sábado, 28 de outubro de 2017

10 sugestões para celebrar os Santos e “esquecer” o Halloween



REDAÇÃO CENTRAL, 24 Out. 17 / 08:00 am (ACI).- Em um artigo publicado pelo Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME), a advogada Alejandra María Sosa Elízaga, propõe 10 sugestões práticas para festejar em família, em grupo ou com a comunidade paroquial na véspera da Solenidade de Todos os Santos, dia 31 de outubro.
“Como todos os anos, por causa dessa data, comércios e ruas estão inundados de diabos, fantasmas, monstros, esqueletos (caveiras), e demais parafernálias de ‘Halloween’. Muitas pessoas tomam isso como algo normal e até divertido, mas, pensando bem, do ponto de vista cristão, o que tem de divertido em disfarçar as crianças ou decorar a casa com personagens que representam o mal, a escuridão, o oposto daquele que é a Luz do mundo, inimigos do Senhor em quem cremos?”, explica a autora no artigo intitulado “Celebramos os santos, não os espantos!”.
Além disso, acrescentou que a intenção é organizar “uma festa simples, divertida, na qual estejam presentes as duas coisas que as crianças mais gostam do Halloween: fantasias e doces, mas dando-lhes um toque, para que não seja uma festa pagã e muito menos anticristã”.
A seguir, 10 dicas práticas para uma boa celebração:
1. Fantasias de santos
Que todos, crianças e adultos, se fantasiem de santos e cada um diga por que escolheu essa fantasia, o que mais gosta desse santo ou santa.
2. Doces com santinhos
Não dê guloseimas decoradas de Halloween para crianças que baterem à porta pedindo doces. Dê doces normais, enfeitados com carinhas sorridentes com auréolas; presenteie também com santinhos.
3. Realizar atividades por equipes
Divida os participantes da festa em equipes, dê materiais (papel, cordas etc.) para que se divirtam elaborando uma fantasia de santo para algum membro do grupo; que cada equipe explique por que escolheu aquele santo e conte o que sabe sobre sua vida. Dê a todos prêmios por sua criatividade e esforço.
4. Desenhar os santos
Que crianças e adultos se entretenham fazendo e pintando desenhos de seus santos favoritos (não precisa sair perfeito) para colá-los na parede em exposição.
5. Fazer fotografias dos participantes com auréolas
Recorte auréolas de papel e cole-as na parede em diferentes alturas, para que os participantes parem diante delas e possam fazer uma foto, na qual pareça que têm auréola. As fotografias de todos como santos ficam muito simpáticas.
6. Contar histórias
Que cada um dos participantes se prepare antecipadamente para contar alguma história interessante, comovente ou divertida sobre algum santo.
7. Festival de vídeo
Organize um mini festival de vídeos da vida dos santos.
8. Frases de santos por todo local
Coloque entre os avisos da Igreja ou em alguma parede do local papéis com frases favoritas de diversos santos, sobretudo, do santo padroeiro dessa igreja particular.
9. Celebrar uma Missa
Participem juntos no dia 1º de novembro da Missa da Solenidade de Todos os Santos.
10. Ler o Catecismo
Leia o que o Catecismo da Igreja Católica ensina sobre os santos (entre eles os numerais 956 e 957) e, ao final, faça uma oração para pedir a intercessão dos santos, em especial dos padroeiros ou favoritos dos participantes.



(acidigital)

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

A luta dos cristãos não leva à tranquilidade,
mas à paz
Missa Santa Marta


Cidade do Vaticano (RV) - “Jesus nos chama a mudar de vida, a mudar de rumo, nos chama à conversão”. Isso comporta lutar contra o mal, inclusive no nosso coração, “uma luta que não traz tranquilidade, mas paz”.

Assim disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta, explicando – inspirado pelo Evangelho do dia – que este é o “fogo” que Jesus lança sobre a terra. Um fogo que requer transformação:

“Mudar o modo de pensar, mudar o modo de sentir. O seu coração que era mundano, pagão, agora se torna cristão com a força de Cristo: mudar, esta é a conversão. E mudar no modo de agir: as suas obras devem mudar.”

