quarta-feira, 30 de maio de 2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Terminou o Tempo Pascal. Ficamos com o Espírito Santo.







Já que estamos na 2ª feira do Espírito Santo, transcrevo a introdução da AUDIÊNCIA GERAL do PAPA BENTO XVI, proferida Quarta-feira, 23 de Maio de 2012.



Queridos irmãos e irmãs,
O Espírito Santo nos ensina a tratar Deus, na oração, com os termos afetuosos de «Abbá, Pai!», como fez Jesus. São Paulo, tanto na carta aos Gálatas como na carta aos Romanos, afirma que é o Espírito que clama em nós «Abbá, Pai!», fazendo-nos sentir numa relação de profunda confiança com Deus, como a de uma criança com seu pai. Hoje muitos não se dão conta da grandeza e da consolação profunda contidas na palavra «Pai», dita por nós a Deus na oração. O Espírito Santo ilumina o nosso espírito, unindo-nos à relação filial de Jesus com o Pai. Realmente, sempre que clamamos «Abbá, Pai!», fazemos isso movidos pelo Espírito, com Cristo e em Cristo, e sempre em união com toda a Igreja. De fato, desde o princípio, Ela assumiu esta invocação, de modo particular na oração do «Pai-Nosso». Quando rezamos ao Pai, nunca estamos sozinhos. É a Igreja que sustém a nossa invocação, porque a nossa invocação é invocação da Igreja.
* * *
Com a proximidade da solenidade de Pentecostes, procurai, a exemplo de Nossa Senhora, estar abertos à ação do Espírito Santo na vossa oração, de tal modo que o vosso pensar e agir se conformem sempre mais com os do seu Filho Jesus Cristo. De coração vos abençoo a vós e às vossas famílias!”


A BOLA DE SABÃO







Hoje é “segunda-feira do Espírito Santo”, dia escolhido pelo governo regional, para comemorar a autonomia regional. De Espírito Santo não tem nada, como sabemos.

O Dia é voltado essencialmente para as Condecorações e o almoço. Reúne-se um grupo de pessoas escolhidas num determinado lugar, toca-se o hino e entregam-se medalhas. Conheço pessoas que já receberam mais do que uma, em vários anos. A televisão transmite em directo e assim se faz, para todos os açoreanos a festa da sua autonomia. Se eu não ligar a tv, nem me apercebo da existência desta efeméride.
Pouco! É muito pouco!

Um dos Homens propostos para lá estar hoje na festa da autonomia, é padre católico, filósofo e psicólogo que sobressaiu na nossa sociedade por procurar esclarecer e formar com verdade e sabedoria os alunos que ensinou e os adultos que ainda procuram os seus conselhos. Foi retirado da “lista dos escolhidos” pela não concordância da deputada do bloco de esquerda. Num país que diz defender a liberdade de expressão e outros direitos fundamentais, ela censurou um artigo escrito pelo sr. Cónego e cortou-o da homenagem.

Claro que ficámos estupefactos e perguntamos: qual o critério de escolha? quem escolhe os homenageados?
Tem a ver com a cor política? com o credo religioso? com implicância pessoal? Eu sei que sou muito ingénua, mas não quero crer que seja por isto ...

A continuar assim, esta festa será dirigida, vivida, vista, apenas pelos políticos e afins, porque o povo açoreano, não se revê nela!

PASSA UM BOM DIA


domingo, 27 de maio de 2012

HOJE É O DIA DO SENHOR. DOMINGO DE PENTECOSTES


"Vem Espírito Santo"





Celebramos hoje a festa de PENTECOSTES.
Recordamos o "Dom" do Espírito Santo e
o final do tempo pascal.

PENTECOSTES era uma festa judaica muito antiga,
celebrada 50 dias após a Páscoa.
Inicialmente, era uma festa agrícola em agradecimento a Deus pelas colheitas.
Depois o povo começou a celebrar nela a ALIANÇA,
o dom da LEI no Sinai e a constituição do Povo de Deus,
fato acontecido 50 dias depois da saída do Egito...
acompanhado de trovões, relâmpagos, trombetas, vento forte...

A 1ª Leitura e o Evangelho descrevem o PENTECOSTES CRISTÃO.
O Espírito presente no início da vinda pública de Jesus,
está presente também no início da atividade missionária da Igreja.
As narrativas são diferentes e até divergentes, mas se completam:

+ São Lucas faz coincidir o Pentecostes cristão com o Pentecostes judaico...
para mostrar que o ESPÍRITO é a LEI da NOVA ALIANÇA
e que, por ele, se constitui um NOVO POVO DE DEUS
Por isso, relata o FATO entre raios e trovões,
inspirando-se na narrativa da entrega da Lei no Sinai. (At 2,1-11)

- Os apóstolos estão reunidos... trancados numa casa...
O fogo do Espírito se reparte em forma de línguas sobre cada um deles.
Eles saem do cenáculo e, em praça pública começam a falar
do Cristo ressuscitado, com grande entusiasmo e sabedoria.
É a primeira e grande manifestação missionária da Igreja.
E seus missionários são os doze apóstolos.

- E o povo espantado se questiona: "Como os escutamos na nossa língua?"
O texto nos faz lembrar a Torre de Babel (Gn 11):
- Lá ninguém se entende mais... Aqui acontece o contrário:
Por obra do Espírito Santo, todos falam uma língua
que todos compreendem e que une a todos: a linguagem do amor.

- A intenção de Lucas é apresentar a Igreja como a Comunidade
que nasce de Jesus, que é animada pelo Espírito e que é chamada
a testemunhar aos homens o projeto libertador do Pai.

