quarta-feira, 5 de outubro de 2022
Official Trailer | The Letter: Laudato Si Film
Hoje é celebrada santa Faustina Kowalska, servidora da Divina Misericórdia
REDAÇÃO CENTRAL, 05 Out. 22 / 05:00 am (ACI).- "As almas que divulgam o culto da Minha misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende o seu filhinho e, na hora da morte, não serei para elas Juiz, mas sim, Salvador misericordioso”, disse o Senhor à sua serva santa Faustina Kowalska, cuja festa é celebradahoje (5).
Foi a esta santa que Jesus revelou o desejo de instituir a festa da Divina Misericórdia, sua devoção, bem como a imagem de Jesus Misericordioso.
Santa Faustina nasceu na Polônia em 1905. No dia em que foi receber a primeira comunhão, beijou as mãos de seus pais para demonstrar sua pena por tê-los ofendido. Costumava ajudar em casa com as tarefas da cozinha, ordenhando as vacas e cuidando de seus irmãos.
Frequentou a escola, mas só pôde completar três trimestres porque foi dada uma ordem que os alunos mais velhos tinham que sair para dar lugar às crianças mais novas.
Aos 15 anos, começou a trabalhar como empregada doméstica e sentiu mais fortemente o chamado à vocação religiosa. Contou esta inquietude a seus pais em várias ocasiões, mas eles se opuseram.
Assim, entregou-se às vaidades da vida, sem fazer caso do chamado que experimentava, até que escutou a voz de Jesus que lhe pediu para deixar tudo e ir a Varsóvia para entrar em um convento.
Sem despedir-se pessoalmente de seus pais, foi para Varsóvia apenas com um vestido. Lá, falou com um sacerdote, o qual conseguiu hospedagem na casa de uma paroquiana. Batia à porta de vários conventos, mas era rejeitada.
Foi recebida na Casa Mãe da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, mas antes teve que trabalhar como doméstica um ano para pagar seu ingresso. Poucas semanas depois, teve a tentação de deixar o convento e teve uma visão na qual Jesus apareceu com seu rosto destroçado e coberto de chagas.
Ela perguntou: “Jesus, quem te feriu tanto?”. O Senhor respondeu: “Esta é a dor que me causaria deixar este convento. É aqui onde te chamei e não a outro; e tenho preparadas para ti muitas graças”.
Mais tarde, foi enviada para o noviciado, tomou o hábito religioso e chegou a pronunciar seus primeiros votos e os perpétuos. Entre suas irmãs, serviu como cozinheira, jardineira e até mesmo porteira.
A esta simples mulher, piedosa, mas também alegre e caritativa, Jesus apareceu em diversas ocasiões mostrando-lhe o seu infinito amor misericordioso pela humanidade. Da mesma forma, Deus lhe concedeu estigmas ocultos, dons de profecia, revelações e o terço da Divina Misericórdia.
“Nem as graças, nem as revelações, nem os êxtases, nem nenhum outro dom concedido à alma a fazem perfeita, mas sim a comunhão interior com Deus... Minha santidade e perfeição consistem na íntima união da minha vontade com a vontade de Deus”, escreveu uma vez.
Em 5 de outubro de 1938, após longos sofrimentos suportados com grande paciência, morreu. No ano 2000, foi canonizado pelo seu compatriota João Paulo II, que estabeleceu o segundo domingo de Páscoa como “Domingo da Divina Misericórdia”.
Confira também:
VÍDEO: Papa Francisco reza diante das relíquias de Santa Faustina https://t.co/WU4GCJbRmC
— ACI Digital (@acidigital) 30 de julho de 2016
(acidigital)
terça-feira, 4 de outubro de 2022
São Francisco de Assis: 12 fatos fascinantes que talvez você não conhecia
REDAÇÃO CENTRAL, 04 Out. 22 / 06:00 am (ACI).- Hoje (4), é celebrada a festa de são Francisco de Assis, um dos santos mais conhecidos e queridos da Igreja, cujo nome foi adotado em sua honra pelo papa Francisco.
A seguir, 12 fatos fascinantes que talvez não conhecia sobre a vida deste santo:
1. Os retratos mais antigos de são Francisco estão na Itália
Los retratos más antiguos de #SanFrancisco están en monasterio benedictino de Subiaco, Italia ? y en ? Basílica de Asís, detalle de Cimabue pic.twitter.com/SFuPCJT61z
— Ursula Murua (@UrsulaMurua) 4 de outubro de 2016
O primeiro (esquerda) se encontra no mosteiro beneditino de Subiaco. Foi feito durante uma visita ao mosteiro; neste , são Francisco não tem auréola nem estigmas.
