quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Deus com a sua ternura
se aproxima de nós e nos salva
Missa Santa Marta

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco celebrou a Eucaristia na Capela da Casa Santa Marta, nesta quinta-feira (14/12), e a sua homilia teve como ponto central a ternura de Deus.

O tema é sugerido pela Primeira Leitura extraída do Livro do Profeta Isaías e do Salmo 144 que diz: “A sua ternura abraça toda criatura”. 

A imagem apresentada por Isaías é a de um Deus que nos fala como um pai fala ao seu filho, abaixando a voz para torná-la mais parecida à voz da criança. Primeiramente, o tranquiliza, fazendo um carinho: “Não temais. Eu vos ajudarei”. 

“Parece que o nosso Deus quer cantar para nós uma canção de ninar. O nosso Deus é capaz disso. A sua ternura é assim: é pai e mãe. Muitas vezes diz: “Se uma mãe se esquecer do filho, eu não o esquecerei. Ele nos leva em suas vísceras. É o Deus que com esse diálogo se faz pequeno para nos entender, para fazer com que tenhamos confiança Nele e possamos dizer-lhe com a coragem de Paulo que muda a palavra e diz: Papai, Abba. Papai é a ternura de Deus.”

O grande que se faz pequeno e o pequeno que é grande

“É verdade que às vezes Deus nos dá umas pancadas”, disse o Papa. “Ele é grande, mas com a sua ternura se aproxima de nós e nos salva. Este é um mistério e uma das coisas mais bonitas”: 

“É o Deus grande que se faz pequeno e em sua pequenez não deixa de ser grande. E nessa dialética grande é pequeno, existe a ternura de Deus. O grande que se faz pequeno e o pequenos que é grande. O Natal nos ajuda a entender isso: na manjedoura, o Deus pequeno. Lembro-me de uma frase de Santo Tomás, na primeira parte da Suma Teológica. Querendo explicar: “O que é o divino? O que é a coisa mais divina?, diz: “Non coerceri a maximo contineri tamen a minimo divinum est”, ou seja, não se espante com as coisas grandes, mas considere as coisas pequenas. Isso é divino, as duas coisas juntas.”

Mas, onde pode ser encontrada a ternura de Deus?

Deus não só nos ajuda, mas nos faz também promessas de alegria, de uma grande colheita, para nos facilitar a ir adiante. O Deus que, repete o Papa, não só é pai mas é papai: 

“Sou capaz de falar com o Senhor assim ou tenho medo? Cada um responda. Mas, alguém pode dizer, pode perguntar: “Qual é o local teológico da ternura de Deus? Onde pode ser encontrada a ternura de Deus? Qual é o lugar onde a ternura de Deus se manifesta melhor? Na chaga. As minhas chagas, as suas chagas, quando se encontram a minha e a sua chaga. Em suas chagas fomos curados”.

O Papa recordou a Parábola do Bom Samaritano: ali alguém se inclinou para ajudar homem que caiu nas mãos dos assaltantes e o socorreu limpando as suas feridas e pagou para ser medicado. Eis “o lugar teológico da ternura de Deus: as nossas chagas”. Francisco concluiu exortando a pensar durante o dia no convite do Senhor. Mostra-me as suas chagas. Quero curá-las”. 



Hoje é celebrado
São João da Cruz


REDAÇÃO CENTRAL, 14 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- “À tarde te examinarão no amor. Aprende a amar a Deus como Deus quer ser amado e deixa a tua própria condição”, costumava dizer João da Cruz, doutor da Igreja, cuja festa é celebrada neste dia 4 de dezembro.
São João da Cruz nasceu em Fontiveros, província de Ávila, na Espanha, em 1542. Sua família era pobre. Na escola, começou a aprender o ofício de tecelão e mais tarde trabalhou como empregado do diretor de um hospital. Enquanto estudava no Colégio dos Jesuítas, praticava a mortificação corporal.

Aos 21 anos, tomou o hábito no convento das Carmelitas de Medina del Campo e viveu muito observante da regra original do Carmelo. Foi ordenado em 1567 e pediu a Deus a graça especial de que o conservasse sempre em graça, sem pecado, e poderia sofrer com coragem e paciência todos os tipos de dores, penas e enfermidades.
Conheceu Santa Teresa de Jesus, que depois de fundar a Comunidade das Irmãs Carmelitas Descalças, também queria fundar uma comunidade de Padres Carmelitas que fossem observantes das regras com a maior exatidão possível. João da Cruz aceitou a proposta e com isso, tiveram início os Carmelitas Descalços.
Deus lhe concedeu a qualidade de saber ensinar o método para alcançar a santidade. Seus ensinamentos foram escritos e resultaram em livros muito importantes, o que o levou a ser declarado Doutor da Igreja. Entre seus livros famosos está “Subida do Monte Carmelo” e “Noite Escura da Alma”.
Foi também um grande poeta. Ele é admirado pela musicalidade de sua poesia e a beleza de seus versos. Seu “Cântico Espiritual” é bem conhecido.
São João da Cruz foi para a casa do Pai em 14 dezembro de 1591, aos 49 anos. Foi canonizado no ano de 1726 e, em 1926, o Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja.

