sexta-feira, 30 de setembro de 2022

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Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 30.09.2022

ITALO FASANELLA | SantoFlow Podcast #060

Tradições de Lisboa - Portugal

Qual o Sentido da Vida? Por Que Existimos?

 

Daniel Conegero Daniel Conegero


Desde a antiguidade o homem tem questionado qual o sentido da vida humana. A filosofia, as religiões humanas e até a ciência médica tem se proposto a responder esta pergunta. Mas a Bíblia diz muito claramente que o verdadeiro sentido da vida é a glória de Deus.


As pessoas procuram olhar filosoficamente, religiosamente ou cientificamente para o propósito da existência humana e buscam explicar certos questionamentos que permeiam o relacionamento do homem consigo mesmo e com o mundo em que ele está inserido.


No geral, a filosofia aponta a felicidade como sendo o sentido da vida; embora o conceito de felicidade não seja o mesmo nas diferentes correntes filosóficas. Já as várias religiões humanas falam sobre o sentido da vida cada qual de acordo com suas crenças. Mas no final em quase todas elas persiste alguma ideia relacionada a fazer o bem e ao contentamento pessoal. Por fim, a ciência médica fala do sentido da vida considerando a complexidade das necessidades fisiológicas que devem ser satisfeitas para que o corpo humano possa ser preservado vivo.


Porém, à parte da Palavra de Deus, nenhuma religião, ciência ou sistema filosófico é capaz de apontar adequadamente o significado da vida. Mas por que somente a Bíblia pode nos dizer acertadamente qual o sentido da vida? Simples! Porque a Bíblia é a Palavra de Deus, e ninguém melhor do que o nosso Criador para responder qual é o propósito da nossa existência. A Palavra de Deus explica quem nós somos, porque estamos neste mundo e para onde estamos indo.


Então à luz das Escrituras, há alguns pontos fundamentais que precisamos considerar quando falamos sobre qual é o sentido da vida. Vejamos a seguir.


O sentido da vida e a soberania de Deus

Em primeiro lugar, precisamos ter consciência da soberania de Deus na criação. A existência do homem não é fruto do acaso; não é resultado de uma combinação aleatória de fatores que em algum momento forneceu as condições necessária para o surgimento e o desenvolvimento a vida. A existência humana não é um acidente, mas é um plano de Deus.


A Bíblia diz que no princípio criou Deus o céu e a terra, e no final de seus atos criativos ele criou o homem e a mulher (Gênesis 1). Mas por que Deus criou todas as coisas, inclusive o homem? Deus não precisava ter criado nada do que existe para ser mais ou menos divino. Isso significa que Deus criou o mundo e deu sentido à nossa vida porque assim Ele achou por bem fazer. Esse sentido, porém, não é outro se não aquele que objetiva a glória d’Ele.


Nossa identidade

Em segundo lugar, precisamos ter consciência de quem nós somos. A Bíblia diz que somos criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26). John Piper comenta esse versículo dizendo que o principal objetivo de uma imagem é sua exibição.


Então se fomos criados à imagem e semelhança de Deus, o sentido da vida não pode ser outro a não ser refletir Deus. Portanto, cada ser humano é uma imagem que testemunha a existência do Criador; ainda que essa imagem esteja desfigurada pelo pecado.


Nosso relacionamento com Deus

Em terceiro lugar, precisamos compreender qual deve ser o nosso relacionamento com o Criador. Deus não nos criou porque precisava da nossa companhia. Ele existe por toda eternidade completamente satisfeito em si mesmo. Mas também é verdade que Ele nos criou para que tivéssemos comunhão com ele.


Essa verdade sem dúvida é profundamente reveladora no que diz respeito ao sentido da vida do homem. Por causa do pecado, a humanidade foi separada de Deus; a comunhão foi perdida. Mas Deus enviou o Seu Filho para que através d’Ele o homem pudesse ser reconciliado com o Criador. A Bíblia diz que a obra redentora de Cristo é o ponto alto da manifestação da glória da graça de Deus (Efésios 1:1-6; 2:7). Então aquele que foi resgatado por Cristo entende que o sentido de sua vida não se esgota neste tempo presente, mas se estende por toda a eternidade vindoura.


O redimido sabe que vive para a glória de Deus e que através de Cristo pode desfrutar de comunhão com o Pai não somente aqui e agora, mas também por toda a eternidade. Essa verdade faz com que o sentido da vida seja inconfundível para ele.


Por isso o cristão ocupa sua vida amando a Deus, se deleitado n’Ele e proclamando Suas maravilhas (1 Pedro 2:9); ele ocupa sua vida santificando o nome do Senhor; clamando para que o Reino de Deus seja manifestado em toda sua plenitude e que a vontade de Deus seja cumprida “assim na terra como no céu” (Mateus 6).


Nossa vocação

Em quarto lugar, devemos usar nossa vocação como expressão da compreensão do verdadeiro sentido da vida. Sim, sabemos que o sentido das nossas vidas é glorificar a Deus e ter comunhão com Ele nesta vida e na eternidade mediante Jesus Cristo. Mas como esse entendimento molda a nossa vida prática e diária neste mundo?


De uma forma bem resumida, cada um de nós possui uma vocação que está em harmonia com nossos talentos, dons e habilidades naturais. Então devemos direcionar tudo isso de modo a expressar a compreensão que temos acerca do sentido da vida. Isso significa que em tudo o que fazemos devemos objetivar a glória de Deus.


O apóstolo Paulo nos fornece um exemplo bem prático disso. Ele diz: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, conscientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que estais servindo” (Colossenses 3:23,24). Portanto, independentemente da vocação pessoal de cada um, seja um médico, um motorista, um advogado, um garçom, um professor, um pastor ou um ajudante geral, todos devem glorificar a Deus através de sua vocação.


O sentido da vida sempre será a glória de Deus

Em quinto lugar, devemos saber que a glória de Deus sempre será o sentido último da vida. Entretanto, vimos que são somente os crentes em Jesus Cristo que entendem que o sentido da vida é a glória de Deus, e procuram expressar esse sentido através de uma vida santa.


Mas e os incrédulos que não glorificam a Deus? Qual o sentido da vida daqueles que não andam segundo a vontade do Senhor e são inimigos dele? A Bíblia diz que nada escapa dos desígnios de Deus e que há um sentido para tudo o que Ele fez, e isso também inclui a vida dos ímpios (Provérbios 16:4).


É verdade que Deus não sente prazer na morte do ímpio (Ezequiel 3:11). Mas isso não significa que o pecador impenitente é capaz de frustrar a manifestação da glória do Senhor. Então até mesmo o sentido da vida do incrédulo é a glória de Deus. Se na vida do salvo essa glória se manifesta em graça, na vida do ímpio ela se manifesta em juízo (cf. Romanos 9:22,23).

DISCURSO DEL SANTO PADRE FRANCISCO


 

A LOS MIEMBROS DE LA FRATERNIDAD DE AGRUPACIONES SANTO TOMÁS DE AQUINO

Sala Clementina

Viernes, 30 de septiembre de 2022


Queridos hermanos y hermanas:

Quiero expresarles mi felicitación y mejores deseos por el sexagésimo aniversario de la Fraternidad de Agrupaciones Santo Tomás de Aquino (FASTA). Agradezco al padre César Garcés, presidente de FASTA, por sus amables palabras. Ante el reciente fallecimiento de fray Aníbal Fosbery, que los fundó en 1962 con un gran deseo de contribuir a la aplicación de las enseñanzas que brotaban del Concilio Vaticano II, sólo podemos dar gracias a Dios, con humildad, por los buenos frutos que el Espíritu ha suscitado en su persona y su ministerio con esta obra de apostolado.

Una de las novedades del Concilio fue la de tomar conciencia de los derechos y deberes de los laicos en relación a la misión evangelizadora que también ellos poseen, por ser hijos e hijas de Dios gracias al bautismo. En los fieles laicos recae la importante responsabilidad de llevar la luz del Evangelio a las realidades temporales, en comunión con los pastores de la Iglesia y movidos por la caridad cristiana (cf. Decr. Apostolicam Actuositatem 7).

Es siempre sorprendente ver cómo el Espíritu Santo se abre camino en cada realidad del ser humano a través de los talentos que inspira en los discípulos de Jesús. Y hoy, vemos cómo su Fraternidad ha acogido el mensaje conciliar y ha puesto en marcha diversos proyectos para la evangelización de la cultura, la juventud y la familia, creando una gran variedad de instituciones educativas, como colegios, universidades, y residencias universitarias en diferentes partes del mundo. Asimismo, la Fraternidad Santo Tomás de Aquino para sacerdotes y la Fraternidad Apostólica Santa Catalina de Siena para consagradas es un valioso servicio para hacer madurar los carismas de enseñanza en todos los fieles, incluidos aquellos que se han consagrado al Señor. 

El contexto histórico en el que vivió su santo patrono, Tomás de Aquino, tuvo también sus retos. En aquella época ―el siglo XIII―, se estaban redescubriendo en Occidente los escritos del filósofo griego Aristóteles. Algunos mostraban resistencia en estudiar sus obras, pues temían que su pensamiento pagano estuviera en oposición a la fe cristiana. Sin embargo, santo Tomás descubrió que gran parte de las obras de Aristóteles estaban en consonancia con la Revelación cristiana. Es decir, santo Tomás fue capaz de mostrar que entre fe y razón hay una armonía natural. Al darnos cuenta de esta riqueza, que es esencial para superar fundamentalismos, fanatismos e ideologías, se abre un camino amplio para hacer llegar a las diversas culturas el mensaje de la Buena Nueva siempre con propuestas que son compatibles con la inteligencia del ser humano y respetuosas de la identidad de cada pueblo.

