quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 22.01.2026

O Melhor Exercício Para EVITAR QUEDAS EM IDOSOS (60+)

CANSADO DE LUTAR E NADA MUDAR? OUÇA ISTO! | Pe. Gabriel Vila Verde

Santa Sé analisa convite de Donald Trump para participar do Conselho de Paz de Gaza

 


Papa Leão XIV escuta na Sala do Sínodo, no Vaticano, o início do Consistório Extraordinário ??
Papa Leão XIV escuta na Sala do Sínodo, no Vaticano, o início do Consistório Extraordinário. Imagem referencial. | Vatican Media
 

O secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, disse ontem (21) que a Santa Sé recebeu um convite do presidente dos EUA, Donald Trump, para participar do Conselho de Paz de Gaza, e que está analisando a resposta.

“Nós também recebemos o convite para o Conselho de Paz de Gaza, o papa o recebeu e estamos analisando o que fazer, estamos explorando a questão mais a fundo; acho que é um assunto que requer algum tempo para darmos uma resposta”, disse o cardeal Parolin à imprensa, segundo o Vatican News, serviço de informações da Santa Sé.

Depois de participar do evento comemorativo do 25º aniversário do Osservatorio for independent thinking (Observatório pelo Pensamento Independente), em Roma, o cardeal disse que o presidente dos EUA “está solicitando a participação de vários países” e que, segundo o que havia lido na imprensa, “a Itália também está refletindo sobre a possibilidade de aderir ou não”.

A iniciativa de Donald Trump busca criar um Conselho de Paz para lidar com conflitos globais, com foco particular na guerra em Gaza, como um órgão independente e separado da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele convidou vários países a aderir ao projeto em troca de uma contribuição financeira que lhes garantiria um assento permanente.

Vários países já anunciaram publicamente sua participação, como Belarus, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Egito e Israel.

O cardeal Parolin negou qualquer envolvimento financeiro da Santa Sé e disse que “não estamos nem em condições de fazer isso; no entanto, estamos claramente numa situação diferente em comparação a outros países, por isso será uma questão a ser considerada, mas creio que o pedido não será de participação financeira”.

O secretário de Estado falou sobre as tensões entre os EUA e a Europa. Segundo ele, “as tensões não são saudáveis ​​e criam um clima que agrava a situação internacional, que já é grave".

“Acho que o importante seria eliminar as tensões, debater os pontos controversos, mas sem entrar em discussões ou gerar tensões”, disse.

Sobre o Fórum de Davos realizado ontem, que teve a participação do presidente dos EUA que manifestou seu firme desejo de adquirir a Groenlândia, o cardeal falou sobre a importância de “respeitar o direito internacional”, para além dos “sentimentos pessoais, que são legítimos, mas respeitar as regras da comunidade internacional”.


Homilia Diária | A distorção dos ensinamentos de Cristo (Quinta-feira 2ª...

SANTO DO DIA - 22 DE JANEIRO: SÃO VICENTE PALLOTTI

Laudes de Quinta-feira da 2ª Semana do Tempo Comum

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Apresentação dos cordeiros na comemoração de Santa Inês, Virgem e Mártir

 


Capela de Urbano VIII, Palácio Apostólico
8h30

 

 

 


 


January 21, 2026 General Audience- Pope Leo XIV

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Sala Paulo VI
Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026


Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II I. Constituição dogmática Dei Verbum. 2. Jesus Cristo, revelador do Pai

Prezados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!

Damos continuidade às catequeses sobre a Constituição dogmática Dei Verbum, do Concílio Vaticano II, sobre a Revelação divina. Vimos que Deus se revela num diálogo de aliança, no qual se dirige a nós como a amigos. Portanto, trata-se de um conhecimento relacional, que não comunica somente ideias, mas compartilha uma história e chama à comunhão na reciprocidade. O cumprimento desta revelação realiza-se num encontro histórico e pessoal, no qual o próprio Deus se oferece a nós, tornando-se presente, e nós descobrimo-nos conhecidos na nossa verdade mais profunda. Foi o que aconteceu em Jesus Cristo. O Documento diz: «A verdade profunda, tanto a respeito de Deus como a respeito da salvação dos homens, manifesta-se-nos por esta revelação em Cristo, que é simultaneamente o mediador e a plenitude de toda a revelação» (DV, 2).

Jesus revela-nos o Pai, envolvendo-nos na própria relação com Ele. No Filho enviado por Deus Pai, «os homens [...] têm acesso ao Pai no Espírito Santo e tornam-se participantes da natureza divina» (ibid.). Assim, chegamos ao pleno conhecimento de Deus, entrando na relação do Filho com o seu Pai, em virtude da ação do Espírito. Atesta-o, por exemplo, o evangelista Lucas, quando nos descreve a prece de júbilo do Senhor: «Nesse mesmo instante, [Jesus] estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo e disse: “Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque tudo isso foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho houver por bem revelar-lhe» (Lc 10, 21-22).

Graças a Jesus, conhecemos Deus como somos conhecidos por Ele (cf. Gl 4, 9; 1 Cor 13, 13). Na verdade, em Cristo, Deus comunicou-nos a si mesmo e, ao mesmo tempo, manifestou-nos a nossa verdadeira identidade de filhos, criados à imagem do Verbo. Este «Verbo eterno ilumina todos os homens» (DV, 4), revelando a sua verdade no olhar do Pai: «O teu Pai, que vê no segredo, recompensar-te-á» (Mt 6, 4.6.8), diz Jesus; e acrescenta que «o Pai conhece as nossas necessidades» (cf. Mt 6, 32). Jesus Cristo é o lugar onde reconhecemos a verdade de Deus Pai, enquanto nos descobrimos conhecidos por Ele como filhos no Filho, chamados ao mesmo destino de vida plena. São Paulo escreve: «Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho [...] para que recebêssemos a adoção de filhos. E porque sois filhos, Deus enviou ao nosso coração o Espírito [do seu Filho], que clama: “Abbá! Pai!”» (Gl 4, 4-6).

Além disso, Jesus Cristo é revelador do Pai com a própria humanidade. Precisamente porque é o Verbo encarnado que habita entre os homens, Jesus revela-nos Deus com a sua humanidade verdadeira e íntegra: «Por isso – diz o Concílio – vê-lo é ver o Pai (cf. Jo 14, 9), com toda a sua presença e manifestação da sua pessoa, com palavras e obras, sinais e milagres, e sobretudo com a sua morte e gloriosa ressurreição, enfim com o envio do Espírito de verdade, completa e confirma... a revelação» (DV, 4). Para conhecer Deus em Cristo, devemos acolher a sua humanidade integral: a verdade de Deus não se revela plenamente, quando se priva o humano de algo, assim como a integridade da humanidade de Jesus não diminui a plenitude do dom divino. É o humano integral de Jesus que nos revela a verdade do Pai (cf. Jo 1, 18).

Quem nos salva e nos convoca não são apenas a morte e a ressurreição de Jesus, mas a sua própria pessoa: o Senhor que se encarna, nasce, cura, ensina, sofre, morre, ressuscita e permanece entre nós. Por isso, para honrar a grandeza da Encarnação, não é suficiente considerar Jesus como o canal de transmissão de verdades intelectuais. Se Jesus tem um corpo real, a comunicação da verdade de Deus realiza-se naquele corpo, com o seu modo próprio de perceber e sentir a realidade, com a sua maneira de habitar o mundo e de o atravessar. É o próprio Jesus que nos convida a partilhar o seu olhar sobre a realidade: «Olhai para as aves do céu – diz – não semeiam, nem ceifam, nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas?» (Mt 6, 26).