+ São João colocou o Dom do Espírito Santo no dia da Páscoa. (Jo 20,19-23)
Os Sinais ("anoitecer", "portas fechadas", "medo") revelam a situação
de uma Comunidade desamparada, desorientada e insegura.
Jesus aparece "no meio deles" e lhes deseja a "PAZ".
Confia a Missão: "Como o Pai me enviou, eu VOS ENVIO".
"Soprou" sobre eles e falou: "Recebei o ESPÍRITO SANTO".
- Nessa perspectiva, Páscoa e Pentecostes são partes do mesmo acontecimento.
* A preocupação dos evangelistas não foi escrever uma crônica histórica,
mas uma catequese sobre o Mistério Pascal e a Igreja
Afirmam a mesma coisa, expressando-se numa linguagem diferente.

- Para LUCAS: A Igreja é uma Comunidade que nasce de Jesus,
é animada pelo Espírito e é chamada a testemunhar aos homens o projeto do Pai.
O Espírito é a LEI NOVA que orienta a caminhada dos crentes.
Ele criou uma nova comunidade, capaz de ultrapassar as diferenças e
unir todos os povos numa mesma comunidade de amor.

- Para JOÃO, a Igreja é uma Comunidade construída ao redor de Jesus
e animada pelo Espírito, que a torna viva e "recriada".
O Espírito é esse "sopro" de vida que a faz vencer o medo e as limitações
e dar testemunho no mundo desse amor,
que Jesus viveu até às ultimas conseqüências.

- Para PAULO, a Igreja é o "Corpo Místico de Cristo". (1Cor 12, 3b-712-13)

Apesar da diversidade dos membros e das funções, o Corpo é um só.
Mas é o mesmo ESPÍRITO que alimenta e dá vida a esse corpo.

O Pentecostes continua: Diante desse fato grandioso,
talvez invejamos a sorte dos apóstolos e esquecemos
que o Pentecostes continua em nossa vida e na vida da Igreja...

- Em NOSSA VIDA houve um Pentecostes: A CRISMA,
quando recebemos a plenitude do Espírito Santo para cumprir nossa missão...

- Na VIDA DA IGREJA, que nasceu no Pentecostes e
continua a ser recriada pelo Espírito. O Espírito Santo é a alma da Igreja.

+ O cristão é um enviado:
"Como o Pai me enviou, eu também vos envio".

- Para promover a PAZ.
É um dom precioso e ausente muitas vezes no mundo.
Cristo e seu Espírito são fontes de paz para que o mundo creia.

- Para experimentar o PERDÃO e a MISERICÓRDIA (dado e recebido).
O perdão e a misericórdia são as atitudes da Igreja diante do mundo.

- Para construir a COMUNIDADE.
O Espírito de Deus foi derramado em cada um para conseguir
a unidade de todos no amor.

O Pentecostes, para nós, é a plenitude da Páscoa.
É o nascimento da Igreja com a missão de dar continuidade
à obra de Cristo através dos tempos, em meio à diversidade dos povos.

No dia de Pentecostes, as pessoas falavam a mesma linguagem: o Amor.
O amor deve continuar sendo a linguagem dos cristãos do mundo inteiro. Através do amor, o sopro do Espírito Santo continuará presente.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 27.05.2012

CRISTO RESSUSCITADO DÁ-ME O TEU ESPÍRITO


PARTILHA DE MATERIAL DA CATEQUESE





CRISTO, VERDADEIRAMENTE RESSUSCITOU! ALELUIA!

E DEIXOU-NOS O SEU ESPÍRITO, 
COMO HAVIA PROMETIDO. ALELUIA! ALELUIA!