Otro testimonio que nos ha dejado santo Tomás fue su profunda relación con Dios, que se manifiesta, por ejemplo, en la adoración a Jesús en su presencia real en la Eucaristía. Sabemos que él fue el autor de hermosos himnos eucarísticos usados hasta el día de hoy en la Liturgia de la Iglesia. Su espiritualidad le ayudaba a descubrir el misterio de Dios, mientras que sus talentos hacían posible que lo plasmara por escrito. Esto es un dato importante: para desentrañar la presencia del Señor en el mundo, en los acontecimientos, es necesario orar, tener el corazón unido al de Jesús en el sagrario. Así nuestro espíritu se alimenta, se fortalece, las potencias humanas, como la inteligencia, se perfeccionan, y somos capaces de ver de un modo trascendente cada situación, incluso aquellas que ante la lógica humana solamente pueden presentar un panorama desalentador. Precisamente, la fe y la razón, cuando caminan de la mano, son capaces de potenciar la cultura del ser humano, impregnar de sentido el mundo, y construir sociedades más humanas, más fraternas, y por consecuencia, más llenas de Dios.

En la Exhort. apost. Evangelii Gaudium comentaba que hay nuevas culturas en el mundo en las que el cristiano «ya no suele ser promotor o generador de sentido, sino que recibe de ellas otros lenguajes, símbolos, mensajes y paradigmas que ofrecen nuevas orientaciones de vida, frecuentemente en contraste con el Evangelio de Jesús. Una cultura inédita late y se elabora en la ciudad» (n. 73). El reto evangelizador que comparten como asociación, sobre todo en el ámbito de las ciudades plurales, multiculturales y multirreligiosas, implica de su parte una gran humildad para saber aproximarse a todos sin hacer exclusiones, incluso a los que no comparten nuestra fe o nuestros valores. Y ahí, entrar en diálogo con las personas, con sus sueños, sus historias, sus heridas y sus fatigas, pues todo lo que es humano es digno de ser abrazado por el amor y la misericordia de Dios.

En la vivencia de su carisma, que realizan concretamente por medio de la educación, es importante que recuerden que enseñar es justamente una de las obras de misericordia espirituales. La educación ofrece un sentido, una narrativa a cada elemento de la vida del ser humano. No se agota en compartir conocimientos o en desarrollar habilidades, sino que, como lo manifiesta su etimología, ayuda a sacar lo mejor de cada persona, a pulir el diamante que el Señor ha puesto en cada uno. La educación contribuye a que dicho diamante deje pasar la Luz, que es Cristo (cf. Jn 8,12), y que así brille en medio del mundo. Pero recordemos también las palabras que Jesús nos dirige en el evangelio de Mateo: «Ustedes son la luz del mundo […] no se enciende una lámpara para meterla debajo de un cajón, sino que se la pone sobre el candelero para que ilumine a todos los que están en casa» (Mt 5,14-15). Es decir, el Señor nos hace partícipes de su luz, de su misma naturaleza, y por eso cada uno de sus discípulos y discípulas ilumina el mundo, ahuyentando las tinieblas y transformando la realidad.

Quisiera terminar mi mensaje, encomendándolos a la protección de nuestra Madre Santísima. Fray Aníbal eligió una fiesta mariana para fundar la Fraternidad. Recuerden siempre que sus labores apostólicas tienen también una dimensión maternal. Y María nos enseña a ser evangelizadores de la cultura, de los jóvenes y de las familias llevando la ternura divina. Que nuestro Señor Jesucristo, Luz del mundo, haga multiplicar los buenos frutos que esta obra realiza en la sociedad, para el bien de toda la familia humana. Que Dios los bendiga. Muchas gracias.



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Homilia | Nas Escrituras é Cristo quem fala (Memória de São Jerônimo, Pr...

Laudes da Memória de São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Ana Lucia - Santo Anjo (Voz e Violão)

Vésperas da Festa dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 29.09.2022

Ele te livra de todo o mal (Jo 1,47-51) Palavra de Deus #412 | 29/09 | I...

AUDIÊNCIA GERAL (Texto)

 PAPA FRANCISCO

AUDIÊNCIA GERAL

Praça São Pedro

Quarta-feira, 28 de setembro de 2022


Catequeses sobre o discernimento 3. Os elementos do discernimento. A familiaridade com o Senhor

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Retomemos as catequeses sobre o tema do discernimento, pois é muito importante o tema do discernimento para saber o que acontece dentro de nós; dos sentimentos e das ideias, devemos discernir de onde veem, para onde me levam, para qual decisão - e hoje concentremo-nos no primeiro dos seus elementos constitutivos, isto é a oração. Para discernir é preciso estar num ambiente, num estado de oração.

A oração é uma ajuda indispensável para o discernimento espiritual, sobretudo quando envolve os afetos, permitindo que nos dirijamos a Deus com simplicidade e familiaridade, como se fala com um amigo. É saber ir além dos pensamentos, entrar em intimidade com o Senhor, com uma espontaneidade afetuosa. O segredo da vida dos santos é a familiaridade e a confidência com Deus, que cresce neles e torna cada vez mais fácil reconhecer o que Lhe agrada. A oração verdadeira é familiaridade e confidência com Deus. Não é recitar orações como um papagaio, blá-blá-blá, não. A verdadeira oração é aquela espontaneidade e afeto com o Senhor. Esta familiaridade supera o medo ou a dúvida de que a sua vontade não é para o nosso bem, uma tentação que às vezes atravessa os nossos pensamentos, tornando o coração inquieto e incerto ou até amargo.

O discernimento não pretende uma certeza absoluta – não é quimicamente um puro método, não, pretende uma certeza absoluta porque diz respeito à vida, e a vida nem sempre é lógica, apresenta muitos aspetos que não se deixam encerrar numa única categoria de pensamento. Gostaríamos de saber exatamente o que se deveria fazer, e, no entanto, até quando acontece, nem por isso agimos sempre em conformidade. Quantas vezes também nós vivemos a experiência descrita pelo apóstolo Paulo, que diz assim: «Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero» (Rm 7, 19). Não somos apenas razão, não somos máquinas, não é suficiente receber instruções para as pôr em prática: os obstáculos, assim como as ajudas, a decidir-se pelo Senhor são acima de tudo afetivos, do coração.

É significativo que o primeiro milagre realizado por Jesus no Evangelho de Marcos seja um exorcismo (cf. 1, 21-28). Na sinagoga de Cafarnaum, liberta um homem do demónio, livrando-o da falsa imagem de Deus que Satanás sugere desde as origens: a de um Deus que não quer a nossa felicidade. O endemoninhado daquele trecho de Evangelho, sabe que Jesus é Deus, mas isto não o leva a acreditar n’Ele. Com efeito, diz: «Vieste arruinar-nos» (v. 24).

Muitas pessoas, inclusive cristãos, pensam a mesma coisa: que Jesus pode até ser o Filho de Deus, mas duvidam que Ele quer a nossa felicidade; aliás, alguns temem que levar a sério a sua proposta, o que Jesus nos propõe,  signifique arruinar a vida, mortificar os nossos desejos, as nossas aspirações mais fortes. Às vezes surgem dentro de nós estes pensamentos: que Deus nos pede demasiado, temos medo de que Deus nos peça demasiado, que não nos ame verdadeiramente. Ao contrário, na nossa primeira audiência vimos que o sinal de um encontro com o Senhor é a alegria. Quando me encontro com o Senhor na oração, fico alegre. Cada um de nós torna-se jubiloso, algo bonito. Por outro lado, a tristeza ou o medo são sinais de distância de Deus: «Se quiseres entrar na vida, observa os mandamentos», diz Jesus ao jovem rico (Mt 19, 17). Infelizmente para aquele jovem, alguns obstáculos não lhe permitiram satisfazer o desejo que tinha no coração, de seguir mais de perto o “bom mestre”. Era um jovem interessado, empreendedor, tinha tomado a iniciativa de se encontrar com Jesus, mas vivia também muito dividido nos afetos; para ele as riquezas eram demasiado importantes. Jesus não o obriga a decidir, mas o texto observa que o jovem se afasta de Jesus «contristado» (v. 22). Quem se afasta do Senhor nunca se sente satisfeito, mesmo que tenha à sua disposição uma grande abundância de bens e possibilidades. Jesus nunca obriga a segui-lo, nunca. Jesus faz-te conhecer a sua vontade, de coração faz com que saibas as coisas, mas deixa-te livre. E isto é o aspeto mais bonito da oração com Jesus: a liberdade que Ele nos deixa. Ao contrário, quando nos afastamos do Senhor permanecemos com alguma coisa triste, algo negativo no coração.

Discernir o que acontece dentro de nós não é fácil, porque as aparências enganam, mas a familiaridade com Deus pode dissipar delicadamente dúvidas e temores, tornando a nossa vida cada vez mais recetiva à sua «luz suave», de acordo com a bonita expressão de São John Henry Newman. Os santos brilham com luz refletida, mostrando nos gestos simples do seu dia a presença amorosa de Deus, que torna possível o impossível. Diz-se que dois cônjuges que viveram juntos durante muito tempo, amando-se, acabam por se assemelhar um ao outro. Algo análogo pode-se dizer da oração afetiva: de modo gradual, mas eficaz, torna-nos cada vez mais capazes de reconhecer o que conta por conaturalidade, como algo que brota das profundezas do nosso ser. Estar em oração não significa pronunciar palavras, palavras, não; estar em oração significa abrir o coração a Jesus, aproximar-se de Jesus, deixar que Jesus entre no meu coração e nos faça sentir a sua presença. E nisto podemos discernir quando é Jesus e quando somos nós com os nossos pensamentos, muitas vezes distantes daquilo que Jesus quer.

