quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Ânimo!

A TAP está de greve



A greve é um direito dos cidadãos quando verificam que os seus direitos estão a ser desrespeitados. Eu sempre fiz greve quando a mesma favorecia muitos, todo o país.

Desde que Portugal entrou em falência, deixou de haver direitos, leis, constituição! Tudo se atropela para pagar a dívida que os governantes fizeram por má gestão e incompetência .
E aí, tudo é permitido para sermos nós a repôr aquilo que eles próprios deveriam desembolsar das suas contas privadas.

Como se isto não bastasse, há muitos que, mesmo nesta situação de penúria em que a maioria se encontra, acham que são eles os únicos injustiçados, embora recebam ordenados acima da média, e iniciam greves prejudicando aqueles que precisam mesmo dos serviços para trabalho, resolver problemas de saúde, movimentar-se para mil e uma coisas...

Neste caos, fazer greve? só para beneficiar poucos e prejudicar muitos? É só criar mais despesa para sermos nós a pagá-la!

Claro que neste momento preciso da TAP, não tenho asas para voar... A "tripulação" sempre foi uma classe privilegiada. Escolheram este emprego! perderam regalias? eu, nós também. Trabalhem que é para isso que lhes pagamos.

Já experimentaram o desemprego? Basta apenas se voltarem para o lado! olhem...

PASSA UM BOM DIA

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Francisco: ¡Demos gracias a Dios por el gran Papa Benedicto!



Reconocimiento, gratitud y alegría para recordar al gran Papa Benedicto XVI y gratitud a Dios por haber donado su pontificado a la Iglesia y al mundo. El Santo Padre Francisco hizo hincapié, este lunes, en la grandeza del Papa Ratzinger e inauguró con profunda y emocionada alegría un busto en honor de su amado Predecesor, en un acto solemne, en la sede de la Pontificia Academia de las Ciencias, en el marco de la sesión plenaria de esta histórica institución, en la Casina Pío IV, en los jardines vaticanos. 

«Este busto de Benedicto XVI evoca a los ojos de todos la persona y el rostro del querido Papa Ratzinger. Evoca también su alma: sus enseñanzas, sus ejemplos, sus obras, su devoción a la Iglesia y su actual vida ‘monástica’. Espíritu que lejos de quebrantarse con el pasar del tiempo, parecerá de generación en generación, ¡cada vez más grande y poderoso! ¡Benedicto XVI: un gran Papa! Grande por la fuerza y profundidad de su inteligencia, por su relevante contribución a la teología, grande por su amor a la Iglesia y a los seres humanos, grande por su virtud y su religiosidad Como saben bien, su amor a la verdad no se limita a la teología y a la filosofía, sino que se abre a las ciencias. Su amor a la ciencia se vuelca en su solicitud para con los científicos, sin distinción de raza, nacionalidad, civilización, religión; solicitud para con la Academia, desde cuando San Juan Pablo II lo nombró miembro de la misma». 

Tras destacar que Benedicto XVI supo honrar a la Pontificia Academia de la Ciencias con su presencia y su palabra, nombró a muchos de sus miembros, entre ellos a Werner Arber, que la preside, el Papa Francisco recordó que fue el primero en invitar al Sínodo sobre la nueva evangelización a un presidente de la misma, conciente de la importancia de la ciencia en la cultura moderna. Y, poniendo de relieve el ánimo amable de su Predecesor, su amor a Dios y a las personas, el Obispo de Roma invitó a dar gracias a Dios por habernos donado a Benedicto: 

«Por cierto, nunca se podrá decir de él que el estudio y la ciencia hayan hecho de él una persona árida, así como tampoco volvieron árido su amor a Dios y al prójimo. Todo lo contrario. La ciencia, la sabiduría y la oración han dilatado su corazón y su alma. ¡Demos gracias a Dios por el don que ha hecho a la Iglesia y al mundo con la existencia y el pontificado del Papa Benedicto!». 

El Papa Francisco destacó también el importante trabajo de los miembros de la Pontificia Academia de las Ciencias, con su gran aprecio y aliento por el impulso que dan al progreso científico y al mejoramiento de las condiciones de vida de la gente, en especial de los más pobres. Y sin entrar en el tema tan complejo de la evolución del concepto de naturaleza, que están tratando, quiso subrayar – recordando al Apóstol Pablo - que «Dios y Cristo caminan con nosotros y están presentes también en la naturaleza». Reiterando luego que «Dios no es un demiurgo ni un mago, sino el Creador» y que «el comienzo del mundo no es obra del caos», «sino que deriva directamente de un Principio supremo que crea por amor», el Papa Bergoglio hizo hincapié en que «el Big Bang que hoy se pone en el origen del mundo, no contradice la intervención del Creador divino, sino que lo exige». 

Asimismo, una vez más, el Obispo de Roma recordó la responsabilidad de los seres humanos, de los científicos y de los científicos cristianos, en lo que respecta a la tutela y salvaguarda de la naturaleza y de la familia humana. Y puso en guardia contra las acciones de los hombres que destruyen la creación y contra el hombre que intenta ocupar el lugar del Creador: «es pecado contra Dios Creador» 

(CdM – RV) 

RADIO VATICANA
Tue, 28 Oct 2014 08:01:00

terça-feira, 28 de outubro de 2014

DEPOIS DE REZAR JESUS ESCOLHEU SEUS APÓSTOLOS ( Lc 6,12-19)



Hoje a igreja celebra a Festa de dois apóstolos: São Judas Tadeu, e São Simão. O evangelho apresenta o momento em que Jesus sobe a Montanha para rezar, pedir orientação ao Pai, que revele sua vontade na escolha dos apóstolos. Antes de escolher os doze Jesus se prepara com a oração. Os momentos importantes de sua missão eram sempre preparados pela oração. Jesus retira-se para a montanha para rezar, passa a noite toda rezando. Terminada a oração, ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze para que fossem seus apóstolos. As decisões de Jesus eram sempre orientadas pela oração. Jesus era se fez servo obediente, agia sempre em profunda concordância com a vontade do Pai. Nada fazia por si mesmo. A oração era um momento de Jesus estar em íntima comunhão com seu Pai. Estar com o Pai e na sua presença na oração era para Jesus o momento especial. Rezar para Jesus não era obrigação, mas compromisso de amor. A oração era para Jesus questão vital. Sem oração não se vive, a vida espiritual não se sustenta sem tempo para estar na presença de Deus. Quando deixamos de rezar, ou substitui-se o tempo da oração, a vida se torna deserto, o coração adoece, e as tribulações e os problemas diários vão roubando a alegria e a esperança do nosso coração. 
Ao descer da montanha com aqueles que ele escolheu, uma grande multidão o esperava para ouvi-lo e para serem curadas de suas enfermidades. O evangelho diz todos procuravam tocar em Jesus, porque dele saia uma força que curava a todos. Esta força é o Espírito Santo, é a força do amor. Jesus estava cheio do Espírito Santo, os seus apóstolos e discípulos deverão ser homens e mulheres que transbordam a graça divina por onde passarem. Para se encher da graça do Espírito Santo, é necessário estar com Jesus em oração. Subir o monte, se deixar conduzir por Deus. Orientar toda a vida a partir de Deus. A vida de Jesus era totalmente conduzida pelo Espírito Santo.
O povo de Deus tem sede de Deus. Precisa encontrar em nós seus discípulos, uma fonte de água viva. Querem beber da graça divina da qual, a Igreja de Jesus, formada pelos seus escolhidos, possam oferecer as pessoas e ao mundo, a graça do amor divino. Amor que cura os corações despedaçados; amor que liberta do mal, e desfaz as obras infrutíferas das trevas; amor que se doa, e não busca interesses próprios, mas o bem comum; amor que comunica vida, e destrói as forças da morte. Fomos também escolhidos por Jesus, eu você e todos os que se tornaram seguidores do Mestre. As funções diferem, porém o chamado é o mesmo. Sigamos com confiança o Mestre, e aprendamos dele a arte de servir com generosidade e amor total.