sábado, 26 de maio de 2012

Su vida divina en nosotros






 La la venida del Espíritu Santo sobre los apóstoles no se narra en los evangelios sino en otro libro del nuevo testamento, “Los Hechos de los Apóstoles” (2, 1-11), escrito por uno de los evangelistas, san Lucas. Aquel día se cumplió, como Jesús había prometido, el descenso del Paráclito, la Tercera Persona de la Santísima Trinidad, sobre los que estaban reunidos en aquel lugar. Yo rogaré al Padre –les había dicho– y os dará otro Paráclito para que esté con vosotros siempre: el Espíritu de la verdad, al que el mundo no puede recibir porque no le ve ni le conoce.
        Como nos sucedería a cualquiera, si estuviéramos a punto de quedarnos sin quien más queremos en la vida, los apóstoles estaban tristes al oírle a Jesús decir que se marchaba. El ambiente de la última cena era especialmente íntimo; diríamos que Jesús se desahoga con los suyos. Les manifiesta abiertamente lo que lleva en su corazón en esas últimas horas antes de la pasión, aunque sin poder evitar el misterio para las inteligencias de ellos, todavía demasiado humanas, poco sobrenaturales. Y a la vez, sale al paso de la inquietud de los Apóstoles, de lo que en esos momentos les preocupa. Se acerca la hora del triunfo y, aunque no será como ellos se imaginan, va a cumplirse –y a la perfección– la tarea redentora que le llevó a encarnarse.
        Una vez consumada la misión del Hijo en favor del hombre, la presencia de Dios junto a nosotros –siempre necesaria para que podamos ser santos– tendrá lugar con la Tercera Persona, el Santificador: Os conviene que me vaya, les dijo, porque si no me voy, el Paráclito no vendrá a vosotros. En cambio, si yo me voy, os lo enviaré. El mismo Dios, en su Tercera Persona, es prometido por Jesucristo antes de su Pasión y de su Ascensión. Y de tal modo sería su venida y su presencia en el mundo que, por dura y misteriosa que les pareciera a los apóstoles la marcha del Señor, era muy conveniente y mejor para el hombre esa otra presencia divina en nosotros. Con admirable sencillez, les expone Jesús el plan divino para la santificación de la humanidad: Cuando venga el Paráclito que yo os enviaré de parte del Padre, el Espíritu de la verdad que procede del Padre, Él dará testimonio de mí. También vosotros daréis testimonio, porque desde el principio estáis conmigo. La presencia permanente de Dios Espíritu Santo en el cristiano se manifiesta en un testimonio continuo en él de Jesucristo; de modo que, por la acción del Paráclito, los hijos de Dios tenemos en la mente y en el corazón la vida y las enseñanzas de Jesús. Su doctrina es así una referencia constante para la propia conducta y un ideal de vida para la sociedad: el cristiano, consecuente con su condición, intenta de modo natural, a instancias del Espíritu, implantar con su vida por doquier el ideal del Evangelio.
        Os he hablado de todo esto estando con vosotros; pero el Paráclito, el Espíritu Santo que el Padre enviará en mi nombre, Él os enseñará todo y os recordará todas las cosas que os he dicho. Deseemos vivamente, por tanto, ese "singular" recuerdo –propiamente sobrenatural– de los sentimientos y afanes de Cristo en nuestro corazón. Se vive así, como Él quiere –como se sentía, por ejemplo, san Pablo–, una vida verdaderamente trascendente, porque ya no es sólo terrena, pues, sin abandonar este mundo, por la acción del Espíritu Santo, vivimos también la vida de Dios, somos otros Cristos, aseguraba el Apóstol. Y de tal manera es esto necesario, que si prescindiéramos de este nuevo modo de existencia en Jesucristo, seríamos –como personas– algo truncado, seres sin terminar, sin lograr la plenitud que propiamente nos corresponde: En verdad, en verdad os digo que si no coméis la carne del Hijo del Hombre y no bebéis su sangre, no tendréis vida en vosotros. El que come mi carne y bebe mi sangre tiene vida eterna, y yo le resucitaré en el último día. Porque mi carne es verdadera comida y mi sangre es verdadera bebida. El que come mi carne y bebe mi sangre permanece en mí y yo en él. Igual que el Padre que me envió vive y yo vivo por el Padre, así, aquel que me come vivirá por mí.
        La Santa Misa, con la Comunión Eucarística, constituye la esencia y la raíz de la vida cristiana. Hasta el punto de que es en unión con el sacrificio de Cristo en la Cruz, renovado incruentamente cada día en nuestros altares, como tienen la debida relevancia sobrenatural cada uno de nuestros pensamientos, palabras y acciones. A esto nos lleva el Espíritu Santo. Esa vida que Jesús quiere para los suyos y que quiere presente en la sociedad para que sea vivificada desde dentro, es la que de Él brota para los hombres: de su Cruz y su Resurrección. Es la misma que anticipadamente dío a sus discípulos como comida y bebida “la noche en que iba a ser entregado”. El Paráclito, en efecto, impulsándonos suavemente a vivir como Cristo –propiamente en Cristo–, nos ha enseñado y nos invita a organizar nuestra existencia en torno a la Santa Misa. Así se vive la vida de Cristo y llega a ser una realidad la ofrenda de nosotros a Dios Padre en favor de los hombres.
        María, al pie de la Cruz, sigue encarnando el hágase en mí según tu palabra, que pronunció al saberse destina para Madre de Jesús. El Espíritu Santo vendrá sobre ti, le había anunciado Gabriel, y toda su existencia terrena fue un empeño por vivir según el deseo divino. ¡Ojalá que nosotros, dóciles al Paráclito, queramos imitarla!

(Eldomingo)


CRISTO RESSUSCITADO DÁ-ME O TEU ESPÍRITO



PARTILHA DE MATERIAL PARA CATEQUESE


Hoje é um dia especial para mim e para a nossa Comunidade de Angra, porque o nosso salmista vai renovar as promessas do Baptismo feitas pelos pais e padrinhos quando se baptizou e receber a plenitude do Espírito Santo, HOJE, ao "Crismar-se"no Santuário de Nossa Senhora da Conceição.

Por isso vou especialmente pedir a Cristo Ressuscitado que derrame sobre o meu afilhado os dons de que ele mais necessita e que o Espírito do Senhor o assista, todos os dias da sua vida.



TEM UM DIA DE PAZ E MUITA ALEGRIA


sexta-feira, 25 de maio de 2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

"Galeria de arte familiar"


Partilha de recordações


 Quadros da autoria de Luis Alberto Sousa, datados de 1989.






TEM UM BOM DIA!


quarta-feira, 23 de maio de 2012

“Palavra de Vida” - Mês de Maio





«Eu vim lançar fogo sobre a Terra,
e como gostaria que ele já estivesse aceso!»
(Lc 12, 49).
No Antigo Testamento, o fogo é o símbolo da Palavra de Deus, pronunciada pelo profeta. Mas simboliza também o julgamento divino, que purifica o seu povo, passando no meio dele.
Assim é a Palavra de Jesus: constrói, mas, ao mesmo tempo, destrói o que não tem consistência, o que deve cair, o que é vaidade, e deixa em pé unicamente a verdade.
João Batista tinha dito a respeito de Jesus: «Ele vos batizará no Espírito Santo e com o fogo» (Lc 3,16), prenunciando o batismo cristão, inaugurado no dia de Pentecostes com a efusão do Espírito Santo e o aparecimento das línguas de fogo (cf At. 2,3). Portanto, é esta a missão de Jesus: lançar fogo sobre a Terra, trazer o Espírito Santo com a sua força renovadora e purificadora.

«Eu vim lançar fogo sobre a Terra, e como gostaria que ele já estivesse aceso!».

Jesus nos doa o Espírito. Mas de que modo age o Espírito Santo?
Ele age derramando em nós o amor, aquele amor que, segundo o Seu desejo, devemos manter aceso em nossos corações.

