quinta-feira, 6 de novembro de 2025
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
Audiência Geral 5 de novembro de 2025 - Papa Leão XIV
LEÃO XIV
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 5 de novembro de 2025
Ciclo de Catequese – Jubileu 2025. Jesus Cristo, Nossa Esperança. IV. A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje 3. A Páscoa traz esperança para a vida cotidiana
Queridos irmãos e irmãs, bom dia! E bem-vindos a todos.
A Páscoa de Jesus é um acontecimento que não pertence a um passado distante, agora sedimentado na tradição como tantos outros episódios da história humana. A Igreja ensina-nos a fazer memória atualizante da Ressurreição todos os anos no Domingo de Páscoa e todos os dias na celebração eucarística, durante a qual se realiza de forma mais plena a promessa do Senhor ressuscitado: «E eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo» (Mt 28, 20).
Por isso, o mistério pascal constitui o eixo da vida do cristão, em torno do qual giram todos os outros acontecimentos. Podemos dizer, então, sem qualquer irenismo ou sentimentalismo, que todos os dias são Páscoa. De que maneira?
Vivemos, de hora em hora, tantas experiências diferentes: dor, sofrimento, tristeza, entrelaçadas com alegria, admiração, serenidade. Mas, em todas as situações, o coração humano anseia pela plenitude, por uma felicidade profunda. Uma grande filósofa do século XX, Santa Teresa Benedita da Cruz, cujo nome de batismo era Edith Stein, que tanto aprofundou o mistério da pessoa humana, recorda-nos este dinamismo de busca constante da realização. «O ser humano – escreve ela – anseia sempre por receber novamente o dom do ser, para poder aproveitar o que o momento lhe dá e, ao mesmo tempo, lhe tira» (Essere finito ed Essere eterno. Per una elevazione al senso dell’essere [Ser finito e ser eterno. Ensaio de uma ascensão ao sentido do ser], Roma 1998, 387). Estamos imersos no limite, mas também nos esforçamos por superá-lo.
O anúncio pascal é a notícia mais bela, alegre e comovedora que ressoou ao longo da história. É o “Evangelho” por excelência, que atesta a vitória do amor sobre o pecado e da vida sobre a morte, e por isso é o único capaz de saciar a demanda de sentido que inquieta a nossa mente e o nosso coração. O ser humano é animado por um movimento interior, voltado para um além que o atrai constantemente. Nenhuma realidade contingente o satisfaz. Tendemos para o infinito e para o eterno. Isso contrasta com a experiência da morte, antecipada pelos sofrimentos, pelas perdas, pelos fracassos. Da morte «nullu homo vivente po skampare», canta São Francisco (cf. Cântico do irmão sol).
Tudo muda graças àquela manhã em que as mulheres, indo ao sepulcro para ungir o corpo do Senhor, o encontraram vazio. A pergunta feita pelos Magos que chegaram do Oriente a Jerusalém: «Onde está aquele que nasceu, o rei dos judeus?» (Mt 2, 1-2), encontra a sua resposta definitiva nas palavras do misterioso jovem vestido de branco que fala às mulheres na madrugada pascal: «Vós procurais Jesus Nazareno, o crucificado. Não está aqui. Ressuscitou» (Mc 16, 6).
Desde aquela manhã até hoje, todos os dias, Jesus terá também este título: o Vivente, como Ele mesmo se apresenta no Apocalipse: «Eu sou o Primeiro e o Último, o que Vive. Conheci a morte, mas eis-me aqui vivo pelos séculos dos séculos» (Ap 1, 17-18). E n’Ele temos a certeza de poder encontrar sempre a estrela polar para orientar a nossa vida de aparente caos, marcada por factos que muitas vezes nos parecem confusos, inaceitáveis, incompreensíveis: o mal, nas suas múltiplas facetas, o sofrimento, a morte, eventos que dizem respeito a todos e a cada um. Meditando o mistério da Ressurreição, encontramos resposta à nossa sede de significado.
Perante a nossa humanidade frágil, o anúncio pascal torna-se cuidado e cura, alimenta a esperança diante dos desafios assustadores que a vida nos apresenta todos os dias, a nível pessoal e planetário. Na perspetiva da Páscoa, a Via Crucis transfigura-se em Via Lucis. Precisamos de saborear e meditar a alegria após a dor, reviver na nova luz todas as etapas que precederam a Ressurreição.
A Páscoa não elimina a cruz, mas vence-a no duelo prodigioso que mudou a história humana. Também o nosso tempo, marcado por tantas cruzes, invoca o amanhecer da esperança pascal. A Ressurreição de Cristo não é uma ideia, uma teoria, mas o Acontecimento que está na base da fé. Ele, o Ressuscitado, através do Espírito Santo, continua a recordá-lo a nós para que possamos ser suas testemunhas também onde a história humana não vê luz no horizonte. A esperança pascal não dececiona. Acreditar verdadeiramente na Páscoa através do caminho diário significa revolucionar a nossa vida, ser transformados para transformar o mundo com a força suave e corajosa da esperança cristã.
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Saudações:
Uma cordial saudação de boas-vindas aos fiéis de língua portuguesa! Viestes a Roma como peregrinos de esperança. Ao partir daqui, sede portadores de esperança: daquela esperança que só a Ressurreição do Senhor pode dar a todos quantos dela necessitam! Deus vos abençoe!