Kerigma,scj

Beatificação de Paulo VI “mais do que justificada”



D. António de Sousa destaca “o seu papa”: por o ter ordenado e por ser “o grande timoneiro do Concilio”
O Bispo de Angra considera “mais do que justificada” a opção do Vaticano de beatificar o Papa Paulo VI por ser um  “profeta do nosso tempo”, um “grande teólogo e escritor que se mostrou também como um homem profundamente espiritual. Viveu e testemunhou uma profunda experiência de fé”.
Num texto de opinião a que o Sítio Igreja Açores teve acesso, D. António de Sousa Braga lembra que foi Paulo VI quem “levou para a frente a realização” do Concilio Vaticano II.
“S. João XXIII teve a intuição e a coragem de convocar o Concílio Vaticano II, mas foi Paulo VI que levou para frente a realização do Concílio. E, sobretudo, começou a implementar a sua aplicação. Pensemos na reforma litúrgica, na renovação da Cúria Vaticana, na instituição do Sínodo e na internacionalização do corpo cardinalício. Foi Ele que determinou um limite de idade, para ser eleitor do Papa (80 anos)”, destaca o prelado diocesano.
Para o Bispo de Angra o novo beato da igreja católica foi, enquanto Papa um verdadeiro “timoneiro”.
“Promoveu o diálogo, no seio da Igreja e com o mundo. Abriu caminho a uma nova forma de ser Igreja e de estar no mundo. Foi por isso que começou a viajar pelo mundo, visitando os cinco Continentes. Foi o primeiro Papa a visitar a Terra Santa e a falar na ONU. Foi também o 1º Papa peregrino em Fátima (1967)”, sublinha.
“Mártir do diálogo, orientou a Igreja no conturbado período do pós-Conclío, numa sociedade, agitada pelo movimento contestador de Maio-68. Procurou ser mediador, entre as alas conservadora e progressista da Igreja. Por isso não agradou, nem a uns nem a outros” frisou, ainda, D. António de Sousa Braga.
O responsável pela Igreja Católica nos Açores deixa, ainda, exemplos de textos escritos pelo Papa, entre enciclicas e homilias, “de uma enorme profundidade espiritual e doutrinal” como por exemplo “o Credo do Povo de Deus”, proclamado no Ano Santo (1975) ou o Seu Testamento Espiritual e o desabafo, na Missa em sufrágio de Aldo Moro, seu amigo pessoal, então Primeiro Ministro da Itália, assinado pelas “Brigate Rosse».
António de Sousa Braga sublinha , por fim, o amor de Paulo VI a Cristo e à Igreja, noemadamente quando o agora beato, no reinicio dos trabalhos do Concilio Vaticano II, pediu à assembleia que “se deixasse guiar por Cristo- a esperança e a meta” e disse , depois, que “quem não ama a igreja não ama a Cristo”.

(Facebook - Outubro, 24 2014 , Açores)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PALAVRAS DO PAPA



25/10/2014
A Cruz de Jesus demonstra toda a força do mal, mas também toda a omnipotência da misericórdia de Deus.

23/10/2014
A família é o lugar onde nos formamos como pessoas. Cada família é um tijolo que constrói a sociedade.

21/10/2014
A fé, para ser sã e forte, deve alimentar-se constantemente da Palavra de Deus.

18/10/2014
Para mudar o mundo, é preciso fazer bem a quem não tem possibilidades de retribuir.

16/10/2014
O cristão é necessariamente misericordioso; nisto está o centro do Evangelho.

(News.va)


domingo, 26 de outubro de 2014

HOJE É O DIA DO SENHOR



30 Domingo do Tempo Comum

O Maior Mandamento
 
A Liturgia focaliza a mensagem principal  
que devemos anunciar e testemunhar:
o maior Mandamento da LEI: o AMOR.
 
A 1a Leitura afirma que o maior Mandamento é o Amor
concretizado através da defesa dos mais necessitados e desprotegidos:
Estrangeiros (migrantes), viúvas, órfãos, endividados, pobres.
Deus exige a Israel a misericórdia, hospitalidade e a compaixão. (Ex 22,20-26)
 
* Já no Antigo Testamento, o Amor ao próximo era visto em relação a Deus,
como respeito à sua lei e como reflexo do seu amor para com os homens...
Mas é, sobretudo, no Novo Testamento que é iluminado e aperfeiçoado
pela doutrina de Jesus, como se pode ver no Evangelho de hoje.
 
Na 2ª leitura, Paulo destaca o exemplo de Amor
vivido pelos cristãos de Tessalônica. Tornou-se semente de fé e amor,
que deu frutos em outras comunidades. (1Ts, 5c-10)
 
No Evangelho, Jesus resume toda a LEI no Amor:
Amor a Deus e aos irmãos. (Mt 22,34-40)
 
Segue o confronto de Jesus com as lideranças judaicas.
Os fariseus apresentam armadilhas bem montadas, destinadas a provocar afirmações polêmicas de Jesus, para poder acusá-lo e condená-lo.
 
- Os fariseus perguntam: "Qual é o maior dos mandamentos?"
Era uma questão muito polêmica entre os líderes religiosos daquele tempo. Alguns afirmavam que o maior de todos os mandamentos era guardar o sábado. Outros diziam que todos os mandamentos tinham o mesmo valor.
Ademais os judeus tinham 613 mandamentos (a maioria proibições).
Era um grande emaranhado de preceitos e prescrições.
Muita gente hoje tem dificuldade em recordar de cor os 10 mandamentos.
Imaginem a dificuldade para lembrar e cumprir todas essas normas.  
 
Jesus responde, buscando fundamentação em duas passagens da Bíblia:
- Deuteronômio: "Amarás o Senhor teu Deus com todas..." (Dt 6,5)
- Levítico: "Amarás teu próximo como a ti mesmo..." (Lv 19,18)
 
Esses dois mandamentos já eram conhecidos,                                                                 mas a originalidade deste ensinamento está em dois pontos:
- Define o Amor a Deus e ao irmão como o centro essencial da Lei;
- Unifica e equipara os dois mandamentos: "O segundo é semelhante a esse".
Portanto, não são dois mandamentos diversos, mas duas faces da mesma moeda.
 
* Para Jesus, os dois amores (a Deus e ao Próximo) possuem igual importância,
  pois são a raiz de todos os demais mandamentos.
  A Lei e os Profetas são apenas comentários a estes dois mandamentos.
 
  O amor a Deus é fonte de serviço ao próximo e o amor ao próximo
  deve ser expressão concreta do nosso grande amor a Deus...
 
* Esses dois mandamentos são a expressão maior da vontade de Deus.
  São o resumo de toda a Bíblia...
 
O que esse Evangelho tem a nos dizer, hoje?
Ao longo dos dois mil anos de cristianismo fomos criando
muitos mandamentos, preceitos, proibições, exigências, opiniões,
pecados e virtudes, que arrastamos pesadamente pela história.
E acabamos perdendo a noção do que é verdadeiramente importante.
Hoje, ficamos discutindo certas questões secundárias,
sem discernir muitas vezes o essencial da proposta de Jesus.
 
