terça-feira, 31 de outubro de 2023

PROF. EDUARDO FARIA (Os 5 Mitos da Reforma protestante) | SantoFlow Podc...

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 31.10.2023

Homilia Diária | Como funciona a dinâmica da fé? (Terça-feira da 30.ª Se...

Santo do Dia: Santo Afonso Rodrigues, padroeiro de Palma de Maiorca

 




Origens

Natural de Segóvia, na Espanha, veio à luz aos 25 de julho de 1532. Pertencente a uma família cristã, teve de interromper seus estudos no primário, pois, com a morte do pai, assumiu os compromissos com o comércio. Casou-se com Maria Soares, que amou tanto quanto os dois filhos, mas infelizmente, todos, com o tempo, faleceram.

A Crise Espiritual

Ao entrar em crise espiritual, Afonso entrega-se à oração, à penitência e, dirigido por um sacerdote, descobriu o seu chamado a ser Irmão religioso; e, assim, assumiu grandes dificuldades como a limitação dos estudos.

Entrou para a Companhia de Jesus

No ano de 1571, aos 38 anos, iniciou seu noviciado. Vencendo tudo em Deus, Afonso foi recebido na Companhia de Jesus como Irmão. Sua vida foi uma esplêndida realização da vocação. Depois do noviciado, foi enviado para o Colégio de formação Monte de Sião em Palma de Maiorca. No colégio, desempenhou os ofícios de porteiro; e a todos prestava vários serviços e, dentre as virtudes heroicas que conquistou na graça e querendo ser firme na fé, a obediência foi a sua prova de verdadeira humildade.
Santo Afonso Rodrigues: Homem Simples

Vontade de Deus

Santo Afonso Rodrigues sabia ser simples, pois aceitava, com amor, toda ordem e desejo dos superiores, como expressão da vontade de Deus. Tinha como regra “Agradar somente a Deus, cumprir sempre e em toda parte a Vontade Divina”. Esse santo encantador, com sua espiritualidade, ajudou a muitos, principalmente São Pedro Claver, um de seus filhos espirituais mais notáveis, quanto ao futuro apostolado na Colômbia.

Alma que suplicava Deus

Sua alma era sedenta de Deus: “A oração que tem é uma súplica a Deus e a Nossa Senhora de quatro amores: o amor de Deus; o amor de Jesus Cristo; o amor a Santíssima Virgem e o amor de uns para com os outros”. Em sua íntima relação com Deus, Maria sempre esteve presente.

Páscoa

Passou o resto da sua vida como porteiro em um convento da Ilha de Maiorca, onde foi exemplo de humildade, obediência, constância e santidade. Místico de muitos carismas, Santo Afonso Rodrigues sofreu muito antes de morrer em 31 de outubro de 1617. Foi canonizado em 15 de janeiro de 1888, por Leão XIII. Ele é o santo padroeiro dos goleiros e lanterninhas, e padroeiro de Palma de Maiorca.

Minha oração

“Santo Afonso, que, por sua obediência, conquistastes o Céu, dai-nos a graça de imitar essa virtude assim como o teu modelo de humildade. Ensina-nos a reconhecer Jesus nos trabalhos mais simples e desprezados. Amém!”
Santo Afonso Rodrigues , rogai por nós!

 

(cancaonova)

Laudes de Terça-feira da 30ª Semana do Tempo Comum

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Israel e Palestina as raízes de um conflito e a esperança da paz

HALLOWEEN: SAIBA A VERDADE! - Padre Francisco Amaral

POR ONDE COMEÇO A LER A BÍBLIA? | PROF. JOÃO CLÁUDIO RUFINO

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 30.10.2023

Homilia Diária | Não estamos com a alma encurvada? (Segunda-feira da 30....

Devemos estar preparados! | HOMILIA COMPLETA | Padre Gabriel Vila Verde.

Santo do Dia: São Marcelo de Tânger, mártir

 



O que Igreja diz


Diz o Martirológio Romano neste dia: “Em Tânger, na Mauritânia, no atual Marrocos, a paixão de São Marcelo, centurião, que na festa do imperador, enquanto todos faziam sacrifícios aos deuses, jogou o cinto militar, as armas e a própria vida diante da insígnia, professando ser cristão e não poder mais obedecer adequadamente ao juramento militar, mas apenas a Jesus Cristo, sofrendo assim o martírio por decapitação.”

Transmissão de sua Páscoa

A paixão de Marcello chegou até nós em duas resenhas, transmitidas por textos dispersos nas bibliotecas de Roma, Bruxelas, Londres, Madrid, Leão, Bordéus etc. Foi publicado pela primeira vez por Ruinart, depois por Allard e recentemente por Delehaye (1923), por García Villada (1929), por J. González (1943), por B. De Gaiffier (1943) e R. Rodriguez (1948).

Registos históricos e estudos

A resenha original é reconhecida como autêntica e consiste em dois relatórios de interrogatórios em dois tribunais diferentes com intervalo de três meses, em dois locais diferentes. Depois, por volta do século XI, são acrescentadas algumas interpolações que fazem de Marcello, o marido de são Nonia, ser o pai de doze filhos: Cláudio, Lupercio, Victorico, Facondo, Primitivo, Emeterio, Celidonio, Servando, Germano, Fausto, Gennaro e Marziale. A origem e evolução desta lenda, profundamente enraizada na tradição cristã do povo leonino, foi cuidadosamente estudada por De Gaiffier.

Segundo a passio, portanto, a festa dos “augostos imperadores” foi celebrada em 21 de julho de 298 e, nessa data, Marcelo, um centurião comum, depôs as armas na presença das tropas reunidas e proclamou a sua renúncia ao serviço militar. para servir na milícia de Cristo. No dia 28 de julho, foi interrogado pelo diretor Fortunato, que diante da gravidade do crime decidiu devolvê-lo ao seu superior hierárquico, Aurelio Agricolano de Tânger. No dia 30 de outubro, Marcelo foi novamente interrogado, desta vez em Tânger, e condenado à morte.

Do estudo cuidadoso de De Gaifiier fica claro que Marcelo é um autêntico mártir africano e que só nas sucessivas interpolações da paixão, feitas pelos escritores espanhóis, foi transformado em cidadão de Leão, sobre o falso fundamento de que pertencia a legio Traiarti, suposto fundador daquela cidade. Após esta identificação, feita no sec. XVI, acreditava-se também que Leão poderia indicar a casa do mártir perto da Porta Cauriense, hoje transformada em capela dedicada ao Cristo da Vitória. Seguindo esta mesma tradição, uma igreja dedicada a Marcelo foi construída em Leão com o advento da paz Constantiniana.

O código 11 do Arquivo da catedral de Leão relata que Ramiro I (842-850) “restaurou a igreja de Sâo Marcello no subúrbio Legionense perto da Porta Cauriense, fora dos muros da cidade…”. Perto desta igreja, surgiu um mosteiro onde viveu o famoso teólogo legionense, são Martin, e no sec. XII um hospital com o mesmo nome.

Surgimento da devoção

A devoção que fez de Marcelo o principal patrono da cidade de Leão, no entanto, nasceu e desenvolveu-se a partir dos seus restos mortais que foram preservados em Tânger, de modo que, imediatamente após a libertação desta cidade pelo Rei de Portugal, Leão solicitou os restos mortais de seu mártir. As cidades de Jerez e Sevilha também disputaram a sua posse. Em 29 de março de 1493, porém, os restos mortais de Marcelo trazidos pelo próprio rei Fernando, o Católico, entraram em Leão e foram colocados na igreja a ele dedicada. Segundo documentos contemporâneos conservados no arquivo municipal, os restos mortais foram recebidos “como nunca houve melhor”.

Relíquias de Marcello

As relíquias estão hoje guardadas em uma arca de prata no altar-mor; encontram-se também um pergaminho que narra a entrada na cidade e os milagres que a acompanharam, documentos relativos à doação de uma relíquia de M. à igreja de São Gil em Sevilha e algumas cartas do rei Henrique IV de Castela e de Isabel, a Católica, ao Papa Sisto IV sobre a transferência do corpo do mártir para Leão.

As relíquias foram transportadas em procissão juntamente com as de São Froilano, por ocasião de grandes calamidades públicas. Todos os anos, no dia 9 de outubro, data da festa, o capítulo da catedral e a câmara municipal da cidade vão em procissão ao templo de Marcelo para assistir à missa solene: os cónegos e os vereadores revezam-se para simbolizar o comum e igual direito de patrocínio que durante muitos séculos tiveram sobre a igreja de São Marcello e para a qual o prefeito guardou uma das chaves da arca que contém as relíquias do santo.

Minha oração

“Deus eterno e todo poderoso, que destes a São Marcelo, a graça da fidelidade até a morte, concedei-nos, por sua intercessão, suportar, por Vosso amor, as adversidades, e correr ao encontro de Vós que sois a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso filho, na unidade do Espírito Santo. São Marcelo orai por nós e pela Santa Igreja! Amém!”
São Marcelo, rogai por nós!

São Marcelo, rogai por nós!


