Caminhando
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Parolin: em Minneapolis uma violência inaceitável
Antonella Palermo - Cidade do Vaticano
"A posição da Santa Sé é sempre para evitar qualquer tipo de violência, obviamente, e, portanto, não podemos aceitar episódios desse tipo. Simplesmente isto, vocês sabem" O cardeal Pietro Parolin assim respondeu a uma pergunta sobre os eventos que dizem respeito às operações de agentes do ICE em Minnesota, Estados Unidos, que resultaram na morte de dois cidadãos americanos. "As dificuldades, os problemas, as contradições são resolvidas de outra forma", acrescentou o secretário de Estado, ecoando as declarações já feitas pelos bispos estadunidenses, que são concordes em definir a situação como "inaceitável".
Board of Peace, há "questões críticas"
As declarações do cardeal Parolin foram uma resposta a perguntas de jornalistas no encontro "Ética e Economia", organizado pelo Departamento GEPLI da Universidade LUMSA de Roma, em colaboração com o Movimento de Escolas de Ética e Economia do Mundo. O secretário de Estado comentou então a carta aberta que lhe foi enviada na terça-feira, 27, pela Rede de Padres Contra o Genocídio, que insta a Santa Sé a não participar do Conselho de Paz para a reconstrução de Gaza, que está sendo formado sob a direção de Trump.
Questionado se o Vaticano havia considerado sua posição sobre o assunto e se deveria ou não participar, ele respondeu: "É preciso responder depois de um minuto... deixem-nos pensar um pouco", respondeu Parolin, acrescentando que compreende as preocupações deles.
Em seguida, reiterou o que havia dito à imprensa sobre o mesmo assunto dias antes, precisando: "Diante desta proposta, havia realmente pontos críticos que precisavam ser levados em consideração e que seriam considerados na preparação de uma resposta. A resposta ainda não foi dada, mas acredito que os aspectos críticos desse plano não podem ser ignorados."
Ele também foi questionado sobre o risco da chegada de equipes do ICE à Itália para os Jogos Olímpicos de Inverno. "Sim, sim, li as notícias, mas sei que também há uma polêmica a respeito. Não entrarmos em polêmica", afirmou.
Groenlândia, rumo a uma solução
Parolin, que retornou há dois dias da Dinamarca para as celebrações do primeiro evangelizador, Santo Ansgar, no século IX, confirmou ter encontrado o ministro das Relações Exteriores, Lars Løkke Rasmussen, como era previsto pelo programa da visita. Rasmussen lhe forneceu uma visão geral específica da situação da Groenlândia. "Ele me falou sobre seus contatos em Washington, que foram muito apreciados. Também ouvi comentários de outras pessoas, especialmente de bispos luteranos, que disseram que a opinão pública dinamarquesa estava muito satisfeita com as posições assumidas. Sem entrar em detalhes, acredito que estamos caminhando rumo a uma solução, um acordo. Não sei os termos exatos agora", enfatizou, "mas me pareceu que o ministro das Relações Exteriores também se mostrou bastante otimista após esses diálogos Esperemos que seja assim."
Casa Sollievo della Sofferenza, compreensão para a crise dos trabalhadores
Um repórter então lhe pede esclarecimentos sobre a Casa Sollievo della Sofferenza, em San Giovanni Rotondo (FG), propriedade da Santa Sé. É recordado a ele o déficit do hospital, que é acompanhado por uma grave crise de pessoal: "Estamos tentando de tudo para resolver o problema e ajudar o hospital a superar as dificuldades que está enfrentando", responde. Em relação às críticas sobre a falta de transparência financeira, ele responde prometendo consultar o presidente do Conselho de Administração para "solicitar mais informações" e reafirmando seu compromisso em atender às preocupações dos trabalhadores.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Cinco santos e beatos viveram o terror do campo de extermínio de Auschwitz
Santos e beatos viveram o terror do campo de extermínio de AuschwitzPor Redação central
27 de jan de 2026 às 01:00
Hoje (27), faz 81 anos da libertação do campo de concentração e extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, Polônia, onde mais de um milhão de pessoas foram vítimas do genocídio dirigido pelo regime nazista.