Peçamos esta graça: viver uma relação de amizade com o Senhor, como um amigo fala com o amigo (cf. Santo Inácio de Loyola, Exercícios espirituais, 53). Conheci um irmão religioso idoso que era o porteiro de um colégio e cada vez que podia ele aproximava-se da capela, olhava para o altar, e dizia: “olá”, porque tinha proximidade com Jesus. Ele não precisava de dizer blá-blá-blá, não: “olá, estou perto de ti e tu estás perto de mim”. Esta é a relação que devemos ter na oração: proximidade, proximidade afetiva, como irmãos, proximidade com Jesus. Um sorriso, um simples gesto e não recitar palavras que não chegam ao coração. Como eu dizia, falar com Jesus como um amigo fala a outro amigo. É uma graça que devemos pedir uns pelos outros: ver Jesus como o nosso amigo, o nosso maior amigo, o nosso amigo fiel, que não chantageia, sobretudo que nunca nos abandona, nem sequer quando nos afastamos d’Ele. Ele permanece à porta do coração. “Não, não quero saber de nada de ti”, dizemos. E Ele permanece calado, fica ali ao alcance das mãos, ao alcance do coração porque Ele é sempre fiel. Vamos em frente com esta oração, recitamos a prece do “olá”, a oração de saudar o Senhor com o coração, a oração do afeto, a oração da proximidade, com poucas palavras, mas com gestos e com boas obras. Obrigado.

Saudações:

Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, em particular os grupos brasileiros de Jataizinho e Sorocaba; o «Centro de Apoio e Reabilitação para Pessoas com Deficiência» da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde, em Touguinha e aqui representado sobretudo pelos mais novos, que vieram agradecer a Deus por os ter salvo da Covid. Queridos amigos, olhai sempre para diante e não deixeis que o passado vos condicione a vida. Trabalhai para conseguirdes as coisas que desejais. Juntamente convosco e os vossos entes queridos, peço à Bem-Aventurada Virgem Maria que cuide de todos vós e vos proteja. E que Deus vos abençoe!

Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua italiana. Em particular, saúdo os fiéis de Parete e Battipaglia, desejando que, com o compromisso de todos, cresça o fervor religioso das suas respetivas comunidades paroquiais. E depois um pensamento pela atormentada Ucrânia, que está a sofrer tanto, aquele pobre povo tão cruelmente provado. Esta manhã pude falar com o cardeal Krajewski que regressou da Ucrânia e contou-me coisas terríveis. Pensemos na Ucrânia e rezemos por este povo atormentado.

Por fim, o meu pensamento dirige-se, como de costume, aos jovens, aos doentes, aos idosos e aos recém-casados. Que a festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, que celebraremos amanhã, suscite em todos uma sincera adesão aos desígnios divinos. Sabei reconhecer e seguir a voz do Mestre interior, que fala no segredo da consciência. Rezemos também pelo Corpo da Gendarmaria do Vaticano, que tem São Miguel Arcanjo como padroeiro e o celebra depois de amanhã. Que sigam sempre o exemplo do santo Arcanjo e que o Senhor os abençoe por todo o bem que fazem.

A todos a minha bênção.

Resumo da catequese do Santo Padre:

O primeiro dos elementos constitutivos do discernimento é a oração; falo duma oração rica de afeto que nos permite falar com Deus como quem fala com um amigo. Efetivamente, discernir e decidir fazer o que agrada a Deus é exigente, mas os Santos faziam-no com naturalidade. Conseguiam agir desse modo porque, através da oração, alimentavam a amizade com Deus e, pouco a pouco, tornavam-se capazes de distinguir o mais importante. É verdade! O segredo da vida dos santos está precisamente nesta sua familiaridade com Deus na oração, com a qual venciam as tentações que nos levam a desconfiar de Deus, pensando que Ele nos está a pedir demasiado ou nos quer tirar o que mais gostamos. Como nos mostra o caso do jovem rico, no Evangelho, ele tomou a iniciativa de ir encontrar-se com Jesus, mas não aceita o convite para O seguir porque, preso às riquezas que tinha, não as quis deixar. E retirou-se «triste». Discernir não é fácil, porque as aparências enganam, mas a familiaridade com Deus pode dissolver suavemente dúvidas e receios e tornar-nos cada vez mais capazes de reconhecer aquilo que conta, quase por conaturalidade, como uma coisa que brota do mais fundo do nosso ser.



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Audiência Geral 28 de setembro de 2022 Papa Francisco

Hoje a Igreja celebra os santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

 


REDAÇÃO CENTRAL, 29 Set. 22 / 05:00 am (ACI).- A Igreja celebra hoje (29) a festa dos santos arcanjos são Miguel, são Gabriel e são Rafael, que aparecem na Bíblia com missões importantes dadas por Deus.

São Miguel em hebreu significa “Quem como Deus” e é um dos principais anjos. Seu nome era o grito de guerra dos anjos bons na batalha combatida no céu contra o inimigo e seus seguidores.

Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus.  É chamado pelo profeta Daniel, no Antigo Testamento, de príncipe protetor dos judeus. No Novo Testamento, é citado na carta de São Judas e no Livro do Apocalipse. Aparece como protetor dos filhos de Deus e de Sua Igreja.

São Gabriel significa “Fortaleza de Deus”. Teve a missão muito importante de anunciar a Nossa Senhora que ela seria a Mãe do Salvador.

Segundo o profeta Daniel (IX, 21), foi Gabriel quem anunciou o tempo da vinda do Messias; quem apareceu a Zacarias “estando de pé à direita do altar do incenso” (Lc 1, 10-19), para lhe dar a conhecer o futuro nascimento do Precursor; e, finalmente, o arcanjo como embaixador de Deus, foi enviado a Maria, em Nazaré para proclamar o mistério da Encarnação. É ele o portador de uma das orações mais populares e queridas do cristianismo, a Ave Maria.

São Rafael quer dizer “Medicina de Deus” ou “Deus obrou a saúde”. É o arcanjo amigo dos caminhantes, médico dos doentes, auxílio dos perseguidos.

No Livro de Tobias é narrado o momento que quando Tobit, pai de Tobias e homem de grande caridade, passou pela provação da cegueira e todos lhe questionavam a fé, juntamente quando Sara era atormentada por um demônio que matava seus maridos nas núpcias. Então, ambos rezaram a Deus e foram ouvidos; e foi Rafael que foi enviado para lhes prestar socorro.

São Rafael tomou a forma humana, fez-se chamar Azarías e acompanhou Tobias em sua viagem, ajudando-o em suas dificuldades, guiando-o por todo o caminho e auxiliando-o a encontrar uma esposa da mesma linhagem. Então, o Arcanjo explicou ao jovem Tobias que poderia se casar com Sara sem perigo algum. E, por fim, ao retornarem esclareceu como ele poderia curar o pai da cegueira. No livro de Tobias o próprio arcanjo se descreve como “um dos sete que estão na presença do Senhor”.

Para celebrar esta data, recordamos a oração aos Santos Arcanjos:

Ajudai-nos, ó grandes santos, irmãos nossos, que sois servos como nós diante de Deus. Defendei-nos de nós mesmos, de nossa covardia e tibieza, de nosso egoísmo e de nossa ambição, de nossa inveja e desconfiança, de nossa avidez em procurar a saciedade, a boa vida e a estima.

Desatai as algemas do pecado e do apego a tudo o que passa. Desvendai os nossos olhos que nós mesmos fechamos para não precisar ver as necessidades de nosso próximos e poder, assim, ocupar-nos de nós mesmos numa tranquila autocomplacência. Colocai em nosso coração o espinho da santa ansiedade de Deus para que não deixemos de procurá-lo com ardor, contrição e amor.

Contemplai em nós o Sangue do Senhor, que Ele derramou por nossa causa.  Contemplai em nós as lágrimas de vossa Rainha, que ela derramou sobre nós.

Contemplai em nós a pobre, desbotada, arruinada imagem de Deus, comparando-a com a imagem íntegra que deveríamos ser Sua vontade e Seu amor.

Ajudai-nos a conhecer Deus, a adorá-Lo, a amá-Lo e a servir-Lhe. Ajudai-nos no combate contra os poderes das trevas que, traiçoeiramente, nos envolvem e nos afligem.

Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que, um dia, estejamos todos jubilosamente reunidos na eterna bem-aventurança. Amém.

São Miguel, assisti-nos com vossos santos anjos;

Ajudai-nos e rogai por nós.

São Rafael, assisti-nos com vossos santos anjos;

Ajudai-nos e rogai por nós.

São Gabriel, assisti-nos com vossos santos anjos;

Ajudai-nos e rogai por nós.


(acccidigital)

Laudes da Festa dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

TODOS ACUMULARÃO ROLO DE PAPEL APÓS ESTE VÍDEO

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 28.09.2022

Faça primeiro aquilo que é mais importante (Lc 9,57-62) Palavra de Deus ...

O Papa irá ao Bahrein em novembro

 


Francisco irá de 3 a 6 de novembro próximo para o Reino do Bahrein por ocasião do "Fórum do Bahrein para o Diálogo: Oriente e Ocidente para a Coexistência Humana"

Vatican News

A Sala de Imprensa da Santa Sé anunciou nesta quarta-feira (28/09) que o Papa Francisco fará sua próxima viagem apostólica ao Reino do Bahrein de 3 a 6 de novembro de 2022. Na nota lê-se: “Aceitando o convite das autoridades civis e eclesiásticas, o Papa Francisco fará a anunciada Viagem Apostólica ao Reino do Bahrein de 3 a 6 de novembro deste ano, visitando as cidades de Manama e Awali por ocasião do Fórum do Bahrein para o Diálogo: Oriente e Ocidente para a Coexistência Humana".  Na cidade de Awali, foi consagrada em 10 de dezembro de 2021 a Catedral de Nossa Senhora da Arábia, padroeira do Golfo Pérsico. A nota se conclui afirmando que "o programa e outros detalhes da Visita serão anunciados em breve".

A carta do Papa a Hamad bin Isa al Khalifa

No dia da inauguração da catedral, o Cardeal Luis Antonio Tagle, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, havia entregue ao Rei do Bahrein Hamad bin Isa al Khalifa, uma carta do Papa Francisco à qual o soberano havia respondido expressando "seu grande desejo de um dia ver o Pontífice no Bahrein", reiterando "sua intenção de favorecer uma abertura cada vez maior do país às pessoas que não seguem a religião muçulmana".

