terça-feira, 30 de agosto de 2016

Papa recebe fundador do Facebook



Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu na manhã desta segunda-feira (29/08), o fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, acompanhado de sua esposa Priscilla Chan.

Eles falaram sobre como utilizar as comunicações para amenizar a pobreza, encorajar a cultura do encontro e fazer com que uma mensagem de esperança possa chegar especialmente às pessoas mais necessitadas.

Na quarta-feira (24/08) Zuckerberg escreveu em seu perfil no Facebook que estaria em Roma para uma sessão de Perguntas e Respostas com a comunidade do Facebook na Itália e não mencionou a audiência com o Papa.

“Também quero encontrar a nossa comunidade italiana após o terremoto”, escreveu.

“Eu sei que este é um momento difícil para quem perdeu familiares e casa, e meus pensamentos estão com todos que foram afetados pelo desastre”, disse ainda Zuckerberg.


(rb)

IMAGEM DO DIA





... e "comer" para esta gente toda!!!


(facebook)

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Na Síria ...




Ajuda humanitária chega a Al Dar al-Kariba pela primeira vez desde 2015
Uma coluna de ajuda humanitária da Cruz Vermelha, Crescente Vermelho e ONU entrou hoje na localidade síria de Al Dar al-Kariba, na província de Homs (oeste), pela primeira vez desde 2015, informaram as organizações em comunicado.

Dezanove camiões transportando 6.700 pacotes de comida -- arroz, feijão, açúcar, legumes e chá, entre outros produtos -, 200 lotes alimentares para grávidas, material e medicamentos de primeiros socorros e materiais para a reparação de instalações de água.
A ajuda destina-se aos cerca de 33.500 habitantes, muitos deles deslocados de outros pontos da Síria.
Segundo o texto, é a segunda coluna que entra na localidade desde o início do conflito, depois de uma primeira em 2015.

As organizações internacionais têm criticado os obstáculos colocados pelas partes em conflito à entrega de ajuda humanitária.
Na sexta-feira, o Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários qualificou como "totalmente inaceitável" a dificuldade em aceder às populações, sublinhando que em agosto apenas uma coluna completa pôde ser encaminhada.



(noticiasaominuto)

domingo, 28 de agosto de 2016

HOJE É O DIA DO SENHOR



XXII  DOMINGO DO TEMPO COMUM



Os Primeiros lugares

Na sociedade de hoje, é muito comum  
a corrida em busca dos PRIMEIROS LUGARES.
Isso cria muitas vezes um clima de concorrência e competição,
de ódio e conflitos. O que vocês pensam a respeito disso?

As leituras bíblicas nos propõem um caminho diferente:
o caminho da HUMILDADE e da GRATUIDADE...

A 1a Leitura fala da virtude da HUMILDADE,
uma virtude muito admirada por Deus e pelos homens. (Eclo 3,19-21.30-31)

* São reflexões de um sábio do Antigo Testamento (Bem Sirac).
Propõe a humildade como forma de "encontrar graça diante do Senhor. 
Humildade é fazer-se pequeno, é reconhecer a grandeza de Deus e confiar nele.
E acrescenta: "Não existe remédio para o mal do orgulhoso,
pois uma planta ruim está enraizada nele..."

A 2ª Leitura afirma que a vida cristã exige de nós
determinados valores e atitudes, entre os quais
a humildade, a simplicidade, o amor... (Hb 12,18-19.22-24a)

o Evangelho mostra que Jesus veio criar uma nova humanidade,
fundamentada no espírito da humildade. (Lc 14, 1.7-14)

Jesus é convidado a um banquete na casa de um fariseu... e aceita...
Mas fica profundamente impressionado com duas coisas, que observa:
a corrida pelos primeiros lugares e o tipo de pessoas que foram convidadas.
E conta duas pequenas PARÁBOLAS:

+ A 1ª é para os convidados que escolhiam os primeiros lugares:
Aquele que ocupou o primeiro lugar teve de cedê-lo a um mais importante. Aquele que ocupou o último lugar foi convidado para um lugar melhor.
E Jesus conclui:
"Quem se exalta será humilhado e aquele que se humilhar será exaltado".

+ A 2ª é para quem convidara:
   "Quando deres uma refeição,          não convides os que poderão te retribuir...
    Pelo contrário, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos...
   Terás uma recompensa na ressurreição dos justos..."

= Resumindo: Jesus propõe duas atitudes:
     - Na escolha dos lugares:        HUMILDADE...
     - Na escolha dos convidados: GRATUIDADE: Amor sem interesses...

1. O que Jesus observaria hoje?

Na Sociedade, há ainda hoje pessoas correndo atrás dos primeiros lugares?
- Escolhendo o trabalho que lhes dê mais lucro...
- procurando lugares que dêem destaque, status e importância;
- preferindo ocupações onde possam ter poder sobre os demais;
- ou ficando decepcionadas, quando ninguém lhes dá o "devido lugar?"
 Na Igreja, também existe a corrida pelos primeiros lugares?
A Igreja deve ser a comunidade onde se cultivam a humildade,
a simplicidade, o amor gratuito e desinteressado.  - Mas de fato, é assim?
Ou assistimos às vezes uma corrida desenfreada pelos primeiros lugares:
pessoas cuja ambição se sobrepõe à vontade de servir…
Buscam títulos, honras, homenagens, lugares privilegiados,
e não o serviço humilde e o amor desinteressado.