Irmãos e irmãs, seguindo até ao fim o caminho de Jesus, chegamos à certeza de que nada nos poderá separar do amor de Deus: «Se Deus é por nós – escreve ainda São Paulo – quem será contra nós? Ele, que não poupou o próprio Filho, [...] como não havia de nos dar também, com Ele, todas as coisas?» (Rm 8, 31-32). Graças a Jesus, o cristão conhece Deus Pai, abandonando-se com confiança a Ele!

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Saudações:

Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, em particular o grupo musical The Brazilian Tropical Violins. Queridos irmãos e irmãs, rezemos pela paz, num momento da história que parece marcado por uma crescente perda do valor da dignidade humana e no qual a guerra voltou a estar na moda. A humanidade de Jesus, que revela o Pai, nos ajude a encontrar caminhos de justiça e reconciliação. Deus vos abençoe!

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Resumo da catequese do Santo Padre:

Continuamos, hoje, a catequese sobre a Dei Verbum. Deus revela-se em Cristo através de uma experiência relacional, um diálogo de aliança. O Filho apresenta-nos o Pai envolvendo-nos na reciprocidade da sua própria relação e, assim, descobrimos a nossa verdade mais profunda: pela humanidade integral do Ressuscitado, reconhecemos o Criador que a todos chama e acolhe como seus filhos. Na realidade, podemos conhecer o Pai somente quando acolhemos a Encarnação do Verbo. Isso, porém, não reduz a plenitude do dom divino. Quem nos salva é a pessoa de Jesus, a sua vida entre os homens, com gestos e ações concretas, culminando na sua morte e ressurreição. Não somos salvos exclusivamente por vias intelectuais. Graças à relação com o Senhor, o cristão conhece Deus Pai e, com confiança, abandona-se a Ele.

Confessar-se sem padre funciona? padre gabriel vila verde explica.

Abra o coração (Mc 3,1-6) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 21/01

SANTO DO DIA - 21 DE JANEIRO: SANTA INÊS

Laudes da Memória de Santa Inês, virgem e mártir

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Santa Missa - 2ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

A MALDIÇÃO DE JERICÓ! Israel com Aline

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MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O XXXIV DIA MUNDIAL DO DOENTE

 

 


11 de fevereiro de 2026


“A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro”

Queridos irmãos e irmãs,

O XXXIV Dia Mundial do Doente será celebrado solenemente em Chiclayo, no Peru, a 11 de fevereiro de 2026. Para esta ocasião, quis propor novamente a imagem, sempre atual e necessária, do bom samaritano, a fim de redescobrirmos a beleza da caridade e a dimensão social da compaixão, e chamar a atenção para os necessitados e para os que sofrem, como são os doentes.

Todos nós já ouvimos e lemos este texto comovente de São Lucas (cf. Lc 10, 25-37). A um doutor da lei que lhe pergunta quem é o próximo a amar, Jesus responde contando uma história: um homem que viajava de Jerusalém para Jericó, assaltado por ladrões, foi abandonado quase morto; um sacerdote e um levita passaram ao largo, mas um samaritano encheu-se de compaixão, tratou-lhe as feridas, levou-o para uma hospedaria e pagou para que cuidassem dele. Desejei propor a reflexão sobre esta passagem bíblica com a chave hermenêutica da Encíclica Fratelli tutti, do meu querido predecessor, Papa Francisco, na qual a compaixão e a misericórdia para com os necessitados não se reduzem a um mero esforço individual, mas realizam-se na relação: com o irmão necessitado, com aqueles que cuidam dele e, fundamentalmente, com Deus, que nos oferece o seu amor.

1 - O dom do encontro: a alegria de oferecer proximidade e presença.

Vivemos imersos na cultura do efémero, do imediato, da pressa, bem como do descarte e da indiferença, que impede de nos aproximarmos e pararmos no caminho para olhar as necessidades e os sofrimentos à nossa volta. A parábola relata que o samaritano, ao ver o ferido, não “passou ao largo”, mas teve para ele um olhar aberto e atento, o olhar de Jesus, que o levou a uma proximidade humana e solidária. O samaritano «parou, ofereceu-lhe proximidade, curou-o com as próprias mãos, pôs também dinheiro do seu bolso e ocupou-se dele. Sobretudo […] deu-lhe o seu tempo». [1] Jesus não ensina quem é o próximo, mas como ser próximo, ou seja, como nos tornarmos nós mesmos próximos. [2] A este respeito, podemos afirmar, com Santo Agostinho, que o Senhor não quis ensinar quem era o próximo daquele homem, mas a quem ele devia tornar-se próximo. Na verdade, ninguém é próximo de outro enquanto não se aproxima voluntariamente dele. Por isso, fez-se próximo aquele que teve misericórdia. [3]

O amor não é passivo, mas vai ao encontro do outro; ser próximo não depende da proximidade física ou social, mas da decisão de amar. Por isso, o cristão faz-se próximo daquele que sofre, seguindo o exemplo de Cristo, o verdadeiro Samaritano divino que se aproximou da humanidade ferida. Não são meros gestos de filantropia, mas sinais nos quais se pode perceber que a participação pessoal nos sofrimentos do outro implica dar-se a si mesmo, supõe ir mais além de satisfazer necessidades, para chegar ao ponto da nossa pessoa ser parte do dom. [4] Esta caridade alimenta-se, necessariamente, do encontro com Cristo, que por amor se entregou por nós. São Francisco explicava-o muito bem quando, falando do seu encontro com os leprosos, dizia: «O Senhor levou-me até eles» [5] porque, através deles, havia descoberto a doce alegria de amar.

O dom do encontro nasce do vínculo com Jesus Cristo, a quem identificamos como o bom samaritano que nos trouxe a saúde eterna e a quem tornamos presente quando nos inclinamos diante do irmão ferido. Santo Ambrósio dizia: «Visto que ninguém nos é verdadeiramente tão próximo como aquele que curou as nossas feridas, amemo-lo vendo nele Nosso Senhor, e amemo-lo como nosso próximo; pois não há nada mais próximo dos membros do que a cabeça. E amemos também aquele que imita Cristo e quem se associa ao sofrimento dos necessitados para a unidade do corpo». [6] Ser um no Um, na proximidade, na presença, no amor recebido e partilhado, e desfrutar, tal como São Francisco, da doçura de o ter encontrado.

2 - A missão partilhada no cuidado dos doentes.