O encontro no Vaticano em 2014

Em 2014, o Papa Francisco recebeu o Rei Hamad bin Isa al Khalifa no Vaticano. Entre os tópicos discutidos estavam a paz e a estabilidade no Oriente Médio e a promoção do diálogo e da coexistência pacífica entre todos os componentes da sociedade. Durante o encontro foi observada a contribuição positiva da minoria cristã no país, que tem maioria xiita, e o interesse do rei pelas necessidades da comunidade católica local. 

Será a 39ª viagem apostólica

Será a 39ª Viagem do Papa Francisco que já visitou 54 países diferentes nestes quase 10 anos de pontificado. Dentro da Itália, o Papa fez 31 visitas pastorais a 41 cidades ou vilarejos. Sua última viagem ao exterior foi ao Cazaquistão de 13 a 15 de setembro deste ano por ocasião do VII Congresso de Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais. Enquanto que na Itália o Papa visitou no último sábado (26) a cidade de Assis, por ocasião do evento “A economia de Francisco” e no domingo foi à Matera para a conclusão do Congresso Eucarístico Nacional.


(vaticannews)

Francisco: rezemos pelo povo ucraniano, Krajewski me referiu coisas terríveis

 


Na Audiência Geral, o Papa voltou seus pensamentos ao país martirizado do Leste Europeu, dizendo ter ouvido um relato dramático esta manhã do esmoleiro pontifício.

Amedeo Lomonaco – Vatican News

Após a catequese da Audiência Geral, o Papa Francisco recordou mais uma vez as lacerações e feridas profundas do povo ucraniano. "Um pensamento à Ucrânia martirizada, que está sofrendo muito, aquele povo pobre tão cruelmente provado", disse o Papa. A seguir, Francisco acrescentou: "Esta manhã conversei com o cardeal Krajewski, que voltou da Ucrânia e me contou coisas terríveis. Pensemos na Ucrânia e rezemos por esse povo martirizado."

Um cardeal em uma missão na frente de guerra

O prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade, cardeal Konrad Krajewski, enviado várias vezes pelo Pontífice à Ucrânia, por ocasião da última missão no teatro de guerra, foi envolvido, no dia 17 deste mês, num tiroteio felizmente sem consequências.

O esmoleiro pontifício continuou a levar ajuda, alimentos, terços e a bênção de Francisco para que ninguém se sinta sozinho. O cardeal Krajewski, nos dias passados, também foi a Izyum, onde rezou diante dos muitos corpos enterrados em valas comuns. "Eu rezava o Terço da Misericórdia continuamente. Ficamos ali pelo menos três horas. Eu não podia fazer outra coisa", disse ele.

A farsa dos referendos nos territórios ocupados

O povo ucraniano continua vendo os dramas da guerra. Concluíram-se os três dias do referendo desejado pela Rússia, e rejeitado como uma farsa pela maioria da Comunidade internacional, para prosseguir com a anexação dos territórios ocupados. O alto representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, disse que os resultados das consultas nos territórios ocupados pela Rússia foram "falsificados" e que eram "ilegais". "Esta é uma nova violação da soberania e integridade territorial da Ucrânia num contexto de violações sistemáticas dos direitos humanos", escreveu Borrell no Twitter.

(vaticannews)

Hoje é celebrado são Venceslau, mártir e padroeiro da República Tcheca


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Set. 22 / 05:00 am (ACI).- São Venceslau foi um soberano tcheco que evangelizou seu povo, modificou o sistema judicial e reduziu as condenações relativas à pena de morte ou à tortura.

O santo foi filho de Vratislau e de sua esposa Draomira. Era neto de santa Ludimila, esposa do primeiro cristão da Boêmia, que se encarregou de sua educação e o ensinou a amar e servir a Deus.

Quando jovem, o santo perdeu seu pai após uma guerra e, por isso, sua mãe assumiu o poder. Entretanto, ela instaurou uma política anticristã e secularista que converteu o povo em um caos total.

Diante dessa situação, sua avó tentou persuadir o príncipe a assumir o trono e proteger o cristianismo, o que fez com que os nobres a assassinassem por considerá-la uma ameaça latente aos seus interesses.

Entretanto, por circunstâncias desconhecidas, a rainha foi expulsa do trono e Venceslau foi proclamado rei pela vontade do povo.

Como primeira medida, anunciou que apoiaria decididamente à Igreja. Sempre governou com justiça e misericórdia.

Por interesses políticos obscuros, Boleslau – que desejava o trono de seu irmão – assassinou o santo rei a punhaladas durante uma festividade.

O povo proclamou o rei Venceslau como mártir da fé e logo a igreja de São Vito – onde se encontram seus restos mortais – se tornou um centro de peregrinações.

Tempos depois, foi proclamado padroeiro do povo da Boêmia e hoje sua devoção é tão grande que também da República Tcheca.


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Laudes de Quarta-feira da 26ª Semana do Tempo Comum

terça-feira, 27 de setembro de 2022

Duo des chats - Les Petits Chanteurs à la Croix de Bois / PCCB

Every home diagnostic devices

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 27.09.2022

O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO MURO DAS LAMENTAÇÕES?! Israel com Aline

NOSSA SENHORA APARECEU EM CIMBRES | ANA LÍGIA LIRA

Fugir do barulho do mundo e buscar o silêncio para escutar Deus, pede o papa Francisco

 


Vaticano, 26 Set. 22 / 01:48 pm (ACI).- "A escuta requer antes de tudo silêncio, silêncio profundo, silêncio interior e isso encontramos na oração", disse o papa Francisco ao receber hoje (26) no Vaticano as Irmãs Terciárias Capuchinhas da Sagrada Família por ocasião do 23° Capítulo Geral da Congregação.

"Muitas vezes nosso próprio modo de vida é cheio de barulho", disse o papa.  "Para muitos, levantar a voz, física ou moralmente, é apresentado como a solução para que as massas surdas optem por sua ideia ou opinião, sempre procurando uma maneira de tornar seu sinal mais audível, mais atraente ou mais surpreendente”.

“Isso torna o homem bruto, restringe sua liberdade a ponto de torná-lo escravo daqueles que têm a capacidade de condicionar esses sinais, por meio dos meios de comunicação, educação, opinião pública ou política, impondo assim suas agendas”, disse.

Segundo o papa, Jesus manda “ir contra esta corrente, buscar o silêncio, separar-nos do mundo, do barulho. Isto nos permite prestar atenção e com paciência artesanal identificar os diferentes sons, pesá-los e distingui-los”.

“Nenhuma nota será muito alta ou muito baixa, e nenhum som será estridente para nossos ouvidos se encontrar a harmonia que só nosso silêncio pode dar. E digo que somente nosso silêncio pode dar, porque a harmonia se encontra, não é imposta”, disse ele.

Francisco também falou sobre a tentação de “rejeitar ou tentar silenciar quem não estiver de acordo. Mas isso é julgar o outro, colocar-se no lugar de Deus, decidir quem merece estar lá e quem não merece".

"Quem for capaz de ouvir desta maneira, será capaz de ouvir todas as vozes claramente, compreender a sua ordem, o que respondem, o que querem dizer, e porque o dizem desta maneira, às vezes de modo tão desolador", disse.

Ele exortou as Terciárias Capuchinhas a ser "profetas dessa escuta, antes de mais nada, ouvindo a voz de Deus, que as chama a amar a todos sem distinção, a amar a criação como seu dom, a ver em toda sua grandeza, como nos ensina são Francisco em seu Cântico das Criaturas”.

“Esta é a melodia que prevalece naturalmente, porque é a própria essência de todas as coisas. Nela, mesmo a dor, a escuridão, a morte, encontram seu sentido, e também o irmão em dificuldade, aquele que precisa de perdão, de redenção, de uma segunda chance, podemos entender as razões de quem pensa diferente de mim, daquele que se opõe a mim, e até de nossa própria limitação”, disse o papa Francisco.

Segundo Francisco, com essa "escuta de Deus" pode-se tornar "um coro com um só coração e uma só alma, mesmo que estejamos em tempos e contextos diferentes".

“Não é uma utopia, se estamos realmente convencidos de que levantar a voz não é o caminho, e que o único caminho é Jesus”, disse.

Por fim, Francisco pediu às irmãs que estejam "sempre prontas para escutar as boas inspirações e a doutrina dos verdadeiros mestres, a necessidade e o valor de uma formação adequada, do estudo, da meditação, de uma vida interior intensa, de uma oração pessoal que só Deus vê”.


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Homilia Diária | O apóstolo da caridade (Memória de São Vicente de Paulo...

Laudes - Memória de São Vicente de Paulo, presbítero

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 26.09.2022

Audience "Shalom" Catholic Community, 26 September 2022, Pope Francis

GABRIEL MARQUIM & RODRIGO CAVALCANTI | SantoFlow Podcast #056

Post covid Alzheimer's

Quando não vale a pena discutir (Lc 9,46-50) Palavra de Deus #409 | 26/0...

Hoje a Igreja celebra são Cosme e são Damião, gêmeos mártires e padroeiros dos médicos

 


REDAÇÃO CENTRAL, 26 Set. 22 / 05:00 am (ACI).- Hoje (26), a Igreja celebra os mártires Cosme e Damião, irmãos gêmeos que, junto com são Lucas, são os padroeiros dos médicos católicos.

No Oriente, são chamados “os não cobradores”, porque exerciam a medicina sem cobrar nada aos pacientes pobres. A única coisa que pediam aos pacientes era que lhes permitissem falar por alguns minutos a respeito de Jesus Cristo e de seu Evangelho.

