terça-feira, 24 de abril de 2018

Em um dia como hoje ocorreu o genocídio armênio





REDAÇÃO CENTRAL, 24 Abr. 18 / 06:00 am (ACI).- O genocídio armênio foi o assassinato de mais de um milhão e meio de cristãos armênios por parte do Império Turco Otomano, entre 1915 e 1923. Hoje, 24 de abril, recordam-se os 103 anos do início deste massacre.
No dia 24 de abril de 1915, as autoridades otomanas prenderam 235 membros da comunidade de armênios em Istambul. Nos dias seguintes, a cifra de detidos subiu para 600.
Posteriormente, o governo ordenou a expulsão de toda a população armênia, que teve que caminhar centenas de quilômetros pelo deserto, enfrentando fome, sede, perdas de vidas humanas, roubos, violações por parte dos guardas muçulmanos que deviam protege-los, muitas vezes somado à grupos de assassinos e ladrões.

(acidigital)

Nunca prisioneiros de palavras ou fechados ao Espírito


Missa em Santa Marta
O Pontífice celebra a missa na capela da Casa Santa Marta e recorda que os filhos de Deus são homens livres, capazes de "discernir os sinais dos tempos".

Cidade do Vaticano

Na história do homem "sempre haverá resistência ao Espírito Santo", oposições às novidades e às "mudanças". Na homilia da missa celebrada em Santa Marta, o Papa Francisco reflete sobre a liturgia de hoje, detendo-se sobre as diferentes atitudes que o homem adota diante das novidades do Senhor, que "sempre vem ao nosso encontro com algo novo" e "original".

Os prisioneiros de ideias

No Evangelho de João, o fechamento dos doutores da lei é bem focalizado, atitude que então se torna "rigidez". São homens capazes de se concentrar apenas em si mesmos, inertes à obra do Espírito Santo e insensíveis às novidades. O Pontífice enfatiza, em particular, a sua completa incapacidade de "discernir os sinais dos tempos", sendo escravos de palavras e ideias.

"Eles voltam à mesma questão, eles são incapazes de sair daquele mundo fechado, eles são prisioneiros das ideias. Eles receberam a lei que era vida, mas eles a 'destilaram', eles a transformaram em ideologia e assim giram, giram e são incapazes de sair e qualquer novidade para eles é uma ameaça”.

A liberdade dos filhos de Deus

Muito diferente, no entanto, deveria ser o calibre dos filhos de Deus, que apesar de ter talvez uma reticência inicial são livres e capazes de colocar no centro o Espírito Santo. O exemplo dos primeiros discípulos, contado na Primeira leitura, destaca sua docilidade ao novo e a capacidade de semear a Palavra de Deus, mesmo fora do padrão usual de "sempre se fez assim”. Eles, observa Papa Bergoglio, "mantiveram-se dóceis ao Espírito Santo para fazer algo que fosse mais do que uma revolução", "uma mudança forte", e ao centro "estava o Espírito Santo: não a lei, o Espírito Santo" .

"E a Igreja era uma Igreja em movimento, uma Igreja que ia além de si mesma. Não era um grupo fechado de eleitos, uma Igreja missionária: na verdade, o equilíbrio da Igreja, por assim dizer, está precisamente na mobilidade, na fidelidade ao Espírito Santo. Alguns dizem que o equilíbrio da igreja se assemelha ao equilíbrio da bicicleta: está parada e vai bem quando está em movimento; se você a deixa parada, cai. Um bom exemplo".

Oração e discernimento para encontrar o caminho

Fechamento e abertura: dois pólos opostos que descrevem como o homem pode reagir diante do sopro do Espírito Santo. O segundo, conclui o Papa Francisco, é precisamente "dos discípulos, dos apóstolos": a resistência inicial não é apenas humana, mas é também "uma garantia de que não se deixam enganar por alguma coisa e depois com a oração e o discernimento encontram o caminho" ".

