domingo, 20 de setembro de 2026

Discurso de ódio é veneno que leva a violência e perseguição, diz Santa Sé à ONU

 


Bandeiras tremulam na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York, EUA, em 16 de setembro de 2025. | Crédito: Chen Fangxiang/Shutterstock ??
Bandeiras tremulam na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York, EUA, em 16 de setembro de 2025. | Crédito: Chen Fangxiang/Shutterstock 
 

A Santa Sé condenou o discurso de ódio na Organização das Nações Unidas (ONU) como uma ameaça à dignidade humana e uma perigosa fonte de violência e divisão entre os povos.

O arcebispo Christophe-Zakhia El-Kassis, novo observador permanente da Santa Sé junto à ONU, fez essas declarações ontem (17), em seu primeiro discurso desde que foi nomeado pelo papa Leão XIV em julho. Ele proferiu o discurso em Nova York, na Conferência Global sobre a Promoção do Diálogo Inter-religioso e Intercultural e da Tolerância no Combate ao Discurso de Ódio.

Em seu discurso, El-Kassis reafirmou a posição da Santa Sé de que todos os seres humanos têm uma dignidade humana inviolável que não pode ser diminuída. Ele também alertou contra ameaças a essa dignidade, como discursos de ódio.

“O discurso de ódio — seja dirigido contra indivíduos ou comunidades com base em sua religião, etnia, nacionalidade ou qualquer outra característica — contradiz o mandamento de amar o próximo, envenena o debate público, inflama a divisão e, com muita frequência, prepara o terreno para a violência e a perseguição”, disse El-Kassis em seu discurso.

El-Kassis falou sobre o reconhecimento da Santa Sé ao direito à liberdade de expressão, desde que se tenha em mente as responsabilidades que acompanham essa liberdade.

O arcebispo citou a encíclica Magnifica humanitas, do papa Leão XIV, dizendo às pessoas presentes que “a primeira contribuição que podemos dar para uma civilização mais humana é sermos cuidadosos com as nossas palavras”.

“O papa Leão XIV diz: ‘… A comunicação desarmada e desarmante permite-nos partilhar uma visão diferente do mundo e agir de modo coerente com a nossa dignidade humana’”, concluiu El-Kassis.

(acidigital) 

Hoje começa a novena dos santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

 


Novena aos santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael | ACI Digital ??
Novena aos santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael | ACI Digital 
 

Em 29 de setembro, a Igreja celebrará a festa dos santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, que aparecem na Bíblia com missões importantes de Deus. Por isso, apresentamos uma novena em honra a esses três amigos do céu que têm a tarefa de defender o homem na luta contra os planos do demônio:

Pelo Sinal da Santa Cruz. Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ato de Contrição

Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu: por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos Ter ofendido; pesa-me também de Ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudado com o auxílio de Vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém.

Oração inicial

Deus todo-poderoso e eterno, bendito e louvado sejais por toda a eternidade, e que todos os Anjos e homens, por Vós criados, Vos adorem, Vos amem e Vos sirvem, ó Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal!

E vós, Maria, Rainha de todos os Anjos, aceitai benignamente as nossas súplicas dirigidas aos vossos servos e apresentai-as junto do trono do Altíssimo – vós que sois a omnipotência suplicante e Medianeira das graças –, a fim de obtermos graça, salvação e auxílio. Amém.

Oração aos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

São Miguel Arcanjo, tu és o Príncipe das milícias celestiais, o vencedor do dragão infernal, recebeste de Deus a força e o poder para aniquilar por meio da humildade o orgulho dos poderes das trevas. Imploramos-te, suscita em nós a autêntica humildade do coração, a fidelidade inquebrantável, para cumprir sempre a vontade de Deus, a força no sofrimento e nas necessidades, ajuda-nos a subsistir diante do tribunal de Deus.

São Gabriel Arcanjo, tu és o anjo da Encarnação, o mensageiro fiel de Deus, abre nossos ouvidos para captar os menores sinais e chamados do coração amante de nosso Senhor; Permanece sempre diante de nossos olhos, imploramos-te, para que compreendamos corretamente a Palavra de Deus e a sigamos e obedeçamos para cumprir aquilo que Deus quer de nós. Faz-nos vigilantes na espera do Senhor para que não nos encontre adormecidos quando chegue.