Lisias, o governador de Cilícia, desgostou-se muito porque estes dois irmãos propagavam efetivamente o cristianismo. Tentou inutilmente que deixassem de pregar e, como não conseguiu, mandou atirá-los ao mar. Mas, uma onda gigantesca os levou sãs e salvos à margem.

Então, o governador mandou que fossem queimados vivos, mas as chamas não os tocaram e, em troca, queimaram aos verdugos pagãos que queriam atormentá-los. O mandatário pagão mandou que lhes cortassem a cabeça. Finalmente, derramaram seu sangue por proclamar o amor ao Divino Salvador.

Junto ao túmulo dos dois irmãos gêmeos começou a realizar-se milagrosas curas. O imperador Justiniano de Constantinopla, padecendo de uma grave enfermidade, encomendou-se a estes dois santos mártires e foi curado inexplicavelmente.

São Cosme e Damião também são padroeiros dos cirurgiões, farmacêuticos, dentistas e faculdades de medicina.


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Levanto os meus olhos para os montes - Salmo 121 (120)

Laudes de Segunda-feira da 26ª Semana do Tempo Comum

sábado, 24 de setembro de 2022

SALVE RAINHA DOS CÉUS - Hino (Dedicado a Nossa Senhora das Mercês)

Missa desde a Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima 24...

Homilia Diária | Cristãos desentendidos… (Sábado da 25.ª Semana do Temp...

Palavra de Vida – setembro 2022

 


“De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número” (1Cor 9,19)


A Palavra de vida deste mês é retirada da Primeira Carta de Paulo aos cristãos de Corinto. Ele encontrava-se em Éfeso e, através destas suas palavras, procurou dar uma série de respostas aos problemas da comunidade grega de Corinto, cidade cosmopolita e grande centro comercial, famosa pelo templo de Afrodite mas também pela proverbial corrupção. Os destinatários da carta tinham-se convertido, alguns anos antes, do paganismo à fé cristã graças à pregação do apóstolo. Uma das controvérsias que dividia a comunidade era sobre se se podia ou não consumir as carnes dos ritos pagãos sacrificadas aos ídolos. Evidenciando a liberdade que temos em Cristo, Paulo faz uma ampla reflexão sobre o modo como se comportar diante de certas escolhas e concentra-se, de modo especial, sobre o conceito de liberdade.

“De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número”


Uma vez que os cristãos sabem «que um ídolo nada é no mundo, e que ninguém é Deus senão um só» (8,4), é indiferente comer ou não as carnes sacrificadas aos ídolos. Contudo, a questão surge quando um cristão se encontra na presença de quem ainda não possui esta compreensão, este conhecimento da fé, e o seu comportamento pode escandalizar uma consciência frágil. Quando estão em jogo o conhecimento e o amor, para Paulo não há dúvidas: o discípulo deve escolher o amor, mesmo renunciando à própria liberdade, tal como fez Cristo que livremente se fez servo por amor. A atenção prestada ao irmão frágil, àqueles que têm uma consciência frágil e pouco conhecimento das coisas, é fundamental. O objetivo é “ganhar”, no sentido de fazer chegar ao maior número de pessoas a vida boa e bela do Evangelho.

“De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número”


Como escreveu Chiara Lubich: «Se estamos incorporados em Cristo, se somos Cristo, fomentar divisões, pensamentos conflituosos, é dividir Cristo. […] Quando entre os primeiros cristãos havia o perigo de quebrar a concórdia, aconselhava-se ceder nas próprias ideias, contanto que fosse mantida a caridade. […] É o que acontece também hoje: por vezes, mesmo estando convencidos que um certo modo de pensar é o melhor, o Senhor sugere-nos que é melhor ceder nas próprias ideias para salvar a caridade com todos. É melhor o menos perfeito, estando em concórdia com os outros, do que o mais perfeito na discórdia. Este vergar em vez de quebrar é uma das caraterísticas – talvez dolorosas, mas também mais eficazes e abençoadas por Deus – que mantêm a unidade segundo o mais autêntico pensamento de Cristo e, por consequência, sabe apreciar o seu valor»[1].


“De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número”


A experiência do Cardeal vietnamita François-Xavier Van Thuân, que esteve treze anos preso, nove dos quais em total isolamento, testemunha que quando o amor é verdadeiro e desinteressado suscita como resposta também o amor. Durante o período na prisão, ele estava entregue a cinco guardas. Os superiores ordenaram que fossem substituídos de quinze em quinze dias para não serem “contaminados” pelo Bispo. Por fim, decidiram deixar sempre os mesmos guardas, caso contrário teria “contaminado” todos os polícias da prisão. Ele próprio contou: «No início, os guardas não falavam comigo. Apenas respondiam sim e não. […] Uma noite tive este pensamento: “Francisco, tu tens ainda uma grande riqueza, tens o amor de Jesus no teu coração; ama-os como Jesus te amou”. No dia seguinte comecei a estimá-los ainda mais, a amar Jesus em cada um deles, sorrindo, falando-lhes com gentileza. […] Pouco a pouco, tornámo-nos amigos»[2]. Com a ajuda dos seus carcereiros, fez na prisão a sua cruz peitoral, formada por pedaços de madeira e uma corrente de metal, que usou depois até à morte: símbolo da amizade que nasceu entre eles.

Văn Thuận nasceu em 1928, numa família católica e morreu em Roma em 2002. A 15 de agosto de 1975, pouco depois de ter sido nomeado pelo papa Paulo VI arcebispo coadjutor de Saigão, foi preso pelas autoridades vietnamitas. Começou assim o seu atribulado percurso, ao longo de 13 anos, entre prisão domiciliária, celas de isolamento, campos de concentração e vários tipos de tortura. Viveu sempre iluminado por uma inabalável esperança. 

Letizia Magri


[1] C. Lubich, A arte de amar, Cidade Nova, Abrigada 2006, pp. 120-121. [2] F.X. Nguyễn Văn Thuận, Testemunhas da esperança, Gráfica de Coimbra 2002.


Hoje é celebrada Nossa Senhora das Mercês, a Virgem da Misericórdia



 

REDAÇÃO CENTRAL, 24 Set. 22 / 05:00 am (ACI).- Hoje (24), é celebrada Nossa Senhora das Mercês, que significa “misericórdia”, devoção que remonta ao século XIII, quando a Virgem apareceu a são Pedro Nolasco e o encorajou a seguir libertando os cristãos escravos.

Naquela época, os mouros saqueavam regiões costeiras e levavam os cristãos como escravos para a África. Nessa horrível condição, muitos perdiam a fé por pensar que Deus os tinha abandonado.

Pedro Nolasco, vendo essa situação, vendeu até seu próprio patrimônio para libertar os cativos. Do mesmo modo, formou um grupo para organizar expedições e negociar resgates. Quando o dinheiro acabou, então, pediram esmolas. Entretanto, as ajudas também terminaram.

Foi quando Nolasco pediu a Deus para ajudá-lo. Em resposta, a Virgem apareceu a ele e pediu que fundasse uma congregação para resgatar os cativos.

Nolasco lhe perguntou: “Ó Virgem Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, quem poderia acreditar que tu me envias?”.

Maria respondeu dizendo: “Não duvides de nada, porque é vontade de Deus que se funde uma ordem desse tipo em minha honra; será uma ordem cujos irmãos e professos, a imitação de meu filho Jesus Cristo, estarão postos para ruína e redenção de muitos em Israel, isto é, entre os cristãos, e serão sinal de contradição para muitos”.

Diante desse desejo, foi fundada a ordem dos Mercedários no dia 10 de agosto de 1218 em Barcelona, Espanha. São Pedro Nolasco foi nomeado pelo papa Gregório IX como superior geral.

Os integrantes, além dos votos de pobreza, castidade e obediência, faziam um quarto voto em que se comprometiam a dedicar sua vida a libertar os escravos e que ficariam no lugar de um cativo que estivesse em perigo de perder a fé, quando o dinheiro fosse era suficiente para conseguir a libertação.

Mais tarde, no ano 1696, o papa Inocêncio XII fixou o dia 24 de setembro como a festa de Nossa Senhora das Mercês em toda a Igreja.


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sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Bento XVI fala do “drama interior de ser cristão” em nova carta



Vaticano, 23 Set. 22 / 03:38 pm (ACI).- O papa emérito Bento XVI escreveu uma carta sobre madre Julia Verhaeghe ao padre Hermann geissler, autor da biografia Ela serviu à Igreja: Madre Julia Verhaeghe e o desenvolvimento da Família Espiritual A Obra. Segundo Bento XVI, ela viveu "o drama interior de ser cristã" e dedicou sua vida a um encontro espiritual com Cristo na adoração eucarística.

Na carta a Geissler, ex-oficial da Congregação para a Doutrina da Fé e membro da Família Espiritual "A Obra" fundada por madre Júlia, à qual a CNA, agência em inglês do grupo ACI, teve acesso, Bento XVI disse que a sua própria experiência pessoal é parecida com a da madre Julia Verhaeghe

Bento XVI elogiou Geissler por tornar "visível o drama interior de ser cristão, escrevendo uma biografia realmente fascinante".  O papa emérito tinha "medo de que a vida dela pudesse ter pouco interesse como um conjunto por carecer de todo dramatismo externo".

“O caminho externo dessa vida, que vai da Bélgica através da Áustria e Hungria até Roma, com um ponto central na Áustria, torna-se um reflexo do caminho interior pelo qual esta mulher foi conduzida", escreveu Bento XVI. “Dessa forma, torna-se visível o verdadeiro drama da vida, que se encontra sobretudo no encontro com são Paulo e, por meio dele, com o próprio Cristo, permitindo que outros passem por isso”.

"Todo o drama externo e interno da fé está presente em sua vida. A tensão descrita aqui é particularmente cativante porque é semelhante ao que tenho experimentado desde a década de 1940", diz Bento XVI.

