segunda-feira, 3 de novembro de 2025
Hoje é celebrado são Martinho de Lima, o santo da vassoura
São Martinho de LimaPor Redação central
3 de nov de 2025 às 00:01
“Eu te medico, Deus te cura”, costumava dizer são Martinho de Lima (ou são Martinho de Porres), o santo da vassoura e padroeiro dos barbeiros, dos grandes senhores e homens simples que acodem a ele em busca de sua ajuda. Sua festa é celebrada hoje (3).
São Martinho nasceu em Lima, em 1579. Desde a infância, sentiu a predileção pelos enfermos e os pobres. Aprendeu o ofício de barbeiro e algo sobre medicina. Aos 15 anos, pediu para ser admitido como terciário no convento dos dominicanos.
Em seu serviço como enfermeiro, não fazia diferença entre pobres e aqueles que tinham mais, embora tivesse que passar por experiências de incompreensão e inveja. Em 1603, fez a profissão religiosa.
Com a ajuda de Deus, realizava alguns milagres de curas instantâneas ou, em algumas ocasiões, bastava a sua presença para que os doentes terminais começassem a se recuperar. Alguns o viram entrar e sair de recintos com as portas fechadas, enquanto outros asseguram tê-lo visto em dois lugares diferentes ao mesmo tempo.
Era tão grande o carinho e a admiração que tinham pelo humilde frei Martinho, que até o vice-rei daquela época foi visitá-lo no seu leito de morte para beijar sua mão. Morreu em 3 de novembro de 1639, beijando o crucifixo com grande alegria.
São Martinho é recordado com a vassoura, que é o símbolo de seu humilde serviço. Por isso, são João XXIII, ao canonizá-lo em 1962, disse: “Que o exemplo de Martinho ensine a muitos como é feliz e maravilhoso seguir os passos e obedecer aos mandamentos divinos de Cristo!”.
domingo, 2 de novembro de 2025
Vatican Media Live - Angelus
COMEMORACÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS
LEÃO XIV
ANGELUS
Praça de São Pedro
XXXI Domingo do Tempo Comum, 2 de novembro de 2025
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Nestes primeiros dias de novembro, a ressurreição de Jesus, o Crucificado, ilumina o destino de cada um de nós. Ele mesmo no-lo disse: «A vontade daquele que me enviou é esta: que Eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas o ressuscite no último dia» (Jo 6, 39). Por conseguinte, o centro das preocupações de Deus torna-se claro: que ninguém se perca para sempre e que cada um tenha o seu lugar, brilhando em toda a sua unicidade.
É o mistério que celebrámos ontem, na Solenidade de Todos os Santos: uma comunhão de diferenças que, por assim dizer, alarga a vida de Deus a todos os filhos e filhas que desejaram fazer parte dela. É o desejo inscrito no coração de cada ser humano, que pede reconhecimento, atenção e alegria. Como escreveu o Papa Bento XVI, a expressão “vida eterna” pretende dar um nome a esta espera irreprimível: não uma sucessão [de tempo] sem fim, mas o mergulhar no oceano do amor infinito, no qual o tempo, o antes e o depois já não existem. Uma plenitude de vida e de alegria: é isto que esperamos e aguardamos do nosso estar com Cristo (cf. Carta enc. Spe salvi, 12).
Assim, a Comemoração de todos os fiéis defuntos aproxima-nos ainda mais do mistério. Com efeito, conhecemos interiormente a preocupação de Deus em não perder ninguém, sempre que a morte parece fazer-nos perder para sempre uma voz, um rosto, um mundo inteiro. Na verdade, cada pessoa é um mundo inteiro. O dia de hoje, portanto, é um dia que desafia a memória humana, tão preciosa e tão frágil. Sem a memória de Jesus – da sua vida, morte e ressurreição – o imenso tesouro de cada vida fica sujeito ao esquecimento. Porém, na memória viva de Jesus, mesmo aqueles de quem ninguém se lembra, mesmo aqueles que a história parece ter apagado, emergem na sua dignidade infinita. Jesus, a pedra que os construtores desprezaram, é agora pedra angular (cf. Act 4, 11). Eis o anúncio pascal. Por isso, os cristãos recordam desde sempre os defuntos em cada Eucaristia e, até ao dia de hoje, pedem que os seus entes queridos sejam mencionados na oração eucarística. Desse anúncio nasce a esperança de que ninguém se perderá.