Uma “conversão que envolve tudo, corpo e alma, tudo”, destacou Francisco:

“É uma transformação, mas não é uma transformação que se faz com a maquiagem: é uma transformação que o Espírito Santo faz, dentro. E eu devo ajudar para que o Espírito Santo possa agir e isso significa luta, lutar!”

“Não existem cristãos tranquilos, que não lutam”, acrescentou o Papa, “estes não são cristãos, são ‘mornos’”. A tranquilidade para dormir “pode ser encontrada inclusive numa pastilha”, disse, “mas não existem pastilhas para a paz” interior.

“Somente o Espírito Santo” pode dar “aquela paz da alma que dá a fortaleza aos cristãos. “E nós devemos ajudar o Espirito Santo” – exortou o Papa – “abrindo espaço no nosso coração”: “E nisto, muito nos ajuda o exame de consciência, de todos os dias”, para “lutar contra as doenças do Espírito, aquelas que semeiam o inimigo e que são as doenças da mundanidade”.

“A luta que Jesus travou contra o diabo, contra o mal – recordou o Papa – não é algo antigo, é algo muito moderno, é algo de hoje, de todos os dias”, porque “aquele fogo que Jesus veio nos trazer está no nosso coração”. Por isso devemos deixá-lo entrar, e “perguntar-se todos os dias: como passei da mundanidade, do pecado, à graça, abri espaço para o Espírito Santo para que Ele pudesse agir?”

“As dificuldades na nossa vida não se resolvem aguando a verdade. A verdade é esta, Jesus trouxe fogo e luta, o que eu faço?”

Para a conversão, concluiu Francisco, é preciso “um coração generoso e fiel”: “generosidade, que sempre vem do amor, e fidelidade, fidelidade à Palavra de Deus”.


(radiovaticana)

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Palavra de Vida – outubro 2017


«Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus».
(Fl 2, 5).

O apóstolo Paulo, encontrando-se na prisão por causa da sua pregação, escreveu uma carta à comunidade da cidade de Filipos (no norte da Grécia). Foi ele, precisamente, o primeiro a levar ali o Evangelho. Muitos acreditaram e dedicaram-se generosamente à nova vida, testemunhando o amor cristão, mesmo depois de Paulo ter partido.
Estas notícias deram-lhe uma grande alegria. Por isso, a sua carta está cheia de manifestações de afeto para com os filipenses. Paulo encoraja-os então a continuar, crescendo cada vez mais como pessoas e como comunidade. Lembra-lhes o modelo [Jesus Cristo], para que dele aprendam o estilo de vida evangélica:
«Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus».

E quais são esses “sentimentos”? Como é possível conhecer os desejos profundos de Jesus, para o poder imitar?
Paulo percebeu: Cristo Jesus, o Filho de Deus, esvaziou-se a si mesmo, e desceu para o meio de nós. Fez-se homem, totalmente ao serviço do Pai, para permitir que nós nos tornássemos filhos de Deus (1).
Realizou a sua missão com uma maneira própria de viver, ao longo de toda a sua existência. Anulou-se continuamente para chegar aos mais pequenos, aos mais fracos e inseguros, para assim os elevar. Fez com que cada um se sentisse finalmente amado e salvo: o leproso, a viúva, o estrangeiro, o pecador.
«Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus».

Para reconhecer e cultivar em nós os sentimentos de Jesus, reconheçamos, antes de mais em nós próprios, a presença do seu amor e o poder do seu perdão. Depois olhemos para Ele, fazendo nosso o seu estilo de vida, que nos impele a abrir o coração, o pensamento e os braços para aceitar cada pessoa como ela é.
Evitemos qualquer juízo sobre os outros. Em vez disso, deixemo-nos enriquecer pelo positivo daqueles que encontramos, mesmo quando esse positivo estiver escondido por um montão de misérias e erros, parecendo-nos até que “perdemos tempo” nessa procura.
O sentimento mais forte de Jesus, que podemos fazer nosso, é o amor gratuito. É a vontade de nos pormos à disposição dos outros, com os nossos pequenos ou grandes talentos, para construir corajosa e concretamente relações positivas, em todos os nossos ambientes da vida. É o sabermos enfrentar também as dificuldades, as incompreensões e as divergências, com espírito de doçura e com a determinação de encontrar os caminhos do diálogo e da concórdia.
«Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus».

