexório de madeira, fabricados por eles mesmos, e o Papa vai retribuir com doces tradicionais da Páscoa.
"Não deixeis que vos roubem a esperança, entendido? Sempre em frente, com esperança. Obrigado”, disse.

OC

SANTA MISSA CRISMAL



HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCISCO

Basílica Vaticana
Quinta-feira Santa, 28 de março de 2013



Amados irmãos e irmãs,

Com alegria, celebro pela primeira vez a Missa Crismal como Bispo de Roma. Saúdo com afecto a todos vós, especialmente aos amados sacerdotes que hoje recordam, como eu, o dia da Ordenação.

As Leituras e o Salmo falam-nos dos «Ungidos»: o Servo de Javé referido por Isaías, o rei David e Jesus nosso Senhor. Nos três, aparece um dado comum: a unção recebida destina-se ao povo fiel de Deus, de quem são servidores; a sua unção «é para» os pobres, os presos, os oprimidos… Encontramos uma imagem muito bela de que o santo crisma «é para» no Salmo 133: «É como óleo perfumado derramado sobre a cabeça, a escorrer pela barba, a barba de Aarão, a escorrer até à orla das suas vestes» (v. 2). Este óleo derramado, que escorre pela barba de Aarão até à orla das suas vestes, é imagem da unção sacerdotal, que, por intermédio do Ungido, chega até aos confins do universo representado nas vestes.

As vestes sagradas do Sumo Sacerdote são ricas de simbolismos; um deles é o dos nomes dos filhos de Israel gravados nas pedras de ónix que adornavam as ombreiras do efod, do qual provém a nossa casula actual: seis sobre a pedra do ombro direito e seis na do ombro esquerdo (cf. Ex 28, 6-14). Também no peitoral estavam gravados os nomes das doze tribos de Israel (cf. Ex 28, 21). Isto significa que o sacerdote celebra levando sobre os ombros o povo que lhe está confiado e tendo os seus nomes gravados no coração. Quando envergamos a nossa casula humilde pode fazer-nos bem sentir sobre os ombros e no coração o peso e o rosto do nosso povo fiel, dos nossos santos e dos nossos mártires, que são tantos neste tempo.

Depois da beleza de tudo o que é litúrgico – que não se reduz ao adorno e bom gosto dos paramentos, mas é presença da glória do nosso Deus que resplandece no seu povo vivo e consolado –, fixemos agora o olhar na acção. O óleo precioso, que unge a cabeça de Aarão, não se limita a perfumá-lo a ele, mas espalha-se e atinge «as periferias». O Senhor dirá claramente que a sua unção é para os pobres, os presos, os doentes e quantos estão tristes e abandonados. A unção, amados irmãos, não é para nos perfumar a nós mesmos, e menos ainda para que a conservemos num frasco, pois o óleo tornar-se-ia rançoso... e o coração amargo.

O bom sacerdote reconhece-se pelo modo como é ungido o seu povo; temos aqui uma prova clara. Nota-se quando o nosso povo é ungido com óleo da alegria; por exemplo, quando sai da Missa com o rosto de quem recebeu uma boa notícia. O nosso povo gosta do Evangelho quando é pregado com unção, quando o Evangelho que pregamos chega ao seu dia a dia, quando escorre como o óleo de Aarão até às bordas da realidade, quando ilumina as situações extremas, «as periferias» onde o povo fiel está mais exposto à invasão daqueles que querem saquear a sua fé. As pessoas agradecem-nos porque sentem que rezámos a partir das realidades da sua vida de todos os dias, as suas penas e alegrias, as suas angústias e esperanças. E, quando sentem que, através de nós, lhes chega o perfume do Ungido, de Cristo, animam-se a confiar-nos tudo o que elas querem que chegue ao Senhor: «Reze por mim, padre, porque tenho este problema», «abençoe-me, padre», «reze para mim»… Estas confidências são o sinal de que a unção chegou à orla do manto, porque é transformada em súplica – súplica do Povo de Deus. Quando estamos nesta relação com Deus e com o seu Povo e a graça passa através de nós, então somos sacerdotes, mediadores entre Deus e os homens. O que pretendo sublinhar é que devemos reavivar sempre a graça, para intuirmos, em cada pedido – por vezes inoportuno, puramente material ou mesmo banal (mas só aparentemente!) –, o desejo que tem o nosso povo de ser ungido com o óleo perfumado, porque sabe que nós o possuímos. Intuir e sentir, como o Senhor sentiu a angústia permeada de esperança da hemorroíssa quando ela Lhe tocou a fímbria do manto. Este instante de Jesus, no meio das pessoas que O rodeavam por todos os lados, encarna toda a beleza de Aarão revestido sacerdotalmente e com o óleo que escorre pelas suas vestes. É uma beleza escondida, que brilha apenas para aqueles olhos cheios de fé da mulher atormentada com as perdas de sangue. Os próprios discípulos – futuros sacerdotes – não conseguem ver, não compreendem: na «periferia existencial», vêem apenas a superficialidade duma multidão que aperta Jesus de todos os lados quase O sufocando (cf. Lc 8, 42). Ao contrário, o Senhor sente a força da unção divina que chega às bordas do seu manto.