São Lucas continua dizendo que o samaritano “encheu-se de compaixão”. Ter compaixão implica uma emoção profunda, que conduz à ação. É um sentimento que brota do interior e leva a assumir um compromisso com o sofrimento alheio. Nesta parábola, a compaixão é a característica distintiva do amor ativo. Não é teórica nem sentimental, mas traduz-se em gestos concretos: o samaritano aproxima-se, cura, responsabiliza-se e cuida. Mas, atenção, pois ele não o faz sozinho, individualmente: «o samaritano procurou um estalajadeiro que pudesse cuidar daquele homem, como nós estamos chamados a convidar outros e a encontrar-nos num “nós” mais forte do que a soma de pequenas individualidades». [7] Na minha experiência como missionário e bispo no Peru, eu mesmo constatei como muitas pessoas partilham a misericórdia e a compaixão ao estilo do samaritano e do estalajadeiro. Familiares, vizinhos, profissionais e agentes pastorais da saúde e tantos outros que param, se aproximam, curam, carregam, acompanham e oferecem o que têm, dando à compaixão uma dimensão social. Esta experiência, que se realiza num entrelaçamento de relações, ultrapassa o mero compromisso individual. Assim, na Exortação apostólica Dilexi te, não me referi apenas ao cuidado dos doentes como uma “parte importante” da missão da Igreja, mas como uma autêntica “ação eclesial” (n. 49). Nela, citei São Cipriano para demonstrar como, nessa dimensão, podemos verificar a saúde da nossa sociedade: «Esta epidemia que parece tão horrível e funesta põe à prova a justiça de cada um e experimenta o espírito dos homens, verificando se os sãos servem aos enfermos, se os parentes se amam sinceramente, se os senhores têm piedade dos servos enfermos, se os médicos não abandonam os doentes que imploram». [8]

No Um ser um supõe sentirmo-nos verdadeiramente membros de um corpo no qual carregamos, segundo a nossa própria vocação, a compaixão do Senhor pelo sofrimento de todos os homens [9]. Além disso, a dor que nos comove não é uma dor alheia, é a dor de um membro do nosso próprio corpo, ao qual a nossa Cabeça nos manda acudir para o bem de todos. Nesse sentido, identifica-se com a dor de Cristo e, oferecida cristãmente, acelera o cumprimento da oração do próprio Salvador pela unidade de todos. [10]

3 - Movidos sempre pelo amor a Deus, para nos encontrarmos a nós mesmos e ao próximo.

No duplo mandamento – «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo» ( Lc 10, 27) –, podemos reconhecer a primazia do amor a Deus e a sua direta consequência na forma do homem amar e se relacionar, em todas as suas dimensões. «O amor ao próximo é a prova tangível da autenticidade do amor a Deus, como atesta o Apóstolo João: “A Deus nunca ninguém o viu; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chegou à perfeição em nós. […] Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele” (1 Jo 4, 12.16)». [11] Embora o objeto desse amor seja distinto – Deus, o próximo e nós mesmos –, e, nesse sentido, possamos entendê-los como amores distintos, eles são sempre inseparáveis. [12] A primazia do amor divino implica que a ação do homem seja realizada sem interesse pessoal ou recompensa, mas como manifestação de um amor que transcende as normas rituais e se traduz num culto autêntico: servir o próximo é amar a Deus na prática. [13]

Esta dimensão também nos permite contrastar o que significa amar-se a si mesmo. Implica afastar de nós o interesse de basear a nossa autoestima ou o sentido da nossa própria dignidade em estereótipos de sucesso, carreira, posição ou linhagem, [14] recuperando pelo contrário a nossa própria posição diante de Deus e do irmão. Bento XVI dizia que «de natureza espiritual, a criatura humana realiza-se nas relações interpessoais: quanto mais as vive de forma autêntica, tanto mais amadurece a própria identidade pessoal. Não é isolando-se que o homem se valoriza a si mesmo, mas relacionando-se com os outros e com Deus». [15]

Queridos irmãos e irmãs, «o verdadeiro remédio para as feridas da humanidade é um estilo de vida baseado no amor fraterno, que tem as suas raízes no amor de Deus». [16] Desejo vivamente que nunca falte no nosso estilo de vida cristão esta dimensão fraterna, “samaritana”, inclusiva, corajosa, comprometida e solidária, que tem a sua raiz mais íntima na nossa união com Deus, na fé em Jesus Cristo. Inflamados por esse amor divino, poderemos realmente entregar-nos em favor de todos os que sofrem, especialmente dos nossos irmãos doentes, idosos e aflitos.

Elevemos a nossa oração à Bem-Aventurada Virgem Maria, Saúde dos Enfermos, pedindo a sua ajuda por todos aqueles que sofrem e que precisam de compaixão, escuta e consolo, e supliquemos a sua intercessão com esta antiga oração, que se rezava em família, pelos que vivem na doença e na dor:

Doce Mãe, não vos afasteis,
vossos olhos de mim não aparteis.
Vinde comigo por todo o caminho,
e nunca me deixeis sozinho.
Já que me protegeis tanto
como uma verdadeira Mãe,
fazei com que me abençoem o Pai,
o Filho e o Espírito Santo.

Concedo de coração a minha bênção apostólica a todos os doentes, às suas famílias e aos que cuidam deles; também aos profissionais e agentes da pastoral da saúde e, muito especialmente, aos que participam neste Dia Mundial do Doente.

Vaticano, 13 de janeiro de 2026

LEÃO PP. XIV

__________________________________________________

[1] Francisco, Carta enc. Fratelli tutti (3 de outubro de 2020), 63.

[2] Cf. ibid., 80-82.

[3] Cf. Santo Agostinho, Sermão 171, 2; 179 A, 7.

[4] Cf. Bento XVI, Carta enc. Deus caritas est (25 de dezembro de 2005), 34; João Paulo II, Carta ap. Salvifici doloris (11 de fevereiro de 1984), 28.

[5] São Francisco de Assis, Testamento 2: Fontes Franciscanas, 110.

[6] Santo Ambrósio, Tratado sobre o Evangelho de São Lucas VII, 84.

[7] Francisco, Carta enc. Fratelli tutti (3 de outubro de 2020), 78.

[8] São Cipriano, De mortalitate, 16.

[9] Cf. São João Paulo II, Carta ap. Salvifici doloris (11 de fevereiro de 1984), 24.

[10] Cf. ibid., 31.

[11] Exort. ap. Dilexi te (4 de outubro de 2025), 26.

[12] Cf. ibid.

[13] Francisco, Carta enc. Fratelli tutti (3 de outubro de 2020), 79.

[14] Cf. ibid., 101.

[15] Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate (29 de junho de 2009), 53.

[16] Francisco, Mensagem aos participantes do 33º Festival Internacional da Juventude, Medjugorje, 1-6 de agosto de 2022 (2 de agosto de 2022).

A paz que você procura (Mc 2,23-28) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel ...

SANTÍSSIMO SACRAMENTO | CANTO GREGORIANO QUE VAI TE FAZER CHORAR

SANTO DO DIA - 20 DE JANEIRO: SÃO SEBASTIÃO

Liturgia das Horas: Laudes, 2ªss.3ª, 20 Jan 26

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Missa desde a Basílica da Nossa Senhora do Rosário de Fátima 19.01.2026

Hoje começa a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2026

 


O papa Leão XIV cumprimenta o patriarca ecumênico ortodoxo Bartolomeu em Iznik em sua viagem à Turquia em novembro de 2025 ??
O papa Leão XIV cumprimenta o patriarca ecumênico ortodoxo Bartolomeu em Iznik em sua viagem à Turquia em novembro do ano passado. | Vatican Media
 

Hoje (18) marca o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), que será celebrada até 25 de janeiro sob o lema Um só é o corpo, um só é o Espírito, como uma só é a esperança à qual Deus vos chamou (cf. Ef 4,4).