(cancaonova)

Laudes de Segunda-feira da 30ª Semana do Tempo Comum

domingo, 29 de outubro de 2023

Hora Sexta do 30º Domingo do Tempo Comum

Angelus 29 de outubro de 2023 Papa Francisco

CONCLUSÃO DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DOS SÍNODO DOS BISPOS

CONCLUSÃO DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DOS SÍNODO DOS BISPOS 
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica de São Pedro
XXX Domingo do Tempo Comum  - Domingo, 29 de outubro de 2023

 



É precisamente um pretexto que leva o doutor da Lei a apresentar-se a Jesus; pretende unicamente pô-Lo à prova. Todavia a dele é uma pergunta importante, uma pergunta sempre atual, surgindo de vez em quando no nosso coração e na vida da Igreja: «Qual é o maior mandamento?» (Mt 22, 36). Mergulhados no rio vivo da Tradição, também nós nos interrogamos: Qual é a coisa mais importante? Qual é o centro propulsor? Qual é a coisa que conta tanto a ponto de ser o princípio inspirador de tudo? E a resposta de Jesus é clara: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo» (Mt 22, 37-39).
Prezados Cardeais, Bispos e sacerdotes, religiosas e religiosos, irmãs e irmãos, ao concluirmos este pedaço de caminho que percorremos, é importante fixar o «princípio e fundamento», do qual uma vez e outra tudo começa: amar. Amar a Deus com toda a vida e amar o próximo como a si mesmo. Não está nas nossas estratégias, nos cálculos humanos, nem nas modas do mundo, mas no amor a Deus e ao próximo: é aqui que está o coração de tudo. Mas como traduzir tal impulso de amor? Proponho-vos dois verbos, dois movimentos do coração, sobre os quais quero refletir convosco: adorar e servir. Ama-se a Deus com a adoração e o serviço.
O primeiro verbo: adorar. Amar é adorar. A adoração é a primeira resposta que podemos oferecer ao amor gratuito, ao amor surpreendente de Deus. A maravilha própria da adoração é essencial na Igreja, sobretudo neste tempo em que perdemos o hábito da adoração. De facto, adorar significa reconhecer na fé que só Deus é Senhor e que, da ternura do seu amor, dependem as nossas vidas, o caminho da Igreja, as sortes da história. Ele é o sentido do nosso viver.
Ao adorá-Lo, redescobrimo-nos livres. Por isso, na Sagrada Escritura, o amor ao Senhor aparece frequentemente associado à luta contra toda a idolatria. Quem adora a Deus rejeita os ídolos, pois, enquanto Deus liberta, os ídolos tornam-nos escravos. Enganam-nos e nunca realizam o que prometem, porque são «obra das mãos dos homens» (Sal 115, 4). A Escritura é severa contra a idolatria, porque os ídolos são obra do homem e, por este, manipulados, ao passo que Deus é sempre o Vivente, que está aqui e no além, «que não é feito como eu O penso, que não depende de quanto eu espero d’Ele e pode, por conseguinte, transtornar as minhas expetativas, precisamente porque está vivo. E a prova de que nem sempre temos a ideia certa de Deus é o facto de às vezes ficarmos dececionados: eu esperava isto, imaginava que Deus Se comportasse assim, mas enganei-me. Deste modo trilhamos de novo o caminho da idolatria, querendo que o Senhor atue segundo a imagem que nos fizemos d’Ele» (C. M. Martini, Os grandes da Bíblia. Exercícios Espirituais com o Antigo Testamento, Florença 2022, 826-827). Isto é um risco que sempre podemos correr: pensar em «controlar Deus», encerrar o seu amor nos nossos esquemas, quando, pelo contrário, o seu agir é sempre imprevisível, ultrapassa-nos e por isso este agir de Deus suscita maravilha e exige adoração. Como é importante este maravilhar-se!
Sempre devemos lutar contra as idolatrias: sejam as mundanas, que muitas vezes derivam da vanglória pessoal, como a ânsia do sucesso, a autoafirmação a todo custo, a ganância do dinheiro (o diabo entra pelos bolsos, não o esqueçamos!), o encanto do carreirismo; sejam as disfarçadas de espiritualidade, como a minha espiritualidade, as minhas ideias religiosas, a minha habilidade pastoral... Vigiemos para não acontecer colocarmo-nos no centro a nós em vez d’Ele. Mas voltamos à adoração... Que esta seja uma atividade central para nós, pastores: dediquemos diariamente um tempo à intimidade com Jesus, Bom Pastor, diante do sacrário. Adorar. Que a Igreja seja adoradora! Adore-se o Senhor em cada diocese, em cada paróquia, em cada comunidade! Porque só assim nos voltaremos para Jesus, e não para nós mesmos; porque só através do silêncio adorador é que a Palavra de Deus habitará as nossas palavras; porque só diante d’Ele seremos purificados, transformados e renovados pelo fogo do seu Espírito. Irmãos e irmãs, adoremos ao Senhor Jesus!
O segundo verbo: servir. Amar é servir. No mandamento maior, Cristo liga Deus e o próximo, para que não apareçam jamais separados. Não existe experiência religiosa que seja surda ao grito do mundo; falo duma verdadeira experiência religiosa. Não há amor a Deus sem envolvimento no cuidado do próximo, caso contrário corre-se o risco do farisaísmo. Talvez tenhamos de verdade muitas e belas ideias para reformar a Igreja, mas lembremo-nos: adorar a Deus e amar os irmãos com o seu amor, esta é a grande e perene reforma. Ser Igreja adoradora e Igreja do serviço, que lava os pés à humanidade ferida, acompanha o caminho dos mais frágeis, dos débeis e dos descartados, sai com ternura ao encontro dos mais pobres. Assim no-lo ordena Deus, como ouvimos na primeira Leitura.
Irmãos e irmãs, penso naqueles que são vítimas das atrocidades da guerra; nas tribulações dos migrantes, no sofrimento escondido de quem se encontra sozinho e em condições de pobreza; em quem é esmagado pelos fardos da vida; em quem já não tem mais lágrimas, em quem não tem voz. E penso nas vezes sem conta em que, por trás de lindas palavras e eloquentes promessas, se favorecem formas de exploração, ou então nada se faz para as evitar. É um pecado grave explorar os mais frágeis, pecado grave que corrói a fraternidade e destrói a sociedade. Nós, discípulos de Jesus, queremos levar ao mundo outro fermento, o do Evangelho: Deus no primeiro lugar e, juntamente com Ele, aqueles para quem vão as suas predileções, ou seja, os pobres e os mais frágeis.
É esta, irmãos e irmãs, a Igreja que somos chamados a sonhar: uma Igreja serva de todos, serva dos últimos. Uma Igreja que acolhe, serve, ama, perdoa, sem nunca exigir antes um atestado de «boa conduta». Uma Igreja com as portas abertas, que seja porto de misericórdia. «O homem misericordioso – disse Crisóstomo – é um porto para os necessitados: o porto acolhe e liberta do perigo todos os náufragos; sejam eles malfeitores, bons ou o que quer que sejam (...), o porto abriga-os dentro da sua enseada. Assim também tu, quando vires por terra um homem que sofreu o naufrágio da pobreza, não julgues, não peças contas da sua conduta, mas livra-o da desgraça» (Discursos sobre o pobre Lázaro, II, 5).
Irmãos e irmãs, assim se conclui a Assembleia Sinodal. Nesta «conversação do Espírito», pudemos experimentar a terna presença do Senhor e descobrir a beleza da fraternidade. Ouvimo-nos reciprocamente e sobretudo, na rica variedade das nossas histórias e sensibilidades, pusemo-nos à escuta do Espírito Santo. Hoje não vemos o fruto completo deste processo, mas podemos com clarividência olhar o horizonte que se abre diante de nós: o Senhor guiar-nos-á e ajudar-nos-á a ser Igreja mais sinodal e mais missionária, que adora a Deus e serve as mulheres e os homens do nosso tempo, saindo para levar a todos a alegria consoladora do Evangelho.
Irmãos e irmãs, por tudo o que fizestes no Sínodo e continuais a fazer, digo-vos obrigado! Obrigado pelo caminho que fizemos juntos, pela escuta e pelo diálogo. E, a par do agradecimento, quero formular um voto para todos nós: o voto de que possamos crescer na adoração a Deus e no serviço ao próximo. Adorar e servir. Que o Senhor nos acompanhe. Avante, com alegria!
 


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Santa Missa, 29 de outubro de 2023, Papa Francisco

Cardeal Pizzaballa: "bombardear Gaza não é a solução"

 Pizzaballa a cristãos de Gaza: não estais sozinhos! Nós nos reencontraremos para orar




O cardeal patriarca latino de Jerusalém envia uma mensagem em vídeo à pequena comunidade na Faixa de Gaza, na qual assegura suas orações e seu compromisso de pôr fim à "terrível situação" em curso. "Vós me lembrais do que está escrito no Evangelho de Jesus: Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma"

Vatican News

 

A comunidade cristã da Terra Santa, assim como a do mundo inteiro, se une em torno dos cristãos de Gaza, esses "filhos e filhas amados" que "não estão sozinhos". Em um vídeo de dois minutos, em inglês e árabe, o patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, expressa a esperança de que ele, o purpurado, possa chegar até eles "como faz todos os anos, para encontrar-nos, rezar e trocar testemunhos convosco".

"O que estais vivenciando - são suas palavras - toca meu coração, toca a mim pessoalmente e a toda a nossa comunidade. Ao mesmo tempo, somos encorajados, eu sou encorajado pelo vosso testemunho, pela maneira como estais vivendo essa terrível situação em que vos encontrais. Vós me lembrais do que está escrito no Evangelho de Jesus: 'Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma'".


De Gaza, madre Maria: oremos para que Deus conceda a paz

 

Pizzaballa continua explicando que o sofrimento e a dor dos cristãos de Gaza são sua "preocupação", especificando que todo o seu tempo é dedicado à oração e ao "diálogo com os responsáveis para pôr fim a essa situação o mais rápido possível e apoiar-vos de todas as formas possíveis". "Não estais sozinhos", assegura o cardeal, "toda a comunidade cristã da Terra Santa e do mundo inteiro está convosco, reza por vós e vos apoia". O pensamento se volta para as vítimas do bombardeio contra a igreja greco-ortodoxa de São Porfírio no último dia 19 de outubro. "Agora - diz o patriarca - também temos 18 irmãos e irmãs que estão no céu rezando e intercedendo por vós, eles são a nossa força". O vídeo termina com o pedido de Pizzaballa para que sejam fortes, aguardando o dia em que reencontrarão "juntos em Gaza em oração, com alegria, em paz".


(vaticannews)

Hoje a Igreja Católica celebra a beata Chiara Luce Badano

 



29 de out de 2023 às 05:00

Hoje (29), a Igreja Católica recorda a beata "Luce" (Luz) Badano (1971-1990), nascida em um dia como hoje há 50 anos. Chiara nasceu em Sassello, Ligúria, Itália, em 29 de outubro de 1971. Desde pequena demonstrou um profundo amor a Deus, com um caráter forte, mas dócil; um coração cheio de alegria, com uma ternura pouco comum que parecia brotar através do seu olhar, sempre cheio de luz. Todos a sua volta a reconheciam como uma jovem bondosa e ativa.

