terça-feira, 11 de outubro de 2022
Mensagem do Papa Francisco pela 230ª edição do Círio de Nazaré
Com o olhar voltado para a Padroeira da Arquidiocese de Belém do Pará e Rainha da Amazônia, o Papa Francisco recorda a todos que “Maria guardava todas as coisas, meditando-as no seu coração”, e ao mesmo tempo suplica que, como Mãe e Mestra, “Ela nos ajude a guardar e meditar tudo, sem ter medo das provações, na jubilosa certeza de que o Senhor é fiel e sabe transformar as cruzes em ressurreições”.
Vatican News
Neste domingo, 9 de outubro, a arquidiocese de Belém (PA) celebra a edição de número 230 do Círio de Nazaré, celebração mariana que reúne durante todo o mês fiéis de todo Brasil na capital paraense. O tema deste ano é “Maria, Mãe e Mestra” e convida a refletir sobre os ensinamentos de Maria para a evangelização. Para a ocasião, o Papa Francisco enviou uma mensagem ao arcebispo de Belém do Pará, dom Alberto Taveira Corrêa.
A mensagem, assinada pelo secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, foi publicada pela Arquidiocese de Belém no último dia 5. Segue o texto na íntegra.
"Por ocasião do ducentésimo trigésimo «Círio de Nazaré», no dia 9 de outubro, o Santo Padre deseja unir-se à filial devoção dos fiéis que recorrem à Nossa Senhora de Nazaré, colocando sob o seu manto amoroso e sua materna proteção as intenções que trazem no coração. Com o olhar voltado para a Padroeira da Arquidiocese de Belém do Pará e Rainha da Amazônia, o Papa Francisco recorda a todos que “Maria guardava todas as coisas, meditando-as no seu coração”, e ao mesmo tempo suplica que, como Mãe e Mestra, “Ela nos ajude a guardar e meditar tudo, sem ter medo das provações, na jubilosa certeza de que o Senhor é fiel e sabe transformar as cruzes em ressurreições”. Sua Santidade implora à Virgem Mãe Amorosa que interceda junto a Seu Filho a fim de que sejam derramadas abundantes graças sobre o povo paraense e brasileiro, que auxiliem a todos e a cada um na vivência do Evangelho. E, como penhor destes votos, o Santo Padre de bom grado lhes concede a Bênção Apostólica, pedindo igualmente que não deixem de rezar por ele."
(vaticannews)
Em um dia como hoje, são João XXIII inaugurou o Concílio Vaticano II
Vaticano, 11 Out. 22 / 06:00 am (ACI).- Hoje (11), completa-se 60 anos da abertura do Concílio Vaticano II, o grande evento mundial e eclesial convocado por são João XXIII para buscar o “aggiornamento”, ou seja, a atualização da Igreja para aproximá-la do mundo atual.
O concílio ecumênico foi inaugurado em 11 de outubro de 1962 e se dividiu em quatro etapas. Participaram cerca de 2 mil padres conciliares de todo o mundo.
Antes de inaugurar o concílio, João XXIII criou em 1960 o secretariado para a promoção da unidade dos cristãos, uma comissão preparatória que mais tarde se tornaria o Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos. Foi a primeira vez que a Santa Sé criava uma estrutura para tratar de temas ecumênicos.
Para a presidência desse organismo, o pontífice nomeou o cardeal Augusto Bea, que depois se tornaria uma importante figura do Concílio.
Desde a abertura do Concílio Vaticano II, o papa bom destacou a natureza pastoral de seus objetivos: não se tratava de definir novas verdades nem condenar erros, mas era necessário renovar a Igreja para fazê-la capaz de transmitir o Evangelho nos novos tempos, buscar os caminhos de unidade com as outras confissões cristãs, buscar o bom dos novos tempos e estabelecer um diálogo com o mundo moderno, centrando-se primeiro “no que nos une e não no que nos separa”.
Ao Concílio foram convidados como observadores membros de diversos credos desde muçulmanos até índios americanos, assim como membros de todas as igrejas cristãs: ortodoxos, anglicanos, quacres e protestantes em geral, incluindo evangélicos, metodistas e calvinistas não presentes em Roma desde o tempo dos cismas.
Assim, o Concílio Vaticano II se tornou o fato mais decisivo da história da Igreja no século XX. São João XXIII não pôde ver a conclusão porque faleceu em 3 de junho de 1963.
Quem prosseguiu com o Concílio foi são Paulo VI, que foi eleito sucessor de são Pedro em 21 de junho de 1963.
O Concílio Vaticano II foi encerrado em 8 de dezembro de 1965 e deixou como legado uma série de importantes documentos que seguem sendo de grande atualidade.
Quatro Constituições: Dei Verbum, Lumen Gentium, Sacrosanctum Concilium e Gaudium et Spes; três Declarações: Gravissimum Educationis, Nostra Aetate e Dignitatis Humanae; e nove decretos: Ad Gentes, Presbyterorum Ordinis, Apostolicam Actuositatem, Optatam Totius, Perfectae Caritatis, Christus Dominus, Unitatis
(acidigital)
Hoje é celebrado são João XXIII, o papa bom
REDAÇÃO CENTRAL, 11 Out. 22 / 05:00 am (ACI).- “Ah, os santos, os santos do Senhor, que em todos os lugares nos alegram, nos animam e nos abençoam!”, dizia são João XXIII, chamado “papa bom” e cuja festa litúrgica é celebrada hoje (11).
Angelo Giuseppe Roncalli, mais conhecido como são João XXIII, nasceu na Itália em 1881. Ingressou muito jovem no seminário e foi ordenado sacerdote em 1904.