O convite à participação está sendo feito pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas, enquanto os materiais e reflexões para esta edição foram preparados pela Igreja Apostólica Armênia.

Este ano, o importante evento para os cristãos centra-se - como o título sugere - na passagem da carta de são Paulo aos Efésios: "Um só é o corpo, um só é o Espírito, como uma só é a esperança à qual Deus vos chamou” (cf. Ef 4,4).

A versão final dos textos foi preparada numa reunião realizada de 13 a 18 de outubro de 2024 na Santa Sé de Echmiadzin, Armênia.

O Departamento de Relações Interconfessionais da Igreja Apostólica Armênia coordenou um grupo ecumênico de cristãos armênios, responsável por uma proposta inicial, que foi posteriormente revisada e concluída em colaboração com a equipe internacional nomeada conjuntamente pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo Conselho Mundial de Igrejas, até chegar aos textos finais usados na celebração deste ano.

Um caminho ecumênico com séculos de história

As origens da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos remontam ao fim do século XVIII, quando, em 1740, surgiu na Escócia um movimento pentecostal de renovação espiritual, promovendo a oração em comum entre as várias igrejas. Um século depois, o papa Leão XIII incentivou a prática de uma Oitava de Oração pela Unidade, ligada ao período de Pentecostes.

A primeira celebração formal da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos ocorreu em 1908, por iniciativa do reverendo episcopaliano (ramo anglicano dos EUA) Paul Wattson. Desde então, o movimento ecumênico tem sido marcado por gestos de profundo valor simbólico. Entre eles, destaca-se um encontro em Jerusalém em 1964, quando o papa são Paulo VI e o patriarca ortodoxo ecumênico Atenágoras rezaram juntos a oração de Cristo: "Que todos sejam um" (cf. Jo 17).

Mais recentemente, em novembro do ano passado, o papa Leão XIV e o patriarca ecumênico ortodoxo Bartolomeu recitaram em conjunto o Credo Niceno, por ocasião do 1700º aniversário dessa profissão de fé, reafirmando seu compromisso comum com a unidade visível dos cristãos.

Papa ao Caminho Neocatecumenal: evangelizar em comunhão com a Igreja

 


Durante encontro com cerca de mil membros do Caminho Neocatecumenal, o Papa Leão XIV agradeceu o serviço missionário da realidade eclesial presente nos cinco continentes, destacou o papel evangelizador das famílias e exortou à comunhão com toda a Igreja, alertando contra isolamentos, rigidez e moralismos na ação pastoral.

Thulio Fonseca - Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu, na manhã desta segunda-feira (19/01), os responsáveis do Caminho Neocatecumenal, realidade eclesial presente em todos os continentes. Estavam presentes o iniciador Kiko Argüello, membros da equipe internacional e diversas famílias em missão nos cinco continentes. Aos aproximadamente mil participantes, o Pontífice expressou gratidão pelo trabalho de evangelização e acompanhamento de pessoas e comunidades, ao mesmo tempo em que exortou a não se separar do “resto do corpo eclesial” e a evitar rigidez e moralismos na ação pastoral.

Ao saudar os participantes, o Papa destacou o papel missionário das famílias e do Caminho Neocatecumenal na vida da Igreja, sublinhando o impulso evangelizador que anima essa experiência eclesial desde as suas origens: “anunciar o Evangelho ao mundo inteiro, para que todos possam conhecer Cristo.”

Um carisma a serviço da redescoberta do Batismo

Leão XIV recordou que o Caminho Neocatecumenal nasceu e se desenvolveu a partir do desejo de anunciar o Evangelho, especialmente àqueles que se afastaram da fé ou a vivem de forma enfraquecida. Segundo o Pontífice, trata-se de uma contribuição preciosa para a vida da Igreja, pois oferece um itinerário espiritual centrado na redescoberta do Batismo e da vocação cristã. O Papa sublinhou ainda que esse caminho ajuda os fiéis a reconhecerem o dom da graça recebida e o chamado a serem discípulos e testemunhas de Cristo no mundo.

“A todos, especialmente àqueles que se afastaram ou àqueles cuja fé se enfraqueceu, vocês oferecem a possibilidade de um itinerário espiritual por meio do qual redescobrir o significado do Batismo.”

Unidade, comunhão e discernimento

Ao mesmo tempo, o Papa fez um forte apelo à vigilância espiritual e ao discernimento, recordando que todo carisma é dado para o bem comum e deve estar a serviço da missão da Igreja, e advertiu contra o risco de isolamento, fechamento ou atitudes de superioridade dentro da Igreja:

“Exorto-os a viver a vossa espiritualidade sem jamais se separar do restante do corpo eclesial, como parte viva da pastoral ordinária das paróquias e de suas diversas realidades, em plena comunhão com os irmãos e, em particular, com os presbíteros e os Bispos. Sigam em frente com alegria e humildade, sem fechamentos, como construtores e testemunhas de comunhão.

Evangelizar com liberdade e sem rigidez

Por fim, o Pontífice recordou que a ação evangelizadora deve sempre refletir a liberdade do Espírito:

“O anúncio do Evangelho, a catequese e as diversas formas de ação pastoral devem ser sempre livres de formas de coação, rigidez e moralismos, para que não aconteça de provocarem sentimentos de culpa e temor em vez de libertação interior.”

O Papa concluiu agradecendo pelo serviço prestado pelo Caminho Neocatecumenal na Igreja e no mundo, encorajando todos a prosseguirem com entusiasmo, sob a proteção da Virgem Maria.


Angelus, 18 de janeiro de 2026 - Papa Leão XIV

PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça de São Pedro
Domingo 18 de janeiro de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

Hoje, o Evangelho (cf. Jo 1, 29-34) fala-nos de João Batista, que reconhece em Jesus o Cordeiro de Deus, o Messias, dizendo: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!» (v. 29); e acrescenta: «Foi para Ele se manifestar a Israel que eu vim batizar com água» (v. 31).

João reconhece em Jesus o Salvador, proclama a sua divindade e missão em favor do povo de Israel e depois, tendo cumprido a sua tarefa, afasta-se, como atestam estas suas palavras: «Depois de mim vem um homem que me passou à frente, porque existia antes de mim» (v. 30).

João Batista é um homem muito amado pelas multidões, a ponto de ser temido pelas autoridades de Jerusalém (cf. Jo 1, 19). Teria sido fácil explorar esta fama, mas ele não cede de forma alguma à tentação do sucesso e da popularidade. Diante de Jesus, reconhece a própria pequenez e abre espaço para a grandeza d’Ele. Sabe que foi enviado para preparar o caminho do Senhor (Mc 1, 3; cf. Is 40, 3) e, quando o Senhor vem, reconhece com alegria e humildade a sua presença, retirando-se de cena.

Quão importante é para nós, hoje, o seu testemunho! Realmente, muitas vezes é dada uma demasiada importância à aprovação, ao consenso e à visibilidade, a ponto de condicionar as ideias, os comportamentos e os estados de espírito das pessoas, causando sofrimento e divisões, criando estilos de vida e de relacionamento efémeros, decepcionantes e aprisionadores. Na realidade, não precisamos desses “substitutos de felicidade”. A nossa alegria e grandeza não se baseiam em ilusões passageiras de sucesso e fama, mas em saber-nos amados e queridos pelo nosso Pai que está nos céus.