São Rafael Arcanjo, tu és o mensageiro do amor de Deus. Imploramos-te, fere nosso coração com um amor ardente por Deus e não deixes que esta ferida se feche jamais para que permaneçamos sobre o caminho do amor na vida diária e vençamos todos os obstáculos pela força deste amor.

Ajudai-nos grandes irmãos e santos, servidores como nós diante de Deus. Protegei-nos contra nós mesmos, contra nossa covardia e tibieza, contra nosso egoísmo e nossa avareza, contra nossa inveja e desconfiança, contra nossa suficiência e comodidade, contra nosso desejo de ser apreciados. Desligai-nos dos laços do pecado e de toda atadura ao mundo.

Desatai a venda que nós mesmos atamos sobre nossos olhos, para dispensar-nos de ver a miséria que nos rodeia, e poder olhar nosso próprio eu sem nos incomodar e com compaixão.

Cravai em nosso coração o aguilhão da santa inquietude de Deus, para que não cessemos jamais de busca-lo com paixão, contrição e amor.

Buscai em nós o Sangue de Nosso Senhor que se derramou por nós. Buscai em nós as lágrimas de nossa Rainha vertidas por nossa causa. Buscai em nós a imagem de Deus destroçada, desvanecida, deteriorada, imagem à qual Deus quis nos criar por amor.

Ajudai-nos a reconhecer Deus, a adorá-Lo, amá-Lo e servi-Lo. Ajudai-nos na luta contra os poderes das trevas que nos rodeiam e nos oprimem solapadamente.

Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que, um dia, gozosos, possamos nos reunir na felicidade eterna. Amém.

(Diz-se as intenções da novena e reza-se três Pai Nosso, Ave Maria e Glória)

Invocações finais

São Miguel, luta ao nosso lado com teus anjos, ajuda-nos e roga por nós.

São Rafael, luta ao nosso lado com teus anjos, ajuda-nos e roga por nós.

São Gabriel, luta ao nosso lado com teus anjos, ajuda-nos e roga por nós.

Amém.

Angelus 20 de setembro de 2026 - Papa Leão XIV


 

 

PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça de São Pedro
Domingo, 20 de setembro de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

Na liturgia de hoje, o Senhor, pela boca do profeta Isaías, dá-nos um grande motivo de esperança, dizendo que os seus pensamentos não são os nossos pensamentos e os seus caminhos não são os nossos caminhos (cf. Is 55, 8). Sim, os desígnios de Deus são infinitamente maiores e, digamos até, mais “humanos” do que aqueles que nós, homens e mulheres marcados pelo pecado, podemos conceber e realizar. Por isso, eis – mais atual do que nunca – o apelo do profeta: abandonar os nossos caminhos tortuosos e regressar ao Senhor, que é misericórdia e perdão (vv. 6-7).

No Evangelho, as parábolas de Jesus descrevem a novidade do que Deus tem reservado para nós, mas, em geral, também manifestam a resistência que estamos dispostos a opor a uma justiça mais generosa e a um amor maior. Hoje, em particular, escutamos a história dos trabalhadores chamados para a vinha (cf. Mt 20, 1-16): uns por um dia inteiro, outros apenas por algumas horas, outros ainda já quase ao pôr-do-sol. Mas o núcleo da parábola está no momento da remuneração, quando o dono da vinha cumpre a palavra dada aos trabalhadores da primeira hora e lhes paga conforme acordado, embora queira que eles vejam a sua bondade tratando, diante dos seus olhos, os últimos da mesma forma.

Há um pormenor que não nos deve escapar. O dono dá ao capataz uma ordem precisa a seguir: os trabalhadores devem ser pagos «começando pelos últimos até aos primeiros» (Mt 20, 8). Assim, a reação negativa daqueles que tinham trabalhado o dia inteiro poderia facilmente ter sido evitada; no entanto, foi intencional, porque a revelação da bondade de Deus é para todos, não apenas para alguns. Deus tem caminhos diferentes e pensamentos novos também para aqueles que se consideram os primeiros e acham que conseguiram o que são por si mesmos, que mereceram os resultados que alcançaram. No entanto, todos nós experimentamos alegria, inteligência e futuro quando a lei do amor interrompe a do cálculo, a experiência da misericórdia amplifica a do mérito, o dom da paz coloca fim às rivalidades e nos aproxima na gratidão.