Aos nove anos ingressou no Movimento dos Focolares. Depois, em 1985, se mudou para Savona para continuar com seus estudos no ensino médio. Aos 16 anos, vivendo como qualquer adolescente entre amigos, música e esportes, ela decidiu consagrar sua vida a Deus. Já nessa época, Chiara começou a desenvolver um vínculo muito estreito com a fundadora dos Focolares, Chiara Lubich, que lhe deu o apelido de "Luce".

No verão de 1988, Chiara foi diagnosticada com um tumor no ombro. A avaliação médica indicou "sarcoma osteogênico com metástase", um tipo de tumor agressivo e doloroso. A jovem se propôs a lutar contra a doença e começou um tratamento intenso de quimioterapia, enquanto tentava continuar com a sua vida comum, sem perder a alegria na fé. Repetia constantemente que oferecia todas as suas dores a Deus, “Por Jesus, por Jesus”; “Isso o faço por ti, Jesus. Si tu o queres, eu também”.

O processo de sua doença a levou pouco a pouco a ficar prostrada. Chiara queria se manter lúcida para oferecer a sua dor, e renunciou aos sedantes e analgésicos. Sua intenção era acompanhar a Cristo sofredor e abandonado.

Seus amigos a visitavam para lhe animar, mas, paradoxalmente, eram eles que, depois de se encontrarem com ela, ficavam animados a seguir o Senhor mais de perto e a visitá-la com frequência. Chiara sabia que a probabilidade de morrer era grande, mas longe de se abandonar, se uniu mais a Jesus, convertendo-se em fonte de consolo para os que a rodeavam. Assim, por um tempo, se dedicou a acompanhar, enquanto ainda podia caminhar, a um jovem que sofria com depressão. Depois, entregou todas as suas economias a um amigo que partiu em missão humanitária para a África.

Apesar dos esforços dos médicos, a doença avançou rapidamente e ela perdeu a mobilidade nas pernas. "Se eu tivesse que escolher entre caminhar ou ir para o paraíso, escolheria a última possibilidade", disse ela aos pais, quando não pedia mais a cura, mas se encontrar com Jesus.

Em julho de 1989, ela sofreu uma forte hemorragia, um sinal de que o fim estava próximo. Assim que teve forças, disse aos pais: "Não chorem por mim. Vou estar com Jesus. No meu funeral não quero que chorem, mas cantem bem alto".

Em sua cama, Chiara rezou pedindo para poder cumprir a vontade de Deus até o último suspiro. “Não peço a Jesus que venha me buscar para me levar ao paraíso; não gostaria de lhe dar a impressão de que não quero mais sofrer”, chegou a dizer a sua mãe, com quem já preparava o que tinha começado a chamar sua "festa de bodas", ou seja, o seu funeral.

No domingo, 7 de outubro de 1990, Chiara morreu acompanhada de seus pais. Seus amigos aguardavam atrás da porta do quarto. Suas últimas palavras para a sua mãe foram: “Tchau. Seja feliz, porque eu sou”.

Cerca de duas mil pessoas compareceram ao seu funeral.

Beatificação

Em dezembro de 2009, o papa emérito Bento XVI reconheceu publicamente o milagre que tornaria possível a beatificação de Chiara. Os pais de um menino italiano pediram a intercessão de Badano para que seu filho se curasse de uma meningite grave que estava causando o colapso de seus órgãos internos. De repente, o menino ficou curado e nenhum dos médicos responsáveis ​​pelo tratamento tinha uma explicação.

Chiara Badano foi beatificada em 25 de setembro de 2010. O arcebispo Angelo Amato, chefe da Congregação para a Causa dos Santos, colocou Chiara como um exemplo de como mesmo em uma vida curta se pode viver com grandeza e santidade: “Hoje há gente cheia de virtudes que, na família, na escola ou na sociedade, estão longe de desperdiçar a vida".

(acidigital)

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Apelos do Papa, voz de paz em um mundo devastado pela guerra

 




No dia em que Francisco nos convida a dedicar ao clamor pela reconciliação no Oriente Médio, lembremos as circunstâncias em que o Sucessor de Pedro mobilizou espiritualmente católicos e não católicos para pedir o dom da fraternidade. Da Síria ao Sudão do Sul e ao Congo, do Líbano ao Afeganistão, o apelo do Pontífice é para dizer não à violência, "uma derrota para a humanidade".

Antonella Palermo - Cidade do Vaticano


A busca pela paz como um "incômodo" que não deixa o coração descansar. Foi isso que, nos dez anos de seu pontificado, o Papa Francisco se empenhou em fazer, sem perder uma oportunidade, convidando várias vezes, tanto cristãos como não cristãos, a viver dias de jejum e de oração justamente para invocar esse dom tão precioso.

Jejum e oração: um binômio no qual um alimenta o outro, reciprocamente, criando um espaço de descontinuidade dos ritmos cotidianos e uma postura aberta à acolhida. Experimentar uma condição de fraqueza é uma forma de desarmamento, uma consciência do sofrimento alheio que estimula a empatia e a fraternidade, um sentimento de privação que afasta o egocentrismo e convida a se sentir vinculado, e não em conflito, com o outro.


7 de setembro de 2013: paz na Síria, acabem com o barulho das armas

Era 2012, a guerra civil na Síria estava se intensificando: 75% dos rebeldes contra o regime no poder tinham um componente salafista extremista, e o conflito estava se tornando regional. Em 7 de setembro, o Papa Francisco convocou o que hoje lembramos como o primeiro Dia de Oração e Jejum pela paz "na amada nação da Síria, no Oriente Médio, no mundo inteiro!". Na vigília no sagrado da Praça São Pedro, milhares de pessoas se reuniram para direcionar seu olhar interior para essa mesma região que ainda hoje sofre as consequências da destruição, da dor e da morte. "O mundo de Deus é um mundo em que cada um se sente responsável pelo outro, pelo bem do outro", lembrou o Papa. "Quando a harmonia é quebrada, acontece uma metamorfose: o irmão a ser protegido e amado se torna o adversário a ser combatido, a ser suprimido." Em seguida, a denúncia ao fato de que "aperfeiçoamos nossas armas, nossa consciência adormeceu, tornamos mais sutis nossas razões para nos justificar". E o grito: "A violência e a guerra só trazem morte, falam de morte! [...] a guerra é sempre uma derrota para a humanidade".


23 de fevereiro de 2018: Sudão do Sul e República Democrática do Congo, não à violência

Era a primeira sexta-feira da Quaresma. O Papa e a Cúria Romana estavam concluindo os exercícios espirituais no que havia sido pensado como um dia especial de jejum e oração pelos povos sul-sudanês e congolês. A preocupação do Pontífice por esses dois países, onde apenas cinco anos depois seria realizada a tão desejada viagem apostólica, ainda se expressava no convite a semear a paz nos lugares onde a guerra civil e a instabilidade política, ao contrário, semeiam morte, insegurança e terror. Já em 23 de novembro de 2017, o sucessor de Pedro participou, na Basílica Vaticana, da iniciativa de oração por essas nações, pedindo também aos não católicos e não cristãos que encontrassem formas adequadas para "dizer concretamente 'não' à violência". "Porque", advertiu o Papa, "as vitórias obtidas por meio da violência são falsas vitórias; enquanto trabalhar pela paz é bom para todos!". Seus pensamentos naquela ocasião se dirigiram especialmente às mulheres que são vítimas de violência em zonas de guerra, às "crianças que sofrem por causa de conflitos aos quais são alheias, mas que lhes roubam a infância e, às vezes, até a vida". O apelo era para que fossem eliminadas todas as formas de hipocrisia, mantendo o silêncio ou negando os massacres de mulheres e crianças. "Aqui", denunciou o Papa, "a guerra mostra sua face mais horrível". E então o apelo aos governantes para que fossem permeados por um espírito nobre, íntegro, firme e corajoso na busca pela paz, "por meio do diálogo e da negociação".


4 de setembro de 2020: reconstruir o Líbano, para o bem comum

Um mês após a tragédia que atingiu o Líbano, com a explosão no porto da cidade de Beirute, durante a Audiência Geral de 2 de setembro de 2020, o Papa Francisco convocou um dia universal de jejum e oração a ser dedicado em solidariedade, em 4 de setembro, ao País dos Cedros. Porque, como repetiu São João Paulo II em 1989, "o Líbano não pode ser abandonado em sua solidão". Nesse caso, embora não houvesse nenhum conflito em andamento, a estabilidade política, econômica e social do país estava em risco. Considerando que a tolerância, o respeito, a coexistência e o pluralismo moldaram a sociedade libanesa, tornando-a única na região, "para o bem do país", disse Francisco, "mas também do mundo, não podemos permitir que esse patrimônio se disperse". O encorajamento foi para continuar a ter esperança e encontrar a força necessária para recomeçar. O pedido aos políticos e líderes religiosos foi para que "se engajem com sinceridade e transparência no trabalho de reconstrução, deixando de lado os interesses partidários e olhando para o bem comum e o futuro da nação". Para a comunidade internacional, a exortação do Pontífice para apoiar o país e ajudá-lo a sair da grave crise. No dia 4 de setembro, seria o cardeal Parolin quem representaria o Papa no país do Oriente Médio e levaria sua mensagem para que o Líbano "realize sua vocação de fraternidade".


29 de agosto de 2021: apelo pelo povo afegão "tão provado"  

"Intensificar a oração e praticar o jejum, a oração e o jejum, a oração e a penitência, este é o momento de fazê-lo": assim disse o Papa Francisco no Angelus do último domingo de agosto, há dois anos, no auge da crise no Afeganistão. Para o país asiático, que estava passando por semanas terríveis com o retorno violento do Talibã ao poder, o pontífice recomendou que se pedisse misericórdia e perdão ao Senhor. "Estou falando sério", especificou na ocasião, convencido de que a oração e o jejum são eficazes se observados com sinceridade de fé, e que portanto devem ser levados a sério. Portanto, não foi anunciada nenhuma data específica para se reunir dessa maneira, mas o povo de Deus foi mobilizado para não mostrar indiferença a uma população "tão provada". E também neste caso, a preocupação do Papa foi, acima de tudo, com as mulheres e as crianças, a quem pediu que não se esgotasse o envio de sua ajuda e de sua acolhida. A Comunidade de Santo Egídio, acolhendo com particular solicitude o convite de Bergoglio, reuniu-se no dia 15 de setembro em Roma, no coração do Trastevere, segundo as intenções do Pontífice, na certeza de que o jejum e a oração não são experiências anacrônicas ou espiritualistas.