É o amor de que Jesus nos fala: o amor de um Deus que ainda hoje vem estar no meio de nós, não para nos surpreender com efeitos especiais, mas para partilhar o nosso cansaço e assumir os nossos fardos, revelando-nos quem realmente somos e quanto valemos a seus olhos.

Caríssimos, não deixemos que Ele, ao passar, nos encontre distraídos. Não desperdicemos tempo e energia buscando o que é apenas aparência. Aprendamos com João Batista a manter o espírito vigilante, amando as coisas simples e as palavras sinceras, vivendo com sobriedade e profundidade de mente e coração, contentando-nos com o necessário e encontrando, de preferência todos os dias, um momento especial para nos determos em silêncio a rezar, refletir, escutar, enfim, “fazer deserto”, a fim de encontrar o Senhor e estar com Ele.

Que em tudo isto nos ajude a Virgem Maria, modelo de simplicidade, sabedoria e humildade.

_____________

Depois do Angelus:

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje começa a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. As origens desta iniciativa remontam há dois séculos, e o Papa Leão XIII encorajou-a muito. Há exatamente cem anos, foram publicadas, pela primeira vez, as «Sugestões para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos». O tema deste ano é tirado da Carta aos Efésios: «Há um só Corpo e um só Espírito, assim como a vossa vocação vos chamou a uma só esperança» (Ef 4, 4). As orações e reflexões foram preparadas por um grupo ecuménico coordenado pelo Departamento para as Relações Inter-religiosas da Igreja Apostólica Arménia. Portanto, convido todas as comunidades católicas a reforçarem, nestes dias, a oração pela plena unidade visível de todos os cristãos.

Este nosso empenho pela unidade deve ser acompanhado de forma coerente pelo esforço em prol da paz e da justiça no mundo. Hoje, desejo recordar em particular as grandes dificuldades que afligem a população do leste da República Democrática do Congo, forçada a fugir do próprio país, especialmente em direção ao Burundi, devido à violência e ao enfrentamento de uma grave crise humanitária. Rezemos para que, entre as partes em conflito, prevaleça sempre o diálogo pela reconciliação e pela paz.

Gostaria também de assegurar as minhas orações pelas vítimas das inundações que atingiram a África Austral nos últimos dias.

Dirijo a minha calorosa saudação a todos vós, romanos e peregrinos!

Tenho a alegria de saudar o grupo da Piggot School de Wargrave, na Inglaterra, bem como o grupo “Fratres” da comunidade paroquial de Compitese. Saúdo os fiéis de vários países, as famílias e as associações. Obrigado pela vossa presença e pelas orações!

Desejo a todos um bom domingo!

 

Ó Jesus, meu amor - Hino

Homilia Diária | A Eucaristia e a intimidade com Cristo (Segunda-feira d...

Hoje é celebrada santa Margarida da Hungria, mediadora da tranquilidade e da paz

 


Santa Margarida da Hungria Santa Margarida da Hungria
 

A Igreja celebra hoje (18) santa Margarida da Hungria, mediadora da tranquilidade e da paz.

Nasceu em um família de santos. Foi filha do rei Bela IV e de Maria Láscaris, filha do imperador de Constantinopla. Em 1242, antes de nascer, foi oferecida a Deus pela libertação da Hungria dos tártaros.

Quando tinha apenas três anos, foi confiada às religiosas dominicanas de Veszprém e, aos doze anos, foi para o novo mosteiro edificado por seu pai, o rei, em uma ilha do Danúbio, perto de Budapeste, onde fez a profissão pelas mãos de frei Humberto de Romans.

Tomando consciência de sua extraordinária missão, a jovem princesa se dedicou com heroico fervor a percorrer o caminho da perfeição. A ascese conventual do silêncio, da solidão, da oração e da penitência se harmonizaram com um ardoroso zelo pela paz, um grande valor para denunciar as injustiças e uma grande cordialidade com suas companheiras, às quais servia com alegria nos mais humildes serviços.

Sua vida de piedade se qualificava pela devoção ao Espírito Santo, a Jesus crucificado, à Eucaristia e a Maria.

Morreu com apenas 28 anos, nesse mosteiro, em 18 de janeiro de 1270 e seu corpo permaneceu sepultado neste local até 1526. Depois de diversas vicissitudes, suas relíquias foram colocadas na igreja das clarissas de Bratislava (1618), mas desapareceram com a extinção do mosteiro em 1782.

No dia 19 de novembro de 1943, Pio XII a invocava em sua canonização como mediadora “de tranquilidade e de paz fundadas na justiça e na caridade em Cristo, não apenas para sua pátria, mas para todo o mundo”.

Laudes de Segunda-feira da 2ª Semana do Tempo Comum

sábado, 17 de janeiro de 2026

ESTE É UM DOS PECADOS MORTAIS DA MODERNIDADE! | Pe. Gabriel Vila Verde

Leão XIV: “os diplomatas do Papa são chamados a ser pontes”

 


O Santo Padre enviou uma carta por ocasião do 325º aniversário da fundação da Pontifícia Academia Eclesiástica na qual dá graças ao Senhor pela longa e fecunda história desta meritória instituição colocada a serviço do Sucessor de Pedro.

Silvonei José – Vatican News

O Santo Padre na sua carta por ocasião do 325º aniversário da fundação da Pontifícia Academia Eclesiástica recorda que em 1701, por vontade do Papa Clemente XI, teve início uma missão tão meritória, cujo espírito muitos dos seus predecessores preservaram e cujo crescimento orientaram, acompanhando os seus desenvolvimentos à luz das necessidades que a Igreja e a diplomacia manifestaram ao longo dos séculos.

Em anos mais recentes, o Papa Francisco, com a Constituição Apostólica Praedicate Evangelium, confirmou a inserção da Academia na estrutura da Secretaria de Estado, colocando-a em conexão com a Seção para os funcionários Diplomáticos da Santa Sé; em seguida, com o Chirografo Il Ministero Petrino, de 25 de março de 2025, qualificou-a como centro avançado de alta formação acadêmica e pesquisa em Ciências Diplomáticas, como instrumento direto da ação diplomática da Santa Sé.

O Papa Leão XIV destaca então que estas últimas reformas manifestam o objetivo de oferecer um currículo formativo que, com uma sólida base científica, seja capaz de integrar competências jurídicas, históricas, políticas, econômicas e linguísticas e conjugá-las com as qualidades humanas e sacerdotais dos jovens presbíteros.

Leão XIV com alguns padres da Pontifícia Academia Eclesiástica, foto de arquivo.
Leão XIV com alguns padres da Pontifícia Academia Eclesiástica, foto de arquivo.   (@VATICAN MEDIA)

O Santo Padre agradece aos Superiores e aos Alunos da Pontifícia Academia Eclesiástica pelo caminho de comunhão e renovação empreendido com espírito de fé e disponibilidade, acolhendo as mudanças sem esquecer as raízes. Espera que esta feliz ocasião suscite nos Alunos um renovado compromisso de perseverar no caminho formativo, lembrando que o serviço diplomático não é uma profissão, mas uma vocação pastoral: é a arte evangélica do encontro, que busca caminhos de reconciliação onde os homens erguem muros e desconfianças. Nossa diplomacia, de fato, - destaca o Papa - nasce do Evangelho: não é tática, mas caridade consciente; não busca vencedores nem vencidos, não constrói barreiras, mas recompõe laços autênticos.