É preciso chegar a experimentar assim a nossa unção, com o seu poder e a sua eficácia redentora: nas «periferias» onde não falta sofrimento, há sangue derramado, há cegueira que quer ver, há prisioneiros de tantos patrões maus. Não é, concretamente, nas auto-experiências ou nas reiteradas introspecções que encontramos o Senhor: os cursos de auto-ajuda na vida podem ser úteis, mas viver a nossa vida sacerdotal passando de um curso ao outro, de método em método leva a tornar-se pelagianos, faz-nos minimizar o poder da graça, que se activa e cresce na medida em que, com fé, saímos para nos dar a nós mesmos oferecendo o Evangelho aos outros, para dar a pouca unção que temos àqueles que não têm nada de nada.

O sacerdote, que sai pouco de si mesmo, que unge pouco – não digo «nada», porque, graças a Deus, o povo nos rouba a unção –, perde o melhor do nosso povo, aquilo que é capaz de activar a parte mais profunda do seu coração presbiteral. Quem não sai de si mesmo, em vez de ser mediador, torna-se pouco a pouco um intermediário, um gestor. A diferença é bem conhecida de todos: o intermediário e o gestor «já receberam a sua recompensa». É que, não colocando em jogo a pele e o próprio coração, não recebem aquele agradecimento carinhoso que nasce do coração; e daqui deriva precisamente a insatisfação de alguns, que acabam por viver tristes, padres tristes, e transformados numa espécie de coleccionadores de antiguidades ou então de novidades, em vez de serem pastores com o «cheiro das ovelhas» – isto vo-lo peço: sede pastores com o «cheiro das ovelhas», que se sinta este –, serem pastores no meio do seu rebanho, e pescadores de homens. É verdade que a chamada crise de identidade sacerdotal nos ameaça a todos e vem juntar-se a uma crise de civilização; mas, se soubermos quebrar a sua onda, poderemos fazer-nos ao largo no nome do Senhor e lançar as redes. É um bem que a própria realidade nos faça ir para onde, aquilo que somos por graça, apareça claramente como pura graça, ou seja, para este mar que é o mundo actual onde vale só a unção – não a função – e se revelam fecundas unicamente as redes lançadas no nome d’Aquele em quem pusemos a nossa confiança: Jesus.

Amados fiéis, permanecei unidos aos vossos sacerdotes com o afecto e a oração, para que sejam sempre Pastores segundo o coração de Deus.

Amados sacerdotes, Deus Pai renove em nós o Espírito de Santidade com que fomos ungidos, o renove no nosso coração de tal modo que a unção chegue a todos, mesmo nas «periferias» onde o nosso povo fiel mais a aguarda e aprecia. Que o nosso povo sinta que somos discípulos do Senhor, sinta que estamos revestidos com os seus nomes e não procuramos outra identidade; e que ele possa receber, através das nossas palavras e obras, este óleo da alegria que nos veio trazer Jesus, o Ungido. Amen.




E TU, A QUEM LAVAS OS PÉS?