2 de março de 2022: paz na Ucrânia, Deus nos quer irmãos, não inimigos

"Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra": as palavras de Francisco na Audiência Geral de 23 de fevereiro do ano passado, quando o cenário na Ucrânia parecia estar comprometido. O anúncio do Papa foi o de viver a Quarta-feira de Cinzas, 2 de março, fazendo oração e jejum pela paz no país. Palavras tragicamente proféticas: no dia seguinte ao apelo, o exército russo invadiu a nação ucraniana. Que aqueles com responsabilidade política façam um sério exame de consciência diante de Deus, disse o sucessor de Pedro, que "é o Deus da paz e não da guerra, o Pai de todos, não apenas de alguns, que quer que sejamos irmãos e não inimigos. Rezo a todas as partes envolvidas", continuou o Pontífice, "para que se abstenham de qualquer ação que cause ainda mais sofrimento às populações, desestabilizando a convivência entre as nações e desacreditando o direito internacional". Muitos outros, dezenas e dezenas de apelos de cortar o coração, viriam a seguir. E o povo de Deus não se cansa de vigiar e implorar, ainda, por misericórdia, conversão e reconciliação.

(vaticannews)

A REPERCUSSÃO DO MEU TESTEMUNHO NO PODCAST | PADRE DOUGLAS PINHEIRO

Homilia Diária | Não se faça de desentendido… (Sexta-feira da 29.ª Seman...

Semana do Papa, diocese de Bragança Miranda e entrada de D. Américo Agui...

Hoje é dia do beato José Gregorio Hernández, médico dos pobres

 


A Igreja Católica recorda hoje (26) a memória litúrgica do beato José Gregorio Hernández, o “médico dos pobres”, que foi beatificado em 30 de abril de 2021 em Caracas, Venezuela.


José Gregorio Hernández nasceu em 26 de outubro de 1864 na pequena cidade camponesa de Isnotú, estado de Trujillo, Venezuela. Sua mãe morreu quando ele tinha apenas 8 anos.


Estudou medicina em Caracas e teve tanto sucesso que o presidente venezuelano o enviou para estudar microscopia, histologia normal, patologia e fisiologia experimental em Paris, França.


Quando voltou, foi professor da Universidade Central de Caracas. Depois de levar a família para a capital, quis se tornar monge de clausura na Itália para se dedicar somente a Deus.


Em 1908, entrou para a Cartuxa da Farneta com o nome de irmão Marcelo. Mas, alguns meses depois, adoeceu e seu superior lhe ordenou que voltasse à Venezuela para se recuperar.


Chegou a Caracas em abril de 1909 e nesse mesmo mês recebeu permissão para entrar para o Seminário Santa Rosa de Lima, mas continuou desejando a vida monástica. Voltou para Roma depois de três anos, fez alguns cursos de teologia no Colégio Pío Latino-americano, mas mais uma vez ficou doente e teve que voltar para a Venezuela.


Ele entendeu que Deus queria que ele fosse leigo e não tentou mais voltar à vida religiosa. Decidiu tornar-se um católico exemplar sendo médico, servindo ao Senhor nos doentes.


Ele dedicava duas horas por dia ao serviço dos pobres.


Perseverou nos seus princípios cristãos durante toda a vida, com grande amor à santa missa e à eucaristia. Era um homem bondoso, cheio de talentos; tocava piano e violino e gostava de dançar. Falava sete línguas e costurava suas próprias roupas.


Um dia, ao atravessar a rua para comprar remédios para uma senhora muito pobre, foi atropelado e levado a um hospital onde um padre conseguiu lhe dar a Unção dos Enfermos, antes de morrer em 29 de junho de 1919. Tinha 54 anos.


Caracas se comoveu e muitos diziam: “Morreu um santo”. Foram tantos os que compareceram ao seu velório que as autoridades tiveram que intervir para organizar a multidão que queria se despedir dele.


(acidigital)

Laudes de Sexta-feira da 29ª Semana do Tempo Comum

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Cristão pode juntar dinheiro? - HOMILIA COMPLETA | Pe. Gabriel Vila Verde

O Papa: com que paciência o povo de Deus suporta os maus-tratos do clericalismo



Francisco falou no início da Congregação do Sínodo na tarde desta quarta-feira e reiterou a importância das mulheres na Igreja: "Elas sabem esperar, descobrir o caminho, além do limite, com medo e coragem". Em seguida, lamentou o "escândalo" dos padres que experimentam em alfaiatarias batinas de renda. Finalmente, ele lembra a importância do povo de Deus: "quando você quiser saber o que a Igreja diz, leia o magistério, mas para pensar em como a Igreja se dirige ao povo".

Salvatore Cernuzio – Vatican News


A mulher, "reflexo" de uma Igreja que tem um rosto feminino. Os sacerdotes e o "escândalo" das roupas eclesiásticas de alfaiataria e, às vezes, das atitudes "machistas e autoritárias". A Igreja às vezes reduzida a um "supermercado da salvação" com uma lista de preços para os sacramentos. Depois, o clericalismo, que é como um "chicote" e que "arruína" o povo santo de Deus. O povo de Deus, de fato, "santo e pecador", "infalível na crença", com tanta "paciência", deve suportar "maus-tratos e a marginalização do clericalismo institucionalizado".

Estas são algumas das reflexões que o Papa ofereceu na tarde desta quarta-feira aos participantes do Sínodo reunidos na Sala Paulo VI para a 17ª Congregação Geral, durante a qual se seguiram os discursos com as "impressões gerais" sobre o Relatório Síntese que será publicado no sábado, 28 de outubro. Antes, porém, a palavra do Pontífice que, sentado à mesa central, em espanhol, quis chamar a atenção para a "Igreja como povo de Deus". Aquele povo ao qual os membros do Sínodo dirigiram uma Carta nesta quarta, e na qual reiteraram a vontade de ouvir "todos".


A Igreja como o povo fiel de Deus

"Gosto de pensar na Igreja como o povo fiel de Deus, santo e pecador, um povo chamado e convocado com a força das bem-aventuranças e de Mateus 25", começou Francisco.

Jesus, para sua Igreja, não adotou nenhum dos esquemas políticos de seu tempo: nem fariseus, nem saduceus, nem essênios, nem zelotes. Nenhuma "corporação fechada"; ele simplesmente assumiu a tradição de Israel: "Vocês serão o meu povo e eu serei o seu Deus".


Santo e pecador

"Gosto", confessa o Papa, "de pensar na Igreja como um povo simples e humilde que caminha na presença do Senhor. E é "ainda mais belo" falar do povo santo de Deus". "Santo e pecador, todos", mas um povo "fiel".

Digo povo fiel para evitar cair nas muitas abordagens e esquemas ideológicos com os quais a realidade do povo de Deus é "reduzida".


Infalível na crença

Uma das características desse povo é sua "infalibilidade": "Sim, é preciso dizer: é infalível na fé...". "Infallibilitas in credendo", como diz a Lumen Gentium.

Quando você quiser saber o que a Santa Madre Igreja quer dizer, leia o Magistério, mas se quiser pensar como crê a Igreja, dirija-se ao povo.

Esse povo fiel "tem uma alma", diz o Papa Francisco, e "porque podemos falar da alma de um povo, podemos falar de uma hermenêutica, de um modo de ver a realidade, de uma consciência". Uma "consciência da dignidade", como demonstram o batismo dos filhos, o sepultamento dos mortos.


A fé transmitida pelas mães e avós

Desse povo também vêm "os membros da hierarquia", desse povo eles receberam a fé, enfatiza o Papa. Como em tantas outras ocasiões, recorda as mães, as avós: "Tua mãe e tua avó, diz Paulo a Timóteo". "A fé é transmitida em um dialeto feminino. Como a mãe dos Macabeus que falava em dialeto com seus filhos", enfatiza Francisco: "gosto muito de pensar que, no santo povo de Deus, a fé é sempre transmitida em dialeto e, geralmente, em dialeto feminino. Isso não se deve apenas ao fato de que a Igreja é mãe e são precisamente as mulheres que melhor a refletem". Daí um aparte sobre a importância das mulheres na Igreja.

A Igreja é mulher, mas porque são as mulheres que sabem esperar, que sabem descobrir os recursos da Igreja, do povo fiel, que vão além do limite, talvez com medo, mas corajosas, e no claro-escuro de um dia que inicia, aproximam-se de um túmulo com a intuição (ainda não esperançosa) de que pode haver algo vivo. A mulher é um reflexo da Igreja, a Igreja é feminina, é uma esposa e mãe.


A lista de preços dos sacramentos

Portanto, "quando os ministros "excedem em seu serviço e maltratam o povo de Deus, desfiguram o rosto da Igreja, arruínam-na com atitudes machistas e ditatoriais", lamenta o Pontífice. "É doloroso", acrescenta, "encontrar em alguns escritórios paroquiais a 'lista de preços' dos serviços sacramentais como em um supermercado. Ou a Igreja é o povo fiel de Deus em caminho, santo e pecador, ou acaba sendo uma empresa de vários serviços, e quando os agentes pastorais tomam esse segundo caminho, a Igreja se torna o supermercado da salvação e os sacerdotes simples funcionários de uma multinacional".


Clericalismo "chicote" e "flagelo

Esse é o "grande fracasso" ao qual o clericalismo leva. Igual amargura, ou melhor, “dor”, o Papa expressa por aqueles "jovens sacerdotes" que se veem nas lojas de alfaiataria eclesiástica "experimentando batinas e chapéus ou vestidos com rendas". "Chega", diz ele, "isso é realmente um escândalo.

O clericalismo é um chicote, é um flagelo, uma forma de mundanismo que suja e danifica a face da esposa do Senhor, escraviza o santo povo fiel de Deus".


O mundanismo maltrata o povo de Deus

Povo que, no entanto, "continua a avançar com paciência e humildade": "com quanta paciência devem tolerar o desperdício, os maus-tratos, as exclusões por parte do clericalismo institucionalizado", exclama o Papa Francisco. "E com que naturalidade falamos dos 'príncipes da Igreja', ou das promoções episcopais como promoções de carreira! Os horrores do mundo, o mundanismo que maltrata o povo santo e fiel de Deus."