A biografia “Ela serviu à Igreja: Madre Julia Verhaeghe e o desenvolvimento da Família Espiritual A Obra”, explora o período entre 1950 e 2001, desde o segundo pós-guerra até o reconhecimento d’A Obra como família espiritual de vida consagrada pelo papa são João Paulo II em 2001, quatro anos após a morte da fundadora que foi em 1997.

O livro é dividido em quatro partes e inclui testemunhos, trechos de cartas de madre Júlia e outros documentos de arquivo. Além disso, o livro contextualiza a vida e as escolhas de madre Júlia, relacionando-as com as situações da época, das quais madre Júlia foi uma observadora atenta.

Na introdução, padre Thomas Felder e irmã Margarete Binder escreveram que "as páginas seguintes falam de uma mulher que não tinha uma cultura particular, nem boa saúde, nem meios econômicos". No entanto, eles acrescentaram, "um fogo queimou em seu coração".

Este fogo é a base dos encontros que marcaram a sua vida: primeiro, o que teve com são Paulo; depois, o que teve com o papa Pio XII, que lhe apareceu em sonho e predisse o Concílio Vaticano II; finalmente, o encontro com o cardeal John Henry Newman, com quem "A Obra" tem uma relação particular.

Do encontro com Pio XII nasceu uma grande intuição: o elemento humanista do Concílio Vaticano II tentará se impor, superando o que deveria ser o centro da Igreja, ou seja, o sagrado.

Diante da crescente secularização, a família espiritual A Obra, orientada por madre Júlia, pôs ênfase na Adoração Eucarística. É um hábito diário em todas as casas d’A Obra.

O livro também descreve como madre Julia sentiu o mesmo entusiasmo e preocupação por uma Europa unificada, exatamente quando Bruxelas se preparava para sediar a Expo de 1958. Sua visão sempre foi de renovação espiritual, de retorno a Cristo.

No livro de Geissler, percebe-se o constante assombro diante do mistério de Cristo, que a leva, já idosa, a visitar a Terra Santa e experimentar o deserto.

A vida de madre Júlia contada neste livro é a de uma mulher que soube olhar seu tempo com a concretude que só o contato com Deus dá.

Bento XVI, que fez 95 anos em abril, falou muitas vezes da necessidade do contato com Deus e disse que o encontro com Jesus era a resposta aos desafios do mundo.


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Laudes de Sábado da 25ª Semana do Tempo Comum

Minuto (ou mais) com Glorinha#27: Manuseio de talheres com requinte

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Covid infections increasing again

Não perca a batalha (Lc 9,18-22) Palavra de Deus #406 | 23/09 | Institut...

Confessei a ti o meu pecado - Salmo 32 (31)

Padre responde a ministra espanhola que defende sexo para crianças e adolescentes


MADRI, 22 Set. 22 / 03:21 pm (ACI).- "É terrível. É triste. É nojento” que a Ministra da Igualdade da Espanha, a deputada Irene Montero, do partido de esquerda Podemos, tenha feito "apologia à pedofilia", disse o padre espanhol Francisco Javier “Patxi” Bronchalo.

Montero disse que as crianças e adolescentes "têm o direito de saber que podem amar ou fazer sexo com quem eles quiserem. Baseados, isso sim, no consentimento”. O Código Penal espanhol pune com penas de dois a seis anos de prisão àqueles que tenham relações sexuais com menores de 16 anos.

"Para estes fins, os atos de natureza sexual são considerados como aqueles realizados pelo menor com um terceiro ou sobre si mesmo a pedido do perpetrador", diz a lei.

Quem "para fins sexuais, faça um menor de dezesseis anos presenciar atos de caráter sexual, mesmo que o autor não participe neles”, incorre em penas de seis meses a dois anos.

Se os atos presenciados "incluem um crime contra a liberdade sexual, a pena será de prisão de um a três anos”, diz o Código Penal espanhol.

Respondendo no Senado a uma pergunta sobre a política de educação sexual que o governo pretende impor, a ministra Irene Montero disse que "todos os meninos, meninas, menines" [sic] têm o direito de "conhecer seu próprio corpo" e "saber que nenhum adulto pode tocar seu corpo, se eles não quiserem". Sem esse consentimento, ela disse, é "uma forma de violência".

A ministra da formação neocomunista Podemos disse aos parlamentares que “esses são os direitos que devem ser reconhecidos e que vocês não gostam”.

O padre Jesús Silva, da arquidiocese de Madri, também comentou as palavras da ministra da igualdade a favor das relações sexuais de crianças e adolescentes.

"Às vezes me pergunto quais traumas essas pessoas tiveram para querer impor a ideologia por cima da realidade”, disse referindo-se à ministra Montero.


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Hoje celebramos são Pio de Pietrelcina, o santo dos estigmas

 


REDAÇÃO CENTRAL, 23 Set. 22 / 05:00 am (ACI).- “Oh Jesus, meu suspiro e minha vida, peço-te que faça de mim um sacerdote santo e uma vítima perfeita”, escreveu uma vez são Pio da Pietrelcina, cuja festa se celebra hoje. Sua oração foi escutada e lhe foi concedido o dom dos estigmas.

Durante sua vida, Deus o dotou de muitos dons, como o discernimento extraordinário que lhe permitiu ler os corações e as consciências. Por isso, muitos fiéis iam se confessar com ele.

Outros dons foram o da profecia para poder anunciar eventos do futuro, as curas milagrosas com a oração, a bilocação, que lhe permitiu estar em dois lugares ao mesmo tempo, e o perfume que exala das chagas dos estigmas.

Padre Pio nasceu em Pietrelcina, Itália, em 25 de maio de 1887. Seu nome era Francisco Forgione e tomou o nome de frei Pio da Pietrelcina em honra a São Pio V, quando recebeu o hábito de franciscano.

Aos cinco anos, apareceu-lhe o Sagrado Coração do Jesus, que posou sua mão sobre a cabeça do menino. O pequeno, por sua vez, prometeu a São Francisco que seria um fiel seguidor dele. Desde então, sua vida ficou marcada e começou a ter aparições da Santíssima Virgem.

Preferia passar o tempo em oração e estudo porque entendia o sacrifício que seus pais faziam para que recebesse uma boa formação.

Aos 15 anos, decidiu ingressar na Ordem Franciscana de Morcone e teve visões do Senhor em que lhe mostrou as lutas que teria que passar contra o demônio. “Eu estarei te protegendo, te ajudando, sempre a seu lado até o fim do mundo”, disse-lhe Jesus Cristo.

Em 10 de agosto de 1910, foi ordenado sacerdote. Pouco tempo depois voltaram as febres e as dores que o afligiam. Então, foi enviado a Pietrelcina para que restabelecesse sua saúde.

Em 1916, visitou o mosteiro de San Giovanni Rotondo. O padre provincial, ao ver que sua saúde tinha melhorado, mandou-lhe retornar a esse convento onde recebeu a graça dos estigmas.

“Era a manhã de 20 de setembro de 1918. Eu estava no coro fazendo a oração de ação de graças da Missa… me apareceu Cristo que sangrava por toda parte. De seu corpo chagado saíam raios de luz que mais pareciam flechas que me feriam os pés, as mãos e o lado”, descreveu padre Pio a seu diretor espiritual.

“Quando voltei a mim, encontrei-me no chão e com chagas. As mãos, os pés e o lado sangravam e me doíam até me fazer perder todas as forças para me levantar. Sentia-me morrer, e teria morrido se o Senhor não tivesse vindo me sustentar o coração que sentia palpitar fortemente em meu peito. Arrastei-me até a cela. Recostei-me e rezei, olhei outra vez minhas chagas e chorei, elevando hinos de agradecimento a Deus”, acrescentou.

Certo dia, uma avó lhe levou a sua neta chamada Gema, que tinha nascido sem pupilas. Padre Pio a abençoou e fez o sinal da cruz sobre seus olhos. A menina recuperou a vista, sem necessidade de ter pupilas. Mais adiante, Gema ingressou na vida religiosa.

Em 9 de janeiro de 1940, animou seus grandes amigos espirituais a fundar um hospital que se chamaria “Casa Alívio do Sofrimento”, a qual foi inaugurada em 5 de maio de 1956, com a finalidade de curar as doenças físicas e espirituais.

Segundo fontes que não se puderam confirmar, São João Paulo II sendo um jovem sacerdote visitava padre Pio para confessar-se e, em uma dessas ocasiões, estando em transe, disse ao futuro pontífice: “Vais ser Papa”.

Padre Pio morreu em 23 de setembro de 1968, enquanto murmurava: “Jesus, Maria!”.

São João Paulo II, durante sua canonização em 16 de junho de 2002, disse: “Oração e caridade, esta é uma síntese extremamente concreta do ensinamento de padre Pio, que hoje volta a propor todos”.


(acidigital)

Laudes da Memória de São Pio de Pietrelcina, presbítero

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

POTUS, Pandemic is over

Como Interpretar os Sonhos?

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 22.09.2022

Homilia | Por que Jesus não se revelou a Herodes? (Quinta-feira da 25.ª ...

Hoje a Igreja celebra, S. Maurício e companheiros (soldados romanos)

 



MÁRTIRES, SÉC. III

Celebrado A 22 De Setembro

Maurício comandava a célebre Legião Tebana, constituída por cristãos do Egipto. 

Por volta do ano 286, enquanto reinava Diocleciano, essa divisão servia no território da actual Suíça, quando o comandante supremo, Maximiano, ordenou que todos os soldados oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos.

 Os membros da Legião Tebana recusaram-se e foram todos mortos por amor a Jesus Cristo.

(Evangelho Quotidiano)

Laudes de Quinta-feira da 25ª Semana do Tempo Comum

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 21.09.2022

AUDIÊNCIA GERAL (Texto)

 PAPA FRANCISCO


AUDIÊNCIA GERAL


Praça São Pedro

Quarta-feira, 21 de setembro de 2022


Viagem Apostólica ao Cazaquistão


Estimados irmãos e irmãs, bom dia!