Irmãos e irmãs, é uma graça sermos colaboradores de Deus, trabalhar na Sua vinha, servir o Seu Reino de justiça e paz! Onde irrompe a novidade de Deus, não há lugar para invejas nem divisões. Procuremos, pois, o Senhor enquanto Ele se pode encontrar, invoquemo-Lo enquanto está perto; abandonemos os caminhos tortuosos e os pensamentos iníquos (cf. Is 55, 6-7)!

Olhemos para a nossa Mãe Santíssima: é uma criatura como nós, mas sem mancha; por isso, Ela ajuda-nos a esperar em Deus e a confiar na sua misericórdia, para que os seus caminhos se tornem os nossos caminhos e os seus pensamentos os nossos pensamentos.

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Depois da oração do Angelus

Queridos irmãos e irmãs,

Acompanho com grande preocupação a atual crise humanitária em algumas regiões da Somália, onde episódios de violência e fenómenos climáticos extremos estão a piorar as já precárias condições de vida da população, em particular das mulheres e das crianças. Espero que a comunidade internacional se mobilize generosamente, para que não falte a estes nossos irmãos e irmãs a assistência necessária.

E a todos vós, romanos e peregrinos, dirijo agora a minha saudação!

Dou as boas-vindas ao Bispo e aos fiéis da diocese de Toruń, na Polónia, que visitam os lugares dos milagres eucarísticos na Itália; bem como às famílias provenientes da diocese de Spiš, na Eslováquia.

Saúdo os padres jesuítas que iniciam o seu novo percurso de estudos em Roma; e o grupo da Paróquia romana da Sagrada Família de Nazaré, com o Clube polidesportivo Centocelle e o Oratório “São José Manyanet”.

Envio a minha bênção à população de Pescantina, perto de Verona, que hoje se reúne em torno do Monumento dos Antigos Internados, para recordar todos os que foram deportados e feitos prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial. Faço-o para sublinhar que não devemos esquecer, mas sim aprender com a história para não repetirmos os erros do passado.

Caríssimos, agradeço-vos por terdes vindo aqui. Bom domingo para todos!

 

Hoje a Igreja celebra santo André Kim e companheiros mártires na Coreia

 


Santo André e companheiros mártires | ACI Digital ??
Santo André e companheiros mártires | ACI Digital 
 

“Minha vida imortal está em seu ponto inicial. Convertam-se ao cristianismo se desejam a felicidade após a morte”, dizia enquanto morria santo André Kim, cuja festa é celebrada hoje (20), junto com seus 102 companheiros mártires na Coreia.

Santo André Kim Tae-Gon nasceu em Solmoe (Coreia) em 1821, em uma família nobre. Quando ainda era criança, sua família se mudou para Kolbaemasil para fugir da perseguição. Seu pai, Santo Inácio Kim, morreu mártir em 1839.

André foi batizado aos 15 anos e mais tarde ingressou no seminário de Macau (China). Em Shangai, recebeu a ordenação sacerdotal (1845), tornando-se o primeiro sacerdote coreano.

Posteriormente, regressou para a Coreia com a finalidade de facilitar a entrada de missionários em seu país e pôde ver sua mãe, a quem encontrou mendigando por comida.

Em seu país, dedicou-se a difundir a fé, pregando e batizando todos os que convertia com suas palavras e testemunho de vida. Realizava toda esta atividade colocando em prática certas normas de segurança para não ser descoberto.

Entretanto, foi preso ao tentar levar à Coreia os missionários franceses que estavam na China. Depois de alguns meses na prisão, morreu decapitado em 1846.

Os 103 mártires foram canonizados por São João Paulo II em 1984, quando o papa visitou a Coreia.

Laudes do 25º Domingo do Tempo Comum


 

sábado, 19 de setembro de 2026

Calheta de Nesquim , ilha do pico


 

Freguesia onde nasceu e cresceu a minha Família Materna. "Gomes Machado Medina" . 

A casa dos meus avós, Luísa Gomes e Francisco Machado Medina,   foi destinada, por lei, a ser destruída para em seu lugar emergir aquele imóvel ao fundo da rampa, destinado a  guardar barcos. Era a casa maior e mais central da freguesia.

Uma humilde homenagem à minha Mãe , Emiliana que hoje estaria de aniversário.

 


Sábado, 19 de Setembro de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Bispos, amem as pessoas que o Senhor lhes confiou!


