sábado, 30 de janeiro de 2021

Missa do Convento - 30/01/2021

Homilia Diária: Ave, Estrela do Mar! (1697: 30 de janeiro de 2021)

30.01.2021 Angelus e Santo Rosario dalla Santa Casa di Loreto

O Papa: quem não segue o Concílio não está na Igreja


Um forte discurso com extensos acréscimos, foi dirigido pelo Papa Francisco àqueles que colaboram com o Escritório Catequético Nacional italiano no 60º aniversário de seu nascimento. Francisco enfatizou a necessidade de ação, lembrando que o Concílio é magistério da Igreja e deve ser seguido. Depois, o convite à Igreja italiana para lançar um Sínodo nacional.


Adriana Masotti, Silvonei José – Vatican News


A ocasião da audiência do Papa Francisco, na manhã deste sábado (30), aos membros do Escritório Catequético da Conferência Episcopal Italiana é o 60º aniversário do início de sua atividade, destinada a apoiar a Igreja italiana no campo, precisamente, da catequese após o Concílio Vaticano II. Um aniversário não só serve como um lembrete, mas também é uma oportunidade para "renovar o espírito de anúncio", disse o Papa em seu discurso, e por esta razão ele disse querer "compartilhar três pontos que eu espero que os ajudem no trabalho dos próximos anos".


No coração da catequese, a pessoa de Jesus


O primeiro ponto é: catequese e kerygma. "A catequese é o eco da Palavra de Deus", afirmou o Papa, e através da Sagrada Escritura proclamada, cada pessoa entra a fazer parte "da mesma história de salvação" e com sua própria singularidade "encontra seu próprio ritmo". Francisco enfatizou que o coração do mistério da salvação é o kerygma, e que o kerygma é uma pessoa: Jesus Cristo. A catequese deve "favorecer o encontro pessoal com Ele" e, portanto, não pode ser feita sem relações pessoais.


Não existe uma verdadeira catequese sem o testemunho de homens e mulheres em carne e osso. Quem entre nós não se recorda de pelo menos um de seus catequistas? Eu me recordo. Recordo-me da irmã que me preparou para a minha primeira comunhão e me fez muito bem. Os primeiros protagonistas da catequese são eles, mensageiros do Evangelho, muitas vezes leigos, que se põem em jogo com generosidade para compartilhar a beleza de ter encontrado Jesus. "Quem é o catequista? Ele é aquele que guarda e alimenta a memória de Deus; ele a guarda em si mesmo – ele guarda a memória da história da salvação - e ele sabe como despertar essa memória nos outros. Ele é um cristão que põe esta memória a serviço do anúncio; não para ser visto, não para falar de si mesmo, mas para falar de Deus, de seu amor, de sua fidelidade".


O anúncio é o amor de Deus na linguagem do coração


O Papa então indicou algumas características que o anúncio deve possuir hoje, isto é, que saiba revelar o amor de Deus diante de toda obrigação moral e religiosa; que não se impõe, mas leva em conta a liberdade; que testemunha a alegria e a vitalidade. Para isso, aquele que evangeliza deve expressar "proximidade, abertura ao diálogo, paciência, acolhimento cordial que não condena". E falando do catequista, Francisco acrescentou, improvisando, que "a fé deve ser transmitida em dialeto", explicando que se referia ao "dialeto da proximidade", ao dialeto que é compreendido pelo povo ao qual se dirige:


Toca-me muito aquela passagem de Macabeus, dos Sete Irmãos. Duas ou três vezes eles disseram que sua mãe os apoiava, falando com eles em dialeto. É importante: a verdadeira fé deve ser transmitida em dialeto. Os catequistas devem aprender a transmiti-la em dialeto, ou seja, aquela linguagem que vem do coração, que nasce, que é a mais familiar, a mais próxima de todos. Se não houver dialeto, a fé não é transmitida totalmente e bem.


A catequese está sempre escutando o coração do homem


O segundo ponto indicado pelo Papa Francisco é: catequese e futuro. Recordando o 50º aniversário do documento "A Renovação da Catequese", com o qual a Conferência Episcopal Italiana recebeu as indicações do Concílio, celebrado no ano passado, Francisco citou algumas palavras do Papa Paulo VI nas quais convidava a Igreja italiana a olhar com gratidão para o Concílio, que dizia "será o grande catecismo dos novos tempos" e observou como a tarefa constante da catequese é "compreender estes problemas que surgem do coração do homem, para levá-los de volta à sua fonte escondida: o dom do amor que cria e salva". Francisco, portanto, reiterou que a catequese inspirada pelo Concílio é "sempre com um ouvido atento, sempre atento a renovar-se". E a propósito do Concílio, acrescentou uma extensa reflexão:


O Concílio é magistério da Igreja. Ou você está com a Igreja e, portanto, segue o Concílio, e se não segue o Concílio ou o interpreta à sua maneira, à sua própria vontade, você não está com a Igreja. Temos que ser exigentes e rigorosos neste ponto. O Concílio não deve ser negociado para ter mais destes... Não, o Concílio é assim. E este problema que estamos enfrentando, da seletividade do Concílio, se repetiu ao longo da história com outros Concílios. Para mim, isso me faz pensar tanto num grupo de bispos que depois do Vaticano I foram embora, um grupo de leigos, grupos ali, para continuar a "verdadeira doutrina" que não era a do Vaticano I. "Nós somos os verdadeiros católicos" ... Hoje eles ordenam mulheres. A atitude mais severa para custodiar a fé sem o magistério da Igreja, nos leva à ruína. Por favor, nenhuma concessão para aqueles que tentam apresentar uma catequese que não esteja de acordo com o Magistério da Igreja.


A catequese, disse o Papa, retomando a leitura do discurso, deve se renovar para afetar todas as áreas do cuidado pastoral. E recomendou:


Não devemos ter medo de falar a linguagem das mulheres e dos homens de hoje. Sim, de falar a linguagem fora da Igreja: disso, devemos ter medo. Não devemos ter medo de falar a linguagem do povo. Não devemos ter medo de ouvir suas perguntas, sejam elas quais forem, suas questões não resolvidas, de ouvir suas fragilidades e suas incertezas: disso, não temos medo. Não devemos ter medo de desenvolver instrumentos novos.


Redescobrir o sentido de comunidade


A catequese e a comunidade representam o terceiro ponto, um ponto de particular relevância em um tempo que, por causa da pandemia, tem visto um crescimento isolado e uma sensação de solidão. O vírus", disse o Papa, "escavou no tecido vivo de nossos territórios, especialmente os existenciais, alimentando medos, suspeitas, desconfianças e incertezas". Tem minado práticas e hábitos estabelecidos e assim nos provoca a repensar o nosso ser comunitário". Também nos fez compreender que só juntos podemos avançar, cuidando uns dos outros. O senso de comunidade deve ser redescoberto.


A catequese e o anúncio não podem deixar de colocar esta dimensão comunitária no centro. Este não é o momento para estratégias elitistas. E a grande comunidade: qual é a grande comunidade? O povo santo e fiel de Deus. (...) Este é o momento de sermos artesãos de comunidades abertas que sabem valorizar os talentos de cada um. É o tempo das comunidades missionárias, livres e desinteressadas, que não buscam importância e vantagem, mas que percorrem os caminhos do povo de nosso tempo, dobrando-se sobre aqueles que estão à margem. É o momento para as comunidades que olham nos olhos os jovens decepcionados, que acolhem os estranhos e dão esperança aos desanimados. É o momento para as comunidades que dialogam destemidamente com aqueles que têm ideias diferentes. É o momento para as comunidades que, como o Bom Samaritano, sabem como estar perto daqueles feridos pela vida, para enfaixar suas feridas com compaixão.


Uma catequese que acompanha e acaricia


Repetindo o que ele disse no Encontro Eclesial de Florença, Francisco reiterou seu desejo de uma Igreja "cada vez mais próxima dos abandonados, dos esquecidos, dos imperfeitos", uma Igreja alegre que "compreenda, acompanhe, acaricie". Isto, continuou, também se aplica à catequese. E fez um convite à criatividade para uma proclamação centrada no kerygma, "que olha para o futuro de nossas comunidades, para que sejam cada vez mais enraizadas no Evangelho, fraternas e inclusivas".


A Igreja italiana inicie um Sínodo nacional


Finalmente, cinco anos após o Encontro de Florença, Francisco convidou a Igreja italiana a iniciar um processo sinodal em nível nacional, comunidade por comunidade, diocese por diocese. "Também este processo será uma catequese. No Encontro de Florença há precisamente a intuição do caminho a ser percorrido neste Sínodo. Agora, retomou: é o momento. E começar a caminhar".


(vaticannews)


10 Minutos com Jesus. Capitão Iglo. (30-01-21)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

SANTA MISSA DIRETO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA as 8:00, 9:30 e 12:00 de 29 0...

Comunicado do Conselho Permanente da CEP face à aprovação da eutanásia

Cem badaladas de sinos para recordar os mortos por coronavírus


SÃO PAULO, 28 jan. 21 / 01:35 pm (ACI).- Nesta semana, o município de Pindamonhangaba (SP) chegou à marca de 100 mortos por Covid-19 e, como uma forma de recordar e homenagear os falecidos, a Paróquia de São Vicente de Paulo realizará nesta sexta-feira, às 18h, um dobre fúnebre de sinos.

Ao todo, cem badaladas no sino da Igreja Matriz do Distrito de Moreira César vão recordar as mais de cem vítimas do coronavírus no município. No mesmo horário, os fiéis são convidados a, de suas casas, se unirem em oração.

“Na semana que nosso município ultrapassou a triste marca de cem mortos pela Covid-19, queremos homenagear estas pessoas e ao mesmo tempo rezar pelo seu descanso eterno, consolo das famílias enlutadas e pelo fim desta pandemia”, explicou o administrador paroquial, Padre Gabriel Henrique de Castro.