(vaticannews)

Sugestões para celebrar os santos e “esquecer” o Halloween

 



Em um artigo publicado pelo Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME), a advogada Alejandra María Sosa Elízaga, propõe dez sugestões práticas para festejar em família, em grupo ou com a comunidade paroquial na véspera da solenidade de Todos os Santos, dia 31 de outubro.


“Como todos os anos, por causa dessa data, comércios e ruas estão inundados de diabos, fantasmas, monstros, esqueletos (caveiras), e demais parafernálias de ‘Halloween’. Muitas pessoas tomam isso como algo normal e até divertido, mas, pensando bem, do ponto de vista cristão, o que tem de divertido em disfarçar as crianças ou decorar a casa com personagens que representam o mal, a escuridão, o oposto daquele que é a Luz do mundo, inimigos do Senhor em quem cremos?”, diz a autora no artigo intitulado “Celebramos os santos, não os espantos!”.


Além disso, acrescentou que a intenção é organizar “uma festa simples, divertida, na qual estejam presentes as duas coisas que as crianças mais gostam do Halloween: fantasias e doces, mas dando-lhes um toque, para que não seja uma festa pagã e muito menos anticristã”.


A seguir, dez dicas práticas para uma boa celebração:


1. Fantasias de santos


Que todos, crianças e adultos, se fantasiem de santos e cada um diga por que escolheu essa fantasia, o que mais gosta desse santo ou santa.


2. Doces com santinhos


Não dê guloseimas decoradas de Halloween para crianças que baterem à porta pedindo doces. Dê doces normais, enfeitados com carinhas sorridentes com auréolas; presenteie também com santinhos.


3. Realizar atividades por equipes


Divida os participantes da festa em equipes, dê materiais (papel, cordas etc.) para que se divirtam elaborando uma fantasia de santo para algum membro do grupo; que cada equipe explique por que escolheu aquele santo e conte o que sabe sobre sua vida. Dê a todos prêmios por sua criatividade e esforço.


4. Desenhar os santos


Que crianças e adultos se entretenham fazendo e pintando desenhos de seus santos favoritos (não precisa sair perfeito) para colá-los na parede em exposição.


5. Fazer fotografias dos participantes com auréolas


Recorte auréolas de papel e cole-as na parede em diferentes alturas, para que os participantes parem diante delas e possam fazer uma foto, na qual pareça que têm auréola. As fotografias de todos como santos ficam muito simpáticas.


6. Contar histórias


Que cada um dos participantes se prepare antecipadamente para contar alguma história interessante, comovente ou divertida sobre algum santo.


7. Festival de vídeo


Organize um mini festival de vídeos da vida dos santos.


8. Frases de santos por todo local


Coloque entre os avisos da Igreja ou em alguma parede do local papéis com frases favoritas de diversos santos, sobretudo, do santo padroeiro dessa igreja particular.


(acidigital)

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Caricaturas de Santos | Agostinianos de Granada (Captura do Youtube)

O clericalismo “escraviza o santo povo fiel de Deus”, diz papa Francisco no sínodo


 


Papa Francisco no Sínodo da Sinodalidade, 25 de outubro de 2023


Vatican Media: David Ramos



Em um discurso pronunciado na tarde de hoje (25) na XVIII Congregação Geral do Sínodo da Sinodalidade, o papa Francisco fez uma forte crítica ao clericalismo na Igreja: “é um chicote, é um flagelo, é uma forma de mundanidade que suja e provoca dano ao rosto da esposa do Senhor; escraviza o santo povo fiel de Deus”.


Falando em espanhol, o papa Francisco começou dizendo: “Gosto de pensar na Igreja como um povo fiel de Deus, santo e pecador, um povo convocado e chamado com a força das bem-aventuranças e de Mateus 25”, capítulo do Evangelho no qual é narrado como Cristo julgará os homens no fim dos tempos.


“Jesus, para a sua Igreja, não assumiu nenhum dos esquemas políticos do seu tempo: nem fariseus, nem saduceus, nem essênios, nem zelotes. Nenhuma ‘empresa fechada’; Simplesmente retoma a tradição de Israel: ‘tu serás o meu povo e eu serei teu Deus’”, disse o papa.


O “santo povo fiel de Deus”


“Gosto de pensar na Igreja como esse povo simples e humilde que caminha na presença do Senhor (o povo fiel de Deus). Este é o sentido religioso do nosso povo fiel. E digo povo fiel para não cair nas tantas abordagens e esquemas ideológicos com que se ‘reduz’ a realidade do povo de Deus. Simplesmente povo fiel, ou também, 'santo povo fiel de Deus' em caminho, santo e pecador. E esta é a Igreja”, continuou.


O papa Francisco disse que “uma das características deste povo fiel é a sua infalibilidade; sim, é infalível in credendo. (In credendo falli nequit, diz LG 9). Infabilitas in credendo. E eu explico isso assim: 'quando você quiser saber o que a Santa Mãe Igreja acredita, vá ao Magistério, porque ele é o responsável por ensiná-lo, mas quando você quiser saber como a Igreja acredita, vá ao povo fiel'".


 “Uma imagem me vem à mente: o povo fiel reunido na entrada da catedral de Éfeso. A história (ou a lenda) diz que as pessoas estavam em ambos os lados do caminho para a catedral enquanto os bispos em procissão faziam a sua entrada, e que em coro repetiam: 'Mãe de Deus', pedindo à hierarquia que declarasse dogma essa verdade que eles já tinham como povo de Deus. (Alguns dizem que tinham paus nas mãos e os mostravam aos bispos)”, disse.


“Não sei se é história ou lenda, mas a imagem é válida”, acrescentou.


O papa Francisco disse que “o povo fiel, o santo povo fiel de Deus, tem alma, e porque podemos falar da alma de um povo, podemos falar de uma hermenêutica, de um modo de ver a realidade, de uma consciência. O nosso povo fiel tem consciência da sua dignidade, batiza os seus filhos, enterra os seus mortos”.


“A Igreja é uma mulher”


“Os membros da hierarquia viemos desse povo e nós recebemos a fé desse povo, geralmente de nossas mães e avós, ‘sua mãe e sua avó’, diz Paulo a Timóteo, uma fé transmitida em dialeto feminino, como a Mãe dos Macabeus que falava 'em dialeto' aos seus filhos", disse o papa.


“E aqui gosto de sublinhar que, no santo povo fiel de Deus, a fé é transmitida em dialeto, e geralmente em dialeto feminino. Isto não acontece só porque a Igreja é Mãe e são precisamente as mulheres que melhor a refletem; (a Igreja é mulher), mas porque são as mulheres quem sabe esperar, sabem descobrir os recursos da Igreja, do povo fiel, arriscam para lá dos limites, talvez com medo mas corajosas, e no alvorecer de um dia que começa, aproximam-se de um sepulcro com a intuição (ainda não esperança) de que possa haver algo de vida".


“A mulher do santo povo de Deus é um reflexo da Igreja. A Igreja é feminina, é esposa, é mãe”, disse o papa.


O perigo do clericalismo na Igreja


Francisco advertiu que “quando os ministros se excedem no seu serviço e maltratam o povo de Deus, desfiguram o rosto da Igreja com atitudes machistas e ditatoriais”.


“É doloroso encontrar em algumas secretarias paroquiais a ‘tabela de preços’ dos serviços sacramentais em estilo de supermercado”, disse, porque “ou a Igreja é o povo fiel de Deus em caminho, santo e pecador, ou acaba sendo uma empresa de serviços variados”.


“E quando os agentes pastorais tomam este segundo caminho, a Igreja se torna o supermercado da salvação e os padres meros funcionários de uma multinacional. É a grande derrota a qual o clericalismo nos leva”.


“E isto com muita vergonha e escândalo (basta ir às alfaiatarias eclesiásticas de Roma para ver o escândalo dos jovens padres experimentando batinas e chapéus ou albas e sobrepeliz com renda)”, disse.


“O clericalismo é um chicote, é um flagelo, é uma forma de mundanidade que suja e provoca dano ao rosto da esposa do Senhor; escraviza o santo povo fiel de Deus”, disse.


No final da sua mensagem, o papa disse que “o povo de Deus, o santo povo fiel de Deus, continua adiante com paciência e humildade, suportando os desprezos, os maus-tratos e a marginalização por parte do clericalismo institucionalizado”.


(acidigital)

Homilia Diária | O fogo que Cristo quer atear sobre nós (Quinta-feira da...

Santo do Dia: Santo Evaristo, o quinto Papa da Igreja CatólicaA+A-

 



Origens 


Santo Evaristo, sucessor de São Clemente, segundo Santo Ireneu e Eusébio, foi, pelo ano 100, Papa – ou mais exatamente bispo de Roma (porque, nessa época, ao que parece, o termo Papa aplicava-se a qualquer prelado). Foi somente pelo século VI que o título de Papa começou a ser reservado só para o Pontífice Romano.


Papa da Antioquia 


Segundo o Liber Pontificalis, Santo Evaristo era grego de Antioquia, como o pai judeu, chamado Judas, nascido em Belém. Pela mesma fonte é declarado mártir, do mesmo modo que sete (ou nove) outros pontífices, sem que se veja a razão nestes diferentes.


Pontificado


No exercício de seu Pontificado, aparecem duas lendárias disposições tomadas por ele. A distribuição dos sacerdotes de Roma nos vinte e cinco títulos ou igrejas paroquiais da cidade, que teriam sido instituídas por São Cleto. 


Papa Evaristo: grande organizador da Igreja 

Organização da Igreja

São Pedro já havia estabelecido sete diáconos, Evaristo decidiu que os diáconos estivessem ao lado do bispo enquanto este pregava e proclamava o prefácio da Missa, para testemunhar (em caso de necessidade), a ortodoxia e também para conferir maior solenidade à celebração.


Páscoa


Santo Evaristo morreu em 105. Uma tradição muito antiga afirma que ele teria sido mártir da fé durante a perseguição imposta pelo imperador Trajano, e que depois seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro. Embora a fonte não seja precisa, sua morte foi oficialmente registrada no Livro dos Papas, em Roma.