 

Highlights Diocese of Rome Assembly, September 18, 2026 - Pope Leo XIV


Leão XIV: partilhar um estilo pastoral, não uniformizar experiências

Na Assembleia da Diocese de Roma na Basílica de São João de Latrão, o Papa convidou a Igreja em Roma a encontrar Cristo, gerar comunidades "livres e reconciliadas" e servir a cidade como um "local de missão". Leão XIV anunciou que aprovou com alegria a abertura do processo de canonização do pe. Di Liegro, fundador da Caritas de Roma, que nos ensina que o Evangelho não pode se encarnar sem escutar a realidade.

Mariangela Jaguraba – Vatican News

O Papa Leão XIV presidiu a Assembleia da Diocese de Roma, nesta sexta-feira (18/09), na Basílica de São João de Latrão.

O Santo Padre iniciou o seu discurso, recordando o que aconteceu na manhã de Páscoa, num jardim e num túmulo vazio. Maria Madalena estava lá. "Um homem se aproxima dela, que ela confunde com o jardineiro, e lhe faz duas perguntas: 'Por que você está chorando? Quem você está procurando?'"

Leão XIV disse que essas duas perguntas podem inspirar "o caminho imediato da Diocese de Roma", pois podemos "ouvi-las hoje dirigidas à nossa Igreja e a toda a cidade", sublinhou.

"Maria Madalena acorda antes do amanhecer e corre para o túmulo, porque nela há vida, há esperança! Assim, em Roma, há muitas pessoas que recomeçam a cada manhã, mas também comunidades paroquiais, associações, movimentos, grupos e entidades eclesiais que trabalham generosamente na evangelização, na caridade, no serviço à oração litúrgica. Claro que, ao lado dessa riqueza, vocês reconheceram honestamente algumas dificuldades. É o desânimo de quem não consegue encontrar o Senhor. Uma experiência que partilhamos com muitos irmãos e irmãs, mas que também vivenciamos. Às vezes, as propostas, as atividades e os encontros se multiplicam, e o centro, o sentido evangélico do que fazemos, se perde", disse o Papa.

“Em nossas comunidades, podemos permanecer anônimos, invisíveis e incompreendidos, ou podemos ser vistos, conhecidos e chamados pelo nome. E quem realmente encontra Cristo, como Maria Madalena, sente o coração cheio e, então, não consegue ficar parado; corre e vai anunciar. "Eu vi o Senhor!", diz a mulher aos discípulos. Não uma lembrança, não um assunto privado, mas uma alegria profunda que gera comunidade.”

Um momento do encontro na Basílica de São João de Latrão
Um momento do encontro na Basílica de São João de Latrão   (@Vatican Media)

O método da verificação pastoral

O Papa disse que não estava ali para apresentar "um novo programa pastoral". "Não estamos começando do zero, e nada do que vivemos deve ser arquivado. Nosso trabalho sobre as "doenças espirituais" nos ensinou a reconhecer o que, em nossa vida eclesial, precisa de cura, correção ou conversão. O Caminho Sinodal nos ensinou a escutar e discernir juntos, corresponsáveis ​​pela única missão", disse Leão XIV, convidando a desenvolver a dimensão "da verificação pastoral".

“Verificar, sob a luz do Espírito Santo, significa parar, reler o que aconteceu, reconhecer o que deu frutos, compreender o que não funcionou e buscar juntos as razões. Significa, em suma, estabelecer a verdade. Convido vocês a fazerem essa verificação envolvendo toda a comunidade e, sempre que possível, ouvindo também aqueles que não fazem parte dela e que veem as coisas, por assim dizer, "de fora".”

Para fazer essa verificação pastoral, o Papa sugeriu alguns pontos: primeiro, encontrar Cristo e fazer com que os outros o encontrem. "A Igreja não existe para si mesma, mas para conduzir cada pessoa a um encontro com o Senhor." Segundo, gerar comunidade. "A partir da Páscoa de Cristo, nascem novas comunidades livres e reconciliadas." Terceiro, habitar e servir a cidade. "Roma não é o cenário indiferente de nossas comunidades: é o local da nossa missão." "A essas três vertentes de verificação soma-se uma quarta, que abrange todas elas: a formação do Povo de Deus", acrescentou o Papa.