- Na catequese, que Lucas nos propõe hoje, fica claro que as relações
entre os membros da comunidade de Jesus não se baseiam
em "critérios comerciais", mas sim no amor gratuito e desinteressado.
Só assim todos, inclusive os que não têm poder, nem dinheiro para retribuir,
terão aí lugar, numa verdadeira comunidade de amor e de fraternidade.

- Como é bonito numa Comunidade, onde há humildade... solidariedade... sintonia entre as diversas Lideranças, Pastorais e Movimentos...
Não gastaríamos então tantas energias em pequenas implicâncias
e disfarçado espírito de competição...

Na Política, existe também a corrida pelos primeiros lugares?
E essa corrida é um desejo sincero de serviço pelo bem do povo
ou uma busca de vantagens para pessoas ou grupos?
- Para garantir os primeiros lugares, podemos fazer uso de qualquer meio?

2. Quem são os NOSSOS convidados?

- Na Sociedade de hoje, costuma-se convidar quem garanta
  lucro... recompensa... poder... fama... posição social... elogios...
- Jesus nos convida a uma atitude de GRATUIDADE...

* Quando prestei um favor a gente simples,
   sempre gostei de ouvir de uma expressão: "Deus lhe pague!"
   Sim, o próprio Deus se torna o nosso grande FIADOR...

Dia do Catequista:
Catequista, você é especial para Deus!
Sua VOCAÇÃO foi gestada no coração do Pai,
para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas
com a mensagem da VIDA: Jesus Cristo. 
Catequista, você é protagonista no processo
de um NOVO JEITO DE FAZER CATEQUESE.


A todos os catequistas, o nosso reconhecimento e gratidão
pelo belo e importante serviço que prestam à Igreja. 
São pessoas que aceitam o apelo de Jesus no evangelho de hoje:
Não ocupar os primeiros lugares e, sim, servir os irmãos
com simplicidade, humildade e gratuidade.
"Que Deus lhes pague".



     Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 28.08.2016


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Ainda as JMJ

Encontro particular do Papa com alguns jesuítas polacos em Cracóvia durante a jmj
A sua mensagem chega ao coração dos jovens. Como consegue falar com eles de maneira tão eficaz? Poderia dar-nos alguns conselhos para trabalhar com os jovens?
Quando falo, devo fitar os olhos das pessoas. Não é possível fitar os olhos de todos, mas dirijo o olhar para este, esse, aquele... e todos se sentem vistos. É algo que me sai espontâneo. Assim faço com os jovens. Mas os jovens, quando falas com eles, fazem perguntas... Hoje no almoço, formularam-me algumas perguntas... Perguntaram-me até o modo como me confesso! Eles não têm pudor. Fazem perguntas diretas. E a um jovem precisa sempre responder com a verdade. Hoje durante o almoço a um dado momento chegamos a falar sobre a confissão. 
Um jovem perguntou-me: «De que modo o senhor se confessa?». E depois falou-me de si mesmo. Disse-me: «No meu país houve escândalos ligados aos sacerdotes, e nós não tínhamos a coragem de nos confessar com o padre que viveu aqueles escândalos. Não consigo». Vede: dizem a verdade, às vezes repreendem-te... Os jovens falam diretamente. Querem a verdade, ou pelo menos um claro: «não sei como te responder». Nunca devemos ter subterfúgios com os jovens. Assim também com a oração. Perguntaram-me: «Como o senhor reza?». Se responderes com uma teoria, ficam desiludidos. Os jovens são generosos. Mas o trabalho com eles exige também paciência, muita paciência. Um deles perguntou-me: «O que devo dizer a um amigo ou a uma amiga que não crê em Deus para que possa se tornar crente?». Eis: vê-se que às vezes os jovens precisam de «receitas». Então devemos estar prontos para satisfazer esta solicitação de receitas e de respostas imediatas. Respondi: «Olha, a última coisa que deves fazer é dizer algo. Começa por fazer algo. Depois será ele ou ela que te pedirá explicações sobre como vives e porquê». Portanto, é preciso ser direto, direto com a verdade.
Qual é o papel da Universidade dos jesuítas?
Uma Universidade dirigida pelos jesuítas deve apostar numa formação global e não só intelectual, uma formação integral do homem. De facto, se a Universidade se tornar simplesmente uma academia de noções ou uma «fábrica» de profissionais, ou se na sua estrutura prevalecer uma mentalidade centrada nos negócios, então estará deveras fora do caminho. Temos nas mãos os Exercícios. Eis o desafio: levar a Universidade pelo caminho dos Exercícios. Isto significa arriscar sobre a verdade e não sobre as «verdades fechadas» que ninguém debate. A verdade do encontro com as pessoas é aberta e requer que nos deixemos interpelar pela realidade. E a Universidade dos jesuítas deve participar também na vida real da Igreja e da nação: com efeito, também esta é realidade. Uma atenção particular deve ser dada sempre aos marginalizados, à defesa de quantos têm necessidade de ser protegidos. E isto – que seja claro – não é ser comunista: é simplesmente participar deveras na realidade. Neste caso, em particular uma Universidade dos jesuítas deve participar plenamente na realidade exprimindo o pensamento social da Igreja. O pensamento liberal, que tirou o homem do centro e ali pôs o dinheiro, não é o nosso. A doutrina da Igreja é clara e é preciso continuar neste sentido.
Por que se tornou jesuíta?
Quando entrei no seminário, já sentia uma vocação religiosa. Mas naquele tempo o meu confessor era antijesuíta. Eu gostava também dos dominicanos e da sua vida intelectual. Depois adoeci, tive que passar por uma intervenção cirúrgica num pulmão. Em seguida, outro sacerdote ajudou-me espiritualmente. Recordo que quando contei ao primeiro que entrava nos jesuítas ele não gostou muito. Mas neste ponto agiu a ironia do Senhor. De facto, naquele tempo recebiam-se as Ordens menores. A tonsura era feita no primeiro ano de teologia. O reitor disse-me para ir a Buenos Aires falar com o bispo auxiliar, D. Oscar Villena, e pedir-lhe que viesse celebrar a cerimónia da tonsura. Fui à Casa do clero, mas disseram-me que D. Villena tinha adoecido. No seu lugar estava outro prelado, que era exatamente aquele primeiro sacerdote que depois se tornara bispo! E precisamente dele recebi a tonsura! E fizemos as pazes depois de tantos anos... De qualquer forma, a minha escolha pela Companhia, posso dizer, amadureceu sozinha...
Neste grupo há alguns sacerdotes que acabaram de ser ordenados. Daria algum conselho para o futuro deles?
Sabe: o futuro é de Deus. O máximo que podemos fazer é ser futuristas. E os futuristas são todos do espírito maligno! Um conselho: o sacerdócio é uma graça deveras grande; o teu sacerdócio como jesuíta seja permeado da espiritualidade que viveste até agora: a espiritualidade do Suscipe de santo Inácio.
[Neste momento parece que o encontro termina com a entrega ao Pontífice dos dons por parte de alguns jesuítas que seguiram os jovens ligados à espiritualidade inaciana, provenientes de todo o mundo para a jmj. Contudo, Francisco desejou acrescentar uma recomendação, e todos se sentaram de novo].
Gostaria de acrescentar algo. Peço-vos que trabalheis com os seminaristas. Sobretudo dai-lhes o que recebemos dos Exercícios: a sabedoria do discernimento. Hoje a Igreja precisa de crescer na capacidade de discernimento espiritual. Alguns planos de formação sacerdotal correm o perigo de educar à luz de ideias demasiado claras e distintas, e por conseguinte, de agir com limites e critérios definidos rigidamente a priori, e que prescindem das situações concretas: «Deve-se fazer isto, não se deve fazer aquilo...». Portanto, os seminaristas que se tornam sacerdotes encontram-se em dificuldade ao acompanhar a vida de muitos jovens e adultos. Porque tantos perguntam: «Isto pode-se ou não se pode?». Eis tudo. E muitas pessoas saem do confessionário desiludidas. Não porque o sacerdote seja mau, mas porque ele não tem a capacidade de discernir as situações, de acompanhar no discernimento autêntico. Não teve a formação necessária. Hoje a Igreja precisa de crescer no discernimento, na capacidade de discernir. E sobretudo os sacerdotes têm necessidade disto para o seu ministério. Por isso é preciso ensinar os seminaristas e os sacerdotes em formação: habitualmente eles receberão as confidências da consciência dos fiéis. A direção espiritual não é só um carisma sacerdotal, mas também laical, é verdade. Mas, repito, é preciso ensinar isto sobretudo aos sacerdotes, ajudá-los à luz dos Exercícios na dinâmica do discernimento pastoral, que respeita o direito mas sabe ir além. Esta é uma tarefa importante para a Companhia. Comoveu-me muito um pensamento do padre Hugo Rahner. Ele pensava e escrevia com clareza! Hugo dizia que o jesuíta deveria ser um homem com a intuição do sobrenatural, isto é, deveria ser dotado de um sentido do divino e do diabólico relativo aos eventos da vida humana e da história. Por conseguinte, o jesuíta deve ser capaz de discernir quer no campo de Deus quer no do diabo. Por isso nos Exercícios santo Inácio pede que sejamos introduzidos tanto nas intenções do Senhor da vida como nas do inimigo da natureza humana e nos seus enganos. É audaz, é audaz o que escreveu verdadeiramente mas o discernimento é precisamente isto! É preciso formar os futuros sacerdotes não para ideias gerais e abstratas, que são claras e distintas, mas para esta finalidade do discernimento dos espíritos, para que possam deveras ajudar as pessoas na sua vida concreta. É preciso compreender que na vida nem tudo é preto no branco ou branco no preto. Não! Na vida prevalecem as tonalidades cinzentas. Então é necessário ensinar a discernir neste cinzento.



(osservatoreromano)