5ª FEIRA SANTA




Quinta-Feira Santa, o dia em que fazemos memória da última ceia de jesus com os Apóstolos. Um grande dia: o da Instituição da Eucaristia! Jesus reúne os mais íntimos, os Doze, para se despedir por que vai para o Pai.
São momentos muito ricos de ensinamentos e fortes de intimidade e entrega.
Estava tudo preparado para começar a Ceia! Os Doze à mesa com Jesus.  Porém, faltava que alguém procedesse ao ritual da purificação. Todos continuavam sentados, achando-se superiores para realizar tal acto... Então Jesus, despe a túnica, enrola um pano à cintura, pega numa bacia com água e percorre um a um os discípulos, não para lhes lavar as mãos, mas sim os pés – tarefa de escravo!

Todos ficaram estupefactos!

... E Jesus lavou os pés a todos os Apóstolos, incluindo Judas. Após este ato de humildade e serviço, disse Jesus: “... também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também.” (Jo 13, 1-15)

Jesus não tinha qualquer pecado, mas ensina-nos a fazer este acto, para descermos à nossa pequenez de pecadores, podendo ser esta uma forma de agradecer o amor de um irmão, reconhecimento, admiração, ou uma maneira de pedirmos perdão a quem ofendemos. Lavar os pés, tarefa de escravo! É assim que o Senhor nos quer: simples e humildes de coração.

E tu, a quem lavas os pés?
Aquele irmão que te ajuda a caminhar, que amas, que reconheces ser enviado de Deus na tua comunidade... e aquele a quem ofendeste, para quem és intolerante, autoritário, prepotente, invejoso...

A QUEM LAVAS OS PÉS?


TEM UM BOM DIA DE QUINTA-FEIRA SANTA

VIA-SACRA NO COLISEU DE ROMA 2 – 2013.




DEPARTAMENTO PARA AS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS DO SUMO PONTÍFICE
PRESIDIDA POR SUA SANTIDADE
O PAPA FRANCISCO
SEXTA-FEIRA SANTA DO ANO 2013
MEDITAÇÕES preparadas por jovens libaneses sob a orientação do Senhor Cardeal Béchara Boutros Raï
(Continuação)
VII ESTAÇÃO: Jesus cai pela segunda vez

«Todos os que me vêem escarnecem de mim; estendem os lábios e meneiam a cabeça. (…) Não te afastes de mim, porque estou atribulado e não há quem me ajude» - Sl 22, 8.12
Jesus está sozinho sob o peso interior e exterior da cruz. Sobrevém a queda, quando o peso do mal se torna demasiado grande e parece já não haver limite à injustiça e à violência.
Mas Ele volta a levantar-se, fortalecido com a confiança infinita que tem em seu Pai. Perante os homens que o abandonam à sua sorte, a força do Espírito o levanta; une-o inteiramente à vontade do Pai, à vontade do amor que tudo pode.
Senhor Jesus, na vossa segunda queda,
reconhecemos muitas das nossas situações que parecem sem saída.
Entre elas se incluem as resultantes de preconceitos e do ódio, que endurecem os nossos corações e levam a conflitos religiosos. Iluminai as nossas consciências
a fim de reconhecermos que, não obstante «as divergências humanas e religiosas,
há um raio de verdade que ilumina todos os homens»,
chamados a caminhar juntos – no respeito da liberdade religiosa –
rumo à verdade que está unicamente em Deus. Assim as diversas religiões podem
«juntar-se para servir o bem comum, contribuindo para o desenvolvimento de toda a pessoa e a edificação da sociedade» (Exort. ap. Ecclesia in Medio Oriente, 27-28).
Vinde, Espírito Santo, consolar e fortalecer os cristãos,
em particular os do Médio Oriente, para que, unidos a Cristo, sejam
as testemunhas do seu amor universal numa terra dilacerada pela injustiça
e pelos conflitos. Ámen.

VIII ESTAÇÃO: Jesus encontra as mulheres de Jerusalém que choram por Ele
«Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: "Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos"» - Lc 23, 27-28
No caminho do Calvário, o Senhor encontra as mulheres de Jerusalém. Estas mulheres choram o sofrimento do Senhor, como se tratasse de um sofrimento sem esperança. Olhando a cruz, elas não vêem senão o madeiro, sinal de maldição (cf. Dt 21, 23), ao passo que o Senhor a desejou como meio de Redenção e Salvação.
Na Paixão e Crucifixão, Jesus oferece a sua vida em resgate por muitos. Assim deu Ele alívio a quantos estavam oprimidos sob o jugo e consolou os aflitos. Enxugou as lágrimas das mulheres de Jerusalém e abriu-lhes os olhos à verdade pascal.
O nosso mundo está cheio de mães aflitas, de mulheres feridas na sua dignidade, lesadas pelas discriminações, a injustiça e o sofrimento (cf. Exort. ap. Ecclesia in Medio Oriente, 60). Ó Cristo padecente, sede a sua paz e o bálsamo das suas feridas.