Relíquias 


Foi enterrado perto do corpo do bem-aventurado Pedro no Vaticano, no  6º das calendas de Novembro (27 de Outubro). Baronio preferiu colocá-lo no martirológio no dia 26.  Evaristo vem do grego euarestos, engraçado, agradável.


Minha oração


“Sucessor dos apóstolos, tu bebeste das fontes do Evangelho, conduzi os cristãos ao verdadeiro entendimento do cristianismo, derrubai as ideologias e más interpretações sobre Jesus e o Reino de Deus. Amém!”


Santo Evaristo, rogai por nós!

(cancaonova)

Laudes de Quinta-feira da 29ª Semana do Tempo Comum

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 25.10.2023

Intervenção de Guterres na ONU sobre o confronto entre Israel e Hamas



O bombardeio israelense na Faixa de Gaza continua, o dia de ontem foi marcado por um impasse sobre a possível libertação de 50 reféns nas mãos do Hamas. Enquanto isso, na ONU, houve um forte confronto entre o secretário-geral, Antonio Guterres, e os representantes israelenses sobre a origem do conflito.

Giancarlo La Vella - Cidade do Vaticano


"O sofrimento do povo palestino não pode justificar os terríveis ataques do Hamas em 7 de outubro". Ontem (24), no Conselho de Segurança da ONU, o secretário-geral, Antonio Guterres, condenou em termos inequívocos o sangrento ataque dos milicianos fundamentalistas que custou a vida de mais de 1.400 civis israelenses em 7 de outubro. Em seu discurso, Guterres continuou dizendo que "é importante reconhecer que os ataques do Hamas não surgiram do nada, mas de 56 anos de ocupação israelense sufocante". Essa é a interpretação da cúpula da ONU sobre o que está acontecendo no Oriente Médio. O embaixador israelense na ONU, Gilad Erdan, criticou imediata e veementemente a segunda parte do discurso de Guterres, pedindo sua renúncia como chefe da ONU. "Não há justificativa ou sentido", disse o diplomata, "em falar com aqueles que demonstram simpatia pelos atos mais terríveis cometidos contra os cidadãos de Israel, muito menos por uma organização declaradamente terrorista". O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, fez eco a Erdan: "a culpa pelo 7 de outubro", enfatizou ele, "é exclusivamente do Hamas, não de Israel, nem de civis inocentes". Uma outra resposta às palavras de Guterres veio com o anúncio da negação de vistos de entrada em Israel para funcionários da ONU.

Unicef: centenas de crianças sob as bombas

Enquanto isso, os ataques israelenses à Faixa continuam, com bombardeios contínuos. A Unicef informa que mais de 2.300 crianças foram mortas em uma quinzena de bombardeios em Gaza. Mais de 5.300 ficaram feridas. "A morte e a mutilação de crianças, os ataques a hospitais e escolas e a negação do acesso humanitário constituem graves violações dos direitos das crianças. A humanidade deve prevalecer". Isso foi anunciado por Adele Khodr, diretora regional do UNICEF para o Oriente Médio e Norte da África. As pequenas vítimas se somam às dezenas de vítimas israelenses causadas pelo Hamas em 7 de outubro


A fronteira norte

A situação na parte norte do país está piorando. Ontem, vários ataques com foguetes do Líbano causaram um apagão generalizado nas Colinas de Golã controladas por Israel. No território vizinho do Líbano, há várias posições da milícia xiita pró-iraniana Hezbollah. Também há ataques israelenses contra posições do exército sírio.


Impasse com refens

A preocupação com os mais de 200 reféns israelenses nas mãos do Hamas continua. Ontem havia esperança de libertação de 50 deles com dupla nacionalidade, graças à mediação do Qatar e do Egito, mas depois tudo ficou paralisado. Parece claro que o destino dos sequestrados está ligado à continuação dos ataques israelenses à Faixa de Gaza e a um possível ataque terrestre. O presidente francês, Emmanuel Macron, falou sobre o assunto ontem. "Faremos tudo o que pudermos para levá-los em segurança de volta para suas casas", prometeu o chefe de estado francês, que visitou Israel, onde se encontrou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e com as famílias dos cidadãos franceses mortos, desaparecidos ou reféns na Faixa de Gaza. Macron também se reuniu com o presidente da Autoridade Palestina, Abu Mazen, em Ramallah, na Cisjordânia, e hoje estará em Amã, onde provavelmente se encontrará com o rei Abdallah II.

()vaticannews

Sínodo: crescermos como irmãos, para crescermos como sinodais

 



O padre português Sérgio Leal, especialista em sinodalidade, afirma que “ecumenismo e sinodalidade caminham juntos”.

Rui Saraiva – Portugal


A primeira sessão da XVI Assembleia Geral do Sínodo ficou marcada pelo forte sinal ecuménico dos dias que a antecederam. Em particular, pela grande vigília ecuménica preparada pela Comunidade de Taizé. “Peçamos ao Espírito o dom da escuta para os participantes no Sínodo”, disse o Papa Francisco na ocasião.


O Santo Padre, perante responsáveis de várias comunidades cristãs e milhares de jovens, assinalou a importância de estar “juntos” e unidos pela mesma fé. “Caminhemos juntos, não só os católicos, mas todos os cristãos, todo o Povo dos batizados, todo o Povo de Deus”, disse Francisco.


Nessa vigília de oração ecuménica, no dia 30 de setembro, estiveram presentes o patriarca ecuménico Bartolomeu de Constantinopla, da Igreja Ortodoxa, o arcebispo de Cantuária Justin Welby, da Igreja Anglicana, Anne Burghardt, primeira mulher a assumir o cargo de secretária-geral da Federação Luterana Mundial e também outros responsáveis de Igrejas e comunidades cristãs.


Os representantes das Igrejas cristãs presentes na celebração receberam sementes, como sinal das “sementes de união e sinodalidade”, para serem plantadas em casa.


Ecumenismo e sinodalidade caminham juntos

 

O padre português Sérgio Leal tem vindo a ajudar-nos neste caminho sinodal. Sobre a atitude ecuménica no início do Sínodo, em Roma, recorda uma ida a Taizé e a experiência de diálogo com os monges daquela comunidade. E afirma que “ecumenismo e sinodalidade caminham juntos”.


“Ecumenismo e sinodalidade caminham juntos. O ecumenismo é este esforço e este trabalho conjunto de sermos um só rebanho e um só pastor. De cumprirmos aquele desejo de Jesus que na Última Ceia com os discípulos pede que aqueles que o onde seguir sejam um só como Ele e o Pai são um só. Recordo uma ida a Taizé em que perguntava a um dos monges de Taizé, ao almoço com eles, quando era seminarista, como é que era viver numa comunidade onde uns eram católicos, outros protestantes, outros ortodoxos? Ele respondia: ‘É muito simples. Acreditamos no mesmo Jesus, lemos o mesmo Evangelho e temos o mesmo mandamento que é o do amor’. Isto parece demasiado evidente: acreditamos no mesmo Jesus, lemos o mesmo Evangelho e o mandamento que nos une é o do amor. Este sinal do Papa de querer que o início da assembleia sinodal em Roma seja ecuménico é um sinal para lembrar isto: somos todos seguidores do mesmo Jesus. A fraternidade e a comunhão são imprescindíveis para qualquer caminho. No início do caminho, aquilo que tem de estar sublinhado é dizer: estamos juntos para construir aquele que é o desígnio de salvação que Ele veio trazer ao mundo. Independentemente, das perspetivas pessoais, dos desafios culturais que têm as diversas regiões do mundo representadas no Sínodo, antes de tudo isto está Jesus Cristo, o mandamento do amor e a Palavra que nos une. Crescermos como irmãos, para crescermos como sinodais. Este será um desafio fundamental”, sublinha o padre Sérgio Leal.


A propósito da primeira sessão da assembleia sinodal romana que se encontra agora na última semana dos seus trabalhos, recordamos a recente análise do padre Sérgio Leal relativamente ao caminho a a fazer entre 2023 e 2024.


O docente da Universidade Católica Portuguesa sublinha a importância daquilo que se constrói através do exercício concreto da escuta.


“E é esta a riqueza da assembleia sinodal, que se traduz não só no que cada um diz, mas naquilo que cada um escuta. E creio que isso é o mais importante do caminho sinodal, é de que ele se constrói não apenas por aquilo que eu digo, mas por aquilo que eu sou capaz de escutar do outro. A cada três intervenções, geralmente no Sínodo, sucedem-se três minutos de silêncio para pensar no que foi dito antes. Por isso, terminada esta primeira assembleia sinodal em Roma haverá um documento final, ou pelo menos algumas orientações. Que não pode ser apenas mais um documento muito interessante, terá de ser já um instrumento de trabalho a partir do qual se começará a fazer caminho até à próxima assembleia”, refere.


Até ao próximo domingo 29 de outubro estão reunidos no Vaticano 464 participantes no Sínodo subordinado ao tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação, missão”. Um processo sinodal que teve inicio em outubro de 2021 e que já percorreu as fases diocesana e continental.


Este é o primeiro tempo do Sínodo em Roma. Em 2024 será a segunda sessão. Entre os dois momentos haverá muito caminho sinodal a percorrer.


Laudetur Iesus Christus


(vaticannews)

AUDIÊNCIA GERAL (Texto)

 

PAPA FRANCISCO


AUDIÊNCIA GERAL


Praça São Pedro

Quarta-feira, 25 de outubro de 2023

 


Catequeses. A paixão pela evangelização: o zelo apostólico do crente. 24. Os Santos Cirilo e Metódio, apóstolos dos Eslavos


Estimados irmãos e irmãs, bom dia!


Hoje falar-vos-ei de dois irmãos muito famosos no Oriente, a ponto de serem chamados “os apóstolos dos Eslavos”: os Santos Cirilo e Metódio. Nascidos na Grécia no século IX, numa família aristocrática, renunciam à carreira política para se dedicar à vida monástica. Mas o seu sonho de uma existência retirada dura pouco. São enviados como missionários para a Grande Morávia, que naquela época abrangia vários povos, já parcialmente evangelizados, mas entre os quais subsistiam muitos costumes e tradições pagãs. O seu príncipe pediu um mestre que explicasse a fé cristã na língua deles.