Por sua vez, o vigário paroquial, Padre Marcelo Emídio, assinalou que vão se “utilizar do sino, que tantas vezes já anunciou diversas situações ao povo, para recordar a necessidade de intensificar os cuidados, pois a pandemia ainda está aí”. “Precisamos ter fé e também fazer a nossa parte”, acrescentou.

Além da homenagem dos sinos, as Missas do fim de semana no território da Paróquia serão rezadas em sufrágio da alma dos pindamonhangabenses vitimados pela pandemia. As orações também vão recordar os profissionais que atuam na linha de frente do combate à Covid-19 na cidade.

(acidigital)


O logo oficial da JMJ Lisboa 2023!

Impresionante catequesis sobre la mujer: Hernandez, coiniciadora del Camino Neocatecumenal.

Entrevista al P. Gabriel Benedicto, párroco de la Iglesia de la Paloma, ...

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 2021

 

________________________________________

Francisco Mensagens Dia Mundial das Missões


MENSAGEM DE SUA SANTIDADE

O PAPA FRANCISCO

PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 2021


«Não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20)

 

Queridos irmãos e irmãs!

Quando experimentamos a força do amor de Deus, quando reconhecemos a sua presença de Pai na nossa vida pessoal e comunitária, não podemos deixar de anunciar e partilhar o que vimos e ouvimos. A relação de Jesus com os seus discípulos, a sua humanidade que nos é revelada no mistério da Encarnação, no seu Evangelho e na sua Páscoa mostram-nos até que ponto Deus ama a nossa humanidade e assume as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos anseios e angústias (cf. Conc. Ecum. Vat II, Const. past. Gaudium et spes, 22). Tudo, em Cristo, nos lembra que o mundo em que vivemos e a sua necessidade de redenção não Lhe são estranhos e também nos chama a sentirmo-nos parte ativa desta missão: «Ide às saídas dos caminhos e convidai todos quantos encontrardes» (cf. Mt 22, 9). Ninguém é estranho, ninguém pode sentir-se estranho ou afastado deste amor de compaixão.

A experiência dos Apóstolos

A história da evangelização tem início com uma busca apaixonada do Senhor, que chama e quer estabelecer com cada pessoa, onde quer que esteja, um diálogo de amizade (cf. Jo 15, 12-17). Os Apóstolos são os primeiros que nos referem isso, lembrando inclusive a hora do dia em que O encontraram: «Eram as quatro da tarde» (Jo 1, 39). A amizade com o Senhor, vê-Lo curar os doentes, comer com os pecadores, alimentar os famintos, aproximar-Se dos excluídos, tocar os impuros, identificar-Se com os necessitados, fazer apelo às bem-aventuranças, ensinar de maneira nova e cheia de autoridade, deixa uma marca indelével, capaz de suscitar admiração e uma alegria expansiva e gratuita que não se pode conter. Como dizia o profeta Jeremias, esta experiência é o fogo ardente da sua presença ativa no nosso coração que nos impele à missão, mesmo que às vezes implique sacrifícios e incompreensões (cf. 20, 7-9). O amor está sempre em movimento e põe-nos em movimento, para partilhar o anúncio mais belo e promissor: «Encontramos o Messias» (Jo 1, 41).

Com Jesus, vimos, ouvimos e constatamos que as coisas podem mudar. Ele inaugurou – já para os dias de hoje – os tempos futuros, recordando-nos uma caraterística essencial do nosso ser humano, tantas vezes esquecida: «fomos criados para a plenitude, que só se alcança no amor» (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 68). Tempos novos, que suscitam uma fé capaz de estimular iniciativas e plasmar comunidades a partir de homens e mulheres que aprendem a ocupar-se da fragilidade própria e dos outros (cf. ibid., 67), promovendo a fraternidade e a amizade social. A comunidade eclesial mostra a sua beleza, sempre que se lembra, com gratidão, que o Senhor nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4, 19). Esta «predileção amorosa do Senhor surpreende-nos e gera maravilha; esta, por sua natureza, não pode ser possuída nem imposta por nós. (…) Só assim pode florir o milagre da gratuidade, do dom gratuito de si mesmo. O próprio ardor missionário nunca se pode obter em consequência dum raciocínio ou dum cálculo. Colocar-se “em estado de missão” é um reflexo da gratidão» (Francisco, Mensagem às Pontifícias Obras Missionárias, 21 de maio de 2020).

E, no entanto, os tempos não eram fáceis; os primeiros cristãos começaram a sua vida de fé num ambiente hostil e árduo. Histórias de marginalização e prisão entrelaçavam-se com resistências internas e externas, que pareciam contradizer e até negar o que tinham visto e ouvido; mas isso, em vez de ser uma dificuldade ou um obstáculo que poderia levá-los a retrair-se ou fechar-se em si mesmos, impeliu-os a transformar cada incómodo, contrariedade e dificuldade em oportunidade para a missão. Os próprios limites e impedimentos tornaram-se um lugar privilegiado para ungir, tudo e todos, com o Espírito do Senhor. Nada e ninguém podia permanecer alheio ao anúncio libertador.

Possuímos o testemunho vivo de tudo isto nos Atos dos Apóstolos, livro que os discípulos missionários sempre têm à mão. É o livro que mostra como o perfume do Evangelho se difundiu à passagem deles, suscitando aquela alegria que só o Espírito nos pode dar. O livro dos Atos dos Apóstolos ensina-nos a viver as provações unindo-nos a Cristo, para maturar a «convicção de que Deus pode atuar em qualquer circunstância, mesmo no meio de aparentes fracassos», e a certeza de que «a pessoa que se oferece e entrega a Deus por amor, seguramente será fecunda (cf. Jo 15, 5)» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 279).

O mesmo se passa connosco: o momento histórico atual também não é fácil. A situação da pandemia evidenciou e aumentou o sofrimento, a solidão, a pobreza e as injustiças de que já tantos padeciam, e desmascarou as nossas falsas seguranças e as fragmentações e polarizações que nos dilaceram silenciosamente. Os mais frágeis e vulneráveis sentiram ainda mais a sua vulnerabilidade e fragilidade. Experimentamos o desânimo, a deceção, o cansaço; e até a amargura conformista, que tira a esperança, se apoderou do nosso olhar. Nós, porém, «não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nos consideramos vossos servos por amor de Jesus» (2 Cor 4, 5). Por isso ouvimos ressoar nas nossas comunidades e famílias a Palavra de vida que ecoa nos nossos corações dizendo: «Não está aqui; ressuscitou» (Lc 24, 6); uma Palavra de esperança, que desfaz qualquer determinismo e, a quantos se deixam tocar por ela, dá a liberdade e a audácia necessárias para se levantar e procurar, criativamente, todas as formas possíveis de viver a compaixão, «sacramental» da proximidade de Deus para connosco que não abandona ninguém na beira da estrada. Neste tempo de pandemia, perante a tentação de mascarar e justificar a indiferença e a apatia em nome dum sadio distanciamento social, é urgente a missão da compaixão, capaz de fazer da distância necessária um lugar de encontro, cuidado e promoção. «O que vimos e ouvimos» (At 4, 20), a misericórdia com que fomos tratados, transforma-se no ponto de referimento e credibilidade que nos permite recuperar e partilhar a paixão por criar «uma comunidade de pertença e solidariedade, à qual saibamos destinar tempo, esforço e bens» (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 36). É a sua Palavra que diariamente nos redime e salva das desculpas que levam a fechar-nos no mais vil dos ceticismos: «Tanto faz; nada mudará!» Pois, à pergunta «para que hei de privar-me das minhas seguranças, comodidades e prazeres, se não vou ver qualquer resultado importante», a resposta é sempre a mesma: «Jesus Cristo triunfou sobre o pecado e a morte e possui todo o poder. Jesus Cristo vive verdadeiramente» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 275) e, também a nós, nos quer vivos, fraternos e capazes de acolher e partilhar esta esperança. No contexto atual, há urgente necessidade de missionários de esperança que, ungidos pelo Senhor, sejam capazes de lembrar profeticamente que ninguém se salva sozinho.

Como os apóstolos e os primeiros cristãos, também nós exclamamos com todas as nossas forças: «não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20). Tudo o que recebemos, tudo aquilo que o Senhor nos tem concedido, ofereceu-no-lo para o pormos a render doando-o gratuitamente aos outros. Como os apóstolos que viram, ouviram e tocaram a salvação de Jesus (cf. 1 Jo 1, 1-4), também nós, hoje, podemos tocar a carne sofredora e gloriosa de Cristo na história de cada dia e encontrar coragem para partilhar com todos um destino de esperança, esse traço indubitável que provém de saber que estamos acompanhados pelo Senhor. Como cristãos, não podemos reservar o Senhor para nós mesmos: a missão evangelizadora da Igreja exprime a sua valência integral e pública na transformação do mundo e na salvaguarda da criação.

Um convite a cada um de nós

O tema do Dia Mundial das Missões deste ano – «não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20) – é um convite dirigido a cada um de nós para cuidar e dar a conhecer aquilo que tem no coração. Esta missão é, e sempre foi, a identidade da Igreja: «ela existe para evangelizar» (São Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 14). No isolamento pessoal ou fechando-se em pequenos grupos, a nossa vida de fé esmorece, perde profecia e capacidade de encanto e gratidão; por sua própria dinâmica, exige uma abertura crescente, capaz de alcançar e abraçar a todos. Atraídos pelo Senhor e a vida nova que oferecia, os primeiros cristãos, em vez de cederem à tentação de se fechar numa elite, foram ao encontro dos povos para testemunhar o que viram e ouviram: o Reino de Deus está próximo. Fizeram-no com a generosidade, gratidão e nobreza próprias das pessoas que semeiam, sabendo que outros comerão o fruto da sua dedicação e sacrifício. Por isso apraz-me pensar que «mesmo os mais frágeis, limitados e feridos podem [ser missionários] à sua maneira, porque sempre devemos permitir que o bem seja comunicado, embora coexista com muitas fragilidades» (Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit, 239).