Entre tantas pessoas que sofrearam perseguição, há católicos que decidiram entregar suas vidas para defender sua fé e seus princípios. Conheça a história de cinco santos, beatos e mártires que nos ensinam como ser luz em meio à escuridão da crueldade humana.
1. São Maximiliano Kolbe
São Maximiliano Kolbe nasceu em 8 de janeiro de 1894 na cidade polonesa de Zdunska Wola, que naquele tempo estava ocupada pela Rússia.
Estando como estudante em Roma, fundou a “Milícia da Imaculada”, a fim de promover o amor e o serviço à Virgem Maria e a conversão das almas a Cristo. De volta à Polônia, publicou a revista mensal “Cavaleiro da Imaculada”.
Em 1929, fundou a primeira “Cidade da Imaculada”, no convento franciscano de Niepokalanów a 40 quilômetros de Varsóvia. Tempos depois, ofereceu-se como voluntário para ir para o Japão.
Retornou à Polônia em plena Segunda Guerra Mundial, foi preso, libertado e preso novamente. Foi enviado ao campo de concentração de Auschwitz. Certo dia, um prisioneiro fugiu e, para der demonstração de severidade, os alemães escolheram 10 prisioneiros que foram condenados a morrer de fome. Entre os homens escolhidos estava o sargento Franciszek Gajowniczek, também polonês, que exclamou: “Meu Deus, tenho esposa e filhos”.
Diante disso, padre Maximiliano se ofereceu para trocar de lugar com o condenado. O padre foi levado para o subterrâneo, onde incentivou constantemente os demais presos a seguir unidos em oração. Todos morreram e apenas ele ficou vivo. Ao final, aplicaram-lhe uma injeção letal que acabou com sua vida em 14 de agosto de 1941.
2. Santa Teresa Benedita da Cruz
Edith Stein, mais tarde irmã Teresa Benedita da Cruz, nasceu em Breslau em 1891, cidade que pertenceu à Alemanha e que, depois, passou para a Polônia. Na adolescência, deixou a observância da religião judaica de sua família.
Mais tarde, chegou a ser uma brilhante estudante de fenomenologia na Universidade de Gottiengen. O filósofo Edmund Husserl, fundado da fenomenologia, escolheu-a como sua assistente de cátedra em vez de Martin Heidegger, um dos pensadores e filósofos mais influentes do século XX, que integrou o partido Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Finalmente Edith recebeu o título de Filosofia da Universidade de Freiburg.
Depois de ler, na casa de um casal de amigos, a História da Vida, de Santa Teresa de Ávila, Edith decidiu se tornar católica. Buscou a ajuda de um sacerdote e foi batizada em 1922. Aos poucos, foi brotando nela a inquietude vocacional, enquanto era acompanhada por seu diretor espiritual. Em 15 de abril de 1934, tomou o hábito carmelita em um mosterio na Holanda e tomou o nome de Teresa Benedita da Cruz.
As forças de ocupação nazistas na Holanda declararam todos os católicos-judeus como “apátridas”. Um corpo militar nazista entrou no convento carmelita e levou a Teresa e Rosa, sua irmã, para o campo de concentração de Auschwitz, junto com milhares de judeus.
Imediatamente, os prisioneiros foram conduzidos para a câmara de gás e santa Teresa Benedita da Cruz morreu em 9 de agosto de 1942, oferecendo sua vida pela salvação das almas, a libertação do seu povo e a conversão da Alemanha.
Santa Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em 1998 por são João Paulo II, que lhe deu o título de “mártir do amor” e, em outubro de 1999, foi declarado copadroeira da Europa.
3. Beato padre José Kowalski
José Kowalski nasceu em 13 de março de 1911, em Siedliska, Polônia, um pequeno povoado camponês. Pertenceu a uma família profundamente católica, por isso, foi batizado em 19 de março, dia em que se celebra a festa de são José.