O segundo (direita) está na basílica inferior de Assis e foi pintado por Cimabue. O afresco completo representa a Virgem com o Menino Jesus entronizados, quatro anjos e são Francisco.
2. Foi chamado Francisco pelo povo da França
Seu pai, Pedro Bernardone, foi um comerciante que trabalhava na França. Como estava neste país quando seu filho nasceu, as pessoas o apelidaram de “Francesco” (o francês), por mais que no batismo tenha recebido o nome de João.
3. Foi prisioneiro de guerra durante um ano
Quando tinha cerca de 19 anos, antes de sua conversão, uniu-se ao exército e lutou em uma guerra travada entre as cidades de Perugia e Assis. Foi feito prisioneiro durante um ano, mas finalmente foi libertado ileso.
4. Sua vida se inspirou em Mateus 10,9
Em Mateus 10,9, Jesus diz a seus discípulos: “Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos”, quando saírem para pregar o Evangelho. Sentiu-se inspirado a fazer o mesmo e começou a viajar na pobreza para pregar o arrependimento.
5. Em um ano, ganhou 11 seguidores
No ano de 12010, havia 12 deles no total, ou seja, como o número dos apóstolos. Então, Francisco redigiu uma regra breve e informal que consistia principalmente nos conselhos evangélicos para alcançar a perfeição. Com ela, foram para Roma a fim de apresenta-la para a aprovação do Papa. Viajaram a pé, cantando e rezando, cheios de felicidade e vivendo das esmolas que as pessoas lhes davam.
6. O papa Inocêncio III decidiu apoiar os franciscanos depois de um sonho sobrenatural
O papa Inocêncio III se mostrou adverso ao dar apoio a Francisco e seu novo grupo de seguidores. Então, teve um sonho no qual viu Francisco sustentando com seu corpo a basílica de São João de Latrão, a catedral da Diocese de Roma, que estava a ponto de desmoronar.
O papa interpretou o sonho como uma indicação de que Francisco e seu grupo poderiam servir de apoio à Igreja e, assim, deu-lhes o reconhecimento oficial como uma ordem.
7. Assistiu ao IV Concílio de Latrão, onde conheceu são Domingos de Gusmão
O IV Concílio de Latrão foi o concílio ecumênico 12 da Igreja Católica no qual se ratificou a transubstanciação e a primazia papal, entre outras coisas. São Domingos, fundador da Ordem dos Pregadores ou dominicanos, também esteve presente.
8. Visitou um sultão muçulmano, pregou o Evangelho e o desafiou a uma prova “de fogo” a fim de provar a verdade do cristianismo
Durante a quinta cruzada, Francisco e um acompanhante viajaram a território muçulmano para visitar o sultão do Egito e Síria, Al-Kamil.
O santo pregou diante do sultão e, para demonstrar sua grande fé na religião cristã, desafiou os presentes a um “prova de fogo”, que consistia em que ele e um muçulmano caminhassem por uma trilha em chamas, com a ideia de que o seguidor da religião verdadeira deveria ser protegido por Deus.
Francisco se ofereceu a ir primeiro, mas Al-Kamil recusou o desafio. Entretanto, o sultão ficou tão impressionado por sua fé que deu permissão para Francisco pregar em sua terra.
9. Deteve os milagres de um franciscano falecido
Em 1220, Francisco se retirou do governo da Ordem e nomeou como seu Vigário Pedro Cattani. Entretanto, Pedro morreu apenas cinco meses depois.
As pessoas que visitaram seu túmulo reportaram muitos milagres, o que levou grandes multidões ao local, o que causava problemas na região. Por isso, Francisco rezou a Cattani para que os milagres se detivessem, e estes cessaram.
10. Recebeu os estigmas enquanto realizava um jejum de 40 dias
Os estigmas são uma condição na qual as feridas de Cristo aparecem sobrenaturalmente no corpo de uma pessoa. Um franciscano que o acompanhou disso: “De repente, teve a visão de um serafim, um anjo de seis asas em uma cruz. Este anjo lhe deu o dom das cinco chagas de Cristo”.
Isto aconteceu em 1224, durante um jejum de 40 dias no Monte Alvernia, quando se preparava para a festa de São Miguel Arcanjo, em 29 de setembro.
11. A primeira pedra da basílica de São Francisco de Assis foi colocada no dia seguinte de sua canonização
Francisco morreu em 3 de outubro de 1226. Foi declarado santo pelo papa Gregório IX, em 16 de julho de 1228, e no dia seguinte o Santo Padre colocou pessoalmente a primeira pedra da nova basílica de São Francisco de Assis.