(acidigital)



O calendário das Celebrações Litúrgicas
do Papa no Tempo de Natal


Cidade do Vaticano (RV) – O Departamento  das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice e a Sala de Imprensa da Santa Sé, divulgaram esta terça-feira o calendário das celebrações litúrgicas presididas pelo Papa Francisco no Tempo de Natal.

Domingo 24 de dezembro, às 21h30min, a Missa da Solenidade do Natal na Basílica de São Pedro.

Segunda-feira, dia 25, Festa do Natal: às 12 horas o Papa dirige da sacada central da Basílica de São Pedro sua mensagem de Natal ao mundo e concede a Bênção Urbi et Orbi.

No domingo 31 de dezembro, às 17 horas, o Papa preside na Basílica de São Pedro as Primeiras Vésperas, com a exposição do Santíssimo Sacramento, o tradicional canto do Te Deum em agradecimento pelo ano que termina e a bênção eucarística.

Na segunda-feira, 1º de janeiro de 2018, às 10 horas,  o Papa preside a Santa Missa na Basílica de São Pedro na Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e no 51º Dia Mundial da Paz sobre o tema “Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz”.

Por fim no sábado, 6 de janeiro, Solenidade da Epifania, o Papa preside a celebração da Santa Missa às 10 horas na Basílica de São Pedro.

Todas as cerimônias serão transmitidas pela Rádio Vaticano, com comentários em português (No fuso horário atual, o Vaticano tem 3 horas a mais em relação ao horário de Brasília)


(radiovaticana)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017


Por que ir à missa aos domingos?
O Papa responde
Audiência Geral


Quarta-feira, dia de audiência geral na Sala Paulo VI. Cerca de 7 mil pessoas participaram do encontro semanal com o Papa. Retomando o caminho de reflexões sobre a Missa, Francisco questionou hoje: ‘Por que ir à missa aos domingos?’

Foi no primeiro dia que Ele ressuscitou

Desde os primeiros tempos, os discípulos de Jesus celebravam o encontro eucarístico com o Senhor no dia que os judeus chamavam ‘o primeiro da semana’ e os romanos ‘o dia do sol’.

Depois da Páscoa, os discípulos de Jesus acostumaram-se a esperar a visita do seu divino Mestre no primeiro dia da semana; foi nesse dia que Ele ressuscitou e veio encontrar-Se com eles no Cenáculo, falando e comendo com eles e dando-lhes o Espírito Santo. Este encontro se repetiria oito dias depois, já com a presença de Tomé.

Domingo, dia do Senhor: é Ele que nos encontra

E assim, aos poucos, o primeiro dia da semana passou a ser chamado pelos cristãos ‘o dia do Senhor’, ou seja, o domingo.

“A celebração dominical da Eucaristia está no centro da vida da Igreja: nós vamos à missa para encontramos o Senhor ressuscitado, ou melhor, para nos deixarmos encontrar por ele”, disse o Papa, explicando:

É a missa que faz cristão o domingo

“Ouvir a sua palavra, alimentar-nos à sua mesa e assim, nos tornarmos Igreja, o seu corpo místico vivo hoje no mundo. Por isso, o domingo é  para nós um dia santo: santificado pela celebração eucarística, presença viva do Senhor para nós e entre nós. É a Missa que faz cristão o domingo”.

Entretanto, recordou o Papa:

“Infelizmente há comunidades cristãs que não podem ter Missa todos os domingos; mas também elas são chamadas a recolher-se em oração, nesse dia, ouvindo a Palavra de Deus e mantendo vivo o desejo da Eucaristia”.

“Sem Cristo, estamos condenados a ser dominados pelo cansaço do dia-a-dia com as suas preocupações e pelo medo do futuro. O encontro dominical com Jesus dá-nos a força de que necessitamos para viver com coragem e esperança os nossos dias”.

A conclusão

Concluindo, por que ir à missa aos domingos?

“Não é suficiente responder que isto é um preceito da Igreja. Nós cristãos precisamos participar da missa dominical porque somente com a graça de Jesus, com a sua presença viva em nós e entre nós, podemos colocar em prática o seu mandamento e sermos testemunhas críveis”.

Mais ainda, a comunhão eucarística com Jesus ressuscitado antecipa aquele domingo sem ocaso em que toda a humanidade entrará no repouso de Deus.


(radiovaticana)