No Dia Mundial das Missões que se celebra anualmente no terceiro domingo de outubro, recordamos com gratidão todas as pessoas, cujo testemunho de vida nos ajuda a renovar o nosso compromisso batismal de ser apóstolos generosos e jubilosos do Evangelho. Lembramos especialmente aqueles que foram capazes de partir, deixar terra e família para que o Evangelho pudesse atingir sem demora e sem medo aqueles ângulos de aldeias e cidades onde tantas vidas estão sedentas de bênção.

Contemplar o seu testemunho missionário impele-nos a ser corajosos e a pedir, com insistência, «ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2), cientes de que a vocação para a missão não é algo do passado nem uma recordação romântica de outrora. Hoje, Jesus precisa de corações que sejam capazes de viver a vocação como uma verdadeira história de amor, que os faça sair para as periferias do mundo e tornar-se mensageiros e instrumentos de compaixão. E esta chamada, fá-la a todos nós, embora não da mesma forma. Lembremo-nos que existem periferias que estão perto de nós, no centro duma cidade ou na própria família. Há também um aspeto da abertura universal do amor que não é geográfico, mas existencial. Sempre, mas especialmente nestes tempos de pandemia, é importante aumentar a capacidade diária de alargar os nossos círculos, chegar àqueles que, espontaneamente, não sentiria como parte do «meu mundo de interesses», embora estejam perto de nós (cf. Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 97). Viver a missão é aventurar-se no cultivo dos mesmos sentimentos de Cristo Jesus e, com Ele, acreditar que a pessoa ao meu lado é também meu irmão, minha irmã. Que o seu amor de compaixão desperte também o nosso e, a todos, nos torne discípulos missionários.

Maria, a primeira discípula missionária, faça crescer em todos os batizados o desejo de ser sal e luz nas nossas terras (cf. Mt 5, 13-14).

Roma, em São João de Latrão, na Solenidade da Epifania do Senhor, 6 de janeiro de 2021.

 

Francisco

 



________________________________________

© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

LOADING...


10 Minutos com Jesus. Mãos à obra! (29-01-21)

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

SANTA MISSA DIRETO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA 26 01 2021

Palavra de Vida – janeiro 2021



«Permanecei no meu amor e produzireis muitos frutos.» (cf. Jo 15, 5-9)

 

Todos os anos, cristãos de várias Igrejas dedicam um tempo comum à oração (1), para pedirem juntos ao Pai a graça da unidade, de acordo com o desejo de Jesus. 

Jesus pediu a unidade “para que o mundo acredite” (Jo 17,21): é através da unidade que o mundo se transforma, que se gera a comunhão, a fraternidade e a solidariedade. A unidade é fundamentalmente uma dádiva de Deus. Por isso, é indispensável pedi-la ao Pai, com insistência e confiança.


Um grupo de pessoas que, em Espanha, vive a Palavra de vida, fez esta experiência. Já há alguns anos que, precisamente durante a Se- mana de Oração pela Unidade dos Cristãos, sentiam a necessidade de rezar, pedindo a graça da unidade, e de estabelecer pontes. Escreve a Margarida: «Contactámos com o responsável diocesano pelo ecumenismo, os párocos, o sacerdote ortodoxo e os pastores evangélicos. Reunimo-nos para rezar, como cristãos unânimes, primeiro na paróquia católica e em seguida na ortodoxa, e sempre as nossas igrejas se encheram daquela alegria que vem da presença de Deus. É Ele que abre os caminhos da unidade».


Para este ano de 2021, a comunidade monástica de Grandchamp (2) propôs, como luz para este caminho, um lema muito eficaz, tirado do evangelho de João:


«Permanecei no meu amor e produzireis muitos frutos.»


É um veemente apelo a viver e a trabalhar pela unidade dos cristãos nestes dias tão especiais, continuando depois durante o ano inteiro, e a vida inteira. As divisões entre nós são uma ferida grave que precisa de ser curada, primeiro pela misericórdia de Deus e depois pelo compromisso de nos conhecermos, de nos estimarmos e de testemunharmos juntos o Evangelho. Com estas palavras, Jesus indica-nos os passos que devemos dar: antes de tudo, “permanecer” no Seu amor. 

É preciso, para isso, estreitar mais fortemente a nossa relação pessoal com Ele, confiar-Lhe a nossa vida, acreditar na Sua misericórdia. De facto, Jesus, fielmente, “permanece” sempre connosco. Ao mesmo tempo, Ele chama-nos a segui-Lo com decisão para, como Ele, fazermos da nossa existência uma oferta agradável ao Pai. Propõe-nos que O imitemos atendendo com delicadeza às necessidades das pessoas que partilham connosco uma pequena ou grande parte do nosso dia, desinteressadamente e com generosidade, para assim produzirmos “muitos frutos”. 

«Permanecei no meu amor e produzireis muitos frutos.»

 

Ecoam ainda, com grande atualidade, as palavras de Chiara Lubich pronunciadas em Genebra, em outubro de 2002, na celebração do Dia da Refor- ma (3): 


«[…] Quanta necessidade de amor no mundo!

[…] (Jesus) disse que o mundo nos reconheceria como seus – e, através de nós, O reconheceria a Ele – pelo amor recíproco, pela unidade: “Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35). […] O tempo presente pede, a cada um de nós, amor, pede unidade, comunhão, solidariedade. Convida também as Igrejas a recomporem a uni- dade quebrada há séculos. Esta é a reforma das reformas que o Céu nos pede. É o primeiro passo, o passo necessário para a fraternidade universal, com toda a humanidade. De facto, o mundo acreditará se nós estivermos unidos. Jesus disse: “Que todos sejam um (…) para que o mundo acredite” (Cf. Jo 17,21). É isso que Deus quer! Que Ele nos conceda a graça de vermos realizado tudo isto, ou pelo menos de o preparar. (4)»


Letizia Magri 

(focolares)


1) No hemisfério norte, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) celebra-se anualmente de 18 a 25 de janeiro; no hemisfério sul, é celebrada na semana que antecede a solenidade do Pentecostes, este ano de 16 a 23 de maio.  2) Para informações: www.grandchamp.org.  3) O “Dia da Reforma” (“Reformationstag”) celebra-se todos os anos no dia 31 de outubro, na data em que Martinho Lutero terá proclamado as 95 teses. https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_Reforma_Protestante.  4) C. Lubich, A Unidade, elaborado por D. Falmi e F. Gillet, Cidade Nova, Abrigada 2015, pp. 91-92. 


Homilia Diária: Memória de Santos Timóteo e Tito, Bispos (1693: 26 de ja...

Laudes da Memória de São Timóteo e São Tito, bispos

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Vésperas da Festa da Conversão de São Paulo, Apóstolo

Quem nos separará( Caminho Neocatecumenal) Ana Sena - Rm 8, 33-39

SANTA MISSA DIRETO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA 25 01 2021

Eleições Presidenciais: O discurso de vitória de Marcelo Rebelo de Sousa

Homilia Diária: Festa da Conversão de São Paulo, Apóstolo (1692: 25 de j...

A Homilia do Papa no Domingo da Palavra de Deus: desligar a televisão e o celular e abrir a B...

Hoje a Igreja celebra a Conversão de São Paulo


REDAÇÃO CENTRAL, 25 jan. 21 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 25 de janeiro, a Igreja Católica celebra o dia em que São Paulo – então chamado Saulo – alcançou a conversão, a caminho de Damasco, para onde se dirigia para perseguir os cristãos.

Como se recorda, quando ia para Damasco, Saulo foi derrubado do cavalo pelo próprio Jesus por meio de uma luz do céu que brilhou sobre ele e seus companheiros, cegando-o por três dias. Durante esse tempo, Saulo permaneceu na casa de um judeu chamado Judas, sem comer nem beber.

O cristão Ananias, a pedido de Cristo, foi ao encontro de Saulo, que recuperou a vista e se converteu, recebendo o batismo e passando a pregar nas sinagogas sobre o Filho de Deus, com grande espanto de seus ouvintes. Assim, o antigo perseguidor se converteu em apóstolo e foi eleito por Deus como um de seus principais instrumentos para a conversão do mundo.

São Paulo nasceu no Tarso, Cilícia (atual Turquia), e seu pai era cidadão romano. Cresceu no seio de uma família em que a piedade era hereditária e muito ligada às tradições e observâncias dos fariseus. Colocaram-lhe o nome Saulo e, como também era cidadão romano, levava o nome latino de Pablo (Paulo).

Para os judeus daquele tempo era bastante comum ter dois nomes, um hebreu e outro latino ou grego. Paulo será, pois, o nome que utilizará o apóstolo para evangelizar os gentios.

O período que vai do ano 45 ao 57 foi o mais ativo e frutífero de sua vida. Compreende três grandes expedições apostólicas das quais Antioquia foi sempre o ponto de partida e que, invariavelmente, terminaram por uma visita à Jerusalém.

Os restos do santo descansam na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma. Este templo é o maior, depois da Basílica de São Pedro.

(acidigital)


10 Minutos com Jesus. Sou uma cebola. (25-01-21)

sábado, 23 de janeiro de 2021

SANTA MISSA DIRETO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA 23 01 2021

EL NIÑO MALCRIADO QUE HAY EN MÍ

Homilia Diária: Memória dos Esponsais de Maria e José (1691: 23 de janei...

“Vem e verás”: Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais


Papa Francisco: comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são

Foi divulgada hoje a mensagem do Papa Francisco para o 55o Dia Mundial das Comunicações Sociais. No texto, o Pontífice fala de temas da atualidade, como as vacinas, e enaltece a "paixão" que leva os jornalistas a arriscarem a própria vida em busca da verdade.


Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano


Intitulada “Vem e verás”, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações deste ano reflete sobre alguns princípios do jornalismo. Extraído do Evangelho de João » (Jo 1, 46), o tema tem como subtítulo “Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são”.