O Evangelho deste domingo é claro:
o essencial é o amor a Deus e o amor aos irmãos.
Para o cristão, o Amor é fundamental, porque Deus é amor e ama o homem,
e o homem é um ser criado para amar.
Talvez tenhamos de remover muito lixo acumulado com o tempo,
que nos impede de compreender, de viver, de anunciar e de testemunhar
o cerne da proposta de Jesus.

O AMOR A DEUS nós manifestamos quando nos mantemos
na Escuta de sua Palavra e na disposição de cumprir a sua vontade.
 
* Esforço-me, de fato, em escutar as propostas de Deus,
  mantendo um diálogo pessoal com Ele,
  procurando refletir e interiorizar a sua Palavra,
  tentando interpretar os sinais com que Ele me interpela na vida de cada dia?
   - Tenho o coração aberto ou fechado às suas propostas?
   - Procuro ser uma testemunha profética de Deus e do seu Reino?

O AMOR AOS IRMÃOS nós manifestamos ao dar atenção
às pessoas que encontramos pelos caminhos da vida,
ao sentir-nos solidários com as alegrias e sofrimentos de cada pessoa,
ao partilhar as desilusões e esperanças do próximo,
ao fazer da nossa vida um dom total a todos.
O mundo, em que vivemos, precisa redescobrir o amor, a solidariedade,
o serviço, a partilha, o dom da vida…
 
Nossa Assembléia, convocada pelo amor, realiza ao mesmo tempo o 
duplo mandamento (os dois amores).
Unidos na caridade fraterna nos dirigimos ao Pai como filhos...
 
Estamos no último domingo do mês missionário...
Vivendo intensamente esses dois amores (a Deus e ao Próximo),
crescerá também em nós um novo "Ardor Missionário".
 
 
                 
                                    Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 26.10.2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Do lado sul da ilha...



Do lado sul da ilha fica a casa
onde ela foi menina.
Sempre que lá vai, o mar
vence a distância das rochas
e lança-se saudoso contra
os vidros da sua janela.
É o amante que entra manso
pelo seu quarto dentro
para saudar a sua chegada.
Do lado sul da ilha fica a casa
onde ela se demora a ser menina.
A esta distância consigo ver 
a melancólica rapariga
do retrato com um vestido
às flores pelo joelho que
quando desfaz a trança
desprende do cabelo
revoadas de pássaros azuis.
Do lado sul da ilha fica a casa
aonde nunca me canso de voltar.
Mas entre eu e essa rapariga
há sempre a maresia.

(Gina Ávila Macedo -facebook)

domingo, 19 de outubro de 2014

Homilia do Papa Francisco na Missa de encerramento do Sínodo e beatificação de Paulo VI



Acabámos de ouvir uma das frases mais célebres de todo o Evangelho: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (Mt 22, 21).
À provocação dos fariseus, que queriam, por assim dizer, fazer-Lhe o exame de religião e induzi-Lo em erro, Jesus responde com esta frase irónica e genial. É uma resposta útil que o Senhor dá a todos aqueles que sentem problemas de consciência, sobretudo quando estão em jogo as suas conveniências, as suas riquezas, o seu prestígio, o seu poder e a sua fama. E isto acontece em todos os tempos e desde sempre.A acentuação de Jesus recai certamente sobre a segunda parte da frase: «E [dai] a Deus o que é de Deus». Isto significa reconhecer e professar – diante de qualquer tipo de poder – que só Deus é o Senhor do homem, e não há outro. Esta é a novidade perene que é preciso redescobrir cada dia, vencendo o temor que muitas vezes sentimos perante as surpresas de Deus.
Ele não tem medo das novidades! Por isso nos surpreende continuamente, abrindo-nos e levando-nos para caminhos inesperados. Ele renova-nos, isto é, faz-nos «novos» continuamente. Um cristão que vive o Evangelho é «a novidade de Deus» na Igreja e no mundo. E Deus ama tanto esta «novidade»!«Dar a Deus o que é de Deus» significa abrir-se à sua vontade e dedicar-Lhe a nossa vida, cooperando para o seu Reino de misericórdia, amor e paz.
Aqui está a nossa verdadeira força, o fermento que faz levedar e o sal que dá sabor a todo o esforço humano contra o pessimismo predominante que o mundo nos propõe. Aqui está a nossa esperança, porque a esperança em Deus não é uma fuga da realidade, não é um álibi: é restituir diligentemente a Deus aquilo que Lhe pertence. É por isso que o cristão fixa o olhar na realidade futura, a realidade de Deus, para viver plenamente a existência – com os pés bem fincados na terra – e responder, com coragem, aos inúmeros desafios novos.Vimo-lo, nestes dias, durante o Sínodo Extraordinário dos Bispos: «sínodo» significa «caminhar juntos». E, na realidade, pastores e leigos de todo o mundo trouxeram aqui a Roma a voz das suas Igrejas particulares para ajudar as famílias de hoje a caminharem pela estrada do Evangelho, com o olhar fixo em Jesus. Foi uma grande experiência, na qual vivemos a sinodalidade e a colegialidade e sentimos a força do Espírito Santo que sempre guia e renova a Igreja, chamada sem demora a cuidar das feridas que sangram e a reacender a esperança para tantas pessoas sem esperança.
Pelo dom deste Sínodo e pelo espírito construtivo concedido a todos, – com o apóstolo Paulo – «damos continuamente graças a Deus por todos vós, recordando-vos sem cessar nas nossas orações» (1 Tes 1, 2). E o Espírito Santo, que nos concedeu, nestes dias laboriosos, trabalhar generosamente com verdadeira liberdade e humilde criatividade, continue a acompanhar o caminho que nos prepara, nas Igrejas de toda a terra, para o Sínodo Ordinário dos Bispos no próximo Outubro de 2015. Semeámos e continuaremos a semear, com paciência e perseverança, na certeza de que é o Senhor que faz crescer tudo o que semeámos (cf. 1 Cor 3, 6).Neste dia da beatificação do Papa Paulo VI, voltam-me à mente estas palavras com que ele instituiu o Sínodo dos Bispos: «Ao perscrutar atentamente os sinais dos tempos, procuramos adaptar os métodos (...) às múltiplas necessidades dos nossos dias e às novas características da sociedade» (Carta ap. Motu próprio Apostolica sollicitudo).
A respeito deste grande Papa, deste cristão corajoso, deste apóstolo incansável, diante de Deus hoje só podemos dizer uma palavra tão simples como sincera e importante: Obrigado! Obrigado, nosso querido e amado Papa Paulo VI! Obrigado pelo teu humilde e profético testemunho de amor a Cristo e à sua Igreja!No seu diário pessoal, depois do encerramento da Assembleia Conciliar, o grande timoneiro do Concílio deixou anotado: «Talvez o Senhor me tenha chamado e me mantenha neste serviço não tanto por qualquer aptidão que eu possua ou para que eu governe e salve a Igreja das suas dificuldades actuais, mas para que eu sofra algo pela Igreja e fique claro que Ele, e mais ninguém, a guia e salva» (P. Macchi, Paolo VI nella sua parola, Brescia 2001, pp. 120-121). Nesta humildade, resplandece a grandeza do Beato Paulo VI, que soube, quando se perfilava uma sociedade secularizada e hostil, reger com clarividente sabedoria – e às vezes em solidão – o timão da barca de Pedro, sem nunca perder a alegria e a confiança no Senhor.
Verdadeiramente Paulo VI soube «dar a Deus o que é de Deus», dedicando toda a sua vida a este «dever sacro, solene e gravíssimo: continuar no tempo e dilatar sobre a terra a missão de Cristo» (Homilia no Rito da sua Coroação, Insegnamenti, I, 1963, p. 26), amando a Igreja e guiando-a para ser «ao mesmo tempo mãe amorosa de todos os homens e medianeira de salvação» (Carta enc. Ecclesiam suam, prólogo).