E como é esse amor?
Não é um amor terreno, limitado; é um amor segundo o Evangelho. É universal como o amor do Pai celeste, que manda a chuva e o sol para todos, para os bons e os maus, inclusive para os inimigos (cf Mt 5, 44-45).
É um amor que não espera nada dos outros, mas que toma sempre a iniciativa, que é o primeiro a amar.
É um amor que se “faz um” com toda e qualquer pessoa: partilha com ela o seu sofrimento, sua alegria, suas preocupações e esperanças. E faz isso concretamente, com fatos, quando se apresenta a ocasião. Portanto, não é um amor simplesmente sentimental, ou feito só de palavras.
É um amor que nos faz amar Cristo no irmão ou na irmã, porque nos faz lembrar aquelas palavras Dele: «… a mim o fizestes» (Mt 25,40).
É, ainda, um amor que tende à reciprocidade, que busca realizar com os outros, o amor mútuo. É este amor que, sendo expressão visível, concreta da nossa pautada pelo Evangelho, reforça e confirma nossa palavra que, depois, poderemos e deveremos oferecer para evangelizar.

«Eu vim lançar fogo sobre a Terra, e como gostaria que ele já estivesse aceso!».

O amor é como o fogo: o importante é que permaneça aceso. E, para que isso aconteça, é preciso sempre queimar alguma coisa. A começar pelo nosso “eu” egoísta. E nós o conseguimos porque, quando amamos, estamos completamente projetados no outro; ou em Deus, cumprindo a Sua vontade, ou no próximo, ajudando-o.
Um fogo aceso, ainda que pequeno, se for alimentado, pode tornar-se um grande incêndio. Aquele incêndio de amor, de paz, de fraternidade universal que Jesus trouxe à Terra.


Chiara Lubich

segunda-feira, 21 de maio de 2012

"...o Espírito veio como um vento "



Prezados assinantes

Dentro de alguns dias, festejaremos o Pentecostes. No tempo de Jesus, e ainda hoje, os judeus celebram neste dia a entrega das tábuas da Lei a Moisés, no Sinai. Foi o cumprimento da promessa feita a Abraão, aliança feita doravante, já não a um homem ou a uma família, mas a um povo, escolhido, eleito. Neste mesmo dia, os cristãos celebram a vinda do Espírito Santo, o dom prometido por Jesus e já anunciado pelo profeta Joel (cf. Jl 3,1), o cumprimento da nova e eterna Aliança, inaugurada pela morte e ressurreição de Cristo, o nascimento do novo povo de Deus, a Igreja.
No dia de Pentecostes, em Jerusalém, o Espírito veio como um vento que enchia a sala onde estavam os Apóstolos. Senhor e fonte de vida, ele sopra onde quer, dizia Jesus a Nicodemos (cf. Jo 3,8). Tornemo-nos disponíveis a esse sopro. Que ele nos transforme e nos conduza na missão que recebemos no dia da Ascensão: «Ide, anunciai a Boa Nova!».

À nossa maneira, a equipa internacional de Evangelho Quotidiano, tem-se esforçado por levar a Palavra de Deus a toda a terra e, neste momento, é com grande alegria que informamos os nossos leitores de que, muito em breve, começaremos este serviço também em língua chinesa.
O Santo Padre Bento XVI propôs que o próximo dia 24 fosse, para toda a Igreja, dia de oração pelos cristãos da China. Unamo-nos a esta intenção e rezemos para que o Evangelho seja cada vez mais acolhido nesse imenso país.
E, já agora, prezados assinantes, se conhecerem, direta ou indiretamente, chineses e chinesas, na China ou em qualquer parte do mundo, não deixem de lhes falar deste serviço que vai começar. Logo que tenhamos a indicação do respetivo endereço eletrónico, vo-lo transmitiremos.

Com os votos de um santo e frutuoso Pentecostes,
saúda-vos com amizade a equipa de Evangelho Quotidiano em língua portuguesa.

(A Equipa de Evangelho Quotidiano)

FESTA DAS BEM-AVENTURANÇAS NA SÉ CATEDRAL




FESTA DO CATECISMO DO 7º ANO DE CATEQUESE


Ontem, decorreu na Eucaristia das 11.00 h a Festa das Bem-Aventuranças, em dia da Solenidade da Ascensão do Senhor, o que consideramos ser uma benção do Céu.

A nossa colaboração nesta Eucaristia, centrou-se ao nível:

do Acolitado: Raquel e Artur, serviram o Altar;
da Ambiental , lida pelo Duarte;
do dialogo interpretativo das Bem-Aventuranças, lido pela Ana e o Ricardo;
e da entrega dos dons:
pela Beatriz e Ana Rita,
Jácome, Michelle, Ricardo e Duarte

No final da Eucaristia procedeu-se à entrega dos diplomas.

À saída distribuimos pelo Povo de Deus, uma recordação de mais esta etapa de evangelização, a qual incluímos abaixo:


(face)


(verso)


QUE O SENHOR TOQUE OS NOSSOS CORAÇÕES 
E NOS CONVERTA.


domingo, 20 de maio de 2012

HOJE É O DIA DO SENHOR



SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR



"Ide e Evangelizai"

Celebramos hoje a festa da ASCENSÃO do Senhor.
O fato faz parte do Mistério pascal de Cristo.
Não deve ser interpretado ao pé da letra,
como uma reportagem histórica,
mas como uma encenação literária de um dado da fé:
termina a missão terrena de Jesus e inicia a missão da Igreja.