A visita ao cemitério, onde o silêncio interrompe a agitação dos nossos tantos afazeres, seja para todos um convite à memória e à esperança. Professamos no Credo: «Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir». Comemoremos, pois, o futuro. Não fiquemos presos ao passado, às lágrimas da nostalgia. Nem tampouco estejamos encerrados no presente, como num túmulo. Que a voz familiar de Jesus nos alcance, e alcance a todos, porque é a única que vem do futuro. Ele chama-nos pelo nome, prepara-nos um lugar, liberta-nos do sentido da impotência com o qual corremos o risco de renunciar à vida. Maria, mulher do sábado santo, nos ensine de novo a ter esperança.
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Depois do Angelus
Queridos irmãos e irmãs!
Acompanho com grande dor as trágicas notícias que chegam do Sudão, em particular da cidade de El Fasher, no devastado Darfur do Norte. Violência indiscriminada contra mulheres e crianças, ataques a civis indefesos e graves obstáculos à ação humanitária estão a causar sofrimentos inaceitáveis a uma população já exausta por causa de longos meses de conflito. Rezemos para que o Senhor acolha os defuntos, ampare os que sofrem e toque o coração dos responsáveis. Às partes envolvidas, renovo o meu sentido apelo a um cessar-fogo e à urgente abertura de corredores humanitários. Por fim, convido a comunidade internacional a intervir de modo decidido e generoso, para prestar assistência e apoiar aqueles que se empenham em levar socorro.
Rezemos também pela Tanzânia, onde eclodiram confrontos com numerosas vítimas, depois das recentes eleições políticas. Apelo a todos para que evitem qualquer forma de violência e sigam o caminho do diálogo.
Saúdo a todos vós, romanos e peregrinos de Itália e de tantas partes do mundo, em particular os representantes do grupo PeaceMed, vindos de vários países do Mediterrâneo, o Colégio São Tomás de Lisboa, as Irmãs Operárias de Brescia com a companhia teatral “Uno di noi”, os fiéis de Manerbio, as professoras do Instituto “Aurora” de Cernusco sul Naviglio e os jovens de Rivarolo.
Esta tarde, no cemitério Verano, celebrarei a Eucaristia em sufrágio de todos os defuntos. Espiritualmente, visitarei os túmulos dos meus entes queridos; assim como rezarei pelos mortos que ninguém recorda. Porém, o nosso Pai celestial conhece-nos e ama-nos um por um e não se esquece de ninguém.
A todos, um bom domingo na memória cristã dos nossos defuntos.
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sábado, 1 de novembro de 2025
Angelus Todos os Santos
SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS
PAPA LEÃO XIV
ANGELUS
Praça de São Pedro
Sábado, 1 de novembro de 2025
Queridos irmãos e irmãs,
Desejo saudar todos vós que participastes nesta solene celebração, em particular os Cardeais, os Bispos e as ilustres Autoridades.
Estou muito feliz por receber a delegação oficial da Igreja da Inglaterra, liderada por Sua Graça Stephen Cottrell, Arcebispo de York. Após o histórico encontro de oração com Sua Majestade o Rei Carlos III, celebrado há alguns dias na Capela Sistina, a vossa presença hoje expressa a alegria partilhada pela proclamação de São John Henry Newman como Doutor da Igreja. Que ele acompanhe do céu o caminho dos cristãos rumo à plena unidade.
Estendo a minha saudação a todos os peregrinos presentes, especialmente aos jovens que deram vida à «Corsa dei Santi» (Corrida dos Santos), promovida pelas Missões Dom Bosco e que une o desporto e a solidariedade com as crianças mais desfavorecidas.
Irmãs e irmãos, o mistério da comunhão dos santos, que hoje respiramos «a plenos pulmões», recorda-nos qual é o destino final da humanidade: uma grande festa em que juntos alegramo-nos pelo amor de Deus, presente em todos, reconhecendo e admirando a beleza multiforme dos rostos, diferentes entre si, mas todos semelhantes ao Rosto de Cristo. Enquanto antecipamos esta realidade futura, sentimos ainda mais forte e doloroso o contraste com os dramas que a família humana está a sofrer por causa das injustiças e das guerras. E sentimos ainda mais urgente e imperioso o dever de sermos construtores de fraternidade. Confiamos a nossa oração e o nosso empenho à intercessão da Virgem Maria e de todos os Santos!
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