Então o Papa afirma que “para construir essa comunhão, cada palavra pronunciada precisa ser precedida pela escuta: escuta de Deus e escuta dos pequenos, daqueles cuja voz muitas vezes não é ouvida. Os diplomatas do Papa são chamados a ser pontes: pontes invisíveis para sustentar, pontes firmes quando os eventos parecem ser difíceis de se contornar e pontes de esperança quando o bem vacila”.

E conclui: “imitando Santo Antônio Abade, seu padroeiro, que soube transformar o silêncio do deserto em diálogo fecundo com Deus, sejam sacerdotes de profunda espiritualidade, para extrair da oração a força do encontro com os outros. E enquanto o olhar se abre para a missão que os espera, confio cada um a Maria, Mãe da Igreja, para que vele por vocês e os torne dóceis à vontade de Deus no serviço à Sé de Pedro.


Como alcançar a conversão de alguém (Mc 2,13-17) Palavra de Deus | Irmã ...

SANTO DO DIA - 17 DE JANEIRO: SANTO ANTÃO

Laudes da Memória de Santo Antão, abade

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

ALEGRIA NA TRIBULAÇÃO - Dom José Falcão

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 16.01.2026

Semana do Papa, apresentação do Livro: "quando os cristãos não sentem a ...

Leão XIV proclama Ano Jubilar especial nos 800 anos da morte de São Francisco

 

A Penitenciaria Apostólica divulgou nesta sexta-feira, 16 de janeiro, o Decreto por ocasião do oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis, por meio do qual é proclamado um Ano Jubilar especial com Indulgências Plenárias.

Decreto da Penitenciaria Apostólica por ocasião do oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis

“Guardai a memória de nosso pai e irmão Francisco, para louvor e glória daquele que o engrandeceu entre os homens e o glorificou diante dos anjos. Orai por ele, como antes ele nos pediu, e orai a ele para que Deus nos torne com ele partícipes de sua santa graça.¹”

Enquanto ainda são atuais e eficazes os frutos de graça do Jubileu Ordinário do ano de 2025, recém-concluído, no qual todos fomos exortados a nos tornarmos peregrinos desta esperança que não engana (cf. Rm 5,5), acrescenta-se agora a ele, como sua ideal continuação, uma nova ocasião de júbilo e de santificação: o oitavo centenário do feliz trânsito de São Francisco de Assis da vida terrena para a pátria celeste (3 de outubro de 1226).

Nestes últimos anos, outros importantes jubileus estiveram ligados à figura e às obras do Santo de Assis: o oitavo centenário da criação do primeiro Presépio em Greccio, da composição do Cântico das Criaturas, hino à beleza santa da criação, e o da impressão dos Sagrados Estigmas, ocorrida no Monte Alverne, quase um novo Calvário, dois anos antes de sua morte. O ano de 2026 marcará o cúlmine e o cumprimento de todas as celebrações precedentes: ele será, de fato, o Ano de São Francisco, e todos seremos chamados a nos tornarmos santos na contemporaneidade, seguindo o exemplo do Seráfico Pai.

Pintura de Domenico Bruschi, 1886, colocada na parte externa da Capela do Trânsito
Pintura de Domenico Bruschi, 1886, colocada na parte externa da Capela do Trânsito

Se é maravilhosamente verdadeiro que “não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens” (cf. At 4,12) além de Jesus Cristo, Redentor da humanidade, é igualmente extraordinariamente verdadeiro que, entre os séculos XII e XIII, em época de guerras ditas santas, relaxamento dos costumes e fervor religioso mal compreendido, “nasceu para o mundo um sol”² : Francisco, que, de filho de um rico comerciante, fez-se pobre e humilde, verdadeiro alter Christus na terra, oferecendo ao mundo exemplos tangíveis de vida evangélica e uma imagem real da perfeição cristã. O nosso tempo não é muito diferente daquele em que viveu Francisco, e é justamente à luz disso que seu ensinamento talvez seja hoje ainda mais válido e compreensível. Quando a caridade cristã enfraquece, a ignorância se espalha juntamente com os maus costumes e quem exalta a concórdia entre os povos o faz mais por egoísmo do que por sincero espírito cristão; quando o virtual prevalece sobre o real, dissensões e violências sociais fazem parte da vida cotidiana e a paz se torna a cada dia mais incerta e distante, que este Ano de São Francisco estimule todos nós, cada um segundo suas próprias possibilidades, a imitar o Pobrezinho de Assis, a nos formar, tanto quanto possível, segundo o modelo de Cristo, e a não tornar vãos os propósitos do Ano Santo recém-concluído: que a esperança que nos viu peregrinos se transforme agora em zelo e fervor de caridade concreta.

“E nisto quero reconhecer se tu amas o Senhor e a mim, servo dele e teu, se fizeres isto: não haja no mundo irmão que pecar, o quanto puder pecar, que, após ter visto os teus olhos, nunca se afaste sem a tua misericórdia, caso buscar misericórdia³ .”

Com essas extraordinárias palavras, relatadas na famosa Epistola ad quendam ministrum, São Francisco não apenas dispensa consolação e conselhos a um confrade anônimo, mas sobretudo delineia e sublinha o conceito fundamental da misericórdia, ao qual estão indissoluvelmente ligados os de perdão e de indulgência. E é justamente um perdão - o conhecido “Perdão de Assis” ou “Indulgência da Porciúncula” - que o Papa Honório III, por privilégio excepcional, concedeu diretamente a Francisco para aqueles que, tendo confessado e comungado, visitassem, no dia 2 de agosto, uma antiga igrejinha próxima a Assis, erguida 800 anos antes sobre uma “pequena porção de terra” (da qual deriva o nome Porciúncula).

Com o mesmo impulso generoso e com a mesma alegria com que o Santo, ao ver atendida sua súplica pelo Vigário de Cristo, irradiou sobre a multidão presente na consagração da Porciúncula ao anunciar a graça concedida, Sua Santidade o Papa Leão XIV, Ministro da nossa fé e da nossa alegria, determina que, de 10 de janeiro de 2026, em concomitância com o encerramento do Jubileu Ordinário, até 10 de janeiro de 2027, seja proclamado um Ano especial de São Francisco, no qual todo fiel cristão, à semelhança do Santo de Assis, torne-se ele mesmo modelo de santidade de vida e testemunha constante de paz.