“O Bispo não está pedindo que vocês planejem novas atividades: está propondo um método compartilhado de escuta, discernimento, verificação e conversão. Os conteúdos e as prioridades continuam sendo de responsabilidade de suas comunidades, nos cinco âmbitos que são a catequese e a iniciação cristã, juventude, família, caridade e vocações, porque o objetivo é partilhar um estilo pastoral, não uniformizar as experiências. Nesse sentido, as Prefeituras são chamadas a se tornarem cada vez mais lugares de encontro, diálogo e elaboração pastoral compartilhada.”

O testemunho de uma família
O testemunho de uma família   (@VATICAN MEDIA)

Inicia o processo de canonização do pe. Di Liegro 

Uma grande aplauso saudou o anúncio de Leão XIV a propósito do início do processo de canonização do pe. Luigi Di Liegro — fundador e posteriormente diretor da Caritas de Roma e promotor, em 1974, da histórica conferência diocesana sobre "A responsabilidade dos cristãos diante das expectativas de caridade e justiça na cidade de Roma", conhecida como "a conferência sobre os males de Roma".

Aos presentes, representantes das 334 paróquias de um território de 881 quilômetros quadrados, o Papa indicou o pe. Di Liegro como referência para uma ação pastoral autêntica e concreta. O Pontífice reiterou que o testemunho desse sacerdote para a caminhada da Igreja "não reside primordialmente nas obras que realizou: o padre Luigi, antes de construir qualquer coisa, queria 'ver'. Em 1969, encomendou um levantamento sobre a religiosidade romana, pois aprendera que não há encarnação da mensagem sem escutar a realidade. Em seu último discurso, poucas semanas antes de morrer, pe. Luigi disse à sua equipe: "O discernimento é esta pergunta: Senhor, onde você está?"

O Papa durante a Assembleia Diocesana de Roma
O Papa durante a Assembleia Diocesana de Roma   (@VATICAN MEDIA)

Que os presbíteros sejam homens de escuta

A seguir, o Papa enfatizou que Roma precisa de sacerdotes que sejam homens de escuta e discernimento, homens que permanecem "diante do Senhor" para conduzir outros a um encontro verdadeiramente vivido com Ele. Sacerdotes que refletem sua vocação todos os dias.

“O sacerdote não concentra toda a responsabilidade em si mesmo. Ele reconhece carismas, forma consciências e possibilita a corresponsabilidade dos leigos: não por falta de força, mas por fidelidade à natureza da Igreja. Uma comunidade em que tudo depende do pároco é uma comunidade frágil, e presidir não significa fazer tudo. Significa gerar comunhão, valorizar as energias dos outros, conectar pessoas e realidades e preservar a unidade.”

"O sacerdote integra-se e deseja pertencer a uma comunidade capaz de compreender seu entorno, compartilhar suas feridas e esperanças, responsável pela vida de todos, mesmo daqueles que nunca entram na Igreja. Esta é a forma que a caridade assume na presidência pastoral, e é o que impede uma paróquia de se autopreservar", sublinhou.

Basílica de São João de Latrão durante a Assembleia Diocesana de Roma
Basílica de São João de Latrão durante a Assembleia Diocesana de Roma   (@VATICAN MEDIA)

O presbitério é uma fraternidade

"O presbitério não é a soma de sacerdotes que se reúnem para fins organizacionais: é uma fraternidade, e é o primeiro lugar para verificar se o que fazemos realmente gera comunhão", disse Leão XIV. O Papa convidou os seminaristas a deixarem-se "formar tanto pelos livros, necessários para o encontro com bons mestres, quanto pelos rostos: dos pobres, dos doentes, do povo de nossas paróquias. A vocês e aos seus formadores, expresso minha gratidão e minha confiança. Os jovens não se entregam a um papel, mas seguem homens e mulheres felizes com o que são".

O Papa concluiu, dizendo: "Queridos irmãos e irmãs de Roma, não tenham medo de se deixarem chamar pelo nome! O Senhor vivo se deixa encontrar por quem, como Maria no amanhecer da Páscoa, ainda têm a coragem de procurá-lo, mesmo em lágrimas, mesmo na escuridão. Que a Mãe de Deus, Salus Populi Romani, os acompanhe".


Hoje é celebrada Nossa Senhora de La Salette

 


Nossa Senhora de La Salette | ACI Digital ??
Nossa Senhora de La Salette | ACI Digital 
 

A Igreja celebra hoje (19) Nossa Senhora de La Salette, título mariano que recorda a aparição da Virgem Maria, chorando, a dois pastorinhos na França, no século XIX. Os motivos das lágrimas foram revelados por Ela às duas crianças: o descuido do domingo, dia do Senhor, e a blasfêmia.