Na 1a Leitura, temos o Início dos Atos dos Apóstolos. (At 1,1-11)

Esse livro pretende mostrar, que os ensinamentos e ações de Jesus
continuam nos ensinamentos e nas ações da Comunidade cristã…

- 40 dias: É um número simbólico, catequético…
É o tempo necessário para um discípulo aprender e repetir as lições do mestre.
- Numa refeição: num contexto de intimidade e comunhão…
- Recomendações: Ficar em Jerusalém… aguardando o Espírito Santo…
- MISSÃO: "Sereis minhas testemunhas em Jerusalém…
Judéia, Samaria e até os confins da terra..."
- "Elevou-se… e uma nuvem o encobriu...":
Exprime o Mistério de Deus presente e escondido aos olhos do povo.
- ANJOS: convidam os discípulos não ficar de braços cruzados,
olhando para o céu, mas descer seguir o caminho de Jesus.

Lucas não tem a intenção de fornecer informações
sobre o lugar, a forma e o tempo da ascensão.... (há contradições...)
mas lembrar o compromisso missionário, que a Igreja recebeu de Cristo.

Lucas faz desse acontecimento um divisor de águas.
Com a Ascensão, termina o seu Evangelho e inicia os Atos dos Apóstolos.
São duas etapas diferentes da História da Salvação.
A Ascensão não é uma despedida, mas uma nova presença do Mestre,
que se manifesta mediante sinais da missão evangelizadora dos discípulos.
O Projeto de salvação e de libertação de Jesus
passou para as mãos da Igreja, animada pelo Espírito.

Na 2ª Leitura, Paulo vê na Ascensão a glorificação de Cristo
e o anúncio do retorno de toda a humanidade a Deus. (Ef 1,17-23)

O Evangelho apresenta a Missão dos discípulos no mundo,
após a partida de Jesus ao encontro do Pai. (Mc 16, 15-20)

O texto é um acréscimo posterior ao evangelho de Marcos.
É um resumo das aparições de Jesus e da Missão da Comunidade cristã.
Narra TRÊS CENAS:

1) Jesus ressuscitado define a MISSÃO dos Discípulos.

- Os Destinatários: A Missão é UNIVERSAL: "Ide por todo o mundo...
- O Conteúdo do anúncio: "Pregai o Evangelho a toda a criatura".

* A Palavra EVANGELHO
- Na boca de Jesus, designa o anúncio do Reino
que suscita a fé e o acolhimento da salvação.
- Para as comunidades cristãs, é o anúncio de um ACONTECIMENTO:
Em Jesus Cristo, Deus veio ao encontro dos homens,
manifestou-lhes o seu amor, inseriu-os na sua família,
convidou-os a integrar a comunidade do Reino, ofereceu-lhes a vida definitiva.
- O anúncio do "Evangelho" obriga os homens a
uma opção.
Quem aderir à proposta de Jesus chegará à vida plena e definitiva.
- A obra missionária será acompanhada de
Sinais,
que atestarão autenticidade e continuidade da ação libertadora do Mestre.
E enumera sinais da presença do Mestre:
Expulsarão demônios, falarão novas línguas,
resistirão ao veneno das serpentes, curarão doentes impondo as mãos.

2) Jesus PARTE ao encontro do PAI.
Jesus sobe ao céu e senta-se à direita de Deus:
Mostra a soberania de Jesus, como Senhor da História e do Universo...
Não é o afastamento de Cristo, mas uma nova presença no mundo.

3) Os discípulos PARTEM ao encontro do MUNDO:
a fim de concretizar a missão que Jesus lhes confiou.
"Os discípulos então partiram e pregaram por toda a parte..."
Na ação missionária, os discípulos não estão sozinhos...
O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra pelos sinais".

* A Igreja é essencialmente uma comunidade missionária, cuja missão
é testemunhar no mundo a proposta de Salvação e Libertação,
que Jesus veio trazer.

+ A Ascensão de Jesus nos faz lembrar:

- A nossa ascensão: "Ele subiu não para se afastar da nossa humanidade,
mas para nos dar a esperança de que um dia... iremos ao seu encontro,
onde ele nos precedeu..." (Prefácio)
- A nossa vocação missionária: A Igreja é uma "Comunidade Missionária",
cuja missão é testemunhar no mundo a proposta de salvação e de libertação,
que Jesus veio trazer aos homens.
- E Nós, vivemos o ideal missionário,
conscientes de que na Igreja de Cristo, todo batizado é missionário.

- Cristo pode contar, hoje, com todos nós?

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 20.05.2012


sábado, 19 de maio de 2012

“SUBO A MEU PAI E VOSSO PAI”





Homens da Galiléia, por que estais aí a olhar para o céu? 
Este Jesus, que foi arrebatado dentre vós para o céu, 
assim virá, 
do mesmo modo como o vistes partir para o céu.” 
Act 1,11

Deus criou o céu, a terra e quanto nela existe. Criou-nos também a nós, fazendo-nos quase anjos, dando-nos poder sobre toda a criação e tudo submeteu a nossos pés.

Quando Lhe aprove, enviou à terra o seu Filho Jesus que encarnou no seio da Virgem Maria por intersecção do Espírito Santo e se fez Homem. Jesus é desde sempre, a realização do projecto de Deus para a salvação da humanidade. Ele “desceu” do céu à terra por mim e por ti, para nos dar a Vida Eterna e ficar connosco para sempre através do seu Espírito, na Palavra, na Eucaristia e na Comunidade onde se experimenta a unidade e o amor fraterno. A vida nova que Jesus veio dar gratuitamente e que neste Tempo Pascal a Igreja continua a celebrar, é alimentada por este “tripé”, com o qual vivenciamos perpetuamente, a presença de Cristo ressuscitado.

Irmãos, é para o céu que continuamos a olhar quando queremos “localizar” o Senhor para O louvarmos ou gritarmos por socorro. É do céu que nos vem TUDO! “ Levanto os meus olhos para os montes, donde me virá o auxílio? o auxílio vem do Senhor, que fez o céu e a terra...”.