(2014-10-19 Rádio Vaticana - news.va)

Igreja de Santo António dos Olivais

HOJE É O DIA DO SENHOR


 29 Domingo do Tempo Comum 

Deus e César
 

O Cristão é um cidadão como todos os outros:
desfruta dos mesmos direitos e tem os mesmos deveres.
E os impostos, ele é obrigado a pagar?
As Leituras nos dão uma resposta...
 
Na 1aLeitura, um rei pagão foi "instrumento de Deus"  
para libertar o seu povo da escravidão da Babilônia. (Is 45,1.4-6)
 
Ciro, Rei da Pérsia, foi um excelente comandante e político iluminado. Conquistou todos os impérios do oriente, inclusive a Babilônia.
No ano 538, depois de conquistar a Babilônia,
permitiu os judeus voltarem à própria terra e
começarem a reconstruir o templo e a cidade de Jerusalém.
O profeta chama o rei pagão de "ungido do Senhor".
Ciro torna-se instrumento de Deus, mesmo sem o conhecer,
sem mesmo ser membro do povo da Aliança.
 
* O texto sugere que Deus é o verdadeiro "Senhor da História"
e que é ele quem conduz a caminhada do seu Povo.
Deus pode se servir de qualquer pessoa para realizar seus projetos.
Pode se servir de dirigentes até sem religião, desde que sejam
competentes, honestos e saibam promover o bem-estar e a paz.
- O contrário também pode acontecer:
Nem toda pessoa "religiosa" e bem intencionada
tem a necessária competência para uma função pública.
 
Na 2ª Leitura, Paulo louva o Senhor, porque a Comunidade de Tessalônica abraçou com entusiasmo o Evangelho, e pela ação do Espírito Santo,
deu frutos de fé, de amor e de esperança. (1Tes 1,1-5b)
É a carta mais antiga de São Paulo.
 
No Evangelho, Jesus responde a uma pergunta política. (Mt 22,34-40)
 
Discípulos dos fariseus e herodianos, favoráveis ao poder romano, fazem
uma pergunta capciosa: "É permitido ou não pagar o TRIBUTO a César?"
 
- Se dissesse SIM: apareceria como colaborador da dominação romana.
 Se dissesse NÃO: seria denunciado às autoridades romanas como subversivo.
- Jesus percebe a armadilha. Pede uma moeda e pergunta:
 "De quem é essa imagem?
 "Dai pois a César o que é de César..."
  e acrescenta: "...e a Deus o que é de Deus"
 
+ "Dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus":
"Dar" significa aqui "devolver" a cada um o que lhe pertence.
Não deve dar a César o que não lhe pertence: a ADORAÇÃO,
devida unicamente a Deus (não aos imperadores...).
* Jesus não nega o pagamento do tributo imperial.
O amor a Deus não tira as obrigações para com a nação.
Mas questiona a pretensão de César de se nivelar a Deus e
exigir dos súbditos culto só devido a Deus.
A resposta reduzia César às suas devidas dimensões.
 
+ Um Perigo: Tirar o lugar de Deus.
- Uns reconhecem a autoridade do império,
 por isso servem aos interesses dele, pagando o imposto;
- Outros querem reconhecer a autoridade de Deus,
 mas deixam de lado o que é de Deus.
 O dinheiro, o poder, o êxito, a realização profissional, a ascensão social,
 o clube de futebol… podem tomar o lugar de Deus e
 passam a dirigir e a condicionar a vida de muitas pessoas.
 
* Deus é, de fato, nosso único "Senhor", a quem servimos?
 
+ Conclusões da resposta de Jesus:

- "Dar a César..." (a imagem de César)
O Cristão tem obrigações com a Sociedade em que vive.
Nenhum país funciona se a população não der a César o que é de César...
O cristão deve ser um bom cidadão.
É uma obrigação moral, além de civil, contribuir para o bem comum
com o pagamento de impostos justos.
 
- "Dar a Deus" (o homem foi criado à "imagem" de Deus)
Por isso, seus direitos e sua dignidade devem ser respeitados por todos.
Nós somos o "seu Povo", que não pode ser vendido a nenhum César.
Se tiramos de Deus o que lhe pertence, devemos "devolver".
Só Deus é o "Senhor" de nossa vida...
 
- Dar à Comunidade cristã (devemos ser membro vivo e atuante...)
 
- Participar na Vida e Ação Evangelizadora e Missionária da Igreja...
 A Igreja no Brasil nos pede que todos devemos:
   "EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo,
   como Igreja discípula, missionária e profética,
   alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia,
   à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres,
   para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo". (DGAE)
 
- Colaborar pela sua manutenção, com o Dízimo...
 A Bíblia fala e condena os que "sonegam" o tributo do templo...

+ Estamos, de fato, dando a César o que é de César e a Deus o que é de Deus?
  Não podemos "sonegar" o nosso tributo
  nem a Deus, nem à Nação, nem à Comunidade...
 
                                     Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 19.10.2014

sábado, 18 de outubro de 2014

Senhor, parte o meu coração de pedra



Sempre gostei muito de apanhar pedras lisas, macias, redondas ... No verão quando ia ao banho no mar, havia uma enseada com muitas pedras destas, onde o mar batia muito... às quais chamávamos "pedras da baía". Pensava então, que elas tinham "nascido" ali assim, redondinhas.

Eu gosto muito de pedras, sejam elas quais forem, mas por estas, tenho um gosto especial  e estou sempre a carregá-las para casa.

Ao olhar uma destas macias e redondas, penso quantas centenas e centenas de anos, quantas tempestades foram necessárias para moldar as pedras de lava formadas por um vulcão há milhares de anos! Foi preciso tanto tempo e persistência.

Que bom eu não ter nascido uma pedra! Tinha que renascer milhentas vezes até ficar mais "apurada"...

Deus quis que eu fosse um ser humano, mas como não tenho um milésimo de vida de uma pedra para me transformar,  vou ter que agir depressa e não apenas quando surge um ciclone ou mar agitado. Para o meu caso, a "tempestade" tem de vir todos os dias; a vigilância tem de ser continua com a persistência e a paciência que caracteriza as coisas e as pessoas do bem.

Até ao fim da minha vida aqui na terra eu tenho que ficar como esta pedrinha redonda e macia. 

Muito tem que limar o meu ourives! Porque eu sou uma pedra vulcânica, negra, cheia de bicos e áspera, por isso tenho urgência, muita urgência em ser polida e moldada ao gosto de quem me criou! 

Senhor, parte esta pedra velha e rija e molda-me ao Teu jeito. Eu quero ser uma pedra polida e lisinha.

TEM UM BOM DIA

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

El Camino és para sair em misión





El Camino Neocatecumenal es para salir en misión, No es un grupito en la parroquia muy cómodo, muy suave que solo va a misa; pues hemos sido resucitados por Cristo para evangelizar.
«Quien no tiene deseo de evangelizar es porque no conoce el cristianismo». Hay que anunciar el Evangelio sin parar, cada vez estoy más viejo y espero que Dios me dé fuerzas. Hay que salir, salir de la parroquia e ir a la periferia.