Era 19 de setembro de 1846, Melânia Calvat, com 15 anos, e Maximino Giraud, 11 anos, cuidavam de rebanhos na cidade de La Salette, nos alpes franceses. De repente, Mélanie avistou nos alpes uma luz muito forte como se fosse o sol. As crianças se aproximaram e viram, dentro da luz, uma “bela senhora”, como descreveram mais tarde. Ela estava chorando, sentada sobre uma pedra, com os cotovelos apoiados nos joelhos e o rosto escondido entre as mãos, em um gesto de profunda tristeza.

A senhora estava vestida como uma camponesa da região, com vestido longo, um avental, lenço cruzado e amarrado às costas, touca. Algumas rosas coroavam sua cabeça, ladeavam seu lenço e rodeavam seu calçado. Uma luz brilhava em sua fronte como um diadema. Carregava uma pesada corrente sobre os ombros e uma corrente mais leve pendia sobre o peito com um crucifixo que tinha de um lado um martelo e do outro uma torquês.

A “bela senhora” disse às duas crianças: “Vinde meus filhos, não temais, aqui estou para vos comunicar uma grande notícia”. “Se meu povo não quiser aceitar, vejo-me forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão forte e tão pesado que não posso mais segurar. Há tanto tempo que sofro por vós”, acrescentou.

Em seguida, ela falou sobre os motivos de suas lágrimas: “Dei-vos seis dias para trabalhar, reservei-me o sétimo, e não mo querem dar. É isso que torna tão pesado o braço de meu Filho”. “Os que conduzem as charretes não sabem falar sem pôr no meio o nome do meu Filho. São as duas coisas que tornam tão pesado o braço de meu Filho”, disse.

“Se a colheita se estraga, não é senão por vossa causa. Eu vos fiz ver isso no ano passado, relativamente às batatas inglesas; não fizestes caso; pelo contrário, quanto as encontráveis estragadas, blasfemáveis e pronunciáveis o nome de meu Filho. Elas vão continuar a deteriorar-se, e no Natal não haverá mais batatas inglesas”, acrescentou.

A Virgem se dirigia aos pastorinhos em francês e também no dialeto regional de um modo que pudessem entender. Ao perceber que não entendiam o que dizia quando falou das batatas, a senhora disse: “Não compreendeis, meus filhos? Vou dizê-lo de outro modo”.

“Se tiverdes trigo, não se deve semeá-lo. Tudo o que semeardes será devorado pelos insetos, e o que produzir se transformará em pó ao ser malhado. Virá grande fome. Antes que a fome chegue, as crianças menores de sete anos serão acometidas de tremor e morrerão entre as mãos das pessoas que as carregarem. Os outros farão penitência pela fome. As nozes caruncharão, as uvas apodrecerão”.

A senhora falou, depois, a cada uma das crianças, sem que a outra pudesse entender o que estava dizendo. Em seguida, voltou a falar aos dois: “Se se converterem, as pedras e rochedos se transformarão em montões de trigo, e as batatas serão semeadas nos roçados”. Perguntou ainda se as crianças faziam “bem” suas orações. Eles disseram que não e ela respondeu: “Ah! Meus filhos, é preciso fazê-la bem, à noite e de manhã, dizendo ao menos um Pai Nosso e uma Ave Maria quando não puderdes rezar mais. Quando puderdes rezar mais, dizei mais”.

“Durante o verão, só algumas mulheres mais idosas vão à Missa. Os outros trabalham no domingo, durante todo o verão. Durante o inverno, quanto não sabem o que fazer, vão a Missa zombar da religião. Durante a Quaresma vão ao açougue como cães”, disse.

Por fim, pediu que as crianças transmitissem a mensagem a todos. E depois subiu o monte e se elevou e desapareceu.

A aparição de Nossa Senhora de La Salette foi reconhecida pelo bispo de Grenoble, dom Philibert de Bruillard, em 19 de setembro de 1851. Em seu pronunciamento doutrinal, o bispo disse que “a aparição da Virgem Santa a dois pastores, a 19 de setembro de 1846, sobre uma montanha da cadeia dos Alpes, situada na paróquia de La Salette, traz em si mesma todas as características da verdade e que os fiéis têm razão em crê-la indubitável e certa”. Dom Philibert também deu início ao santuário de La Salette.