O Pontífice recorda que “vem e verás” foi a forma como a fé cristã se comunicou, começando pelos primeiros encontros nas margens do rio Jordão e do lago da Galileia. Aos primeiros discípulos que o quiseram conhecer, depois do seu batismo no rio Jordão, Jesus respondeu: «Vinde e vereis» (Jo 1, 39), convidando-os a viver em relação com ele. O mesmo diz Filipe a Natanael.


A fé cristã começa desta forma e assim é comunicada: “com um conhecimento direto, nascido da experiência, e não por ouvir dizer”, diz o Papa, algo muito atual nos tempos da informação nos grupos de Whatsapp.


Vir e ver pressupõe dois movimentos. O primeiro deles é sair da presunção cômoda do “já sabido” e mover-se, ir ver, estar com as pessoas, ouvi-las.


Isso requer transparência e honestidade intelectual. Mas além do aspecto moral, “ir e ver” se refere a algo basilar no jornalismo, isto é, deixar de lado a informação construída nas redações, em frente do computador, para sair à rua, “gastar a sola dos sapatos”, encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar informações.

 

“Se não nos abrirmos ao encontro, permanecemos espectadores externos, apesar das inovações tecnológicas.”


Cada instrumento só é útil e precioso, adverte o Papa, se nos impelir a ir e ver coisas que, de outra forma, não saberíamos, se colocar em rede conhecimentos que, do contrário, não circulariam, se permitir encontros que de outra forma não teriam lugar.


O “vem e verás” é o método mais simples de conhecer uma realidade. Para conhecer, escreve ainda Francisco, é necessário encontrar, permitir que quem está à minha frente fale comigo, deixar que o seu testemunho chegue até mim.


Agradecimento pela coragem de muitos jornalistas


A este ponto da mensagem, o Papa agradece aos muitos jornalistas que arriscam a própria vida. Se hoje se conhece a difícil condição das minorias perseguidas, os muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação e as tantas guerras esquecidas, é porque alguém sentiu a curiosidade, ou melhor, a paixão de noticiar essas realidades. “Seria uma perda não só para a informação, mas para toda a sociedade e para a democracia se faltassem essas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade”, defende o Papa.

Inclusive nesta época de pandemia, há muitas realidades que convidam a “ir e ver”, como os desempregados que fazem filas nos centros da Cáritas para receber um pacote de alimentos. “Quem nos contará a expectativa de cura nas aldeias mais pobres da Ásia, América Latina e África?”, questiona o Pontífice, alertando para que a distribuição das vacinas anti-Covid não obedeça a uma lógica do lucro.


Oportunidades e ciladas na web


Outro alerta do Papa diz respeito à informação produzida nas redes sociais. Se por uma lado pode haver mais velocidade no fluxo da informação, por outro há o risco da sua manipulação. Um risco que chama a todos a uma responsabilidade “pela comunicação que fazemos, pelas informações que damos, pelo controlo que podemos juntamente exercer sobre as notícias falsas, desmascarando-as”.


“Todos estamos chamados a ser testemunhas da verdade: a ir, ver e partilhar.”


Nada substitui ver com os próprios olhos


Na comunicação, prossegue o Papa, nada jamais pode substituir completamente o ver com os próprios olhos.


A boa nova do Evangelho difundiu-se pelo mundo graças a encontros de pessoa a pessoa, de coração a coração.


Para Francisco, “aquele grande comunicador que se chamava Paulo de Tarso ter-se-ia certamente servido do e-mail e das mensagens eletrônicas; mas foram a sua fé, a sua esperança e a sua caridade que impressionaram os seus contemporâneos”.


Isso significa que o Evangelho acontece novamente hoje, sempre que recebemos o testemunho claro de pessoas cujas vidas foram mudadas pelo seu encontro com Jesus.


“Há mais de dois mil anos que uma corrente de encontros comunica o fascínio da aventura cristã. O desafio que nos espera é o de comunicar, encontrando as pessoas onde estão e como são.”


A mensagem do Papa se conclui com uma oração:


“Senhor, ensinai-nos a sair de nós mesmos, e partir à procura da verdade. 

Ensinai-nos a ir e ver, ensinai-nos a ouvir, a não cultivar preconceitos, a não tirar conclusões precipitadas. 

Ensinai-nos a ir aonde não vai ninguém, a reservar tempo para compreender, a prestar atenção ao essencial, a não nos distrairmos com o supérfluo, a distinguir entre a aparência enganadora e a verdade. 

Concedei-nos a graça de reconhecer as vossas moradas no mundo 

e a honestidade de contar o que vimos.”



(vaticannews)




10 Minutos com Jesus. E se o Senhor chamar? (23-01-21)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Homilia Diária: “In sinu Jesu” (1690: 22 de janeiro de 2021)

Covid-19: Madeira e Açores


Covid-19: Madeira e Açores mantêm celebrações comunitárias da Missa, com atenção à evolução da pandemia

Jan 21, 2021 - 17:33

Comunicado da Conferência Episcopal sobre a suspensão da celebração «pública» da Eucaristia referia que as dioceses de Angra e do Funchal dariam «orientações próprias»


Lisboa, 21 jan 2021 (Ecclesia) – As comunidades católicas da Madeira e dos Açores vão manter a celebração pública da Missa, de acordo com as orientações próprias das suas dioceses, com atenção à evolução da pandemia.


A Diocese de Angra vai manter as Missas com a presença de fiéis, nos moldes articulados com as autoridades de saúde, “sempre que a situação o permita”.


“Vamos manter o que está articulado com a autoridade de saúde regional, com quem estamos em contacto permanente” referiu D. João Lavrador, em declarações ao portal diocesano ‘Igreja Açores’, destacando que a situação é diferente face à de Portugal Continental e que, mesmo internamente, varia de ilha para ilha no arquipélago.


“Este vai ser o procedimento que vamos continuar a adotar. Sempre que houver uma alteração da situação epidemiológica, que nos obrigue a tomar outra decisão, competirá a quem está no terreno agir de imediato, como sempre temos feito”, disse ainda.


Já na Madeira, as igrejas da Diocese do Funchal “continuarão abertas e a Missa continuará a ser celebrada, com todos os cuidados e medidas preventivas”.


“A Diocese continuará atenta à situação epidemiológica na região”, refere uma nota do gabinete de comunicação local.


A Conferência Episcopal Portuguesa determinou hoje “a suspensão da celebração `pública´ da Eucaristia a partir de 23 de janeiro de 2021, bem como a suspensão de catequeses e outras atividades pastorais que impliquem contacto, até novas orientações”.


A nota dos bispos católicos sublinhava que dioceses das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira dariam “orientações próprias” às comunidades católicas.


(ecclesia)


10 Minutos com Jesus. A força do alto. (22-01-21)

Diálogo e multilateralismo por um mundo livre das armas nucleares


O arcebispo Secretário das Relações com os Estados explica à mídia vaticana o empenho da Santa Sé pelo Tratado que entra em vigor em 22 de janeiro


Andrea Tornielli - Vatican News


O uso da energia atômica para fins bélicos é "imoral", assim como a "posse" de armas nucleares. Em 24 de novembro de 2019, do Memorial da Paz de Hiroshima, o Papa Francisco elevou seu grito por um mundo finalmente livre dos armamentos atômicos. Onze meses depois, em outubro passado, o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN) foi ratificado, e a partir de sexta-feira, 22 de janeiro, entra em vigor. O arcebispo Paul Richard Gallagher, Secretário das Relações com os Estados, falou a esse propósito à mídia vaticana.

 

Gallagher explica que "até a adoção em 2017 do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN) não havia nenhum instrumento jurídico internacional que proibisse explicitamente tais armas". Sua entrada em vigor "preenche esta 'lacuna' entre os diferentes tipos de armas de destruição em massa". O principal objetivo do Tratado, explica o arcebispo, "é proibir as armas nucleares de forma inequívoca, colocando-as na mesma categoria que outras armas de destruição em massa, tais como armas químicas e biológicas, já proibidas". Ao fazê-lo, também coloca as armas nucleares entre aquelas armas cujo uso e posse devem ser continuamente estigmatizadas e deslegitimadas. Esta é uma das razões pelas quais a Santa Sé se empenhou pela entrada em vigor do Tratado e participou ativamente em seu processo de elaboração. Muitas de suas disposições recordam de forma direta ou indireta a centralidade da pessoa humana, o paradigma humanitário e as estreitas relações do Tratado com a paz".


Gallagher ressaltou, em seguida, que "é necessário continuar trabalhando com o compromisso de todos, atores governamentais e não governamentais; é necessário intensificar os esforços para combater as pressões contra o multilateralismo e superar a dinâmica da suspeita e da desconfiança. Há, ademais, outro aspecto significativo, plenamente reconhecido no TPAN: a importância tanto da educação para a paz e o desarmamento em todos os seus aspectos, quanto da sensibilização sobre os riscos e consequências das armas nucleares para as gerações presentes e futuras. Educação e sensibilização são também duas outras peças importantes que contribuem para compor o mosaico de um mundo livre das armas nucleares e exigem um compromisso com iniciativas significativas para promover uma cultura que rejeita tais armas, uma cultura da vida e da paz, uma cultura do cuidado".

 

A propósito da "dissuasão" e de como o mundo está vivendo a emergência por causa do coronavírus, o Secretário das Relações com os Estados disse que "a pandemia da Covid-19 está nos ensinando muito: de fato, uma das lições que podemos aprender é a importância de reconsiderar nosso conceito de segurança. A paz e a segurança internacionais não podem ser baseadas na ameaça de destruição mútua ou aniquilação total, nem na manutenção de um equilíbrio de poder ou na regulamentação das relações substituindo ‘a força da lei’ por ‘a lei da força’. A paz e a segurança devem ser construídas sobre o diálogo e a solidariedade, sobre a justiça, sobre o desenvolvimento humano integral, sobre o respeito aos direitos humanos fundamentais, sobre o cuidado com a criação, sobre a promoção de estruturas educacionais e de saúde, sobre a construção da confiança entre os povos".