Kiko Argüello, Uno de los Iniciadores del Camino Neocatecumenal.

(https://www.facebook.com/LaPazDelSenorSoyDelCaminoNeocatecumenal)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Como combater a preguiça espiritual



A preguiça é considerada uma doença espiritual. Como toda doença, para que possa ser curada, é necessário saber o que a motivou, ou seja, a sua causa. O Catecismo da Igreja Católica ensina que ela é também uma tentação e provém de uma outra doença, a presunção; segundo ele, os "Padres espirituais entendem esta palavra [preguiça ou acídia] como uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, à diminuição da vigilância, à negligência do coração." Em outras palavras, "quanto mais alto se sobe, tanto maior é a queda. O desânimo doloroso é o inverso da presunção. Quem é humilde não se surpreende com sua miséria. Passa a ter mais confiança e a perseverar na constância." (CIC 2733)

O Catecismo está ensinando que o cristão pode viver dois extremos negativos em sua vida de oração: a presunção, cuja filha é a preguiça, e o desânimo. O primeiro faz com que a pessoa julgue ter alcançado o grau máximo de comunhão com Deus, ou seja, presunçosamente já se considera santa. O segundo está relacionado à aridez espiritual e ocorre quando ‘... o coração está desanimado, sem gosto com relação aos pensamentos, às lembranças, aos sentimentos, mesmo espirituais’ (CIC 2731) e a pessoa acaba prostrada, sem forças, desanimada.

A presunção é a mãe da preguiça espiritual. Jesus sempre insistiu na necessidade de o cristão estar acordado, vigilante, esperando pela volta do seu Senhor. A presunção relaxa ou mesmo acaba com a vigilância. Quem nela se acomoda corre o sério risco de se perder.

A fé exige um esforço porque existe uma tendência no homem de sair da realidade e entrar nas falsas promessas de felicidade contidas em cada tentação, em cada pecado. Por isso, é uma luta a vida do homem sobre a terra (Cf. Jó 7,1).

A preguiça espiritual deve ser combatida com a ascese, a vigilância e o cuidado do coração que se exerce sobretudo na oração, no ouvir a Deus, deixá-lO falar, mesmo quando o ouvir não seja agradável.

(In:Facebook em 15.10.2014)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Cansada por não fazer nada!



Cansa não fazer nada! oh quanto cansa! O corpo fica inerte, cheio de dor por estar sempre na mesma posição ... 
O coração, a alma, também. A inércia do corpo transmite inércia ao pensamento o que causa depressão e falta de animo.
É uma situação muito má porque está na origem do "amorfismo", da apatia, do morno de que fala o Apocalipse. Isto acontece-me quando estou fora de casa tempo demais, sem objectivo que me satisfaça.

O que eu quero dizer, é que preciso urgentemente do alimento espiritual. O que eu quero dizer, é que preciso da minha Comunidade... está a fazer-me muita falta: as celebrações e suas vivências, o cuidado para com os que precisam, tudo! A minha Comunidade dá-me tudo o que preciso.

Que o Senhor tenha compaixão de mim, me perdoe esta falta de confiança no Seu Amor.

CONVERTE ESTE DIA CHUVOSO NUM DIA DE SOL.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

PALAVRA DE VIDA - OUTUBRO



“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.” (Jo 6,35)

João narra no seu Evangelho que Jesus, depois de ter multiplicado os pães, diz, entre outras coisas, no grande discurso feito em Cafarnaum: “Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até à vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará” (Jo 6,27).

Para seus ouvintes, é evidente a referência ao maná, como também à expectativa do “segundo” maná que descerá do céu no tempo messiânico.

Pouco depois, no mesmo discurso, diante da multidão que ainda não tinha chegado a entender, o próprio Jesus se apresenta como o verdadeiro pão descido dos céus, que deve ser aceito por meio da fé.

“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.”

Jesus já se vê como pão. Portanto, é este o motivo final de sua vida aqui na terra. Ser pão para ser ingerido. E ser pão para nos comunicar a sua vida, para nos transformar Nele. Até esse ponto é claro o significado espiritual dessa palavra, com suas referências ao Antigo Testamento. Mas o discurso se torna misterioso e duro quando, mais adiante, Jesus diz, a respeito de si mesmo: “O pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo” (Jo 6,51b) e “se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6,53).

É o anúncio da Eucaristia, que escandaliza e distancia muitos discípulos. Mas é o maior dom que Jesus quer dar à humanidade: a sua presença no sacramento da Eucaristia, que confere saciedade à alma e ao corpo, a plenitude da alegria como fruto da íntima união com Jesus.

Quando estamos nutridos por esse pão, nenhum outro tipo de fome tem mais razão de existir. Todo desejo nosso de amor e de verdade é saciado por aquele que é o próprio Amor, a própria Verdade.

“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.”

Portanto, esse pão nos nutre de Jesus já a partir desta terra, mas nos é dado para que possamos, por nossa vez, saciar a fome espiritual e material da humanidade que nos rodeia.

O mundo recebe o anúncio de Cristo não tanto da Eucaristia quanto da vida dos cristãos nutridos por ela e pela Palavra. E eles, pregando o Evangelho com a vida e com a voz, tornam Cristo presente no meio dos homens.

A vida da comunidade cristã, graças à Eucaristia, torna-se a vida de Jesus. Uma vida, portanto, capaz de doar aos outros o amor, a vida de Deus.

“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.”

Com a metáfora do pão, Jesus nos ensina também o modo mais verdadeiro, mais “cristão” de amar o nosso próximo.

Com efeito, o que significa amar?
Amar significa “fazer-se um” com todos, “fazer-se um” em tudo aquilo que os outros desejam, nas coisas mais pequeninas e insignificantes e naquelas que talvez não tenham importância para nós, mas importam aos outros.

E Jesus exemplificou maravilhosamente esse modo de amar, fazendo-se pão para nós. Ele se faz pão para entrar em todos, para tornar-se comestível, para “fazer-se um” com todos, para servir, para amar a todos.

Também nós, portanto, devemos “fazer-nos um” até o ponto de nos deixarmos ingerir.

O amor é isto: “fazer-se um” de modo que os outros se sintam nutridos pelo nosso amor, confortados, aliviados, compreendidos.

                                                      Chiara Lubich

     

domingo, 12 de outubro de 2014

Dia da Padroeira do Brasil



Nossa Senhora da Conceição Aparecida
 
 
Celebramos hoje em todo o Brasil a solenidade
de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.
 
A devoção a Nossa Senhora Aparecida, uma das principais expressões da piedade do povo brasileiro,
teve início em 1717, com três humildes pescadores.
Lançaram por muito tempo as redes no Rio Paraíba sem êxito.
No entanto, após ter encontrado em dois lances de rede o corpo e a cabeça
de uma imagem da Imaculada Conceição – a pesca foi abundante.
Os pescadores viram naquela imagem, apanhada nas redes,
um sinal de que não estavam sozinhos, nem desamparados.
 
A pequena imagem de terracota e de cor negra foi levada para a casa de um deles
e aí, então, passou a ser venerada  com o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, porque foi achada (aparecida) nas águas do Rio Paraíba.
 