Na semana passada, de terça a quinta-feira, estive no Cazaquistão, um vasto país da Ásia Central, por ocasião do sétimo Congresso dos Líderes das religiões mundiais e tradicionais. Renovo a minha gratidão ao Senhor Presidente da República e às demais Autoridades do Cazaquistão pelo cordial acolhimento que me foi reservado e pelos generosos esforços que envidaram na sua organização. Da mesma forma, agradeço de coração aos Bispos e a todos os colaboradores pelo grande trabalho que realizaram e, sobretudo, pela alegria que me deram de poder encontrá-los e vê-los todos juntos.

Como eu dizia, a principal razão da viagem foi a participação no Congresso dos Líderes das religiões mundiais e tradicionais. Esta iniciativa realiza-se há vinte anos pelas Autoridades do país, que se apresenta ao mundo como lugar de encontro e de diálogo, neste caso a nível religioso e, portanto, como protagonista na promoção da paz e da fraternidade humana. Foi a sétima edição deste congresso: um país que tem 30 anos de independência, realizou já 7 edições destes congressos, um a cada três anos. Isto significa colocar as religiões no centro do compromisso para a construção de um mundo onde nos escutamos e nos respeitamos na diversidade. E isto não é relativismo, não: é escutar e respeitar. E o mérito disto deve ser atribuído ao governo cazaque que, depois de se ter libertado do jugo do regime ateu, propõe agora um caminho de civilização, condenando claramente os fundamentalismos e os extremismos. É uma posição equilibrada e de unidade.

O Congresso debateu e aprovou a Declaração final, que se põe em continuidade com a que foi assinada em Abu Dhabi, em fevereiro de 2019, sobre a fraternidade humana. Apraz-me interpretar este passo dado como fruto de um percurso que vem de longe: naturalmente, penso no histórico Encontro inter-religioso a favor da paz, convocado por São João Paulo II em Assis, em 1986, muito criticado pelas pessoas que não tinham clarividência; penso no olhar clarividente de São João XXIII e de São Paulo VI; e também no das grandes almas de outras religiões - menciono apenas Mahatma Gandhi. Mas como deixar de recordar tantos mártires, homens e mulheres de todas as idades, línguas e nações, que pagaram com a vida a fidelidade ao Deus da paz e da fraternidade? Sabemo-lo: os momentos solenes são importantes, mas depois é o compromisso diário, é o testemunho concreto que constrói um mundo melhor para todos.

Além do Congresso, esta viagem deu-me a oportunidade de me encontrar com as Autoridades do Cazaquistão e com a Igreja que vive naquela terra.

Depois de ter visitado o Senhor Presidente da República – ao qual agradeço mais uma vez a amabilidade - fomos à nova Sala de Concertos, onde pude falar com os Governantes, representantes da sociedade civil e o Corpo Diplomático. Sublinhei a vocação do Cazaquistão a ser País do encontro: com efeito, nele convivem cerca de cento e cinquenta grupos étnicos e falam-se mais de oitenta línguas. Esta vocação, que se deve às suas caraterísticas geográficas e à sua história – esta vocação de ser país de encontro, de cultura, de línguas - foi acolhida e abraçada como um caminho, que merece ser encorajado e apoiado. Também formulei votos para que ela possa prosseguir a construção de uma democracia cada vez mais madura, capaz de responder eficazmente às necessidades da sociedade como um todo. É uma tarefa árdua, que leva tempo, mas já se deve reconhecer que o Cazaquistão fez escolhas muito positivas, como a de dizer “não” às armas nucleares e a de boas políticas energéticas e ambientais. Isto foi corajoso. Num momento desta trágica guerra onde alguns pensam em armas nucleares – uma loucura – este país já desde o início disse “não” às armas nucleares.

No respeitante à Igreja, alegrei-me muito por me encontrar com uma comunidade de pessoas contentes, alegres, entusiastas. Os católicos são poucos naquele vasto país. Mas esta condição, se for vivida com fé, pode trazer frutos evangélicos: antes de mais nada, a bem-aventurança da pequenez, de ser fermento, sal e luz, confiando unicamente no Senhor e não nalguma forma de importância humana. Além disso, a escassez numérica convida a desenvolver relações com cristãos de outras confissões, e também a fraternidade com todos. Por conseguinte, pequeno rebanho, sim, mas aberto, não fechado, não na defensiva, aberto e confiante na ação do Espírito Santo, que sopra livremente onde e como quer. Recordamos também aquela parte cinzenta, os mártires: os mártires daquele Povo santo de Deus – porque sofreu décadas de opressão ateísta, até à libertação há 30 anos - homens e mulheres que sofreram tanto pela fé durante o longo período de perseguição. Assassinados, torturados, presos por causa da fé.

Com este pequeno, mas alegre rebanho, celebramos a Eucaristia em Nur-Sultan, na praça da Expo de 2017, circundada por arquiteturas ultramodernas. Era a festa da Santa Cruz. E isto faz-nos refletir: num mundo em que o progresso e o retrocesso se entrelaçam, a Cruz de Cristo permanece a âncora da salvação: sinal da esperança que não desilude porque está fundada no amor de Deus, misericordioso e fiel. A Ele se dirige a nossa ação de graças por esta viagem, e a nossa oração a fim de que seja rica de frutos para o futuro do Cazaquistão e para a vida da Igreja peregrina naquela terra. Obrigado.


Saudações

Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, especialmente a quantos vieram do Brasil – o grupo de magistrados, a associação Regina Fidei e a organização Nossa Senhora da Estrada –, convidando todos a permanecer fiéis a Cristo Jesus. Ele desafia-nos a sair do nosso mundo limitado e estreito para o Reino de Deus e a verdadeira liberdade. O Espírito Santo vos ilumine para poderdes levar a Bênção de Deus a todos os homens. A Virgem Mãe vele sobre o vosso caminho e vos proteja.


APELO

Hoje celebra-se o Dia Mundial da doença de Alzheimer, uma doença que atinge muitas pessoas as quais, devido a esta patologia, são frequentemente postas às margens da sociedade. Rezemos pelos doentes de Alzheimer, pelas suas famílias e por quantos cuidam amorosamente deles, a fim de que sejam cada vez mais apoiados e ajudados. Também associo na oração os homens e as mulheres que fazem a hemodiálise e transplante, aqui presentes com uma representação.

E gostaria também de mencionar a terrível situação na atormentada Ucrânia. O Cardeal Krajewski foi lá pela quarta vez. Ontem telefonou-me, permanece lá algum tempo, ajudando na zona de Odessa, oferecendo tanta proximidade. Ele contou-me a dor daquele povo, as ações selvagens, as monstruosidades, os cadáveres torturados que encontram. Unamo-nos a este povo tão nobre e mártire.


Resumo da catequese do Santo Padre:

Na semana passada, visitei o Cazaquistão com o objetivo principal de participar no Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais, um evento que chegou à sétima edição, com o favor e o apoio das Autoridades do país. Este, depois de se ter libertado do jugo do regime ateu, fez-se paladino duma estrada de civilização onde convivem a política e a religião, sem se confundir nem hostilizar. Vemos, assim, as religiões no centro do empenho pela construção duma sociedade, onde se escutam e respeitam uns aos outros na diversidade, pondo de parte extremismos e fundamentalismos. O Congresso, com a sua Declaração final, representou mais uma etapa num caminho que já vem de longe: penso no histórico Encontro Inter-religioso em prol da Paz convocado por São João Paulo II em Assis no ano de 1986. Feliz e esperançado com a sementeira que pude ver crescer em Nur Sultan, lá encontrei também os fiéis católicos: num país predominantemente muçulmano, constituem um pequeno rebanho, mas formado por pessoas jubilosas e cheias de entusiamo. E a elas me juntei para celebrar a festa daquele dia: a Exaltação da Santa Cruz. No nosso mundo, com os seus avanços e recuos, a Cruz de Cristo permanece como âncora de salvação: um sinal de esperança que não desilude, porque fundada sobre o amor de Deus misericordioso e fiel. Hoje, queridos irmãos e irmãs, juntai-vos a mim para agradecer ao Senhor esta viagem e pedir-Lhe que a faça frutificar a bem do futuro do Cazaquistão e da vida da Igreja naquela terra.



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Audiência Geral 21 de setembro de 2022 Papa Francisco

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HOJE COMEÇA A NOVENA DOS SANTOS ARCANJOS


Miguel, Gabriel e Rafael


REDAÇÃO CENTRAL, 20 set. 22 / 06:00 am (ACI).- Em 29 de setembro, a Igreja celebrará a festa dos santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, que aparecem na Bíblia com missões importantes de Deus. Por isso, apresentamos uma novena em honra a esses três amigos do céu que têm a tarefa de defender o homem na luta contra os planos do demônio:

Pelo Sinal da Santa Cruz. Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ato de Contrição

Senhor meu Jesus Cristo,

Deus e homem verdadeiro,

Criador e Redentor meu: por serdes Vós quem sois, sumamente bom

e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo,

pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos Ter ofendido;

pesa-me também de Ter perdido o céu e merecido o inferno;

e proponho firmemente, ajudado com o auxílio de Vossa divina graça,

emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender.

Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia.

Amém.

Oração inicial

Deus todo-poderoso e eterno, bendito e louvado sejais por toda a eternidade, e que todos os Anjos e homens, por Vós criados, Vos adorem, Vos amem e Vos sirvem, ó Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal!

E vós, Maria, Rainha de todos os Anjos, aceitai benignamente as nossas súplicas dirigidas aos vossos servos e apresentai-as junto do trono do Altíssimo – vós que sois a omnipotência suplicante e Medianeira das graças –, a fim de obtermos graça, salvação e auxílio. Amém.

Oração aos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

São Miguel Arcanjo, tu és o Príncipe das milícias celestiais, o vencedor do dragão infernal, recebeste de Deus a força e o poder para aniquilar por meio da humildade o orgulho dos poderes das trevas. Imploramos-te, suscita em nós a autêntica humildade do coração, a fidelidade inquebrantável, para cumprir sempre a vontade de Deus, a força no sofrimento e nas necessidades, ajuda-nos a subsistir diante do tribunal de Deus.