O beato se destacava por seu serviço, atenção e trabalho árduo, assim como por sua disposição para poiar os jovens e no serviço de confissões. Seu zelo por aproximar mais as pessoas de Cristo chamou a atenção do exército nazista, que o prendeu junto com outros onze salesianos em 23 de maio de 1941.
Entretanto, apesar dos riscos, padre José realizou sua pastoral no campo de concentração de Auschwitz. De acordo com os testemunhos, o beato organizava a oração cotidiana no campo.
Padre José Kowalski morreu na madrugada de 4 de julho de 1942, afogado no esgoto do campo, depois de ter sido torturado. Foi beatificado em 13 de junho de 1999.
“Com pleno conhecimento, com vontade decidida e disposta a todas as consequências, abraço a doce cruz do chamado de Cristo e quero levá-la até o final, até a morte”, disse o beato, que, seguindo o chamado de Deus, se uniu à congregação salesiana em 1927.
4. Serva de Deus Stanislawa Leszczynska
Leszczynska nasceu em 8 de maio de 1896, na Polônia, em uma família católica. Em 1922, anos em que as mulheres costumavam dar à luz em suas casas, foi recebida como parteira na Universidade de Varsóvia.
Em 1916, casou-se com Bronislaw Leszczynski, com quem teve dois filhos e uma filha. Entretanto, foi separada dos homens de sua família quando a Alemanha invadiu a Polônia em 1939.
A Palavra de Deus não é fossilizada, mas uma realidade viva, diz Leão XIV
Por Victoria Cardiel
28 de jan de 2026 às 10:50
O papa Leão XIV disse hoje (28) que a Palavra de Deus “não é fossilizada, mas uma realidade viva e orgânica que se desenvolve e cresce na Tradição”.
Dando continuidade ao seu ciclo de catequese dedicado à constituição dogmática Dei verbum do Concílio Vaticano II, centrada na Revelação divina, Leão XIV concentrou-se particularmente na relação entre a Sagrada Escritura e a tradição.
O papa citou o ensinamento de são João Henrique Newman, doutor da Igreja, que em sua obra Ensaio sobre o desenvolvimento da doutrina cristã (Editora Cultor de Livros - 560 p., R$ 119,00) descreveu o cristianismo — tanto como uma “experiência comunitária” quanto em sua formulação como “doutrina” — como uma “realidade dinâmica”.
Da aula Paulo VI, no Vaticano, o papa disse que essa compreensão já está presente no Evangelho, quando Jesus Cristo usa as parábolas da semente para expressar uma vida que cresce e amadurece graças a uma força interior. É, disse ele, “uma realidade viva” que se desdobra ao longo do tempo sem perder a sua identidade.
Escritura e Tradição: uma unidade inseparável
Seguindo o Concílio Vaticano II, Leão XIV disse que a Sagrada Escritura e a tradição “estão intimamente unidas e compenetradas entre si”.
“Com efeito, derivando ambas da mesma fonte divina, fazem como que uma coisa só e tendem ao mesmo fim”, disse o papa, citando o documento Dei verbum.
Ele disse que a tradição da Igreja "percorre o caminho da história por meio da Igreja, que conserva, interpreta e encarna a Palavra de Deus".
O Catecismo da Igreja Católica, disse o papa, citando os Padres da Igreja, também demonstra que “a Sagrada Escritura está escrita no coração da Igreja e não em instrumentos materiais”.
O papa citou duas expressões clássicas da tradição cristã. A conhecida afirmação do papa são Gregório Magno: “A Sagrada Escritura cresce com aqueles que a leem”. E as palavras de santo Agostinho, que salientou que existe só um “discurso de Deus que se desdobra ao longo da Escritura e uma Palavra que ressoa nos lábios de tantos santos”.
A Palavra de Deus, portanto, disse Leão XIV, graças ao Espírito Santo, é “compreendida na riqueza da sua verdade e incorporada nas coordenadas mutáveis da história”.