Aos poucos, as pessoas foram se reunindo ao redor daquela imagem para rezar e agradecer e, cada dia que passava, mais aumentava o número de fiéis devotos, tornando, então, necessário dar inicio a construção, em 1846, de uma igreja maior, inaugurada em 1888 e que hoje é conhecida como a Basílica Velha.
 
O número de romeiros continuava a aumentar, exigindo um templo ainda maior. Em 1955 iniciou-se, então, a construção do Santuário atual,
que está ainda em fase de acabamento.
 
Ela quis escolher essa terra para derramar as bênçãos de Deus
sobre o Brasil e o povo devoto que vai lá para venerar
a milagrosa imagem e para proclamar seus louvores e graças.  
 
A 1ª Leitura nos fala de Ester, uma jovem judia, que intercede
junto ao Rei pela VIDA do seu Povo. (Est 5,1b-2;7,2b-3)
 
A 2ª Leitura nos fala de uma "Mulher" que "apareceu" no céu. (Ap 12, 1.5.13ª.15-16ª)
 
* Essa "Mulher" simboliza o Povo de Deus, a Comunidade.
  No texto, representa a Comunidade-Noiva de Deus.
  E Maria aparece aqui como símbolo da Igreja nascente.
 
No Evangelho, Maria nos ensina que o melhor caminho
é "fazer sempre o que Jesus mandar" (Jo 2,1-11)
 
Jesus inicia a vida pública, participando num banquete de bodas
em Caná da Galiléia, com sua mãe e os discípulos.
Durante a festa, Maria percebe que o vinho está acabando e
a festa corre o perigo de ser interrompida para vexame dos noivos.
Maria intercede e fala discretamente ao Filho: "Eles não têm mais vinho".
E dá aos serventes uma orientação: "Fazei o que Ele vos disser".
Os serventes cumprem a orientação de Maria e, a pedido de Jesus,
enchem as seis talhas de água.
"E a tímida água viu o seu Senhor e corou..."
 
A Mensagem da Aparecida:
A Mãe de Deus se manifestou de maneira simples,
sem fato espetacular, sem mensagem especial.
Mas, há uma mensagem bem clara, que brota da própria imagem e
do contexto histórico em que ela apareceu no rio Paraíba.
 
1. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS OFERECE JESUS:
a imagem pequenina é uma escultura da Imaculada Conceição. Ela está grávida, porque a missão de Maria é oferecer-nos Jesus, fruto bendito do seu ventre.
2. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS UNE A JESUS:
a cabeça vem separada do corpo. Como Maria é imagem da Igreja,
tal separação representa simbolicamente o Povo de Deus, como corpo
e o próprio Cristo, como Cabeça de uma nova humanidade.
É preciso unir corpo e cabeça para que o povo se torne Corpo místico de Cristo.
3. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS CHAMA A SER IGREJA:
foi pescada e colocada dentro duma Barca, símbolo evangélico da Igreja de Jesus. Ela nos convida a viver dentro da Igreja, como participantes fiéis e ativos.
4. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS CONVIDA À ORAÇÃO:
tem as mãos postas em oração, revelando seu papel de intercessora
junto a Deus por nós e convidando-nos a nos unir a ela em oração.
5. NOSSA SENHORA APARECIDA BROTA DAS ÁGUAS:
a água é elemento de vida e de purificação. Ela nos lembra a importância do
nosso batismo como novo nascimento e da confissão, como purificação e perdão.
6. NOSSA SENHORA APARECIDA É SOLIDÁRIA COM OS POBRES:
Deixa-se pescar por três pescadores pobres e trabalhadores.
E as casas desses pobres tornam-se o primeiro templo de Nossa Senhora Aparecida.
7. NOSSA SENHORA APARECIDA É SOLIDÁRIA COM OS NEGROS:
a cor negra da imagem traduz a solidariedade de Maria com a raça negra,
tão injustamente escravizada. Sua cor denuncia o pecado do preconceito racial
e anuncia a esperança de libertação.
8. NOSSA SENHORA APARECIDA É O SORRISO DE DEUS PARA NÓS:
os lábios da imagem estão entreabertos num doce sorriso. É um sorriso de bondade maternal, que alimenta nossa confiança na misericórdia de Deus para conosco.
​Que Maria proteja com maternal proteção todas as CRIANÇAS,
para que evitem todos os perigos desse mundo violento
e possam descobrir os verdadeiros valores da vida.
 
                                            Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 12.10.2014

HOJE É O DIA DO SENHOR



28 Domingo do Tempo Comum


Livro de Isaías 25,6-10a.

Sobre este monte, o Senhor do Universo prepara para todos os povos um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos, carnes gordas e saborosas, vinhos velhos e bem tratados. 
Neste monte, Ele arrancará o véu de luto que cobre todos os povos, o pano que encobre todas as nações. 
Aniquilará a morte para sempre. O Senhor DEUS enxugará as lágrimas de todas as faces, e eliminará o opróbrio que pesa sobre o seu povo, sobre toda a nação. Foi o SENHOR quem o proclamou. 
Dir-se-á naquele dia: «Este é o nosso Deus, nele confiámos e Ele nos salva. Este é o SENHOR em quem confiámos. Congratulemo-nos e rejubilemos com a sua salvação. 


Livro de Salmos 23(22),1-3a.3b-4.5.6.

O Senhor é meu pastor: nada me faltará. 
Leva-me a descansar em verdes prados,  
conduz-me às águas refrescantes,   
reconforta a minha alma, 
Ele me guia por caminhos rectos, por amor do seu nome. 
Ainda que atravesse vales tenebrosos, 
de nenhum mal terei medo porque Tu estás comigo. 
A tua vara e o teu cajado dão-me confiança. 
Preparas a mesa para mim 
à vista dos meus inimigos; 
ungiste com óleo a minha cabeça; 
a minha taça transbordou. 
Na verdade, a tua bondade e o teu amor 
hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida, 
e habitarei na casa do Senhor 
para todo o sempre. 


Carta aos Filipenses 4,12-14.19-20.

Irmãos: Sei passar por privações, sei viver na abundância. Em toda e qualquer situação, estou preparado para me saciar e passar fome, para viver na abundância e sofrer carências. 
De tudo sou capaz naquele que me dá força. 
Entretanto, fizestes bem em tomar parte na minha tribulação. 
E o meu Deus há-de compensar-vos plenamente em todas as necessidades, segundo a sua riqueza, na glória que se tem em Cristo Jesus. 
A Deus nosso Pai, a glória pelos séculos dos séculos! Ámen!


Evangelho segundo S. Mateus 22,1-14.

Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: 
«O Reino do Céu é comparável a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. 
Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram comparecer. 
De novo mandou outros servos, ordenando-lhes: 'Dizei aos convidados: O meu banquete está pronto; abateram-se os meus bois e as minhas reses gordas; tudo está preparado. Vinde às bodas.’ 
Mas eles, sem se importarem, foram um para o seu campo, outro para o seu negócio. 
Os restantes, apoderando-se dos servos, maltrataram-nos e mataram-nos. 
O rei ficou irado e enviou as suas tropas, que exterminaram aqueles assassinos e incendiaram a sua cidade. 
Disse, depois, aos servos: 'O banquete das núpcias está pronto, mas os convidados não eram dignos. 
Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas todos quantos encontrardes.’ 
Os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos aqueles que encontraram, maus e bons, e a sala do banquete encheu-se de convidados. 
Quando o rei entrou para ver os convidados, viu um homem que não trazia o traje nupcial. 
E disse-lhe: 'Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’ Mas ele emudeceu. 
O rei disse, então, aos servos: 'Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.’ 
Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.» 


(Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org)

sábado, 11 de outubro de 2014

Receta para derrotar a Satanás: con el examen de conciencia



Francisco en Santa Marta: es esencial el recogimiento para evitar que «el corazón se convierta en una plaza» que todos visitan, incluido el demonio.
El examen de conciencia es una práctica antigua, pero válida y eficaz. 

Palabra de Papa Francisco, quien lo recordó esta mañana en la homilía de la Misa en la capilla de la Casa Santa Marta, según indicó la Radio Vaticana.

(In: facebook)
 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Y tú... le pides consejo a Cristo?

Quem "bate ao coração de Deus" recebe "algo extra", o Espírito Santo"



Missa na Casa de Santa Marta foi dedicada ao tema da oração

Cidade do Vaticano, 09 out 2014 (Ecclesia) – O Papa falou hoje na missa na Casa de Santa Marta sobre a atitude interior que deve caraterizar a oração, sublinhando que quem “bate ao coração de Deus” nunca deixa de “receber algo extra, o Espirito Santo”.

A homilia de Francisco, publicada pelo serviço informativo da Santa Sé, foi inspirada na passagem do Evangelho (Lucas 11, 5-13) em que Jesus conta a história de “um homem que a meio da noite foi pedir uma coisa a um amigo”.

“Existem amigos ‘de ouro’, que realmente dão tudo (…) também o Pai do Céu que nos ama tanto”, sublinhou.

“Pedi e ser-vos-á dado; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; porque todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra, e ao que bate, abrir-se-á”, refere o Evangelho de hoje.

Para o Papa, “a oração é isto, procurar e bater ao coração de Deus” e quem se dirige a Ele dessa forma, com “persistência” nunca deixa de ser atendido.

Francisco frisou ainda que o “Pai do Céu”, quando solicitado na oração, “nunca dá um presente, algo que lhe é pedido, sem o embrulhar muito bem, sem acrescentar-lhe algo extra para o tornar ainda mais bonito”.

“O Espirito Santo é isso, esse extra que o Pai dá”, mesmo àqueles que “nem se atrevem a pedi-lo”, concluiu.

(In: Agência Ecclesia, 9 de Outubro de 2014 - RV)



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Na cidade do Lis



De novo a saltar de terra em terra... porque ter familiares espalhados pela "terra", permite-nos agradáveis reencontros e o conhecimento de outras realidades. Será que estou a tomar o gosto?

Não nos víamos há alguns meses, mas é complicado para quem trabalha dar a "assistência" necessária porque os horários nem sempre se coadunam com os "programas sociais" que eles nos querem proporcionar. Mas o que eu quero mesmo, é estar um pouco com eles, seja em que circunstâncias for.

Do meu novo ninho, vejo o Castelo no cimo da colina; a meus pés, corre o rio Lis com o seu canto peculiar ao serpentear pelas pedras e arbustos; em toda a frente, estende-se a cidade com o seu casario, Igrejas e Monumentos.

Vamos hoje dar uma volta pela cidade, porque ontem, choveu o dia todo. Terei oportunidade para observar, sentir, descansar numa esplanada, cheirar até outros cheiros...

Usufruir um dia de cada vez, porque é o Senhor quem mo dá!

PASSA UM BOM DIA

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Agora Senhor, é que eu vi



É um corrupio esta vida que estou a levar aqui: viagens, mudanças de lugar, de pessoas, de modos de vida, de esperas...
Sem dúvida que esta situação é boa para mim - por isso está a acontecer - porque me agarro às coisas e crio logo um "cantinho" para poisar. 
Ando sempre a fazer e a desfazer a "mala" e depois falta sempre qualquer coisa... A privação é igualmente vantajosa para o meu habitual comodismo.

Mas penso que, tudo quanto se está a passar, são experiências positivas que ensinam a aceitar o decurso dos acontecimentos como essenciais à minha desinstalação egocêntrica.
Esta movimentação mostra-me ainda, que não há lugares privativos e fixos, porque esta vida é uma passagem. Hoje e agora estou caminhando para voltar à origem.

Tem sido de facto uma "escola" onde aprendo a ter paciência, a fechar a boca, a caminhar de mochila às costas, a viver com pouco, a aceitar a doença e seguir sempre para diante...
Depois disto e de outros sofrimentos por que tenho passado, lembro-me que Job disse mais ou menos assim: agora, Senhor é que eu vi!

PASSA UM BOM DIA

domingo, 5 de outubro de 2014

HOJE É O DIA DO SENHOR



Domingo 27 do Tempo Comum

A Vinha do Senhor...

 

Estamos no mês de Outubro, dedicado ao ROSÁRIO

e às MISSÕEScom o tema: "MISSÃO para libertar".

A Liturgia continua o tema da VINHA,

que representa Israel, o povo eleito,

precursor da Igreja, o novo Povo de Deus.

 

Na 1ª LeituraIsaías, com o "Cântico da Vinha",

narra a História do amor de Deus e a infidelidade do seu Povo. (Is 5,1-7)

 

É um lindo poema composto pelo profeta,

talvez a partir de uma canção de vindima.

Através do profeta (o trovador), Deus (o Amigo) julga seu povo (a vinha),descrevendo o amor de Deus e a resposta do Povo.

 

- Um agricultor escolheu o terreno mais adequado,

 escolheu cepas da melhor qualidade, tomou todos os cuidados necessários.

- O sonho dele era a colheita dos FRUTOS do seu trabalho...

- Mas a decepção foi grande: só deu uvas azedas...

 "Que mais poderia eu ter feito por minha vinha e não fiz?"

Reação: Seu amor se transforma em ódio: derruba o muro de proteção,

 permite que os transeuntes a pisem livremente e que o inço tome conta...

 

* Os Frutos, que o Senhor esperava, eram "o direito e a justiça",

  respeito pelos Mandamentos e fidelidade à Aliança.

  Ao invés, viu "sangue derramado" e "gritos de horror":

  infidelidade, injustiça, corrupção, violência...

  Muitas manifestações religiosas solenes, sem uma verdadeira adesão a Deus.

  Daí o castigo de Deus: a invasão dos assírios e depois dos babilônios,

  que destruíram a vinha e deportaram os israelitas como escravos.

* Hoje há ainda "sangue derramado" e Gritos de horror"?

 

Na 2ª Leitura, Paulo apresenta virtudes concretas,

que os cristãos devem cultivar na própria Vinha.

São esses os frutos que Deus espera da sua "Vinha". (Fl 4,6-9)

 

No Evangelho, Jesus retoma e desenvolve o poema dVINHA. (Mt 21,33-43)

 

- Um Senhor planta uma vinha com todo o cuidado e tecnologia necessária e

 a confia a uns vinhateiros, conhecedores da profissão.

- Chega o tempo da vindima, manda buscar a colheita e vem a surpresa.

 Não entregam os frutos e maltratam os enviados...

 Não respeitam nem o próprio filho do dono. Chegam a matá-lo.

- A "Vinha" não será destruída, mas os trabalhadores serão substituídos...

 

* A parábola é uma releitura da História da Salvação:

ilustra a recusa de ISRAEL ao projeto de salvação de Deus.

- A Vinha é o Povo de Deus (Israel).

- O Dono é Deus, que manifestou muito amor pela sua vinha.

- Os vinhateiros são os líderes do povo judeu...

- Os enviados são os profetas... o próprio Cristo "morto fora da vinha".