Portanto, a primeira tarefa de Cirilo e Metódio consiste em aprofundar o estudo da cultura daqueles povos. Sempre aquele refrão: a fé deve ser inculturada e a cultura deve ser evangelizada. Inculturação da fé, evangelização da cultura, sempre! Cirilo pergunta se têm um alfabeto; dizem-lhe que não. E ele responde: “Quem pode escrever um discurso sobre a água?”. Com efeito, para anunciar o Evangelho e para pregar, era necessário um instrumento próprio, adequado, específico. Assim, inventa o alfabeto glagolítico. Traduz a Bíblia e os textos litúrgicos. As pessoas sentem que aquela fé cristã já não é “estrangeira”, mas torna-se a fé delas, falada na língua materna. Pensai: dois monges gregos que oferecem um alfabeto aos Eslavos. Foi esta abertura de coração que enraizou o Evangelho entre eles. Estes dois não tinham medo, eram corajosos!


No entanto, depressa surgem oposições de alguns Latinos, que se veem privados do monopólio da pregação entre os Eslavos, aquela luta dentro da Igreja, sempre assim! A sua objeção é religiosa, mas apenas na aparência: Deus só pode ser louvado – dizem – nas três línguas escritas na cruz, o hebraico, o grego e o latim. Tinham a mentalidade fechada para defender a própria autonomia. Mas Cirilo responde com veemência: Deus quer que cada povo o louve na própria língua. Com o irmão Metódio, dirige um apelo ao Papa, que aprova os seus textos litúrgicos em língua eslava, manda colocá-los sobre o altar da igreja de Santa Maria Maior e, com eles, canta os louvores do Senhor segundo aqueles livros. Cirilo falece poucos dias depois, e as suas relíquias ainda são veneradas aqui em Roma, na Basílica de São Clemente. Metódio, ao contrário, é ordenado bispo e enviado para os territórios dos Eslavos. Aqui deverá sofrer muito, até será preso, mas irmãos e irmãs, sabemos que a Palavra de Deus não é acorrentada e que se propaga entre aqueles povos.


Olhando para o testemunho destes dois evangelizadores, que São João Paulo II quis como copadroeiros da Europa e sobre os quais escreveu a Encíclica Slavorum Apostoli, vejamos três aspetos importantes.


Em primeiro lugar, a unidade: os Gregos, o Papa, os Eslavos: naquela época na Europa havia uma cristandade não dividida, que colaborava para evangelizar.


Um segundo aspeto importante é a inculturação, sobre a qual eu já disse algo antes: evangelizar a cultura, e a inculturação mostra que evangelização e cultura estão intimamente ligadas. Não se pode pregar um Evangelho de modo abstrato, destilado, não: o Evangelho deve ser inculturado e é também expressão da cultura.


Um último aspeto, a liberdade. Na pregação, é necessária a liberdade, mas a liberdade precisa sempre da coragem; uma pessoa é livre quando é mais corajosa e não se deixa acorrentar por tantas coisas que lhe tiram a liberdade!


Irmãos e irmãs, peçamos aos Santos Cirilo e Metódio, apóstolos dos Eslavos, para ser instrumentos de “liberdade na caridade” para os outros. Ser criativos, constantes e humildes, com a oração e com o serviço.


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APELO


Penso sempre na grave situação na Palestina e em Israel: encorajo a libertação dos reféns e a entrada das ajudas humanitárias em Gaza. Continuo a rezar por aqueles que sofrem e a esperar em percursos de paz, no Médio Oriente, na martirizada Ucrânia e noutras regiões feridas pela guerra. Recordo a todos que depois de amanhã, sexta-feira 27 de outubro, viveremos um dia de jejum, oração e penitência; às 18 horas, em São Pedro, reunir-nos-emos para rezar e implorar a paz no mundo.


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Saudações:


Queridos fiéis de língua portuguesa, sede bem-vindos. De modo especial, saúdo os grupos vindos do Brasil e de Portugal. Neste tempo, não deixemos que as nuvens dos conflitos escondam o sol da esperança. Entreguemos, antes, a Nossa Senhora a urgência da paz, para que todas as culturas se abram ao sopro de harmonia no Espírito. Deus vos abençoe!


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Resumo da catequese do Santo Padre:


Hoje a nossa atenção volta-se para dois irmãos do século IX: Cirilo e Metódio. Sonhavam para eles a vocação monástica, mas Deus pensava diferente e fê-los apóstolos dos eslavos. De facto, o príncipe da Grande Morávia estava a pedir alguém que explicasse a fé cristã na língua do seu povo, e os enviados foram eles. A primeira tarefa destes dois irmãos foi estudar a fundo a cultura eslava. Como esta não possuía um alfabeto, Cirilo inventou-o e a partir dele traduziu a Bíblia e os textos litúrgicos. E assim a fé cristã pôde ser transmitida na língua materna dos eslavos. Porém, alguns latinos, que ali anunciavam a fé, defendiam que só era permitido louvar a Deus com as línguas usadas no letreiro da Cruz: hebraico, grego e latim. Cirilo contestava, afirmando que Deus deseja ser louvado por todos os povos na própria língua, e apelou ao Papa. Este aprovou os textos litúrgicos e, com os dois irmãos, louvou a Deus na língua eslava. Efetivamente, determinante para o anúncio do Evangelho é estar unido a Cristo na oração, como é fundamental encarná-lo nas diferentes culturas, em relação às quais o zelo missionário nunca é hostil, mas gentil. Igualmente importante, na obra da evangelização, é recordarmo-nos sempre de que o Evangelho não aceita ser encadeado, mas exige liberdade, porque Deus é livre e liberta.



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Audiência Geral 25 de outubro de 2023 Papa Francisco

Homilia Diária | Um intercessor na luta contra as ideologias (Mem. S. An...

Hoje é celebrado santo Antônio de Sant’Anna Galvão, o primeiro santo brasileiro




A Igreja celebra hoje (25) a memória litúrgica do primeiro santo nascido no Brasil, santo Antônio de Sant’Anna Galvão, conhecido como são frei Galvão. O franciscano fundador do Mosteiro da Luz, que até hoje é referência na cidade de São Paulo, também é recordado por suas pílulas.


Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu em Guaratinguetá (SP), no dia 10 de maio de 1739, em uma família que tinha muitas posses. Entretanto, abriu mão de tudo para atender ao chamado de Deus e seguir a vida religiosa.


Aos 16 anos, ingressou no convento franciscano de São Boaventura de Macacu, no Rio de Janeiro (RJ). Em 1761, fez seus votos solenes e, um ano depois, foi admitido à ordenação sacerdotal. Frei Galvão, então, foi mandado para o convento de São Francisco, em São Paulo, a fim de aperfeiçoar os seus estudos de filosofia e teologia e exercitar-se no apostolado.


Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição. Atualmente o local é conhecido como Mosteiro da Luz, um patrimônio cultural da humanidade por decisão da UNESCO.


Mais tarde, em 1811, atendeu ao pedido do bispo de São Paulo (SP) e fundou também o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba (SP).


Já com a saúde debilidade, frei Galvão recebeu autorização especial para morar no Recolhimento da Luz, onde passou os últimos dias de sua vida, aos cuidados das religiosas. Até que, em 23 de dezembro de 1822, faleceu aos 84 anos, com fama de santidade devido a toda uma vida dedicada a Cristo e às obras de caridade.


Frei Galvão foi beatificado pelo papa João Paulo II em 25 de outubro de 1998 e canonizado em 11 de maio de 2007 pelo papa Bento XVI, em São Paulo.


As pílulas de Frei Galvão


Segundo consta, frei Galvão ia às casas orar com as famílias pelas senhoras grávidas que tinham dificuldades de parto natural. Certo dia, foi procurado por um senhor aflito, porque sua esposa estava em trabalho de parto e em risco de perder a vida.


O franciscano escreveu em três pequenos papéis um trecho do Ofício da Santíssima Virgem, enrolou-os como pílulas e entregou-os ao homem. Este, por sua vez, deu à esposa e a criança nasceu com saúde.


Em outra ocasião, um jovem o teria procurado com dores causadas por cálculos renais. O frei fez outras pílulas e também este rapaz ficou curado.


Até hoje, as pílulas são produzidas pelas irmãs concepcionistas, conforme as orientações de frei Galvão, e entregues a pessoas que têm fé na intercessão deste santo.


cidigital

Laudes da Memória de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Vivei alegres - Caminho Neocatecumenal

Missa desde a Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima 24...

IRMÃ GREICE MARIA | SantoFlow Podcast | Ep. 32

International situation

P. MARIO PEZZI: Intervención en el Encuentro Vocacional de la JMJ Lisboa...

Dados que todo cristão deve saber sobre Halloween

 


Próximos à noite de Halloween, celebrada em 31 de outubro, apresentamos oito coisas que todo cristão deve saber sobre esta festa pagã que aos poucos foi difundida no mundo inteiro.


“Como o demônio faz para nos afastar do caminho de Jesus? A tentação começa brevemente, mas cresce: sempre cresce. Esta cresce e contagia o outro, é transmitida e tenta ser comunitária. E, finalmente, para tranquilizar a alma, justifica-se. Cresce, contagia e se justifica”, advertiu o papa Francisco em abril de 2014.


A seguir, os oito dados:


1. A origem do nome


A Solenidade de Todos os Santos é comemorada no dia 1º de novembro e é celebrada na Igreja desde às vésperas. Por isso, a noite de 31 de outubro, no inglês antigo, era chamada “All hallow’s eve” (véspera de todos os santos). Mais tarde, esta expressão virou “Halloween”.


2. As raízes celtas


No século VI a.C., os celtas do norte da Europa celebravam o fim de ano com a festa do “Samhein” (ou Samon), festividade do sol, iniciada na noite de 31 de outubro e que marcava o fim do verão e das colheitas. Eles acreditavam que naquela noite o deus da morte permitia aos mortos retornarem à terra, fomentando um ambiente de terror.


Segundo a religião celta, as almas de alguns defuntos estavam dentro de animais ferozes e podiam ser libertadas com sacrifícios de toda índole aos deuses sacrifícios, inclusive sacrifícios humanos. Uma forma de evitar a maldade dos espíritos malignos, fantasmas e outros monstros era se disfarçando para tentar se assemelhar a eles e desta maneira passavam despercebidos ante seus olhares.