Chiara Lubich, que durante toda a vida se deixou guiar pelo Evangelho, experimentou a força que ele dá e escreveu:
«Imitar Jesus significa compreender que nós, enquanto cristãos, só temos sentido se vivermos para os outros, se concebermos a nossa existência como um serviço aos irmãos, se orientarmos toda a nossa vida sobre esta base. Teremos então realizado aquilo que Jesus mais deseja. Teremos chegado ao âmago do Evangelho. E seremos realmente felizes» (2).

Letizia Magri


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O paraíso é o abraço com Deus,
Amor infinito
Audiência Geral


Cidade do Vaticano (RV) –  Com o tema “O paraíso, meta de nossa esperança”, o Papa Francisco concluiu esta quarta-feira sua série de catequeses sobre a esperança cristã.

Dirigindo-se aos 25 mil fiéis presentes na Praça São Pedro, o Papa começou recordando que “Paraíso é uma das últimas palavras pronunciadas por Jesus na cruz, dirigidas ao bom ladrão”. Diante de sua morte iminente, faz um pedido humilde a Jesus: «Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino». 

Essas palavras eram o reconhecimento humilde de alguém que sabia não ter feito nada de bom, mas se confia à misericórdia de Jesus. Ele se compadece e promete que, naquele mesmo dia, o ladrão arrependido estaria com Ele no Paraíso: 

“É lá, no Calvário, que Jesus tem o último encontro com um pecador, para escancarar também a ele as portas de seu Reino. É a única vez que a palavra “paraíso” aparece nos Evangelhos. Jesus o promete a um “pobre diabo” que no lenho da cruz teve a coragem de dirigir a ele o mais humilde dos pedidos: «Lembra-te de mim quando entrares no teu reino»". 

Deus sempre tem compaixão dos seus filhos e, mesmo que não tenhamos nada de bom para apresentar diante d’Ele, devemos sempre nos confiar à sua misericórdia. 

O bom ladrão, nos recorda nossa verdadeira condição diante de Deus: que somos seus filhos e que ele vem a nosso encontro, tendo compaixão de nós, que Ele está desarmado cada vez que manifestamos a ele a nostalgia de seu amor”:

“Nos quartos de tantos hospitais e nas celas das prisões, este milagre se repete inúmeras vezes: não existe pessoa, por pior que tenha sido em sua vida, a quem reste somente desespero e seja proibida a graça. Diante de Deus, nos apresentamos todos de mãos vazias”.

“E cada vez que um homem, fazendo o último exame de consciência da sua vida, descobre que as faltas superam em muito as obras de bem, não deve desencorajar-se, mas confiar-se à misericórdia de Deus. Isto nos dá esperança, abre o nosso coração".
"Deus é Pai, e até o fim espera o nosso retorno. E ao filho pródigo que retornou, que começa a confessar as suas culpas, o Pai fecha a boca com um abraço”.

O Paraíso – disse Francisco – “não é um lugar de fábula, e tampouco um jardim encantado. O paraíso é o abraço com Deus, Amor infinito”.

Por isso, certos de que, mesmo que nos sintamos sozinhos, Jesus está ao nosso lado, não devemos temer a morte, mas sim desejar o encontro final com Deus, onde o veremos “cara-a-cara”, vivendo o amor perfeito:

Se acreditamos nisto, a morte deixa de nos amedrontar, e podemos também esperar partir deste mundo em maneira serena, com tanta confiança. Quem conheceu Jesus, não tema mais nada”.

Ao final, ao saudar os peregrinos de língua portuguesa, francisco dirigiu-se em particular aos “fiéis de Roraima acompanhados pelo seu Pastor e os diversos grupos do Brasil”. 

“Queridos amigos – disse - a fé na vida eterna nos leva a não ter medo dos desafios desta vida presente, fortalecidos pela esperança na vitória de Cristo sobre a morte. Que Deus vos abençoe”. 


(radiovaticana)