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Resumo da catequese do Santo Padre:
A Ressurreição do Senhor não é um evento passado. A Igreja atualiza, ou seja, torna presente este mistério em cada Eucaristia, e assim se realiza mais plenamente a promessa do Senhor: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”. A realidade da Ressurreição de Cristo é, pois, o “Evangelho” por excelência, a única notícia – Boa Nova – capaz de responder à busca de sentido que inquieta o nosso coração e a nossa mente, de saciar a nossa sede de eternidade. O anúncio pascal, ao atestar a vitória do amor sobre o pecado e da vida sobre a morte, é remédio para a nossa fragilidade humana, alimentando a esperança de sair vitoriosos dos grandes desafios que a vida nos apresenta.
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L'Osservatore Romano
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Hoje a Igreja celebra são Zacarias e santa Isabel, pais de João Batista
São Zacarias e santa Isabel | ACI DigitalPor Redação central
5 de nov de 2025 às 00:01
“Ambos eram justos diante de Deus e observavam irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor”, afirma são Lucas em seu evangelho (Lc 1,6) sobre são Zacarias e santa Isabel – pais de são João Batista e tios de Jesus –, cuja festa litúrgica é celebrada hoje (5).
Conforme são Lucas descreve no primeiro capítulo de seu evangelho, Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e Isabel era descendente de Aarão. Ambos eram de idade avançada e não tinham filhos, pois Isabel era estéril.
Certo dia, coube a Zacarias ingressar no “Santuário do Senhor” para oferecer o perfume. Então, um anjo do Senhor apareceu e lhe disse que sua esposa lhe daria um filho ao qual chamaria João.
“Irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto”, disse o anjo a Zacarias.
Zacarias perguntou como poderia ter certeza disso, porque ele e sua esposa eram idosos. O anjo, então, respondeu que ele era Gabriel, o que está diante de Deus, e que tinha sido enviado para lhe falar e anunciar esta boa notícia. Em seguida, disse-lhe que ficaria mudo por não ter acreditado.
Quando Zacarias voltou para casa, sua esposa Isabel concebeu um filho e ela pensava: “Eis a graça que o Senhor me fez, quando lançou os olhos sobre mim para tirar o meu opróbrio dentre os homens”.
Depois que o anjo Gabriel apareceu à Virgem Maria, a Mãe de Deus foi ajudar Isabel, que ao vê-la exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas”.
Quando João nasceu, todos se alegraram da misericórdia de Deus. No dia da circuncisão, todos queriam chamá-lo como seu pai. Entretanto, Isabel comunicou que se chamaria João. Zacarias confirmou, escrevendo esse nome em uma tabuinha e imediatamente voltou a falar.
Finalmente, o pai de são João Batista, louvando a Deus, pronunciou o famoso “Cântico de Zacarias”, uma das orações que os sacerdotes e religiosos rezam todas as manhãs em suas orações chamadas ‘Laudes’.
terça-feira, 4 de novembro de 2025
Como se desfazer adequadamente de objetos abençoados que estão quebrados
Terço | Diocese de SaginawPor Redação central
3 de nov de 2025 às 06:00
Ao longo do tempo, muitos objetos religiosos que foram abençoados por um sacerdote podem quebrar devido ao uso. Mas, todos os católicos devem ser reverentes ao desfazer-se deles de maneira adequada.
Segundo o número 1171 do Código de Direito Canônico, os objetos abençoados devem ser tratados “com reverência e não se votem ao uso profano ou a outro uso não próprio, ainda que estejam sob o domínio de particulares”.
Caso os objetos não possam ser reparados, a tradição diz que devem ser queimados ou enterrados. Se um objeto for queimado, as cinzas também devem ser enterradas.
A tradição de devolver os objetos abençoados a terra, vem da ideia de que um objeto abençoado em nome de Deus deve voltar para Deus, da mesma maneira que uma pessoa é enterrada.
Em 1874, a Sagrada Congregação para os Ritos e o Santo Ofício emitiu determinações formais sobre quais são os métodos para eliminar adequadamente os objetos abençoados.
Qualquer pano de linho, vestuário ou panos do altar devem ser queimados e as cinzas enterradas. A água benta em excesso ou contaminada deve ser vertida diretamente no solo. Os ramos devem ser queimados e as cinzas são utilizadas na quarta-feira de cinzas. Do mesmo modo, um terço ou uma imagem devem ser enterrados.
Essa é a intenção de oração de Leão XIV para novembro
Por Victoria Cardiel
3 de nov de 2025 às 14:58
A intenção de oração do papa Leão XIV para o mês de novembro é a prevenção do suicídio.
Por meio da Rede Mundial de Oração do Papa, o papa exorta os fiéis de todo o mundo a se unirem em oração "para que as pessoas que lutam contra pensamentos suicidas possam encontrar em suas comunidades o apoio, o cuidado e o amor de que precisam e se abram para a beleza da vida".
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 720 mil pessoas cometem suicídio a cada ano, ou seja, uma a cada 47 segundos, e muitas outras tentam.
A Rede Mundial de Oração do Papa, presente em 98 países, divulga mensalmente o vídeo e os materiais pastorais que acompanham a intenção do papa.