Depois da aparição, Maximino voltou para casa de seu pai, em Corps. Com ajuda do pároco e do bispo, foi admitido ao Colégio das Irmãs da Providência, onde estudou por quatro anos. Em 1850, ingressou no seminário menor de Rondeau e, em 1856, passou para o seminário maior dos jesuítas, em Landes, mas desistiu depois de um tempo. Em 1859, foi estudar medicina em Paris, mas, desencantados, desistiu dos estudos e voltou para Corps em 1864. No ano seguinte, foi para Roma, onde chegou a ser admitido no Corpo da Guarda Pontifícia, onde serviu por poucos meses.

De volta a Corps em 1866, publicou “Minha profissão de fé a respeito da Aparição de Nossa Senhora de La Salette”. Em 1870, foi convocado para servir no Forte Militar de Barraux, em Grenoble, na Guerra entre França e Prússia.

Ficou doente no começo de 1874 e, em novembro daquele ano, subiu pela última vez ao local da aparição de La Salette. Morreu em 1º de março de 1875, aos 40 anos, depois de receber os sacramentos.

Melânia continuou pastora até que retornou para junto de sua família em Corps em 15 de dezembro de 1846 e também foi admitida no Colégio das Irmãs da Providência, onde permaneceu por quatro anos. Mais tarde, tornou-se religiosa, tendo passado por algumas congregações como Irmãs da Providência, as Irmãs Carmelitas de Darlington, no Reino Unido, as Irmãs da Compaixão, em Marselha, da qual se desligou mais tarde.

Em 1892, mudou-se para a Itália, na diocese de Lecce. Em 1897, se transferiu para Messina, na Sicília, onde ajudou o bispo Annibale di Francia, hoje canonizado, a fundar uma congregação feminina.

Subiu à montanha da aparição em La Salette pela última vez em 1902. Em junho do ano seguinte, voltou para a Itália, onde morava sozinha em uma casa cedida por benfeitores em Altamura. Embora não pertencesse mais a nenhuma congregação, ainda usava um hábito religioso e levava uma vida de oração e penitência. Morreu em 15 de dezembro de 1904.


Menos #celular mais #coração


 

Homilia Diária | Os três terrenos e os três inimigos da alma (Sábado da 24.ª Semana do Tempo Comum)


 

Hoje a Igreja celebra são Januário, o santo da “liquefação do sangue”

 


São Januário | ACI Digital ??
São Januário | ACI Digital 
 

Hoje (19), a Igreja celebra a festa de são Januário, que morreu mártir e cujo sangue, depositado há séculos em um relicário especial, sofre liquefação.

São Januário, padroeiro de Nápoles (Itália), foi bispo de Benevento. Durante a perseguição contra os cristãos foi feito prisioneiro junto com seus companheiros e submetido a terríveis torturas. Um dia, ele e seus amigos foram lançados aos leões, mas os animais só rugiram sem se aproximar deles.

Então, foram acusados de usar magia e condenados a morrer decapitados perto de Pozzuoli, onde também foram enterrados. Isso aconteceu por volta do ano 305.

As relíquias de são Januário foram transladadas por diferentes lugares até que finalmente chegaram a Nápoles em 1497.

Embora muitos questionem, ninguém pode explicar o fato que acontece com o sangue do santo, o qual se torna líquido (liquefação) em três celebrações durante o ano: a transladação de seus restos mortais para Nápoles (no sábado anterior ao primeiro domingo de maio), sua festa litúrgica (19 de setembro) e o aniversário de sua intervenção para evitar os efeitos de uma erupção do vulcão Vesúvio em 1631 (16 de dezembro).

Em cada uma dessas ocasiões, o bispo ou um sacerdote apresenta a relíquia com o sangue, diante da urna que contém a cabeça de são Januário. Tudo isso ante a presença dos fiéis. Depois de um tempo, ele agita o relicário, coloca-o de cabeça para baixo e a massa de sangue se torna líquida e com cor avermelhada e, às vezes, borbulha. Então anuncia: “O milagre aconteceu!”.

SE HOJE ESCUTARDES A SUA VOZ - Salmo 95 (94)


 

Laudes de Sábado da 24ª Semana do Tempo Comum