"Sempre haverá resistência ao Espírito Santo, sempre, sempre, até o fim do mundo. Que o Senhor nos conceda a graça para saber resistir ao que devemos resistir, ao que vem do maligno, ao que que nos tira a liberdade e saibamos nos abrir às novidades, mas somente àquelas que vêm de Deus, com o poder do Espírito Santo e nos conceda a graça de discernir os sinais dos tempos para tomar as decisões que deveremos tomar naquele momento".

(vaticannews) 



segunda-feira, 23 de abril de 2018

Papa no Domingo do Bom Pastor

 Podemos ser curados se confiamos em Deus


Vaticano, 22 Abr. 18 / 11:00 am (ACI).- O Papa Francisco explicou, antes da oração do Regina Coeli, a liturgia deste Quarto Domingo de Páscoa “prossegue na intenção de nos ajudar a redescobrir a nossa identidade de discípulos do Senhor Ressuscitado” e assegurou que Deus pode curar todas as doenças espirituais.
“Cada um pode curar-se de muitas formas de doenças espirituais - ambição, preguiça, orgulho, se aceita colocar com confiança a própria existência nas mãos do Senhor Ressuscitado”.
Francisco afirmou que Jesus é o "Bom Pastor", mas esta “auto apresentação não pode ser reduzida a uma sugestão emocional, sem nenhum efeito concretos”.
“Jesus cura através do seu ser pastor que dá a vida. Dando a sua vida por nós, Jesus diz a cada um: ‘a sua vida vale muito para mim, para salvá-la, eu a dou por mim mesmo’”.
 “E oferecer a sua vida o torna Bom Pastor por excelência: Aquele que cura, Aquele que nos permite viver uma vida bela e fecunda”.
Francisco indicou que “é este acontecimento através do qual se realiza uma relação viva e pessoa com Jesus, deixar-se conhecido por Ele”.
“Ele está atento a cada um de nós, conhece profundamente o nosso coração. Conhece as nossas qualidades e os nossos defeitos, conhece os projetos que realizamos e as esperanças que foram desiludidas”.
“Ele nos aceita assim como somos, nos guia com amor, para que possamos atravessar caminhos difíceis ?sem errar a estrada, ele nos acompanha”.
Ao mesmo tempo, “somos chamados a conhecer Jesus” e isso “requer um encontro com Ele, um encontro que provoca o desejo de segui-lo abandonando os comportamentos auto referenciais para caminhar em estradas novas indicadas por Cristo e abertas a vários horizontes”.
Nesse sentido, advertiu que “quando em nossas comunidades se resfria o desejo de viver a relação com Jesus, de ouvir a sua voz e segui-lo fielmente, é inevitável que prevaleçam outras maneiras de pensar e viver que não são coerentes com o Evangelho”.
O Papa também pediu para agradecer a Deus pelos novos sacerdotes ordenados na manhã de hoje na Basílica de São Pedro e os convidou para que rezem para que “o Senhor multiplique as vocações para a vida consagrada e ao matrimônio cristão”.

(acidigital)

Pope Francis - Recitation of the Regina Coeli prayer 2018-04-22

domingo, 22 de abril de 2018

HOJE É O DIA DO SENHOR




IV DOMINGO DA PÁSCOA

O Bom Pastor

O 4º domingo de Páscoa é conhecido como o Domingo
do BOM PASTOR, porque nele todos os anos,
Jesus é apresentado como o "Bom Pastor".

- No Antigo Testamento, essa imagem aparece com freqüência…
  Grandes personagens foram pastores (Abel… Moisés… Davi…)
  Num país árido, a presença do pastor era vital para a ovelha sobreviver...
  O pastor passava o dia todo com ela e estabelecia profunda identidade com ela. 
- O próprio Deus se compara a um Pastor,
  que guia, defende e alimenta o seu povo (Sl 80).
- Quase todos os Reis de Israel foram "Maus pastores",
  que conduziram o Povo por caminhos de morte e desgraça.
  Por isso, o Senhor promete:
  "Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas". (Ez 34,15)

A 1ª Leitura mostra o PRIMEIRO PASTOR da jovem Comunidade:
Pedro responde ao Sinédrio, que curou o aleijado: "em nome de Jesus Cristo, crucificado por vós, mas ressuscitado por Deus". (At 4,8-12)
Ele é o único Salvador, o "Pastor verdadeiro" que nos conduz à verdadeira vida.