 

ResultadoA "vinha" será retirada e confiada a outros trabalhadores,

 que ofereçam ao "Senhor" os frutos devidos e acolham o "Filho" enviado.

Reação do Povo: tentam prender Jesus,

 pois percebem que a Parábola se refere a eles...

 

Quem são esses "outros", aos quais é entregue a Vinha?

Somos todos nós, membros do novo Povo de Deus, a Igreja,

que tem a missão de produzir seus frutos,

para não frustrar as esperanças do Senhor na hora da colheita.

- Que tipo de frutos está faltando?

 

Os homens do tempo de Isaías e também de Jesus eram muito piedosos,

zelosos nas práticas religiosas, no respeito do sábado...

Mas não foi da falta disso que Deus se queixou...

 

Isaías resume a queixa de Deus nas palavras do dono da vinha:

 "Esperei deles justiça, e houve sangue derramado;

 esperei retidão de conduta e o que ouço são os gritos de socorro

 de gente que foi explorada e maltratada..."

 

* Será que isso acontecia só no passado?

 

Ainda hoje devemos testemunhar diante do mundo,

em gestos de amor, de acolhimento, de compreensão, de misericórdia,

de partilha, de serviço, a realidade do Reino, que Jesus veio propor.

Não podemos reduzir tudo a apenas umas práticas religiosas?

 

+ Os guardas da vinha quiseram até se transformar em "Donos"...

 

  * Esse perigo não pode estar presente ainda hoje em nossas comunidades?

     Não somos "donos", mas apenas administradores...

 

Deus nunca desiste de sua obra de amor e salvação!

  Uma Verdade consoladora, mas também um Alerta:

  Diante do fracasso com alguns... Deus não desiste...

  Mas Ele recomeça com outros...

  - Será que Deus está satisfeito dos frutos que estamos produzindo?  

 

Missão para libertar!...

A Campanha Missionária desse ano concentra sua ação evangelizadora

dentro da realidade do tráfico humano, propondo-nos o tema:

"Missão para Libertar", e o lema: "Enviou-me para anunciar a libertação".

Hoje as vítimas do trafico humano representam a escravidão moderna.

Missão para libertar surge hoje como um grande desafio.

Está no centro da mensagem cristã e denuncia toda prática perversa

de exploração, em que os seres humanos são tratados como mercadoria.

 

                                  Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 05.10.2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Francisco comparó a los cristianos perseguidos con el santo Job, que perdió todo por mantenerse fiel a Dios


En su homilía en Casa Santa Marta, Francisco pidió a los cristianos que, antes de quejarse, piensen en aquellaspersonas que lo han perdido todo por creer

PAPA FRANCISCO

"Nuestra vida es demasiado fácil, nuestros lamentos son lamentos teatrales. Ante estos, ante estos lamentos de tanta gente, de tantos hermanos y hermanas que están en la oscuridad, que prácticamente han perdido la memoria, la esperanza – que viven ese exilio de sí mismos, son exiliados, hasta de sí mismos – ¡nada!”. 

 

Francisco comparó a los cristianos perseguidos con el santo Job, que perdió todo por mantenerse fiel a Dios.

 

También recomendó a cada cristiano que se prepare para estos "momentos de oscuridad” y que rece por todos aquellos que los atraviesan.

 

RESUMEN DE LA HOMILÍA DEL PAPA

 

Fuente: Radio Vaticano

 

"Jesús, cuando se lamenta – ‘Padre, ¡por qué me has abandonado!’ - ¿blasfema? El misterio es éste. Tantas veces yo he escuchado a personas que están viviendo situaciones difíciles, dolorosas, que han perdido tanto o se sienten solas y abandonadas y vienen a lamentarse y hacen estas preguntas: ¿Por qué? ¿Por qué? Se rebelan contra Dios. Y yo digo: ‘Sigue rezando así, porque también ésta es una oración’. Era una oración cuando Jesús dijo a su Padre: ‘¡Por qué me has abandonado!’”.

 

 "Y tanta gente, tanta hoy, está en la situación de Job. Tanta gente buena, como Job, no entiende lo que le ha sucedido, porqué es así. Tantos hermanos y hermanas que no tienen esperanza. Pensemos en las tragedias, en las grandes tragedias, por ejemplo estos hermanos nuestros que por ser cristianos son echados de sus casas y pierden todo: ‘Pero, Señor, yo he creído en ti. ¿Por qué? ¿Creer en Ti es una maldición, Señor?’”.

 

 "Tantas veces pasamos por esta situación, vivimos esta situación. Y tanta gente que cree que terminará en la nada. Y ella, Santa Teresa, rezaba y pedía fuerza para ir adelante, en la oscuridad. Esto se llama entrar en paciencia. Nuestra vida es demasiado fácil, nuestros lamentos son lamentos teatrales. Ante éstos, ante estos lamentos de tanta gente, de tantos hermanos y hermanas que están en la oscuridad, que prácticamente han perdido la memoria, la esperanza – que viven ese exilio de sí mismos, son exiliados, también de sí mismos – ¡nada! Y Jesús ha hecho este camino: de la noche al Monte de los Olivos hasta la última palabra de la Cruz: ‘Padre, ¡por qué me has abandonado!’”.

(Facebook)

Deixem-nos "respirar" livremente!



Ontem fui ao cinema, com uma amiga e colega. Filme português, muito condensado de problemas sociais envolvendo o assunto central: uma mulher na casa dos 70 anos que acaba de ficar viúva e, por conseguinte, só.
Ainda no velório, genro e filha traçam o " projecto de vida" para a viúva - Rosa, a protagonista - que é: vender-lhe a casa e encontrar um confortável asilo... onde ficará bem tratada e guardada. 

Rosa é uma mulher culta, dedicava muito do seu tempo à leitura, cozinhava bons pitéus, comunicativa, bom trato com os outros, humor e certa rebeldia  no olhar e nas coisas que dizia e fazia...
Passou algum tempo e quando Rosa foi confrontada com a pretensão do casal, reagiu com muita coragem e determinação. Perder a sua liberdade? Isso é que não! Ela que em tempos lutara ao lado do marido contra o fascismo, fora presa pela PIDE por querer ser livre e agora a filha e o genro pretendem "acabar" com ela!?  

Quis o acaso que se deparou com um jovem abandonado pela mãe , escorraçado pelo pai alcóolico; fazia parte de um grupo de drogados e afins os quais se comunicavam através de murros e de uma linguagem de perder a respiração. É a triste realidade. Acolheu-o na sua casa com naturalidade, correndo todos os riscos óbvios, que vieram a acontecer, mas que ela soube contornar. Acreditou nele, ofereceu o seu carinho, a sua dignidade, a sua verdade, promoveu-o através da leitura...

Foram a companhia que cada um precisava. Encontro de gerações: ela com 73, o moço com 17 anos. 

Uma experiência que em Portugal está a dar bons resultados: estudantes que se alojam em casa de um idoso/a a troco de quarto geralmente recheado de muito carinho, cumprindo algumas tarefas previstas no "acordo", nomeadamente: fazer companhia, comprar os medicamentos, alimentos, levar a passear, ou outros afazeres...
Ainda bem que estão a acontecer alternativas para nos manterem no nosso ninho, porque os velhos isolados, não ficam "dementes" de uma hora para a outra e não são propriedade dos filhos que os querem "despachar" com o falso argumento de só querem cuidar deles ...

Deixem-nos "respirar" livremente! Deixem-nos fazer graça, disparates, o que nos apetecer!

BOM DIA PARA TI