Para salvaguardar o “depósito” da fé
Nesse contexto, Leão XIV recordou a exortação do apóstolo Paulo a Timóteo: “Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado”. Essa passagem encontra eco na constituição Dei verbum, que diz que “a Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um único depósito da Palavra de Deus confiado à Igreja”, cuja interpretação pertence “ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo”.
O termo “depósito”, disse o papa, vem do campo jurídico e implica uma responsabilidade precisa: “Preservar o conteúdo, que neste caso é a fé, e de o transmitir intacto”.
Ele disse que esse depósito da Palavra de Deus “está ainda hoje nas mãos da Igreja, e todos nós”, que, a partir dos diferentes ministérios eclesiais, somos chamados a guardá-lo “na sua integridade, como uma estrela-guia para a nossa jornada através da complexidade da história e da existência”.
January 28, 2026 General Audience- Pope Leo XIV
LEÃO XIV
AUDIÊNCIA GERAL
Sala Paulo VI
Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II I. Constituição dogmática Dei Verbum. 3. Um único depósito sagrado. A relação entre a Escritura e a Tradição.
Estimados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!
Dando continuidade à leitura da Constituição conciliar Dei Verbum sobre a Revelação divina, hoje refletimos sobre a relação entre a Sagrada Escritura e a Tradição. Podemos tomar como pano de fundo duas cenas evangélicas. Na primeira, que tem lugar no Cenáculo, Jesus, no seu grande discurso-testamento dirigido aos discípulos, afirma: «Eu disse-vos isto estando convosco. Mas o Consolador, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, Ele ensinar-vos-á todas as coisas e recordar-vos-á tudo o que vos tenho dito. [...] Quando vier o Espírito da verdade, Ele guiar-vos-á para a verdade total» (Jo 14, 25-26; 16, 13).
A segunda cena leva-nos, ao contrário, até às colinas da Galileia. Jesus ressuscitado mostra-se aos discípulos, surpreendidos e duvidosos, confiando-lhes uma missão: «Ide, pois, ensinai todas as nações [...] ensinando-as a cumprir tudo o que vos tenho mandado» (Mt 28, 19-20). Em ambas estas cenas é evidente o íntimo nexo entre a palavra pronunciada por Cristo e a sua difusão ao longo dos séculos.
É quanto afirma o Concílio Vaticano II, recorrendo a uma imagem sugestiva: «A sagrada Tradição e a Sagrada Escritura estão intimamente ligadas e compenetradas entre si. Com efeito, derivando ambas da mesma fonte divina, formam como que uma só coisa e tendem para o mesmo fim» (Dei Verbum, 9). A Tradição eclesial ramifica-se ao longo da história através da Igreja que ampara, interpreta, encarna a Palavra de Deus. O Catecismo da Igreja Católica (cf. n. 113) remete, a tal respeito, para um lema dos Padres da Igreja: «A Sagrada Escritura está inscrita no coração da Igreja antes do que em instrumentos materiais», isto é, no texto sagrado.
No sulco das palavras de Cristo supracitadas, o Concílio afirma que «a Tradição apostólica progride na Igreja com a assistência do Espírito Santo» (DV, 8). Isto acontece com a compreensão plena, através da «contemplação e estudo dos crentes», mediante a experiência que nasce da «íntima compreensão das coisas espirituais» e, sobretudo, com a pregação dos sucessores dos apóstolos, que receberam «um carisma seguro da verdade». Em síntese, «na sua doutrina, vida e culto, a Igreja perpetua e transmite a todas as gerações tudo aquilo em que acredita» (ibid.).
A este respeito, é famosa a expressão de São Gregório Magno: «A Sagrada Escritura cresce com quantos a leem». [1] E já Santo Agostinho afirmava que «é um só o discurso de Deus que se desenvolve em toda a Escritura e um só é o Verbo que ressoa nos lábios de tantos santos». [2] Portanto, a Palavra de Deus não é fossilizada, mas constitui uma realidade viva e orgânica que se desenvolve e cresce na Tradição. Graças ao Espírito Santo, esta última compreende-a na riqueza da sua verdade, encarnando-a nas coordenadas mutáveis da história.