Este Jesus Ressuscitado, que nos deu o Pai e nos chamou de irmãos, é o Servo de Iahweh, Aquele desfigurado a quem virámos a cara de tão feio que estava e que Deus permitiu que sofresse o suplício da Paixão para que não se perdesse nenhuma das ovelhas do seu redil. A este Servo, Deus O ressuscitou e agora sobe ao céu, glorificado. Do seu coração rasgado, brotam incalculáveis dons que o Espírito distribui “abrindo-nos o entendimento”. É este o Anúncio que o Espírito Santo nos suscita a proclamarmos sem medo: Cristo, Filho Primogénito de Deus, morreu, ressuscitou ao terceiro dia como havia prometido para nos dar vida eterna e vive glorificado no céu, junto de Deus Pai.

Saí do Pai e vim ao mundo. De novo deixo o mundo e volto para o Pai.” Cristo Ressuscitado tinha de voltar ao mundo celeste donde havia vindo, depois de ter realizado o desígnio de Deus. Tal como a chuva que vem do céu não volta para lá, sem ter regado e fertilizado a terra...

Continuemos neste Tempo de alegria pascal a festejar o Amor de Deus por nós e a esperar vigilantes, a última vinda de Cristo, porque “felizes os que lavam suas vestes para terem direito à árvore da Vida e entrarem na cidade pelas portas.


TEM UM BOM DIA




sexta-feira, 18 de maio de 2012

«El sufrimiento de los Inocentes» de Kiko Argüello triunfa en NY





El prestigioso auditorio Avery Fisher Hall de Nueva York recibió el pasado 8 de mayo a la Orquesta y Coro del Camino Neocatecumenal para rendir un sentido homenaje a las víctimas de la Shoah, el Holocausto judío. A Symphonic Homage and Prayer fue una celebración en la que se entrelazó la Palabra de Dios y la música, a través de la Lectura del Profeta Ezequiel, el Evangelio de San Lucas y la Sinfonía de “El Sufrimiento de los Inocentes”. La obra fue interpretada ante 3.000 personas, en su mayoría hebreos, entre los que estuvieron presentes más de 30 rabinos y una docena de obispos y autoridades civiles. También asistieron numerosos supervivientes del Holocausto y sus familiares.

“El Sufrimiento de los Inocentes” ha sido compuesta por Kiko Argüello, iniciador del Camino Neocatecumenal, y fue interpretada por un coro y una orquesta de 180 profesionales de esta realidad eclesial. La composición musical nació ante “la realidad del escándalo de tantos inocentes de hoy que cargan con el pecado de otros”, y tomando como referencia la profecía de Simeón a la Virgen de que “una espada atravesaría su alma al ver morir a su Hijo en la cruz”, explica Argüello. Después de que esta celebración Sinfónico-Catequética haya tenido lugar en diferentes ciudades del mundo, Madrid, París, Galilea, Belén o Jerusalén, ha llegado con éxito hasta algunas ciudades de EE.UU. Se trata de una de las nuevas iniciativas del Camino Neocatecumenal para tender puentes con el pueblo judío, después de que muchos hebreos se hayan sentido identificados con la música y el mensaje que transmite.

La celebración del Avery Fisher Hall dio comienzo con dos de los rabinos más importantes de la ciudad de Nueva York, el rabino Greenberg y el rabino Rosenbaum, quienes ofrecieron un saludo y dirigieron una oración. A continuación, Kiko Argüello fue presentado a todos por David Rosen, rabino y director del Comité Judío Americano, asesor de Asuntos Interreligiosos para el Gran Rabinato de Jerusalén y responsable de las relaciones con la Santa Sede. Antes de que la Orquesta interpretase la sinfonía, Argüello explicó su origen así como la importancia del sufrimiento de los inocentes en su propia vida espiritual. Por ello, recordó cómo de joven fue a vivir entre los más pobres de las barracas de Palomeras Altas en Madrid, donde surgió esta realidad eclesial en tiempos del Concilio Vaticano II.

El acto continuó con las palabras de David Rosen, quien confirmó una vez más el reconocimiento de que el pueblo hebreo está encontrando en el Camino Neocatecumenal para la reconciliación y la amistad con la Iglesia. Uno de los momentos más emocionantes de la noche se dio cuando la Orquesta y el Coro interpretaron la oración del Shemá Israel y todos los asistentes les acompañaron cantando en pie, muchos de ellos entre lágrimas.

La celebración finalizó con el canto y una oración a la memoria de las víctimas del Holocausto por un prestigioso coro de judíos.

Cada día, son numerosas las muestras de afecto y apoyo que el Camino Neocatecumenal recibe por esta iniciativa en Nueva York y otras ciudades de USA en las que se viene celebrando, como Boston o Chicago. Muchas de ellas provienen de rabinos y judíos que ven cómo ha dado comienzo un apoyo importante y un paso más en las relaciones entre el pueblo judío y la Iglesia Católica.

ALVARO DE JUANA
(In: camineo.info)




“Leva-me ao Céu...”