"Nesta perspectiva - concluiu Gallagher - é necessário ir além da dissuasão nuclear. A realização de um mundo sem armas nucleares se insere nesta estratégia clarividente, baseada na consciência de que ‘tudo está interligado’, naquela perspectiva de ecologia integral tão bem delineada pelo Papa Francisco na Laudato si’. O TPAN vai nessa direção. Esta estratégia só pode ser construída através de um diálogo solidamente orientado para o bem comum e não para a proteção de interesses velados ou particulares".



(vaticannews)


Francisco: a escuta é a primeira forma de ternura


O Papa assina o prefácio do livro "Rimas à surpresa" do jovem autor italiano, Luca Milanese, e afirma que se hoje há pobreza de poesia, não é porque há menos beleza, mas porque há menos capacidade de ouvir. A poesia, continua Francisco, precisa da disposição de alguém para ouvir, e o jovem autor nos faz entender que a escuta é "a primeira forma de ternura".

Adriana Masotti e Andressa Collet - Vatican News


O livro de poesias do jovem romano de 18 anos, Luca Milanese, intitulado "Rimas à surpresa" (na tradução literal) e publicado pela Editora Tau, ganhou um leitor especial: o Papa Francisco. Foi o que escreveu o Padre Antonio Spadaro, diretor da revista dos jesuítas "La Civiltà Cattolica" no posfácio da obra, ao se referir ao prefácio assinado pelo próprio Pontífice e ao qual Francisco aceitou com alegria.


Francisco: a poesia é um exercício gratuito de escuta


A beleza é uma experiência, escreve o Papa na sua participação no livro, e "a beleza da qual Luca se faz portador, não nasce de um trabalho cansativo sobre grandes temas ou de uma escolha precisa de palavras eruditas, mas nasce como uma capacidade espontânea de trazer à tona com as palavras certas a interioridade que o habita e que o faz ver ligações mesmo onde aparentemente parece não haver". O Papa observa que aquele do jovem autor "é um olhar interior" que o impele a olhar para si mesmo, para os outros e para Deus e que "sabe captar em coisas aparentemente casuais uma nova profundidade".


A poesia, continua Francisco, precisa da disposição de alguém para ouvir, e Luca nos faz entender que a escuta é "a primeira forma de ternura". É, de fato, a capacidade de criar espaço dentro de si mesmo para coisas novas, diferentes, aparentemente contraditórias, percebendo, então, que elas são "mais verdadeiras que as outras".


Se hoje existe uma pobreza de poesia, aponta o Papa, não é porque a beleza tenha desaparecido, mas porque há menos a capacidade de ouvir. O Papa Francisco conclui assim o prefácio: "desejo que Luca seja capaz de se tornar, através destas páginas, um instrumento de beleza e ternura, e de encorajar os mais jovens a trazer à tona os talentos que o Senhor semeou dentro deles, e que às vezes não encontram a coragem de manifestar por medo do julgamento ou do fracasso".


Posfácio: em versos, a recuperação da vida


Já Padre Antônio Spadaro no posfácio da obra, cita uma frase na qual Luca descreve a poesia como algo que "certamente não dará a solução", mas pode nos deixar com "um sentimento de ser, uma carícia ao coração. Poderia até dar a percepção que existo algo de extraordinário". É graças ao papel e à caneta que Luca recupera a força e a emoção, o desejo de viver. Isso não o distancia da realidade, como às vezes se acredita, ao contrário, para ele "a poesia é um ponto firme que me mantém na realidade das coisas".


A poesia de Luca Milanese, segundo Spadaro, “serve para desenvolver as imagens da vida, para nos questionar sobre o seu significado e, talvez, para entendê-la. Serve, então, em poucas palavras, para experimentar verdadeira e efetivamente a vida. Consiste em uma maneira de decifrar o mundo".


A importância de observar o "trabalho em andamento"


Comentando o fato de que o Papa Francisco aceitou escrever o prefácio do livro de um jovem poeta, o diretor de "La Civiltà Cattolica" observa que esse caso, talvez sem precedentes, nos diz muito sobre Francisco, mas também sobre Luca: "o gesto do Papa é subversivo: ele não escolhe o conhecido e o consolidado, mas o inexperiente que cresce. Ele coloca a sua assinatura nas palavras de quem não tem um discurso realizado e reconhecido como tal. O seu interesse está no trabalho em andamento. E assim nos faz compreender que é nesta tensão que encontramos a chave para o hoje: em observar o que está se desenvolvendo, e não o fruto maduro".


A palavra, continua Padre Spadaro, "é o elemento concreto no qual tudo o que experimentamos e pensamos encontra o seu próprio corpo", leva a uma experiência e não a uma abstração. E o que Luca Milanese realiza com a poesia é "criar conexões e captar a profundidade da experiência", é a escuta da realidade e de si. O diretor concluiu:


“O que lemos aqui, então, é poesia de crescimento dialético e de contradição. Mas também de respiração, de paz, de calma, projetada também nos elementos naturais: é um apelo à harmonia, que estes versos sabem invocar de maneira pungente.”


(vaticannews)


quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Vamos visitar a Vila das Lajes Ilha do Pico: a Terra onde nasci

SANTA MISSA DIRETO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA 21 01 2021

Tratado da Proibição das Armas Nucleares é "avanço da paz da qual a huma...

Homilia Diária: Memória de Santa Inês, Virgem e Mártir (1689: 21 de jane...

Bispos do Regional Norte 1 agradecem ao Papa Francisco pela oração e ajuda econômica


Nesta semana, o Santo Padre enviou uma importante ajuda econômica para as dioceses e prelazias que formam o Regional Norte 1 da CNBB. “O Papa Francisco tem sido solidário com a Amazônia”, diz arcebispo de Manaus.

Padre Modino - Regional Norte 1 da CNBB


Uma situação dramática, essa é a realidade de Manaus em palavras do Dom Leonardo Steiner. “Nós estamos sem leitos nos hospitais, nós estamos sem leitos nas UTIs, nós estamos com falta de oxigênio, apesar de se dizer que está suprida essa falta de oxigênio”, afirma o arcebispo da capital do Amazonas.  Segundo ele, “nós temos no momento oxigênio, mas não temos ainda uma programação de ajuda de oxigênio”.


 “Nós ficamos muito surpresos e agradecidos pela solidariedade, existe muita solidariedade em Manaus, existe muita solidariedade no Amazonas, existe muita solidariedade no Brasil, existe muita solidariedade internacional”, afirma dom Leonardo”.


“O Papa Francisco também tem sido solidário com a Amazônia”, disse o arcebispo. “É por isso que, em nome da “Arquidiocese de Manaus, mas também dos bispos do Regional Norte 1 da CNBB, dos bispos de Roraima e do Amazonas”, dom Leonardo diz que “somos profundamente agradecidos ao Papa Francisco pela solidariedade dele. Esse amor paterno pela Amazônia, pelos povos da Amazônia”.


Na audiência desta quarta-feira, o Papa Francisco, dizia que “nestes dias a minha oração por quantos sofrem com a pandemia, de modo especial em Manaus”. Junto com isso, nesta semana, o Santo Padre enviou uma importante ajuda econômica para as dioceses e prelazias que formam o Regional Norte 1 da CNBB. Nas palavras do arcebispo de Manaus, o Papa Francisco, “nesse momento da segunda onda da pandemia, está se fazendo presente pela oração, mas também com a doação, com a qual adquirirmos oxigênio e também poderemos atender melhor os nossos irmãos que vivem nas nossas ruas e os nossos migrantes”.


Dom Leonardo, em nome dos seus irmãos bispos, afirma: “nós queremos agradecer ao Santo Padre por esse gesto de solidariedade, eu diria um gesto de consolo”. Para o arcebispo da capital do Estado do Amazonas, “é uma maneira dele estar presente no meio de nós. E essa presença do Santo Padre nos ajuda, nos anima, para continuarmos no atendimento e na presença junto aos nossos irmãos que mais sofrem”.


Para dom Leonardo o gesto do Papa Francisco é importante, mas também são importantes “os pequenos gestos, as pequenas contribuições”, de tantas pessoas anônimas nos últimos dias. Nessa solidariedade, segundo dom Leonardo, “nós percebemos como nós formamos uma grande fraternidade, e como gostamos de nos ajudar e de nos consolar através desses pequenos gestos”.


O arcebispo disse ainda que “não podemos esquecer que não existe na Amazônia apenas Manaus, existem outras cidades”. Em referência a isso, ele afirma que “nós temos noticias recentes, vindas através dos irmãos bispos, que lá também as pessoas estão vindo a óbito por falta de oxigênio”. Nesta terça-feira, na cidade de Coari – AM, faleceram 7 pessoas por falta de oxigênio, uma situação que tem provocado “repúdio e indignação” na Igreja local, que emitiu uma “Nota de pesar e de oração”, assinada por Dom Marcos Piatek, onde exige responsabilidades diante do “descaso com a saúde pública”.


O arcebispo de Manaus lembra ainda que “o drama é tão grande que estão sendo levadas pessoas do Amazonas para outros estados pela falta de UTIs, pela falta de oxigênio”. Segundo ele, “a lista de pessoas na espera para serem internadas é grande, e também é grande a lista de pessoas para serem transportadas para outros estados”. A situação que está sendo vivida em Manaus, que “nós esperamos que esse momento possa passar”, - segundo dom Leonardo - , “deve provocar uma reflexão e que sejam tomadas as medidas cabíveis no restante do país, afirmando que “talvez seja bom que outras regiões do Brasil estejam preparadas para uma segunda onda”.