Para um alcance mais perfeito das finalidades propostas, a Penitenciaria Apostólica, por meio do presente Decreto emitido em conformidade com a vontade do Sumo Pontífice, por ocasião do Ano de São Francisco concede a Indulgência plenária nas condições habituais (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Santo Padre), aplicável também em forma de sufrágio pelas almas do Purgatório:

1) aos membros:

- da Família Franciscana da Primeira, da Segunda e da Terceira Ordem Regular e Secular;

- dos Institutos de vida consagrada, das Sociedades de vida apostólica e das Associações públicas ou privadas de fiéis, masculinas e femininas, que observam a Regra de São Francisco ou que sejam inspiradas na sua espiritualidade ou que de qualquer forma perpetuem o carisma;

2) a todos os fiéis indistintamente

Que, com o ânimo desapegado do pecado, participarão ao Ano de São Francisco visitando em forma de peregrinação qualquer igreja conventual franciscana, ou lugar de culto em qualquer parte do mundo dedicado a São Francisco ou a ele ligado por qualquer motivo, e ali participarem devotamente dos ritos jubilares ou permanecerem por ao menos um período de tempo adequado em piedosas meditações, elevando a Deus orações para que, a exemplo de São Francisco, brotem nos corações sentimentos de caridade cristã para com o próximo e autênticos desejos de concórdia e de paz entre os povos, concluindo com o Pai- Nosso, o Credo e invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria, a São Francisco de Assis, a Santa Clara e a todos os Santos da Família Franciscana.

Os anciãos, os enfermos e aqueles que deles cuidam, bem como todos os que, por motivo grave, estejam impossibilitados de sair de casa, poderão igualmente alcançar a Indulgência Plenária, desde que haja o desapego de qualquer pecado e a intenção de cumprir, tão logo seja possível, as três condições habituais, se se unirem espiritualmente às celebrações jubilares do Ano de São Francisco, oferecendo a Deus Misericordioso as suas orações, as dores ou os sofrimentos da própria vida.

Para que tal oportunidade de alcançar a graça divina por meio do Poder das Chaves da Igreja se realize mais facilmente, esta Penitenciaria solicita firmemente a todos os sacerdotes, regulares e seculares, munidos das devidas faculdades, que se tornem disponíveis, com espírito pronto, generoso e misericordioso, para a celebração do Sacramento da Reconciliação.

O presente decreto é válido para o Ano de São Francisco. Não obstante qualquer disposição em contrário.

Dado em Roma, na sede da Penitenciaria Apostólica, aos 10 de janeiro de 2026, vésperada Festa do Batismo do Senhor.

Cardeal Angelo De Donatis
Penitencieiro-Mor

+ Krzysztof Józef Nykiel 
S.E.R. Mons. Krzysztof Józef Nykiel
Bispo tit. de Velia, Regente

______________

¹Lettera enciclica di Frate Elia, a tutte le Provincie dell’Ordine, sulla morte di San Francesco, 7 (FF 311).
²Dante Alighieri, Divina Commedia, Paradiso, Xl, 50.
³Francesco d'Assisi, Lettera a un ministro, 7-8 (FF 235)

Selamento das portas santas começa depois do fechamento da porta da basílica de São Pedro

 


Leão XIV fechou os grandes portões de bronze da basílica de São Pedro, no Vaticano, em 6 de janeiro, marcando o fim do Jubileu da Esperança ??
O papa Leão XIV fechou os grandes portões de bronze da basílica de São Pedro, no Vaticano, em 6 de janeiro, marcando o fim do Jubileu da Esperança. | Vatican Media
 

Com o selamento final da porta santa da basílica de São Pedro, no Vaticano amanhã (16), a Santa Sé concluirá o selamento de alvenaria propriamente dito das quatro basílicas papais depois do Jubileu da Esperança.

Na tarde de terça-feira (13), ocorreu o rito final de fechamento da porta santa da basílica de Santa Maria Maior. Ontem (14), foi a vez da basílica de São João de Latrão, e hoje (15), foi fechada a porta santa da basílica de São Paulo Fora dos Muros.

Amanhã, será a vez da basílica de São Pedro. Os chamados sampietrini, a equipe da Obra de São Pedro composta por carpinteiros, marceneiros e eletricistas que normalmente cuidam da manutenção da basílica, repetirão a operação que já fizeram nas outras três basílicas: levantarão uma parede de tijolos dentro do templo para selar definitivamente a porta santa.

A tradicional cápsula metálica (capsis), caixa de bronze com o documento oficial de fechamento, as moedas cunhadas no ano jubilar e as chaves da porta santa, será inserida na parede do templo.

Esses elementos são testemunho material e simbólico do Ano Santo que, como disse o papa na cerimônia de 6 de janeiro de fechamento da porta da basílica de São Pedro, terminou no calendário, mas não na vida espiritual da Igreja.

Em todas as basílicas papais, foram depositados o ato oficial do fechamento da porta santa, a chave da porta e várias medalhas pontifícias, que abrangem desde o último selamento, na conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia em 2016, até os dias atuais.

Homilia Diária | A cura da nossa paralisia (Sexta-feira da 1ª Semana do ...

Hoje é celebrado são Marcelo, papa

 


São Marcelo, o papa São Marcelo, o papa
 

Na série de papas, o papa Marcelo ocupa a posição número 30. Foi o vigário de Cristo na terra durante um ano: de 308 a 309. Era um dos mais corajosos sacerdotes de Roma na terrível perseguição de Diocleciano nos anos 303 a 305,

Incentivava todos a permanecerem fiéis ao cristianismo embora os martirizassem. Eleito papa, dedicou-se a reorganizar a Igreja que estava muito desorganizada, porque já tinha 4 anos que o último papa, são Marcelino, havia morrido.

Era um homem de caráter enérgico, embora moderado, e se dedicou a voltar a edificar os templos destruídos na perseguição anterior. Dividiu Roma em 25 setores e nomeou um presbítero ou pároco a frente de cada um.

Muitos cristãos tinham renegado a fé, por medo na última perseguição, mas desejavam voltar a pertencer á Igreja.

O papa Marcelo, apoiado pelos melhores sábios da Igreja, decretou que aqueles que desejavam voltar à Igreja tinham que fazer algumas penitências por ter renegado a fé durante a perseguição.

Muitos aceitaram a decisão do papa, mas alguns promoveram tumultos contra ele e até mesmo o acusaram diante do imperador Maxêncio, o qual, abusando de seu poder que não lhe permitia interferir nos assuntos internos da religião, expulsou o papa de Roma.

Segundo o “Livro Pontifical”, o papa Marcelo se hospedou na cada de uma leiga muito piedosa de nome Marcela e, deste local, seguiu dirigindo os cristãos.

Ao ficar sabendo disse, o Imperador obrigou o papa a realizar trabalhos forçados nas cavalarias e estábulos imperiais que foram transferidos a esta zona.

O papa faleceu no ano 309.


Misericordia mía, misericordia

Liturgia das Horas: Laudes, 1ss.6ª, 16 Jan 26

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 14.01.2026

OS 4 LADOS DE JERUSALÉM! Israel com Aline

Semana do Papa, apresentação do Livro: "quando os cristãos não sentem a ...

Audiência Geral 14 de janeiro de 2026 - Papa Leão XIV

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Sala Paulo VI
Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026


Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II I. Constituição dogmática Dei Verbum1. Deus fala aos homens como amigos

Prezados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!

Demos início ao ciclo de catequeses sobre o Concílio Vaticano II. Hoje começamos a aprofundar a Constituição dogmática Dei Verbum, sobre a Revelação divina. Trata-se de um dos documentos mais bonitos e importantes da assembleia conciliar e, para nos introduzir, pode ser útil recordar as palavras de Jesus: «Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai» (Jo 15, 15). Este é um ponto fundamental da fé cristã, que a Dei Verbum nos recorda: Jesus Cristo transforma radicalmente a relação do homem com Deus, que doravante será uma relação de amizade. Por isso, a única condição da nova aliança é o amor.