12. Seu túmulo se perdeu durante séculos até que foi redescoberto em 1818
Seu corpo foi transladado para sua basílica em 1230, mas logo foi ocultado pelos franciscanos para protegê-lo dos invasores sarracenos. A localização de seu corpo ficou esquecida e não foi redescoberta até quase seis séculos depois, em 1818.
Confira também:
Por que a Porciúncula é transcendental na vida de São Francisco e da Igreja? https://t.co/aCB6w9Hi6S
(acidigital)
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
Papa Francisco pede melhores condições para quem trabalha no mar
Vaticano, 03 Out. 22 / 09:43 am (ACI).- O papa Francisco se reuniu hoje (3) com os participantes do V Congresso Mundial Stella Maris, a quem agradeceu "pelo testemunho de fé e pelos inúmeros atos de bondade e caridade". Stella Maris é um apostolado para quem vive do mar fundado em Glasgow, Escócia, em 1920.
Ele falou do trabalho de "muitos capelães e voluntários ao longo do último século para com aqueles que trabalham em nossos mares e em nossas hidrovias para o bem de todos nós".
“De fato, desde seu pequeno e humilde começo, Stella Maris cresceu e se tornou a vasta organização que vemos hoje, fornecendo assistência espiritual, psicológica e material, nos navios e no solo, a marítimos e funcionários de diferentes nacionalidades e tradições religiosas”, continuou.
Francisco disse também que “a criação, nossa casa comum, é composta por uma vasta extensão de água, essencial para a vida e o comércio, para não falar do turismo”.
“Não deve ser surpresa, portanto, que cerca de 90% das mercadorias do mundo sejam transportadas por navio, graças ao trabalho cotidiano de mais de 1,5 milhão de pessoas, muitas das quais estão ausentes por meses de suas comunidades sociais e religiosas”, acrescentou.
Francisco lamentou que, apesar dos avanços tecnológicos, "muitos marítimos estão sujeitos não só aos desafios associados à separação de suas terras de origem, mas também continuam sofrendo uma série de condições de trabalho injustas e outras privações, agravadas também pelos efeitos das mudanças climáticas”.
“Além disso, os danos aos ambientes marinhos, assim como aos outros, afetam desproporcionalmente os mais pobres e vulneráveis de nossos irmãos e irmãs, cujos meios de subsistência estão ameaçados de extinção”, disse o papa Francisco.
“Confio, então que Stella Maris nunca hesitará em chamar a atenção para as questões que privam muitas pessoas dentro da comunidade marítima de sua dignidade humana dada por Deus”, disse o papa.
Por fim, confiou "os capelães, voluntários e todos os associados de Stella Maris à amorosa proteção de Nossa Senhora Estrela do Mar" e deu sua bênção "como penhor de fortaleza, alegria e paz em Cristo Senhor".
(acidigital)
Hoje a Igreja celebra os Protomártires do Brasil
REDAÇÃO CENTRAL, 03 Out. 22 / 06:00 am (ACI).- “Mártires da fé, filhos do Rio Grande, homens e mulheres, jovens e meninos. Pelo bom pastor deram o seu sangue, nossa Igreja em festa canta os seus hinos”, diz o refrão do hino dedicado aos Protomártires do Brasil, os quais celebramos hoje (3)
Padre André de Soveral, padre Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e outros 27 companheiros morreram por defender a fé diante daqueles que queriam impedi-los de praticá-la.
A história desses homens remonta ao período em que holandeses calvinistas ocuparam territórios do nordeste do Brasil, entre 1630 e 1654. Na época, quiseram obrigar os católicos a se converterem ao calvinismo e proibiram a celebração da Santa Missa.
Então, em 16 de julho de 1645, o padre André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Eles participavam da Missa na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú, município de Canguaretama (RN).
Três meses depois, em 3 de outubro de 1645, houve o massacre em Uruaçu, onde foram mortos padre Ambrósio Francisco Ferro e o leigo Mateus Moreira, o qual, segundo relatos, teve o coração arrancado pelas costas, mas, antes de morrer pôde gritar em alta voz: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento!”.
O nome de protomártires foi dado na ocasião da visita do papa João Paulo II, em 13 de outubro de 1991, na Missa de encerramento do XII Congresso Eucarístico, ocorrido em Natal.
Padre André de Soveral, padre Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e outros 27 companheiros foram beatificados por são João Paulo II, em 5 de março de 2000.
Em 15 de outubro de 2017, os protomártires foram canonizados junto com outros 5 beatos pelo papa Francisco, em Missa na Praça de São Pedro, no Vaticano, quando destacou que “eles não disseram ‘sim’ ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim”.
(acidigital)