Suspensão de encontros


A Arquidiocese de Manaus emitiu este 20 de janeiro um decreto que prorroga a suspensão de encontros e reuniões de caráter pastoral e das Missas e Celebrações da Palavra, que continuam sem a participação da comunidade, sendo transmitidas em redes sociais até 20 de fevereiro. Na nota, assinada pelo arcebispo, afirma-se que a medida é uma consequência do "colapso do sistema de saúde na nossa cidade e em todo o Estado", que Dom Leonardo define como "um quadro dramático que feriu profundamente o nosso povo", denunciando a ação do poder público, "ineficiente diante de um quadro de tanta gravidade", o que tem colocado “em jogo a vida de centenas de pessoas e muitas se perderam”. 


A nota também enfatiza a aprovação das vacinas, que no Brasil ocorreu este domingo, 17 de janeiro, algo que é visto como um estímulo, exortando "nossos fiéis e toda a sociedade a acompanharmos com atenção os programas de imunização, nos dispondo a sermos vacinados". Segundo a nota, "uma questão ética, é uma questão de solidariedade, é uma questão de cuidado conosco e com os outros”, que deve nos levar a não se deixar levar por notícias falsas que “já nos causaram perdas dolorosas". 


O texto, depois de estabelecer orientações concretas a serem seguidas, apela a um “serviço de escuta às pessoas machucadas” pela pandemia. Juntamente com isto, apela à unidade e solidariedade, para permanecer alicerçados na esperança, tendo consciência de que "não estamos sozinhos, Deus nunca nos abandonou".


(vaticannews)


Papa a Biden: favorecer a paz e a reconciliação nos EUA e no mundo


Estados Unidos: é tempo de curar as feridas


Os votos de Francisco ao novo presidente dos Estados Unidos para que nos próximos anos se construa no país uma sociedade baseada nos valores históricos da democracia estadunidense, no “respeito pelos direitos e a dignidade de cada pessoa, especialmente dos mais pobres"

Gabriella Ceraso – Cidade do Vaticano

A oração do Papa Francisco acompanha Joseph Biden no dia de sua tomada de posse em Washington ao prestar juramento como o 46° presidente dos Estados Unidos da América.


“Ofereço-lhe meus cordiais votos e a garantia de minhas orações para que Deus Todo-Poderoso lhe conceda sabedoria e força no exercício de seu alto cargo. Sob sua liderança, que o povo americano continue a se nutrir dos altos valores políticos, éticos e religiosos que inspiraram a nação desde sua fundação.”


O olhar do Pontífice se dirige à obra que o novo líder da Casa Bianca deverá realizar no país, marcado hoje pelo flagelo da pandemia, que provocou mais de 400 mil mortos, e pelos inúmeros protestos realizados durante todo o ano de 2020 sobre temas de ordem pública e racial.


“Num momento em que as graves crises que afligem a nossa família humana requerem respostas clarividentes e unitárias, rezo para que suas decisões sejam guiadas pela preocupação de construir uma sociedade caracterizada pela justiça e liberdade autênticas, sempre no respeito pelos direitos e a dignidade de cada pessoa, especialmente dos pobres, dos vulneráveis e daqueles que não têm voz.”


A mensagem se conclui com a bênção que o Pontífice estende a todo o povo estadunidense: "Invoco sobre o senhor, a sua família e ao amado povo americano abundantes bênçãos".


(vaticannews)


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

SANTA MISSA DIRETO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA 19 01 2021

Vésperas de Terça-feira da Segunda Semana do Tempo Comum

The beautiful landscapes of Pico and Faial island (Azores) [4K]

Homilia Diária: O porquê do sábado (1687: 19 de janeiro de 2021)

Campanha busca comprar oxigênio para salvar bebês prematuros em Manaus


MANAUS, 18 jan. 21 / 03:05 pm (ACI).- Diante da crise sanitária e a falta de cilindros de oxigênio em hospitais do estado do Amazonas, a página Paraclitus está promovendo uma campanha a fim de comprar cilindros de oxigênio e outros subsídios para atender bebês prematuros internados nos hospitais amazonenses, bem como outras crianças e adolescentes que necessitam desta ajuda.

“A saúde do Amazonas entrou em colapso e falta oxigênio nos hospitais e maternidades, ou seja, falta oxigênio também para manter a vida de bebês prematuros”, postou no último domingo, no Facebook, o idealizador da página Paraclitus, Igson Mendes, o qual mora em Manaus (AM).

Em uma publicação partilhada nas redes sociais de Paraclitus, Mendes pediu “ajuda pra salvar o máximo de vidas possíveis das crianças que passam por grande necessidade nos hospitais de Manaus”.

Nesse sentido, foi criada a campanha SOS Manaus, “para quem quiser e puder ajudar, que possa contribuir para salvar vidas”. “Doe o quanto você puder. O pouco com Deus é muito”, indicou.

Na última sexta-feira, 15 de janeiro, após a divulgação de que estava faltando oxigênio nos hospitais do Amazonas por conta do alto número de internações de pessoas por Covid-19, foi informado que bebês prematuros internados nas instituições médicas poderiam sofrer também com a falta desse insumo.

Inicialmente, foi cogitada inclusive a transferência dos bebês para outros estados, porém, mais tarde, o Ministério da Saúde informou que havia conseguido “cilindros de oxigênio para manter 61 bebês prematuros por mais 48 horas em leitos de UTI em Manaus”.

Foi diante dessa realidade que Paraclitus lançou a campanha com o apelo: “Ajude a salvar bebês em Manaus”.

“Também contamos com sua ajuda compartilhando a campanha e rezando por Manaus. Deus nos abençoe!”, completou o idealizador de Paraclitus.

Entretanto, em declarações à ACI Digital nesta segunda-feira, Igson Mendes explicou que, atualmente, o problema em Manaus “já não é mais só os bebês prematuros, mas toda a rede que envolve o atendimento infantil”.

Segundo ele, hoje, na capital amazonenses há “crianças que estão em casa, são acometidos de doenças cujo o uso do oxigênio é essencial; bebês que se encontram nas unidades de saúde que necessitam de oxigênio, leite, fraldas e etc.; unidades de saúdes (maternidades, pronto socorros e hospitais) que trabalham com crianças, cujos profissionais de saúde necessitam de equipamentos de proteção individual, tais como: máscaras, aventais, medicamentos, sapatilhas de proteção, luvas, fraldas e etc.”.

Nesse sentido, explicou que o valor arrecadado por meio da campanha SOS Manaus será revertido por Igson Mendes para a compra dos materiais.

O idealizador de Paraclitus conta com a ajuda de seu “irmão Ítalo Mendes da Silva, que é Conselheiro Tutelar da capital e faz o contato com as unidades que precisam dos materiais” e, em seguida, ambos irão “até às unidades realizar a entrega pessoalmente”.


Para colaborar com a campanha, é possível realizar transferências bancárias para:

Banco Bradesco

Agência: 1364

Conta: 0101686-5

CPF: 746.504.402-20


Ou realizando um Pix para conta Nubank com a seguinte chave: igson.mendes@gmail.com.


(acidigital)


Papa Francisco: o sonho de Martin Luther King de harmonia e igualdade continua atual



Bernice King: o Papa e o meu pai, unidos pelo mesmo sonho


Em uma mensagem dirigida à filha Bernice, por ocasião do Dia de Martin Luther King, o Pontífice enfatiza que "é possível trabalhar juntos para criar uma comunidade baseada na justiça e no amor fraterno". O texto foi publicado num opúsculo junto a outras mensagens em homenagem ao evento e à figura de Martin Luther King Jr., líder do movimento pelos direitos civis dos afro-americanos.


Silvonei José e Andressa Collet - Vatican News


Em dia de feriado nacional nos Estados Unidos pela celebração do Dia de Martin Luther King, comemorado sempre na terceira segunda-feira de janeiro e data próxima ao aniversário do ativista que estaria completando 92 anos, o Papa Francisco enviou uma mensagem à filha Bernice neste 18 de janeiro. O texto foi publicado num opúsculo junto a outras mensagens em homenagem ao evento e à figura de Martin Luther King Jr., líder do movimento pelos direitos civis dos afro-americanos.


As palavras do Pontífice foram dirigidas à filha, Bernice Albertine King, também ela uma ativista apaixonada, como o seu pai, e atual presidente do King Center de Atlanta.


Um sonho sempre atual


No mundo de hoje, escreve o Papa, “onde se multiplicam os desafios referentes às injustiças sociais, às divisões e aos conflitos que impedem a realização do bem comum, o sonho de Martin Luther King de harmonia e igualdade entre todas as pessoas, alcançado através da não violência e dos instrumentos de paz, permanece sempre atual”. Portanto, citando a "Fratelli tutti", o Papa reitera que "cada um de nós é chamado a ser um artesão da paz, unindo e não dividindo, extinguindo o ódio e não o preservando, abrindo os caminhos do diálogo".


Dessa forma, continua Francisco na mensagem, seremos capazes de nos ver não como "estranhos", mas como "próximos", na verdade da nossa dignidade comum, como filhos do Todo-Poderoso. Somente assumindo um forte compromisso para concretizar essa visão, continua o Papa, “podemos trabalhar juntos para criar uma comunidade baseada na justiça e no amor fraterno”.

 

O caminho da não violência


Em entrevista de junho de 2020 de Bernice concedida ao L'Osservatore Romano e ao Vatican News, a ativista falou sobre o compromisso pela igualdade, pela cultura de paz e pelo valor da não violência. Na oportunidade, um dia após o Freedom Day, Bernice enfatizou a grande harmonia entre o seu pai e o Papa Francisco, que ela encontrou duas vezes no Vaticano, em 2018. Ao recordar o apelo do Pontífice de não escolher o caminho da violência porque leva à autodestruição, Bernice destacou que "os meios que usamos devem ser coerentes com o objetivo que queremos alcançar, e se esse objetivo é a paz, certamente não podemos alcançar a paz com métodos violentos. E isso", acrescentou ela, "certamente está de acordo com o pensamento do meu pai. Se abraçarmos a não violência, poderemos fazer progressos na construção de um mundo mais justo, igualitário, humano e pacífico".