Na Segunda Guerra Mundial, quando era bispo, salvou muitos judeus com a ajuda do “visto de trânsito” da Delegação Apostólica.
Em 1953, foi criado cardeal e, com a morte de Pio XII, foi eleito pontífice em 1958. Aos poucos, ganhou o apelido de “papa bom”, por suas qualidades humanas e cristãs.
O mundo inteiro pôde ver nele um pastor humilde, atento, decidido, corajoso, simples e ativo. Enveredou-se pelos caminhos do ecumenismo e do diálogo com todos. Escreveu as famosas encíclicas “Pacem in terris” e “Mater et magistra” e convocou o Concílio Vaticano II.
Morreu em 3 de julho de 1963. No ano 2000, foi beatificado por são João Paulo II e canonizado pelo papa Francisco em abril de 2014.
O milagre para sua beatificação foi baseado na cura de irmã Caterina Capitani, uma religiosa que tinha uma grave doença estomacal.
As irmãs da paciente, que sabiam da grande admiração da irmã Caterina por João XXIII, rezaram pedindo a intercessão do “papa bom” e colocaram uma imagem dele no estômago da religiosa.
Minutos depois, a religiosa começou a se sentir bem e pediu para comer. Mais tarde, Irmã Caterina relataria que viu João XXIII sentado ao pé de sua cama e que lhe disse que sua oração havia sido escutada. A ciência não pôde dar explicações para esta cura.
(acidigital)
segunda-feira, 10 de outubro de 2022
O Papa: "“Não podemos esquecer o perigo da guerra nuclear ..."
Papa relembra o início do Concílio Vaticano II no Angelus e declara: “Não podemos esquecer o perigo da guerra nuclear que então ameaçava o mundo naquele momento”.
Vaticano, 09 Out. 22 / 12:42 pm (ACI).- Finalizando a missa de canonização de João Batista Scalabrini e Artêmides Zatti neste domingo (9), Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, e durante a oração recordou as vítimas da tragédia na creche na Tailândia, no dia 6 de outubro e a preocupante escalada nuclear do conflito na Ucrânia.
O Pontífice também lembrou que hoje (9), está acontecendo na catedral de Fabriano, situada na região dos Marche, na Itália, a beatificação de Maria Costanza Panas, uma monja Clarissa capuchinha, que viveu entre os anos de 1917 a 1963 no Mosteiro de Fabriano.
E sobre a nova beata Francisco disse: "Ela acolhia todos os que batiam à porta do mosteiro, infundindo em todos serenidade e confiança. Em seus últimos anos, gravemente doente, ela ofereceu seus sofrimentos para o Concílio Vaticano II, cujo 60º aniversário de abertura recorre depois de amanhã. Que a Beata Maria Constanza nos ajude a confiar sempre em Deus e a sermos acolhedores do próximo".
Recordando o início do Concílio Vaticano II há 60 anos, o Pontífice declarou: “Não podemos esquecer o perigo da guerra nuclear que então ameaçava o mundo naquele momento. Por que não aprender com a história? Mesmo naquela época havia conflitos e grandes tensões, mas o caminho pacífico foi escolhido. Está escrito na Bíblia: Assim diz o Senhor: “Parem no caminho e vejam, informem-se quanto às estradas do passado, onde está o bom caminho. Andem por ele, e vocês encontrarão um lugar tranquilo para viver”.
Em seguida, o Papa relembrou as vítimas que morreram por ocasião de um ato de violência em uma creche na Tailândia, ocorrido há três dias. “Com emoção confio ao Pai da vida, em particular, as crianças pequenas e suas famílias", expressou o Santo Padre.
Ao final do Angelus, Francisco convidou a todos que recorressem à Virgem Maria: “que ela nos ajude a sermos testemunhas do Evangelho, animados pelo exemplo dos Santos".
(acidigital)
Hoje é celebrado são Daniel Comboni, apóstolo de Cristo entre os africanos
REDAÇÃO CENTRAL, 10 Out. 22 / 05:00 am (ACI).- “São necessários evangelizadores com entusiasmo e com a paixão apostólica do bispo dom Daniel Comboni, apóstolo de Cristo entre os africanos”, disse são João Paulo II sobre esse grande missionário, cuja festa é celebrada hoje (10).
“Ele empregou os recursos da sua rica personalidade e de uma sólida espiritualidade para tornar conhecido e acolhido Cristo na África, continente que ele amava profundamente”, disse o pontífice em sua homilia de canonização de são Daniel Comboni, em 5 de outubro de 2003.
São Daniel nasceu em Limone sul Garda (Bréscia, Itália), em 1831, em uma família de camponeses pobres. Estudou em Verona, no Colégio São Carlos, que era frequentado por crianças de baixos recursos econômicos. Mais tarde, descobriu sua vocação sacerdotal e missionária.
Foi ordenado sacerdote em 1854 e, anos depois, partiu para as missões na África, onde encontrou-se com uma realidade de pobreza muito chocante. Regressou para a Itália e dedicou-se a pedir ajuda para a missão africana, inclusive no Concílio Vaticano I.
Fundou dois Institutos missionários que hoje são os chamados missionários combonianos e missionárias combonianas. Foi nomeado vigário apostólica da África Central e ordenado bispo em 1877.
Junto aos africanos, viveu secas, viu morrer sua gente, lutou contra a escravidão e até acusações infundadas. Entretanto, manteve-se fiel à Cruz para conseguir a consolidação da atividade missionária. Depois de ter servido a Cristo em sua querida África, morreu em 10 de outubro de 1881.
Atualmente, os combonianos seguem trabalhando em diversas obras missionárias do mundo.
(acidigiital)