PARTILHA


Rua de S. João - Angra do Heroísmo



Encontrei a Mena na Rua de S.João e falámos dos nossos achaques e das nossas vidas, como é normal... Ela é uma pessoa instruída, educada, muito humilde e sofredora, por isso gosto de me encontrar com ela; transmite-me coisas boas, entre elas, agradecer constantemente a Deus o dom da vida, da saúde necessária para ir vivendo, da alegria de eu ter uma família, meios de subsistência ...
Quantas vezes me desespero por coisas tão pequenas! Quantas vezes me arrebito ao sentir uma desconsideração! Quantas vezes me irrito porque não se faz o que eu quero! Quantas vezes …

É muito bom receber o espírito de abnegação da Mena, olhar o seu sorriso ao dizer que tem há anos um ombro “desmanchado” e que lhe dói com a mudança do tempo... , que está a ouvir muito mal, às vezes não consegue andar com dores nos pés, mas hoje está bem ...
É muito bom ouvi-la dizer que quando os pais faleceram, apesar da mágoa e tristeza, ficou alegre porque eles foram para o céu e aí é que se está bem, aí é que eles são felizes para sempre.
Despedimo-nos com um abraço de comunhão, desejando que nos aconteça o mesmo, como diz o cântico:

Leva-me ao Céu,
leva-me ao Céu, ó Senhor.
Porque morrer,
é certamente o melhor.
É certamente o melhor, estar Contigo,
estar Contigo.

Ó morte, onde está a tua vitória? Nós não morremos, porque Jesus Cristo, o Ressuscitado nos deu a Vida Eterna!

TEM UM BOM DIA

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Paul Badura-Skoda et Jörg Demus, pianos | Fantaisie en fa mineur, D.940 ...

"LEVANTO OS MEUS OLHOS PARA OS MONTES..."




Levanto os meus olhos para os montes:
donde me virá o auxílio?
O auxílio vem do Senhor
que fez o céu e a terra.”



A palavra que hoje vamos vivênciar na nossa comunidade, é “Monte”. Neste dia da semana destinado a rezarmos a Palavra de Deus, é sempre um dia de expectativa pela surpresa que acontece no desenrolar do “nome” . Leituras escutadas ao longo dos anos sem grande eco, agora e aqui tomam forma, e vida!
Qual o interesse desta palavra? O que me vai dizer? Pensei desde logo …

Ao prepararmos este tema, lemos cerca de duas dezenas de textos bíblicos, para seleccionarmos quatro e aí já se abriu uma diversidade de assuntos, relacionados com o projecto de Deus na história de salvação da humanidade, o que nos trouxe algum entendimento sobre o por quê das coisas acontecerem.
Vimos o significado do “monte” para os antigos povos pagãos e o aproveitamento que o Povo de Deus faz do mesmo, ao professar que o Monte, lugar aprazível, silencioso, propício à intimidade com Deus, é Obra de Deus Criador.
Jesus procurou os Montes para rezar, ensinar, fez alguns milagres, foi tentado pelo demónio e foi de um monte, na Galiléia, que transmitiu aos apóstolos o poder do Pai e os enviou a evangelizarem o mundo.
O Monte para nós, pode também ser o “alto”, para onde olhamos quando estamos aflitos a precisar de auxílio! O Monte pode ser o “observatório onde podemos contemplar a Jerusalém celeste.”

Nesta Celebração da Palavra, onde serão proclamados os textos bíblicos, a Comunidade unida, irá interiorizar e viver e partilhar a Palavra de Deus. Oxalá que esta Palavra nos suscite o entendimento necessário para querermos todos subir ao Monte Santo que o Senhor Ressuscitado nos aponta.

TEM UM BOM DIA!


segunda-feira, 14 de maio de 2012

SOLENIDADE: SÃO MATIAS, APÓSTOLO





São Matias foi escolhido para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, o Traidor, no colégio apostólico. Era um dos numerosos discípulos que seguiram Jesus, desde o começo da sua vida pública. Foi testemunha de Jesus e viveu todo o drama da paixão, morte e Ressurreição de Jesus. Assim os Actos dos Apóstolos descreve a sua eleição: "É necessário, pois, que, dentre estes homens que nos acompanharam todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu em nosso meio, a começar do baptismo de João até ao dia em que dentre nós foi arrebatado, um destes se torne connosco testemunha da sua Ressurreição" Apresentaram então dois: José, chamado Barsabás e cognominado Justo, e Matias. E fizeram esta oração: "Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, mostra-nos qual destes dois escolheste para ocupar o lugar que Judas abandonou, no ministério do apostolado, para dirigir o lugar que era o seu". Lançaram sorte sobre eles, e a sorte veio a cair em Matias, que foi então contado entre os doze apóstolos (Actos dos Apóstolos 1,21-26).

Liturgia
Leitura dos Actos dos Apóstolos 1, 15-17.20-26
«A sorte caiu em Matias, que foi agregado aos onze Apóstolos»

Naqueles dias,
estavam reunidas cerca de cento e vinte pessoas.
Pedro levantou-se no meio dos irmãos e disse:
«Irmãos, era necessário que se cumprisse
o que o Espírito Santo anunciou na Escritura,
pela boca de David,a respeito de Judas, que foi o guia dos que prenderam Jesus.
Na verdade, era um dos nossose foi-lhe atribuída uma parte neste ministério.
Está escrito no Livro dos Salmos:
Fique deserta a sua morada e não haja quem nela habite’.
E ainda: ‘Receba outro o seu cargo’.
É necessário, portanto, que de entre os homens que estiveram connosco
durante todo o tempo que o Senhor Jesus viveu no meio de nós,
desde o baptismo de João até ao dia em que do meio de nós foi elevado ao Céu,
um deles se torne connosco testemunha da sua ressurreição.
Apresentaram dois:
José, chamado Barsabás, de sobrenome Justo, e Matias.
E oraram nestes termos:
«Senhor, que conheceis o coração de todos os homens,
indicai-nos qual destes dois escolhestes
para ocupar, no ministério apostólico,
o lugar que Judas abandonou, a fim de ir para o seu lugar».
Deitaram sortes sobre eles e a sorte caiu em Matias
que foi agregado aos onze Apóstolos.”

Palavra do Senhor.