(vaticannews)


10 Minutos com Jesus. Unidos em oração. (19-01-21)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

SANTA MISSA DIRETO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA 18 01 2021

Indonésia: paróquias acolhem 15 mil pessoas que ficaram sem casa após terramoto



Em balanço divulgado nesta segunda-feira (18), já subiu para 81 o número de pessoas que morreram por causa do violento terramoto de magnitude 6.2 que atingiu a Ilha de Sulawesi, na Indonésia. A Caritas local abriu um centro de emergência e está acolhendo 15 mil pessoas nas paróquias, enquanto a Conferência Episcopal Italiana doou 500 mil euros para auxiliar as famílias mais afetadas.


Andressa Collet - Vatican News


Neste final de semana veio a solidariedade do Papa com aqueles que sofrem as consequências do violento terramoto registado na semana passada na Ilha de Sulawesi, na Indonésia, mas, também, de várias instituições comprometidas em ajudar os centenas de feridos e 19 mil desabrigados. O sismo de magnitude 6.2 não desencadeou um aviso tsunami mas já deixou pelo menos 81 pessoas mortas, segundo o último balanço divulgado na manhã desta segunda-feira (18).


A acolhida das paróquias


Com pelo menos três deslizamentos de terra que invadiram várias aldeias, muitas pessoas ficaram presas nos escombros, estradas ficaram bloqueadas e a falta de energia elétrica e de linhas telefônicas tornaram difícil o contato e os pedidos de socorro. A Caritas local, porém, esteve presente desde o início dos resgates quando decidiu abrir de imediato as paróquias de Mamuju e Poliwali como “um centro de emergência para acolher 15 mil pessoas deslocadas", explicou Fredy Rante Taruk, diretor da Caritas da Indonésia.


De fato, as buscas estão concentradas especialmente em cerca de oito localidades da cidade de Mamuju, onde se acredita que ainda haja pessoas presas nos escombros. Enquanto isso, produtos de necessidade básica para a população afetada estão sendo transportados por via aérea e marítima. Aviões de carga com alimentos, tendas, cobertores e outros suprimentos de Jacarta já desembarcaram para efetuar a distribuição aos abrigos temporários.


O auxílio da Caritas e dos bispos da Itália


O apoio também chega de outros países: a Conferência Episcopal Italiana também está se mobilizando em prol das pessoas atingidas pelo violento terremoto, expressando condolências e assegurando orações à população, mas também doando 500 mil euros que serão destinados a quem mais precisa.


A Caritas Italiana, por exemplo, que trabalha há anos naquele país em sinergia com os atores locais, também recorda que todos podem colaborar com contribuições voluntárias que chegarão à Indonésia. Basta seguir as instruções disponíveis no site www.caritas.it, pois "é essencial que todos os esforços sejam feitos para garantir a máxima prontidão para alcançar as áreas mais periféricas e as comunidades mais vulneráveis", "na esperança de que o balanço das vítimas e dos danos não piore ainda mais".


Vatican News Service – IP e ER


Cardeal Tolentino: A fraternidade “é uma construção ética, é uma decisão”



Arquivista e bibliotecário da Santa Sé comentou a encíclica do Papa Francisco «Fratelli tutti» na primeira sessão do curso “Filosofia, Literatura e Espiritualidade”, promovido pela Capela do Rato, do Patriarcado de Lisboa.

Domingos Pinto – Lisboa


“A fraternidade não é um automatismo, uma inevitabilidade da nossa espécie, não é simplesmente ouvir o arquétipo da nossa natureza, é uma construção ética, é uma decisão”.


É a perspetiva defendida pelo cardeal D. José Tolentino Mendonça no comentário por vídeo conferência no passado dia 11 de janeiro à encíclica do Papa Francisco ‘Fratelli Tutti’ na primeira sessão do curso “Filosofia, Literatura e Espiritualidade”, promovido pela Capela do Rato, no Patriarcado de Lisboa.


Um texto que ajuda aperceber “a visão, o legado, o projeto que o Papa Francisco oferece ao nosso tempo e àquele que virá”, nomeadamente no que diz respeito ao exercício da atividade política, diz o cardeal português.


“Uma política que semeia divisão, inimizade ou um ceticismo desolador, uma política que é incapaz de um projeto comum, inclusivo, é uma política condenada ao fracasso”, afirmou o prelado que desafia “os atores políticos a reencontrarem a nobreza da atividade política como a grande expressão do amor comum”.


O bibliotecário e arquivista da Santa Sé assinalou a “visão crítica” de Francisco em relação aos “populismos e neoliberalismos exacerbados”, que “pensam que o mercado aberto é suficiente para regular todas as assimetrias sociais”.


“Um governante tem de olhar para o futuro! Não pode viver da agenda do imediato, da aparência, do marketing, das diferentes formas de maquilhagem mediática, mas tem de governar para um futuro que provavelmente ele não verá, mas constituirá o seu verdadeiro contributo”, sublinhou.


 ‘Quanto amor coloquei no meu trabalho? Em que fiz progredir o povo? Que marcas deixei na vida da sociedade? Que laços reais construí? Que forças positivas desencadeei? Quanta paz social semeei? Que produzi no lugar que me foi confiado?’ são “as grandes perguntas que acabam por julgar a qualidade da atividade política pública”, explicou.


O cardeal oriundo da Madeira afirmou que a modernidade “persistirá como um projeto incompleto” se esquecer a fraternidade, considerando que “lógicas de xenofobismo são indesculpáveis”.


O prelado lembrou ainda que o Papa reconheceu a demora da Igreja Católica a condenar a escravatura e “tantas outras formas de violência”, acrescentado que, hoje, não há desculpas para continuar “dentro de lógicas de violência, de xenofobia ou de desprezo pelos outros seres humanos”.



(vaticannews)


10 Minutos com Jesus. E pluribus unum. (18-01-21)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

SANTA MISSA DIRETO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA AO VIVO

Viagem a Montanha da Ilha do Pico 13-01-21

Dia 15/01/2021 || GMNTV LIVE STREAM || JORNAL ÀS 12

Carta Ecumênica para a Semana de oração pela unidade dos cristãos


“As nossas Igrejas e comunidades encontraram a unidade na caridade que é a maior das virtudes e que permanecerá como a marca da nossa comunhão fundada no Senhor Jesus”. Em vista da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2021 foi redigida uma Carta Ecumênica a três mãos: um católico, um ortodoxo e um pastor evangélic

Tiziana Campisi – Vatican News


“Sentimos o desejo de estar próximos uns dos outros, junto com nossas comunidades. O sofrimento, a doença, a morte, as dificuldades econômicas de muitos, a distância que nos separa, não queremos esconder nem diminuir a força de estarmos unidos em Cristo Jesus”. É o que escrevem em uma Carta Ecumênica por ocasião da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, um católico, um ortodoxo e um pastor. A Carta Ecumênica para a Semana deste ano que será realizada de 18 a 25 de janeiro foi escrita por Dom Ambrogio Spreafico, presidente da Comissão para o ecumenismo e o diálogo da Conferência Episcopal Italiana, Dom Polykarpos Stavropoulos, vigário patriarcal da Arquidiocese Ortodoxa da Itália e Malta, e o Pastor Luca Maria Negro, presidente da Federação das Igrejas Evangélicas da Itália.


Voltar melhor do que antes


Com um olhar à situação atual marcada pela pandemia, os três signatários da carta observam que não se pode "esperar que depois desta pandemia 'tudo volte a ser como era', como geralmente é dito", mas desejam "que tudo volte a ser melhor do que antes, porque o mundo ainda está muito marcado pela violência e injustiça, arrogância e indiferença". Porém, explicam eles, nestes meses de dor e grande necessidade, a solidariedade se multiplicou. "Muitos se uniram a nossas comunidades para dar uma mão, para estar perto daqueles que precisavam de alimento, amizade, novos gestos de proximidade, respeitando as regras de distanciamento” continuam dom Spreafico, dom Stavropoulos e o pastor Luca Negro. Sentimos a necessidade de agradecer ao Senhor por esta solidariedade multiplicada... A gratuidade do dom nos ajudou a redescobrir a contínua riqueza e beleza da vida cristã, inundada pela graça de Deus, que somos chamados a comunicar com maior generosidade a todos".


Unidade na caridade


Os três autores da Carta Ecumênica sublinham que nestes meses, apesar das consequências da emergência sanitária, o medo não prevaleceu: "Continuamos a sair para apoiar os pobres, os pequenos, os idosos, muitas vezes privados da proximidade da família e dos amigos. As nossas Igrejas e comunidades encontraram a unidade na caridade que é a maior das virtudes e que, unicamente, permanecerá como a marca da nossa comunhão fundada no Senhor Jesus".


Por fim dom Spreafico, dom Stavropoulos e o pastor Luca Negro asseguraram suas orações "pelos doentes, pelos cuidadores, pelos idosos sozinhos ou em instituições, pelos refugiados, por todos os que sofrem neste tempo" e, lembrando o que está escrito na apresentação do subsídio para a Semana de Oração pela Unidade Cristã, pedem a Deus que cure a humanidade "do poder do mal e da pandemia, da injustiça e da violência" e recebam o dom da unidade.


Concluindo, ao recordar o Metropolita Zervos Gennadios, que morreu em 16 de outubro passado e que durante vários anos compartilhou "o caminho para a unidade plena", os três autores da Carta convidam as comunidades cristãs a viver e celebrar a unidade em oração comum, que na próxima semana as verá unidas em várias iniciativas.


(vaticannews)


Bento XVI, a pandemia e o primeiro Natal sem seu irmão


O bispo Georg Gänswein conta como o Papa emérito, que foi vacinado na manhã desta quinta-feira, 14 de janeiro, está vivendo este momento difícil.