Comentando esta passagem do quarto Evangelho, Santo Agostinho insiste sobre a perspetiva da graça, a única que nos pode tornar amigos de Deus no seu Filho (Comentário ao Evangelho de João, Homilia 86). Com efeito, um antigo provérbio dizia: “Amicitia aut pares invenit, aut facit”, “A amizade nasce entre iguais, ou torna-os iguais”. Não somos iguais a Deus, mas é o próprio Deus que nos torna semelhantes a Ele no seu Filho.

Por isso, como podemos ver em toda a Escritura, na Aliança há um primeiro momento de distância, pois o pacto entre Deus e o homem permanece sempre assimétrico: Deus é Deus e nós somos criaturas; mas, com a vinda do Filho na carne humana, a Aliança abre-se ao seu fim último: em Jesus, Deus torna-nos filhos e chama-nos a tornar-nos semelhantes a Ele na nossa frágil humanidade. Assim, a nossa semelhança com Deus não se alcança através da transgressão e do pecado, como sugere a serpente a Eva (cf. Gn 3, 5), mas na relação com o Filho que se fez homem.

As palavras do Senhor Jesus que recordamos – “chamei-vos amigos” – são retomadas precisamente na Constituição Dei Verbum, que afirma: «Em virtude desta revelação, Deus invisível (cf. Cl 1, 15; 1 Tm 1, 17), na riqueza do seu amor, fala aos homens como amigos (cf. Ex 33, 11; Jo 15, 14-15) e convive com eles (cf. Br 3, 38), para os convidar e admitir à comunhão com Ele» (n. 2). O Deus do Génesis já se relacionava com os progenitores, dialogando com eles (cf. Dei Verbum, 3); e quando, através do pecado, este diálogo se interrompe, o Criador não se cansa de procurar o encontro com as suas criaturas e de estabelecer, de tempos em tempos, uma Aliança com elas. Na Revelação cristã, ou seja, quando Deus, para vir à nossa procura, se faz carne no seu Filho, o diálogo que se tinha interrompido é restabelecido de maneira definitiva: a Aliança é nova e eterna, nada pode separar-nos do seu amor. Portanto, a Revelação de Deus tem o caráter dialógico da amizade e, como acontece na experiência da amizade humana, não suporta o mutismo, mas alimenta-se do intercâmbio de palavras verdadeiras.

A Constituição Dei Verbum recorda-nos também isto: Deus fala connosco. É importante compreender a diferença entre a palavra e a tagarelice: esta última limita-se à superfície, não realiza uma comunhão entre as pessoas, enquanto nas relações autênticas, a palavra não serve apenas para trocar informações e notícias, mas para revelar quem somos. A palavra possui uma dimensão reveladora que cria uma relação com o outro. Assim, quando falar connosco, Deus revela-se como Aliado que nos convida à amizade com Ele.

Nesta perspetiva, a primeira atitude a cultivar é a escuta, para que a Palavra divina possa penetrar nas nossas mentes e corações; ao mesmo tempo, somos chamados a falar com Deus, não para lhe comunicar o que Ele já sabe, mas para nos revelarmos a nós mesmos.

Daí a necessidade da oração, na qual somos chamados a viver e cultivar a amizade com o Senhor. Isto realiza-se, em primeiro lugar, na oração litúrgica e comunitária, onde não somos nós que decidimos o que ouvir da Palavra de Deus, mas é Ele mesmo que nos fala por intermédio da Igreja; além disso, cumpre-se na prece pessoal, que acontece na intimidade do coração e da mente. No dia e na semana do cristão não pode faltar o tempo dedicado à oração, à meditação e à reflexão. Só quando falamos com Deus podemos também falar de Deus.

A nossa experiência diz-nos que as amizades podem terminar devido a algum gesto clamoroso de rutura, ou por causa de uma série de desatenções diárias, que desgastam a relação a ponto de a perder. Se Jesus nos chama a ser amigos, procuremos não deixar este apelo sem uma resposta. Acolhamo-lo, cuidemos desta relação e descobriremos que a nossa salvação consiste precisamente na amizade com Deus.

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Saudações:

Uma cordial saudação aos fiéis de língua portuguesa. Obrigado pela vossa presença! Convido-vos a ser assíduos na oração e na escuta da Palavra de Deus. Somente com uma série de atenções quotidianas para com o Senhor conseguimos crescer na amizade com Ele, aprendendo a amar-nos como Ele nos ama. Deus vos abençoe!

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Resumo da catequese do Santo Padre:

Neste ciclo de catequeses sobre o Vaticano II, focamo-nos hoje na Constituição dogmática Dei Verbum sobre a revelação divina. Ela recorda-nos que Jesus Cristo mudou radicalmente a relação do ser humano com Deus, transformando-a em aliança de amor. Relacionando-nos com o Senhor, é-nos restituída a semelhança divina, tornamo-nos filhos do mesmo Pai do Céu e recuperamos em definitivo o diálogo com Deus, que ao falar-nos no Filho Unigénito, se mostra como Aliado e nos convida a uma autêntica amizade consigo. A primeira atitude a desenvolver é, portanto, a da escuta; depois então, as palavras que dirigirmos, na oração, a Quem realmente nos conhece, revelarão o que na verdade somos.

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L'Osservatore Romano

La pregunta de la SOBRINA del PAPA a su tío LEÓN XIV que compartió con l...

CARITAS CHRISTI URGET NOS - CAMINHO NEOCATECUMENAL

A vitória começa na oração (Mc 1,29-39) Palavra de Deus | Irmã Maria Raq...

Hoje é celebrado são Félix de Nola, mártir

 


São Félix de Nola. São Félix de Nola. | ACI Digital.
 

São Félix de Nola foi um bispo romano que sofreu as perseguições desencadeadas pelos imperadores Décio e Valeriano, por isso é venerado como confessor da fé e mártir.

O pouco que se conhece deste santo é a partir de biografia elaborada no final do século IV pelo bispo de Nola, são Paulino, que o teve como seu santo protetor. Também escreveram sobre ele Beda, santo Agostinho e Gregório Turonense.

A partir desta informação, sabe-se que nasceu em Nola (hoje território da Itália), no século III, e foi filho de um nobre sírio. Abraçou o serviço apostólico desde muito jovem, distribuiu sua herança entre os pobres quando seu pai morreu e, em seguida, foi ordenado sacerdote pelo bispo de Nola na época, são Máximo.

Durante as perseguições de cristãos, foi preso e, segundo contam, libertado por um anjo.

Tendo escapado da fúria desencadeada pelo imperador Décio, Félix se viu novamente ameaçado, junto com toda sua comunidade, pelas disposições que o imperador Valeriano ditou contra os cristãos, entre os anos 256 e 257.

Quando o bispo Máximo morreu, quiseram forçar Félix a ocupar a cadeira episcopal, mas ele recusou, preferindo continuar como presbítero sua missão evangelizadora.

Morreu em 14 de janeiro, acredita-se que no ano 260. Foi enterrado em Nola e seu sepulcro se tornou lugar de peregrinação. Em Roma, uma basílica lhe foi consagrada.