Senhor Jesus,
com a vossa encarnação no seio de Maria «bendita entre as mulheres» (Lc 1, 42),
elevastes a dignidade de toda a mulher. Com a Encarnação,
unificastes o género humano (cf. Gl 3, 26-28).
Senhor, o anseio dos nossos corações seja o de Vos encontrar.
O nosso caminho, embora repleto de tribulações, seja sempre um percurso de esperança
convosco e para Vós, que sois o refúgio da nossa vida
e a nossa Salvação. Ámen.

IX ESTAÇÃO: Jesus cai pela terceira vez

«O amor de Cristo nos absorve completamente, ao pensar que um só morreu por todos e, portanto, todos morreram. Ele morreu por todos, a fim de que, os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou» - 2Cor 5, 14-15.
Pela terceira vez, Jesus cai sob a cruz, sobrecarregado com os nossos pecados, e pela terceira vez procura levantar-se reunindo as forças que lhe restam, para continuar o caminho para o Gólgota, recusando deixar-se esmagar e sucumbir à tentação.
A partir da sua Encarnação, Jesus carrega a cruz do sofrimento humano e do pecado. Assumiu plena e eternamente a natureza humana, mostrando aos homens que a vitória é possível e que o caminho da filiação divina está aberto.
Senhor Jesus,
a Igreja, nascida do vosso lado aberto, vive oprimida sob a cruz das divisões
que afastam os cristãos uns dos outros e da unidade que Vós quisestes para eles;
desviam-se do vosso desejo de «que todos sejam um só» (Jo 17, 21)
como o Pai convosco. Esta cruz grava com todo o seu peso
sobre a sua vida e o seu testemunho comum. Concedei-nos, Senhor, a sabedoria e a humildade para nos levantarmos e avançarmos pelo caminho da unidade, na verdade e no amor, sem sucumbir à tentação de fazer apelo simplesmente aos critérios
dos interesses pessoais ou sectários, quando nos embatemos nas divisões
(cf. Exort. ap. Ecclesia in Medio Oriente, 11).
Concedei-nos renunciar à mentalidade de divisão «para não esvaziar da sua eficácia
a cruz de Cristo» (1 Cor 1, 17). Ámen.


(vatican.va)


quarta-feira, 27 de março de 2013

AUDIÊNCIA GERAL DO PAPA


PAPA FRANCISCO

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 27 de Março de 2013
 


Speaker: [Queridos irmãos e irmãs, Na Semana Santa, centro de todo o Ano Litúrgico, somos chamados a seguir Jesus pelo caminho do Calvário em direção à Cruz e Ressurreição. Este é também o nosso caminho. Ele entregou-se voluntariamente ao amor de Deus Pai, unido perfeitamente à sua vontade, para demonstrar o seu amor por nós: assim o vemos na Última Ceia, dando-nos o seu Corpo e o seu Sangue, para permanecer sempre conosco. Portanto, a lógica da Semana Santa é a lógica do amor e do dom de si mesmo, que exige deixar de lado as comodidades de uma fé cansada e rotineira para levar Cristo aos demais, abrindo as portas do nosso coração, da nossa vida, das nossas paróquias, movimentos, associações, levando a luz e a alegria da nossa fé. Viver a Semana Santa seguindo Jesus significa aprender a sair de nós mesmos para ir ao encontro dos demais, até as periferias da existência. Há uma necessidade imensa de levar a presença viva de Jesus misericordioso e rico de amor.]
* * *
Santo Padre:
Queridos peregrinos de língua portuguesa, particularmente os grupos de jovens vindos de Portugal e do Brasil: sede bem-vindos! Desejo-vos uma Semana Santa abençoada, seguindo o Senhor com coragem e levando a quantos encontrardes o testemunho luminoso do seu amor. A todos dou a Bênção Apostólica!

(Vaticano)