VATICAN NEWS


O Natal de Bento XVI foi o primeiro vivido sem seu irmão Georg, mesmo que sua presença tenha sido sentida de alguma forma. É o que conta ao Vatican News o prefeito da Casa Pontifícia, dom Georg Gänswein, secretário particular do Papa emérito, no dia em que Joseph Ratzinger foi vacinado no mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano.


 “O irmão de Bento XVI, durante estas festividades natalinas, as primeiras após sua morte, se fez sentir de alguma forma. De fato, ouvimos várias vezes os CDs, não apenas o Oratório de Natal de Bach, mas também os dos concertos com cantos natalinos realizados pelo Regensburger Domspatzen, o coral que Georg Ratzinger dirigiu”. O secretário do Papa emérito acrescenta: “Esta ausência para Bento é uma ferida, que causou dor durante estas festas, mas ele também me disse que sentia o consolo do Senhor, na certeza de que seu irmão agora vive em Seu abraço”.


Dom Gänswein também conta como este tempo de pandemia está sendo vivido dentro do mosteiro Mater Ecclesiae. “A organização cotidiana não mudou muito, o ritmo dos dias permaneceu o mesmo, mesmo que as visitas tenham sido reduzidas. Bento XVI acompanha as notícias que nos chegam pela televisão e partilha a nossa preocupação com a pandemia, com o que está acontecendo no mundo, com as muitas pessoas que estão perdendo suas vidas por causa do vírus. Havia pessoas conhecidas dele que morreram de Covid-19.”


Por fim, o secretário de Bento XVI, após a divulgação das imagens relativas ao encontro com o Papa Francisco e os novos cardeais em novembro passado, confirma que Ratzinger está fisicamente frágil, mas lúcido. “Do ponto de vista físico, ele está muito frágil e só pode  caminhar um pouco com um andador. A sua voz também está fraca. O tempo dedicado ao descanso aumentou, mas continuamos saindo todas as tardes, apesar do frio, nos Jardins Vaticanos. Todos os dias eu celebro a missa e ele concelebra sentado. Para a oração cotidiana preparamos para ele textos ampliados para que ele possa acompanhar melhor a Liturgia das Horas, e continuamos fazendo as refeições todos juntos, como sempre fizemos.”

(vaticannews)

10 Minutos com Jesus. Jesus ria? (15-01-21)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Missa desde a Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima 14....

10 Minutos com Jesus. A vaidade dá trabalho, o amor trabalha. (14-01-21)

Laudes de Quinta-feira da 1ª Semana do Tempo Comum

Campanha contra a Covid-19 no Vaticano: o Papa e o emérito foram vacinados


Francisco na entrevista televisiva de domingo anunciou que tomaria a vacina esta semana. O Papa emérito foi vacinado esta manhã.


VATICAN NEWS


Prossegue a campanha de vacinação contra a Covid-19, no Vaticano, iniciada na manhã desta quarta-feira, 13 de janeiro, após a chegada do soro. Tanto o Papa Francisco quanto o Papa emérito Bento XVI já receberam a primeira dose da vacina.


“Posso confirmar que como parte do programa de vacinação do Estado da Cidade do Vaticano”, disse o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, respondendo às perguntas dos jornalistas, “até hoje a primeira dose da vacina para a Covid-19 foi administrada ao Papa Francisco e ao Papa Emérito”.


Francisco havia anunciado durante a entrevista ao Tg5 que seria vacinado esta semana, enquanto o secretário particular de Bento XVI, dom Georg Gaenswein, tinha confirmado que o Papa emérito também seria vacinado.


Recorda-se que na entrevista o Papa Francisco definiu a vacinação “uma ação ética, porque está em risco a sua saúde, a sua vida, mas também a vida dos outros”.


(vaticannews)


Confinamento arranca amanhã.


 10 perguntas e respostas sobre as regras

O Governo determinou, na quarta-feira, um conjunto de medidas extraordinárias que têm como objetivo limitar a propagação da pandemia e proteger a saúde pública. Arrancam à meia-noite de sexta-feira. Esclareça aqui as suas dúvidas e saiba o que pode ou não fazer.

Opaís prepara-se para um novo confinamento. O primeiro-ministro, António Costa, apresentou, na quarta-feira, as várias medidas que vão estar em vigor a partir das 00h00 de sexta-feira, dia 15 de janeiro, sendo que o objetivo é reduzir a propagação do novo coronavírus, numa altura em que se batem recordes diários sucessivos de mortes e novos casos. 

O Notícias ao Minuto preparou um conjunto de perguntas e respostas sobre o tema, com base na resolução do Conselho de Ministros, para que esclareça as suas dúvidas e saiba o que pode ou não fazer. 

1. Quanto tempo vai durar o confinamento?

O primeiro-ministro disse, na quarta-feira, que as medidas de confinamento geral para a contenção da Covid-19 estão projetadas para vigorar um mês, mas adiantou que o Governo vai reavaliá-las dentro de 15 dias.

2. Regra geral é de recolhimento domiciliário. Para que posso sair de casa?

O Executivo estabeleceu o "dever geral de recolhimento domiciliário", o que significa que o princípio básico volta a ser o 'fique em casa' - tal como no primeiro confinamento, entre março/abril. 

Há, no entanto, um conjunto de deslocações autorizadas:

Aquisição de bens e serviços essenciais;

Desempenho de atividades profissionais quando não haja lugar a teletrabalho;

Participação no âmbito da campanha eleitoral ou da eleição do Presidente da República;

A frequência de estabelecimentos escolares;

O cumprimento de partilha de responsabilidades parentais;

A prática de atividade física e desportiva ao ar livre;

A fruição de momentos ao ar livre;

Passeio dos animais de companhia, os quais devem ser de curta duração e ocorrer na zona de residência.

3. O teletrabalho é obrigatório?

A resposta é sim. O teletrabalho é obrigatório "sempre que as funções em causa o permitam, sem necessidade de acordo das partes, não sendo obrigatório o teletrabalho para os trabalhadores de serviços essenciais". 

Costa disse que se tem constatado que "não tem havido o cumprimento das regras de obrigatoriedade do teletrabalho" , pelo que as sanções vão ser "duplicadas". O incumprimento, nas situações em que é obrigatório, passa a ser considerada uma contraordenação muito grave.

4. Os supermercados vão estar abertos?

As mercearias, supermercado e hipermercados vão manter-se abertos durante o novo recolhimento obrigatório e não terão restrição de horário, disse o primeiro-ministro, salientando não haver "nenhum motivo" para corridas a estes estabelecimentos. O funcionamento de mercearias e supermercados terá uma lotação máxima limitada a cinco pessoas por cada 100 metros quadrados em simultâneo.

5. E os restaurantes?

A resolução do Governo prevê que os estabelecimentos de restauração e similares funcionam exclusivamente para "efeitos de atividade de confeção destinada a consumo fora do estabelecimento" através de entrega ao domicílio ou take-away. 

6. Encomendas de comida vão ficar mais caras?

O Governo adotou medidas para impedir que isto aconteça. O dever de recolhimento obrigatório será acompanhado de limitações das comissões cobradas por plataformas de entregas e do preço das botijas de gás.

Assim, nos serviços de entrega de refeições ao domicílio as comissões cobradas aos restaurantes são limitadas a 20% e as taxas de entrega não podem aumentar.

7. E as outras lojas vão encerrar? E os serviços públicos?

Com as novas medidas, ficam suspensas as atividades de comércio a retalho e de prestação de serviços em estabelecimentos abertos ao público, com exceção daquelas que disponibilizem bens ou prestem serviços de primeira necessidade ou outros considerados essenciais. 

Relativamente aos serviços públicos, "estabelece-se que os serviços públicos prestam o atendimento presencial por marcação, sendo mantida e reforçada a prestação dos serviços através dos meios digitais e dos centros de contacto". Os tribunais vão manter-se abertos no período de confinamento.

8. Como vai funcionar o lay-off simplificado?

As empresas obrigadas a encerrar durante o novo confinamento geral vão ter acesso automático ao lay-off simplificado. "Todas as atividades que são encerradas terão acesso automático ao lay-off simplificado", disse o primeiro-ministro.

9. Empresas vão ter mais apoios?

Os detalhes sobre o reforço dos apoios às empresas serão apresentados quinta-feira pelo ministro da Economia. Ao que indicou o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Tiago Antunes, esta quinta-feira, será ainda apresentado apoio especial para o setor da Cultura. 

O reforço das medidas de apoio vai também abranger o setor social, adiantara já o primeiro-ministro, sublinhando, porém, que "não vale a pena ter ilusões e pensar que um confinamento com um dever de recolhimento generalizado, não tem um impacto muito forte na economia", porque "têm um impacto fortíssimo" na economia.

10. Continuam a existir multas por incumprimento?

O primeiro-ministro anunciou que o valor das coimas para o não cumprimento das medidas adotadas para o período de confinamento devido à pandemia de covid-19 vai duplicar.

"Todas as coimas que estão previstas por violação de qualquer uma das normas relativas às medidas de contenção da pandemia, desde logo a obrigatoriedade do uso de máscara na via pública, serão duplicadas", afirmou o primeiro-ministro.

Segundo António Costa, este agravamento das multas serve para "sinalizar a todos que a responsabilidade individual tem de se combinar com a solidariedade coletiva" e para que "haja um sinal claro de que é fundamental fazer um esforço acrescido para conter a pandemia no momento mais perigoso".

Durante o estado de emergência, os viajantes que se recusem a fazer testes de despistagem à chegada aos aeroportos são alvo de uma contraordenação que vai dos 300 aos 800 euros, revela um documento distribuído após a reunião.

Os dados mais recentes revelam que em Portugal, morreram 8.236 pessoas dos 507.108 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde divulgado na quarta-feira.


(noticiasaominuto.com)