SALMO 112, 1-8

EVANGELHO
«Não fostes vós que Me escolhestes fui Eu que vos escolhi»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 15, 9-17

Naquele tempo,disse Jesus aos seus discípulos:
«Assim como o Pai Me amou,também Eu vos amei.
Permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus mandamentos,permanecereis no meu amor,
assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai
e permaneço no seu amor.
Disse-vos estas coisas,para que a minha alegria esteja em vós
e a vossa alegria seja completa.
É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros,
como Eu vos amei.
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
Já não vos chamo servos,
porque o servo não sabe o que faz o seu senhor
mas chamo-vos amigos,
porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai.
Não fostes vós que Me escolhestes fui Eu que vos escolhi e destinei,
para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça.
E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome,
Ele vo-lo concederá.
O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».

Palavra da salvação.
(Solenidades.blog)



domingo, 13 de maio de 2012

HOJE É O DIA DO SENHOR


VI Domingo da Páscoa


"Amai-vos como eu vos amei"

A liturgia nos convida a contemplar o amor de Deus,
manifestado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus,
e dia a dia tornado presente na vida dos homens
pela ação dos discípulos de Jesus.

Na 1ª Leitura Pedro na casa de Cornélio anuncia Jesus e sua ação salvífica.
Cornélio e sua família acolhem o anúncio e são batizados. (At 10,25-26.34-35.44-48)

* A salvação oferecida por Deus através de Jesus e
levada ao mundo pelos discípulos, se destina a todos os homens,
que tem um coração aberto às propostas de Deus..

Na 2ª leitura, João afirma que "Deus é amor". (1 Jo 4,7-10)

* É uma das definições mais profundas e completas de Deus.
Abre nossos olhos para a presença de Deus, sob dois aspectos:
- O amor que se revela na doação de Cristo por nós e
- o amor que devemos praticar para com os "filhos de Deus",
sendo que o primeiro é modelo e fundamento do segundo.
Se Deus é amor, o amor deve estar presente na vida dos "filhos de Deus".

No Evangelho, Jesus mostra aos discípulos o caminho a percorrer:
Testemunhar o amor de Deus no meio dos homens. (Jo 15,9-17)

O texto faz parte do Discurso da Despedida na última ceia.
É o último discurso de Jesus aos discípulos, antes de ser preso.
São as últimas recomendações aos seus "amigos", antes de partir.

É uma catequese sobre o "caminho" que os discípulos devem percorrer,
após a partida de Jesus deste mundo.
Refere-se à relação de Jesus com os discípulos e
à missão que os discípulos serão chamados a desempenhar no mundo.
A relação do Pai com Jesus é modelo da relação de Jesus com os discípulos.
O Pai amou Jesus e demonstrou-lhe sempre o seu amor;
e Jesus correspondeu ao amor do Pai, cumprindo os seus mandamentos…
Da mesma forma, Jesus demonstrou sempre o seu amor aos discípulos;
e eles devem corresponder ao amor de Jesus, cumprindo os seus mandamentos.

- O Evangelho de hoje é um discurso que o Ressuscitado
dirige hoje do céu para todos os discípulos.
É um resumo... uma síntese de muitas coisas em poucas palavras...
Cada frase nos abre um mundo...
Cada afirmação tem uma riqueza imensa.
Mas se quisermos resumir num pensamento central,
poderíamos dizer que todas se reduzem ao AMOR.
O mandamento do amor é a raiz de toda vida cristã.


+ Os discípulos são "amigos" de Jesus.
"Já não vos chamo servos, mas amigos..."

Amigo é muito mais de que um servo, um colaborador, é um confidente,
com o qual existe uma comunhão de vida, de planos e ideais...
Um Deus com sentimentos humanos nobres e profundos.

+ A Iniciativa é de Jesus:
"Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi".
* O Amor partiu dele, não de nós.
Desse amor, nasce a vitalidade e a amplidão da sua Missão.
Baseada nisso, a resposta dos discípulos se torna fecunda em frutos duradouros. Conseqüentemente, a oração deles ao Pai também será ouvida,
porque feita em nome de Cristo.

+ A Igreja é a "comunidade de amigos",
que acolhem o convite de Jesus e colaboram na missão
de testemunhar ao mundo o Amor do Pai, com alegria e entusiasmo.
O melhor testemunho em Deus em quem acreditamos
e da Boa nova que anunciamos é nossa comunhão.

+ Os "amigos de Jesus" devem amar COMO ele amou.
A prova concreta que amamos é a observância dos Mandamentos:
"Quem me ama, guarda os meus mandamentos...
Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei".
- Amar como ele, é tornar visível em nós o amor de Deus...
- Amar como ele, é amar também os "amigos" de Jesus...
* Seremos "amigos de Jesus", quando somos testemunhas
desse mundo novo que Deus quer oferecer aos homens e
que Jesus anunciou na sua pessoa, nas suas palavras e nos seus gestos.

Aqui reside a "identidade" dos discípulos de Jesus...
O Amor é a base e o fundamento do cristão;
sem amor não há cristão, nem cristianismo.

- O amor fundado em Cristo supera as divergências, anula as distâncias,
elimina o egoísmo, as rivalidades, as discórdias.
- Esse amor dá aquela fecundidade apostólica,
que Jesus espera dos seus discípulos.
Só quem vive no amor pode levar ao mundo o fruto precioso do Amor.

* As nossas comunidades são cartazes vivos que anunciam o amor?
Ou são espaços de conflito, de divisão, de luta por interesses próprios?

+ Deus é AMOR... SOMOS AMADOS por ele...
E ELE nos convida a PERMANECER NO SEU AMOR.

As MÃES, cujo dia hoje celebramos, sabem viver o Amor de Deus
"Onde existe o amor e a caridade, Deus aí está!"
 
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 13.05.2012