3. Sua mistura com o cristianismo


Quando os povos celtas foram cristianizados, nem todos renunciaram os seus costumes pagãos. Do mesmo modo, a coincidência cronológica da festa pagã de “Samhein” com a celebração de todos os Santos e a dos defuntos, comemorada no dia seguinte (2 de novembro), fez com que as crenças cristãs fossem misturadas com as antigas superstições da morte.


Através da chegada de alguns irlandeses aos Estados Unidos, introduziu-se neste país o Halloween, que chegou a ser parte do folclore popular do país. Logo, incluindo a contribuição cultural de outros migrantes, introduziu-se a crença das bruxas, fantasmas, duendes, drácula e diversos monstros. Mais tarde, esta celebração pagã foi difundida no mundo inteiro.


4. Uma das principais festas dentro do satanismo


Segundo o testemunho de algumas pessoas que praticaram o satanismo e depois se converteram ao cristianismo, o Halloween é considerada a festa mais importante para os cultos demoníacos, porque se inicia o novo ano satânico e é como uma espécie de “aniversário do diabo”. É nesta data que os grupos satânicos sacrificam os jovens e especialmente as crianças, pois são os preferidos de Deus.


5. A origem da pergunta “Doces ou travessuras?”


No Halloween, as crianças e alguns adultos costumam se disfarçar de seres horríveis e temerários e vão de casa em casa exigindo “trick or treat” (doces ou travessuras). A crença é de que se não lhes dão alguma guloseima, os visitantes farão uma maldade ao morador do lugar. Muitas pessoas acreditam que o início deste costume está na perseguição aos católicos na Inglaterra, onde suas casas eram ameaçadas.


6. A origem da abóbora com forma de rosto


Existe uma antiga lenda irlandesa que conta que um homem chamado Jack tinha sido tão mau em vida que supostamente não podia nem entrar no inferno por ter enganado muitas vezes o demônio. Assim, teve que permanecer na terra vagando pelos caminhos com uma lanterna, feita de um legume vazio com um carvão aceso.


As pessoas supersticiosas, para afugentar Jack, colocavam uma lanterna similar na janela ou na frente de suas casas. Mais adiante, quando isto se popularizou, o legume para fazer a lanterna passou a ser uma abóbora com buracos em forma do rosto de uma caveira ou bruxa.


7. Um grande negócio


Hollywood contribuiu para a difusão do Halloween com uma série de filmes nos quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos medo e uma ideia errônea da realidade. Do mesmo modo, as máscaras, as fantasias, os doces, as maquiagens entre outros artigos são motivos para que alguns empresários fomentem o “consumo do terror” e favorecem a imitação dos costumes norte-americanos.


(acidigital)

Palavra de Deus | Vigia e orai pois pouco tempo nos resta (Lc 12,35-38) ...

Hoje é celebrado santo Antônio Maria Claret, fundador dos missionários claretianos

 



“Ó Virgem e Mãe de Deus, bem sabeis que somos filhos e ministros vossos, formados por Vós mesma na frágua da vossa misericórdia e amor”, costumava dizer santo Antônio Maria Claret, cuja festa é celebrada hoje (24).


Santo Antônio Maria Claret nasceu em Sallent, Barcelona, Espanha, em 1807. Em sua juventude, foi trabalhador têxtil e é considerado o padroeiro dos tecelões. Desde a infância, destacou-se por seu amor à Eucaristia e à Virgem.


Um dia, estando na praia com alguns amigos, começou a refrescar os pés. Então, veio uma onda gigantesca e o arrastou para o mar. Por não saber nadar, quando começou a se afogar, gritou: “Virgem Santa, salva-me”. Imediatamente, estava na margem e com a roupa totalmente seca.


Mais tarde, ingressou no seminário e foi ordenado sacerdote. Seu desejo de ser missionário o levou às Ilhas Canárias e depois a Cuba, onde foi arcebispo de Santiago. Ali, trabalhou buscando semear o amor e a justiça contra a discriminação racial e a injustiça social. Isto lhe rendeu alguns inimigos.


Foi ferido por um malfeitor contratado que queria cortar sua garganta com uma faca, mas só atingiu parte do rosto e o braço direito. Posteriormente, voltou para a Espanha, após ter ganhado o carinho dos cubanos.


Era muito devoto da Virgem e rezava constantemente o Santo Rosário: “Reza o Santo Rosário todos os dias com devoção e fervor e vereis como Maria Santíssimo será vossa Mãe, vossa advogada, vossa medianeira, vossa mestra, vosso tudo depois de Jesus”, dizia.


Em sua vida, fundou a Comunidade de Missionários do Coração de Maria, hoje chamados Missionários Claretianos, e as Missionárias Claretianas.


(acidigital)

Laudes de Terça-feira da 29ª Semana do Tempo Comum

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Great public support

NÃO DOU NOME AOS ANJOS | PEDRO SIQUEIRA

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 23.10.2023

ANGELUS (Texto)

 PAPA FRANCISCO


ANGELUS


Praça São Pedro

Domingo, 22 de outubro de 2023

 


Amados irmãos e irmãs, bom dia!


O Evangelho da liturgia de hoje diz-nos que alguns fariseus se unem aos herodianos para armar uma cilada a Jesus. Estavam sempre a procurar fazer-lhe armadilhas. Aproximam-se d’Ele e perguntam-lhe: «É lícito ou não pagar o tributo a César?» (Mt 22, 17). É um engano: se Jesus legitima o imposto, coloca-se do lado de um poder político mal tolerado pelo povo, enquanto que, se diz para não o pagar, pode ser acusado de rebelião contra o império. Uma verdadeira armadilha. Mas ele escapa a esta cilada. Pede-lhes que lhe mostrem uma moeda, que tem a imagem de César, e diz: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (v. 21). O que significa isto?


Estas palavras de Jesus tornaram-se de uso corrente, mas por vezes foram mal utilizadas - ou pelo menos redutoras - para falar da relação entre a Igreja e o Estado, entre os cristãos e a política; muitas vezes são entendidas como se Jesus quisesse separar “César” e “Deus”, isto é, a realidade terrena e a realidade espiritual. Às vezes também pensamos assim: a fé com as suas práticas é uma coisa e a vida quotidiana é outra. E isso é errado. É uma “esquizofrenia”, como se a fé não tivesse nada a ver com a vida concreta, com os desafios da sociedade, com a justiça social, com a política, etc.


Na realidade, Jesus quer ajudar-nos a colocar “César” e “Deus” cada um no seu devido lugar. A César - isto é, à política, às instituições civis, aos processos sociais e económicos - pertence o cuidado da ordem terrena; e nós, que estamos imersos nesta realidade, devemos devolver à sociedade o que ela nos oferece através do nosso contributo como cidadãos responsáveis, cuidando do que nos é confiado, promovendo o direito e a justiça no mundo do trabalho, pagando honestamente os impostos, empenhando-nos no bem comum, etc. Ao mesmo tempo, porém, Jesus afirma a realidade fundamental: que o homem pertence a Deus, o homem todo e todo o ser humano. E isto significa que não pertencemos a nenhuma realidade terrena, a nenhum “César” de turno. Pertencemos ao Senhor e não devemos ser escravos de nenhum poder mundano. Na moeda, portanto, está a imagem do imperador, mas Jesus lembra-nos que na nossa vida está gravada a imagem de Deus, que nada nem ninguém pode ofuscar. A César pertencem as coisas deste mundo, mas o homem e o próprio mundo pertencem a Deus: não nos esqueçamos disso!


Compreendamos, então, que Jesus está a restituir cada um de nós à própria identidade: na moeda deste mundo está a imagem de César, mas tu - eu, cada um de nós - que imagem trazes dentro de ti? Façamos esta pergunta a nós próprios: eu, que imagem trago dentro de mim? Tu, que imagem trazes na tua vida? Lembramo-nos de que pertencemos ao Senhor, ou deixamo-nos moldar pela lógica do mundo e fazemos do trabalho, da política, do dinheiro os nossos ídolos a adorar?


Que a Virgem Santíssima nos ajude a reconhecer e a honrar a nossa dignidade e a de cada ser humano.


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Depois do Angelus


Queridos irmãos e irmãs!


Mais uma vez o meu pensamento se volta para o que está a acontecer em Israel e na Palestina. Estou muito preocupado, aflito, rezo e estou próximo de todos aqueles que sofrem, os reféns, os feridos, as vítimas e as suas famílias. Penso na grave situação humanitária em Gaza e entristece-me que o hospital anglicano e a paróquia greco-ortodoxa também tenham sido atingidos nos últimos dias. Renovo o meu apelo para que os espaços sejam abertos, para que a ajuda humanitária continue a chegar e para que os reféns sejam libertados.


A guerra, todas as guerras no mundo - penso também na atormentada Ucrânia - são uma derrota. A guerra é sempre uma derrota, é uma destruição da fraternidade humana. Irmãos, parai! Parai!


Recordo que para sexta-feira próxima, 27 de outubro, proclamei um dia de jejum, oração e penitência, e que nessa noite, às 18 horas, em S. Pedro, teremos uma hora de oração para implorar a paz no mundo.


Hoje celebramos o Dia Mundial das Missões, com o tema “Coração ardente, pés a caminho”. Duas imagens que dizem tudo! Exorto todos, nas dioceses e paróquias, a participar ativamente.


Saúdo todos vós, romanos e peregrinos, especialmente as Irmãs Siervas de las Pobres hijas del sagrado Corazón de Jesús, de Granada; os membros do Centro Académico Romano Fundación; a Confraria do Señor de los Milagros, dos peruanos em Roma: e obrigado, obrigado pelo vosso testemunho! Continuai assim, com esta piedade tão boa.


Saúdo os membros do Movimento dos Leigos Missionários “Todos guardiães da humanidade”, o coro polifónico “S. Antonio Abate” de Cordenons e as associações de fiéis de Nápoles e Casagiove.


Saúdo também os jovens da “Casa Giardino” de Casalmaggiore, o grupo de jovens amigos da Comunidade Emmanuele, os diretores e professores da Escola Católica “Jean XXIII” de Toulon, os alunos do Liceu “St. Croix” de Neuilly.


Desejo a todos bom domingo. Também a vós, jovens da Imaculada. E, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!


 


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