Nesta linha, é sugestivo o que propunha o santo Doutor da Igreja John Henry Newman, na sua obra intitulada O desenvolvimento da doutrina cristã. Ele afirmava que o cristianismo, quer como experiência comunitária quer como doutrina, é uma realidade dinâmica, da maneira indicada pelo próprio Jesus com as parábolas da semente (cf. Mc 4, 26-29): uma realidade viva que se desenvolve graças a uma força vital interior. [3]
O apóstolo Paulo exorta várias vezes o seu discípulo e colaborador Timóteo: «Ó Timóteo, conserva o depósito que te foi confiado» (1 Tm 6, 20; cf. 2 Tm 1, 12.14). Na Constituição dogmática Dei Verbum ressoa este texto paulino, quando diz: «A sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só depósito da Palavra de Deus confiado à Igreja», interpretado pelo «magistério vivo da Igreja, cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo» (n. 10). “Depósito” é um termo que, na sua matriz original, é de natureza jurídica e impõe ao depositário o dever de conservar o conteúdo, que neste caso é a fé, e de o transmitir intacto.
Ainda hoje o “depósito” da Palavra de Deus está nas mãos da Igreja e todos nós, nos vários ministérios eclesiais, devemos continuar a conservá-lo na sua integridade, como estrela polar para o nosso caminho na complexidade da história e da existência.
Caríssimos, para concluir ouçamos novamente a Dei Verbum, que exalta a interligação entre a Sagrada Escritura e a Tradição: elas – afirma – estão tão ligadas e unidas entre si que não podem existir independentemente e, juntas, segundo o modo que lhes é próprio, sob a ação de um único Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas (cf. n. 10).
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Saudações:
Tenho a alegria de dar as boas-vindas aos peregrinos de língua portuguesa, especialmente ao grupo musical Camerata Antiqua de Curitiba, no Brasil. Queridas irmãs e queridos irmãos, o meu pensamento dirige-se sobretudo ao querido povo de Moçambique, atingido por inundações devastadoras. Ao rezar pelas vítimas, manifesto a minha proximidade aos desalojados e a todos aqueles que lhes oferecem ajuda. Que o Senhor vos ajude e abençoe!
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Apelo
Ontem celebrou-se o Dia internacional em memória das vítimas do Holocausto, que causou a morte de milhões de judeus e de numerosas outras pessoas. Nesta ocasião anual de dolorosa lembrança, peço ao Todo-Poderoso a dádiva de um mundo sem antissemitismo nem preconceito, opressão e perseguição para qualquer criatura humana. Renovo o meu apelo à comunidade das Nações a fim de que esteja sempre vigilante, para que o horror do genocídio não se abata mais sobre povo algum e para que se construa uma sociedade fundamentada no respeito recíproco e no bem comum.
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Resumo da catequese do Santo Padre:
Ao refletirmos sobre a Constituição Dei Verbum do Concílio Vaticano II, centramo-nos hoje na relação entre Sagrada Escritura e Tradição. Ambas «constituem um só depósito sagrado da Palavra de Deus, confiado à Igreja» (DV, 10), provêm da mesma fonte divina, estão intimamente unidas a ponto de não subsistirem uma sem a outra e tendem a um só fim, ou seja, a salvação de todos. A Palavra de Deus, ao contrário do que possamos pensar, não é algo estático, mas uma realidade viva que cresce na Tradição: como ensinavam os Padres da Igreja, mais do que em objetos materiais, «a Sagrada Escritura está escrita no coração da Igreja». Possamos nós transmiti-la integralmente tal como nos foi confiada.
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[1] Homiliae in Ezechielem I, VII, 8: PL 76, 843D.
[2] Enarrationes in Psalmos 103, IV, 1
[3] Cf. J.H. Newman, Lo sviluppo della dottrina cristiana [“O desenvolvimento da doutrina cristã”], Milão 2003, p. 104.
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