São Gabriel Arcanjo, tu és o anjo da Encarnação, o mensageiro fiel de Deus, abre nossos ouvidos para captar os menores sinais e chamados do coração amante de nosso Senhor; Permanece sempre diante de nossos olhos, imploramos-te, para que compreendamos corretamente a Palavra de Deus e a sigamos e obedeçamos para cumprir aquilo que Deus quer de nós. Faz-nos vigilantes na espera do Senhor para que não nos encontre adormecidos quando chegue.

São Rafael Arcanjo, tu és o mensageiro do amor de Deus. Imploramos-te, fere nosso coração com um amor ardente por Deus e não deixes que esta ferida se feche jamais para que permaneçamos sobre o caminho do amor na vida diária e vençamos todos os obstáculos pela força deste amor.

Ajudai-nos grandes irmãos e santos, servidores como nós diante de Deus. Protegei-nos contra nós mesmos, contra nossa covardia e tibieza, contra nosso egoísmo e nossa avareza, contra nossa inveja e desconfiança, contra nossa suficiência e comodidade, contra nosso desejo de ser apreciados. Desligai-nos dos laços do pecado e de toda atadura ao mundo.

Desatai a venda que nós mesmos atamos sobre nossos olhos, para dispensar-nos de ver a miséria que nos rodeia, e poder olhar nosso próprio eu sem nos incomodar e com compaixão.

Cravai em nosso coração o aguilhão da santa inquietude de Deus, para que não cessemos jamais de busca-lo com paixão, contrição e amor.

Buscai em nós o Sangue de Nosso Senhor que se derramou por nós. Buscai em nós as lágrimas de nossa Rainha vertidas por nossa causa. Buscai em nós a imagem de Deus destroçada, desvanecida, deteriorada, imagem à qual Deus quis nos criar por amor.

Ajudai-nos a reconhecer Deus, a adorá-Lo, amá-Lo e servi-Lo. Ajudai-nos na luta contra os poderes das trevas que nos rodeiam e nos oprimem solapadamente.

Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que, um dia, gozosos, possamos nos reunir na felicidade eterna. Amém.

(Diz-se as intenções da novena e reza-se três Pai Nosso, Ave Maria e Glória)

Invocações finais

São Miguel, luta ao nosso lado com teus anjos, ajuda-nos e roga por nós.

São Rafael, luta ao nosso lado com teus anjos, ajuda-nos e roga por nós.

São Gabriel, luta ao nosso lado com teus anjos, ajuda-nos e roga por nós.

Amém.


(acidigital)

Hoje a Igreja celebra santo André Kim e companheiros mártires na Coreia

 


REDAÇÃO CENTRAL, 20 set. 22 / 05:00 am (ACI).- “Minha vida imortal está em seu ponto inicial. Convertam-se ao cristianismo se desejam a felicidade após a morte”, dizia enquanto morria santo André Kim, cuja festa é celebrada hoje (20), junto com seus 102 companheiros mártires na Coreia.

Santo André Kim Tae-Gon nasceu em Solmoe (Coreia) em 1821, em uma família nobre. Quando ainda era criança, sua família se mudou para Kolbaemasil para fugir da perseguição. Seu pai, Santo Inácio Kim, morreu mártir em 1839.

André foi batizado aos 15 anos e mais tarde ingressou no seminário de Macau (China). Em Shangai, recebeu a ordenação sacerdotal (1845), tornando-se o primeiro sacerdote coreano.

Posteriormente, regressou para a Coreia com a finalidade de facilitar a entrada de missionários em seu país e pôde ver sua mãe, a quem encontrou mendigando por comida.

Em seu país, dedicou-se a difundir a fé, pregando e batizando todos os que convertia com suas palavras e testemunho de vida. Realizava toda esta atividade colocando em prática certas normas de segurança para não ser descoberto.

Entretanto, foi preso ao tentar levar à Coreia os missionários franceses que estavam na China. Depois de alguns meses na prisão, morreu decapitado em 1846.

Os 103 mártires foram canonizados por São João Paulo II em 1984, quando o papa visitou a Coreia.


(acidigital)

Laudes da Memória de Santo André Kim Taégon, Paulo Chóng Hasang, e seus ...

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 19.09.2022

ANGELUS (Texto)

 PAPA FRANCISCO

ANGELUS

Praça São Pedro

Domingo, 18 de setembro de 2022


Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

A parábola que o Evangelho da liturgia de hoje nos apresenta (cf. Lc 16, 1-13) parece-nos um pouco difícil de compreender. Jesus narra uma história de corrupção: um administrador desonesto, que rouba e depois, descoberto pelo seu patrão, age com astúcia para sair daquela situação. Perguntemo-nos: no que consiste esta esperteza - é um corrupto aquele que a usa - e que nos quer dizer Jesus?

Pela narração vemos que o administrador corrupto acaba em apuros porque se aproveitou dos bens do seu patrão; agora terá de prestar contas e perderá o seu emprego. Mas ele não desiste, não se resigna ao seu destino e não se comporta como vítima; pelo contrário, age com astúcia, procura uma solução, é engenhoso. Jesus parte desta história para nos lançar uma primeira provocação: «Os filhos deste mundo – diz – são mais sagazes que os filhos da luz» (v. 8). Ou seja, acontece que aqueles que se movem nas trevas, de acordo com certos critérios mundanos, sabem como sair dos problemas, sabem ser mais espertos que os outros; por outro lado, os discípulos de Jesus, isto é, nós, por vezes estamos a dormir, ou somos ingénuos, não sabemos como tomar a iniciativa para procurar vias de saída das dificuldades (cf. Evangelii gaudium, 24). Por exemplo, penso nos momentos de crise pessoal, social, mas também eclesial: por vezes deixamo-nos vencer pelo desânimo, ou caímos em lamentos e vitimismos. Em vez disso - diz Jesus - também poderíamos ser sagazes segundo o Evangelho, estar alerta e atentos para discernir a realidade, ser criativos para procurar boas soluções, para nós e para os outros.

Mas há também outro ensinamento que Jesus nos oferece. Com efeito, em que consiste a esperteza do administrador? Ele decide fazer um desconto àqueles que estão endividados, e por isso eles tornam-se seus amigos, esperando que o possam ajudar quando o patrão o despedir. Antes acumulava riquezas para si, agora usa-as para fazer amigos que o possam ajudar no futuro. Nas mesmas modalidades, roubar. E Jesus, então, oferece-nos um ensinamento sobre o uso dos bens: «arranjai amigos com o vil dinheiro para que, quando este faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos» (v. 9). Para herdar a vida eterna não é necessário acumular os bens deste mundo, mas o que conta é a caridade que teremos vivido nas nossas relações fraternas. Eis então o convite de Jesus: não useis os bens deste mundo apenas para vós mesmos e para o vosso egoísmo, mas usai-os para gerar amizades, para criar boas relações, para atuar na caridade, para promover a fraternidade e exercer o cuidado para com os mais débeis.

Irmãos e irmãs, também no mundo de hoje existem histórias de corrupção como aquela do Evangelho; condutas desonestas, políticas injustas, egoísmos que dominam as escolhas dos indivíduos e das instituições, e muitas outras situações obscuras. Mas a nós cristãos não é permitido o desânimo ou, pior ainda, deixar que as coisas corram, permanecer indiferentes. Pelo contrário, somos chamados a ser criativos em praticar o bem, com a prudência e astúcia do Evangelho, utilizando os bens deste mundo - não só os materiais, mas todos os dons que recebemos do Senhor - não para nos enriquecer, mas para gerar amor fraterno e amizade social. Isto é muito importante: com a nossa atitude, gerar amizade social.

Rezemos a Maria Santíssima, para que nos ajude a ser como ela, pobres em espírito e ricos em caridade recíproca.


Depois do Angelus


Prezados irmãos e irmãs!

Dou graças a Deus pela viagem que pude realizar nos dias passados ao Cazaquistão, por ocasião do sétimo Congresso dos Líderes das Religiões mundiais e tradicionais. Proponho-me falar sobre isto na próxima quarta-feira, na Audiência Geral.

Entristecem-me os recentes combates entre o Azerbaijão e a Arménia. Expresso a minha proximidade espiritual às famílias das vítimas, e exorto as partes a respeitarem o cessar-fogo, em vista a um acordo de paz. Não esqueçamos: a paz é possível quando se silenciam as armas e começa o diálogo! E continuemos a rezar pelo atormentado povo ucraniano e pela paz em todas as terras ensanguentadas pela guerra.

Desejo assegurar a minha oração pelas populações das Marcas atingidas por uma violenta inundação. Rezo pelos mortos e pelos seus familiares, pelos feridos e por quantos sofreram danos graves. Que o Senhor dê força a essas comunidades!

Saúdo todos vós, romanos e peregrinos de diversos países. Em particular, saúdo as Religiosas de Maria Imaculada de várias comunidades na África, América Latina, Ásia e Europa; bem como os fiéis de Sevilha e o Grupo Secular Nossa Senhora do Cenáculo.

Saúdo o grupo de Caturano, diocese de Cápua; os jovens da Confirmação de Gazzaniga (Bergamo) e os de Soliera (Modena); os membros da comunidade “Filhos no Céu”; as “Pro Loco” do Lácio e o grupo de médicos veterinários da província de Verona, com os seus familiares. Saúdo também os jovens de “Economy of Francesco”, que hoje estão aqui na praça: ide sempre em frente! Ver-nos-emos em breve em Assis.

Dirijo um pensamento especial aos pobres e aos voluntários da “Casa de Zaqueu”, em Mesagne: que o Senhor vos abençoe e que Nossa Senhora vos proteja.

Desejo a todos um feliz domingo. Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!


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