O Salmista agradece porque a pedra rejeitada pelos construtores
tornou-se a pedra angula. (Sl 118)

Na 2ª Leitura, João afirma que somos todos FILHOS DE DEUS.
Mas essa filiação divina não é uma conquista nossa,
mas um dom do Deus que habita em nós. (1Jo 3,1-2)

No Evangelho, Jesus afirma: "Eu sou o BOM PASTOR". (Jo 10,11-18)

É uma Catequese sobre a pessoa e a missão de Jesus:
conduzir o homem às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas,
de onde brota a vida em plenitude.

O BOM PASTOR é diferente dos outros, por duas razões:
- Porque está disposto a DAR A VIDA pelas ovelhas que ama. (5 x)
  O mercenário no perigo abandona as ovelhas e foge…
- Porque CONHECE suas ovelhas e é conhecido por elas…
   Ele as chama pelo nome… e elas o seguem…
   "Conhecer" é mais que um ato intelectual… é comunhão de vida...
   É fruto do convívio e do diálogo, e gera o amor.

+ Quem são as ovelhas desse rebanho?
   São os que seguem a voz do Pastor.
   Mas não só os que participam da Igreja de modo organizado:
  "Tenho ainda outras ovelhas que não são desse rebanho,
   é preciso que eu as conduza. E elas ouvirão a minha voz.
   E haverá um só rebanho e um só pastor".

* Esse apelo de unidade de Cristo nos pede:
  - um zelo apostólico para cativar outras ovelhas
    que ainda não descobriram o amor apaixonado do Bom Pastor...
- um espírito de unidade: que vença as barreiras que nos separam...
  Ele não quer uma Igreja dividida em rebanhos separados...
  É um convite ao verdadeiro ecumenismo...

+ Quem é o nosso Pastor, que nos aponta caminhos e nos dá segurança?

- O Pastor por excelência é CRISTO.
- Pastores são também o Papa, os Bispos, os padres...
- São também as pessoas que prestam um serviço
  na família, na sociedade, no ambiente de trabalho...
- São também pessoas que receberam de Deus e da Igreja a missão
  de presidir e animar, em nossas comunidades cristãs,
  apesar das suas limitações.
  Cada um pode ser um pouco "Pastor" de seu irmão...
  Mas o "único Pastor", que devemos escutar e seguir sem condições, é Cristo.
  Os outros pastores têm uma missão válida se receberam de Cristo.
  E a sua atuação nunca pode ser diferente do jeito de atuar de Cristo.
 
+ Como Cristo exerce a Missão de Pastor?
Ele não atua por interesse pessoal como o mercenário, mas por amor:
Ele aponta caminhos, defende as suas ovelhas no momento de perigo,
mantém uma relação pessoal com cada uma,
conhece os seus sofrimentos, sonhos e esperanças.

* As Pastorais são serviços de Pastor nos diversos setores da Comunidade.
- Qual é o espírito com que atuamos?
Por amor ou preocupados em levar alguma vantagem, prestígio ou poder?

+ Como reconhecer o "Bom Pastor"?
   Para distinguir a "voz" do "Bom Pastor" (ou falsos pastores)
   é preciso um permanente diálogo íntimo com Cristo,
   um confronto permanente com a sua Palavra
   e a participação ativa nos sacramentos,
   onde ele nos comunica essa vida, que o Pastor nos oferece.

* Jesus mostra o rosto bondoso de Deus e
   os gestos de carinho e de acolhida do Bom Pastor.
   Sejamos continuadores dos gestos e das palavras do Bom Pastor,
   que dá a vida por todos.

+ Nesse domingo, celebramos o 55º Dia Mundial de Oração pelas Vocações.
- O próprio Jesus pediu: "Rogai ao dono da messe para que mande operários…"
- O próprio PAPA envia para o dia de hoje uma mensagem, cujo Tema é:
«Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor»
 - Façamos já dessa celebração um momento forte de oração pelas vocações…

                             
 Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 22.04.2018