sexta-feira, 22 de maio de 2026
Como pedir a intercessão de santa Rita de Cássia por uma causa impossível
Santa Rita de Cássia | Shutterstock - Anthony PazPor Natalia Zimbrão
21 de mai de 2026 às 02:00
A Igreja celebra amanhã (22) santa Rita de Cássia, conhecida como a padroeira das causas impossíveis. Muitos devotos recorrem a ela em momentos difíceis para lhe pedir a intercessão por uma graça.
Santa Rita nasceu em 1381, em Roccaporena, Itália. Queria ser freira, mas se casou por obediência aos pais. Seu marido tinha maus hábitos e a maltratava. Tiveram filhos gêmeos que tinham o mesmo temperamento do pai. Depois de 20 anos de casamento, o marido se converteu, mas um dia, foi morto. Os filhos juraram vingar a morte do pai. Aflita, Rita rogou ao Senhor para salvar seus filhos e tirar as vidas deles antes que eles mesmos se condenassem com um pecado mortal. Ambos sofreram de uma terrível doença e antes de morrer perdoaram os assassinos do pai.
Rita, então, quis entrar na congregação das Irmãs Agostinianas, mas as irmãs não queriam aceitá-la. Certo dia, ela ouviu uma voz chamar seu nome por três vezes. Quando abriu a porta, encontrou santo Agostinho, são Nicolau de Tolentino e são João Batista, de quem era muito devota. Eles a conduziram pelas ruas até o mosteiro de Santa Maria Madalena, em Cássia. Rita entrou em êxtase e, quando voltou a si, estava dentro do mosteiro, que estava com as portas trancadas. As freiras, então, permitiram que ela ficasse.
Santa Rita ingressou no mosteiro em 1417 e ali permaneceu por 40 anos. Recebeu os estigmas e as marcas da coroa de espinhos na cabeça, que exalavam um cheiro ruim, por isso, teve que viver isolada por muitos anos. Quando morreu, em 1457, a ferida em sua testa desapareceu e no lugar ficou um ponto vermelho como um rubi, que tinha deliciosa fragrância. Foi canonizada em 1900.
A seguir, a oração a santa Rita por uma causa impossível:
Ó poderosa e Gloriosa Santa Rita, chamada Santa das Causas Impossíveis, advogada dos casos desesperados, auxiliadora da última hora, refúgio e abrigo da dor que arrasta para o abismo do pecado e da desesperança, com toda a confiança em vosso poder junto ao Coração Sagrado de Jesus, a vós recorro no caso difícil e imprevisto, que dolorosamente oprime meu coração (fazer o pedido).
Obtenha a graça que desejo, pois sendo-me necessária, eu a quero. Apresentada por vós que és tão amada por Deus a minha oração e o meu pedido, certamente serei atendido. Dizei a Nosso Senhor que me valerei da graça para melhorar a minha vida e os meus costumes, e para cantar na terra e no céu a Divina Misericórdia.
Santa Rita das Causas Impossíveis, intercedei por nós! Amém!
Papa: educar ao uso da tecnologia digital com o apoio de pais e educadores
Mariangela Jaguraba – Vatican News
O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta sexta-feira (22/05), na Sala do Consistório, no Vaticano, os participantes da conferência internacional "Preservar vozes e rostos humanos".
Promovida pelo Dicastério para a Comunicação em colaboração com o Dicastério para a Cultura e a Educação e a Fundação São João XXIII, a conferência realizou-se na terça-feira, 21 de maio, na Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma, por ocasião do 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais
"Como estudiosos e especialistas versados em comunicação digital, a preocupação de vocês com o futuro da humanidade os trouxe a Roma para refletir sobre a alfabetização midiática e digital", disse Leão XIV no início de seu discurso.
Ao participarem desta iniciativa, cada um de vocês contribuiu com seus dons e talentos para o futuro da humanidade nesta era de crescimento tecnológico exponencial, uma questão particularmente importante para a missão da Igreja.
A seguir, o Papa citou um trecho do Decreto Inter Mirifica, sobre os meios de comunicação social, que deu origem ao Dia Mundial das Comunicações Sociais. Ele nos lembra que a Igreja foi "fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo para levar a salvação a todos os homens, e por isso mesmo obrigada a evangelizar". "A principal preocupação da Igreja foi e continua sendo a salvação eterna de cada pessoa humana: para "que eles conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e aquele que tu enviaste, Jesus Cristo".
De acordo com o Papa, "este desejo de que “todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” deve, portanto, nortear não apenas nossas decisões e ações, mas também o uso e a direção dados aos meios de comunicação, à tecnologia digital e à inteligência artificial, a fim de garantir que esses instrumentos sejam colocados a serviço autêntico da humanidade".
Como demonstram, infelizmente, a promoção desenfreada e a implementação da tecnologia em detrimento da dignidade humana e o dano causado quando chatbot e outras tecnologias exploram nossa necessidade de relações humanas, estamos vivendo um eclipse do sentido do que significa ser humano. Portanto, torna-se ainda mais necessário resgatar a compreensão do verdadeiro significado e da grandeza da humanidade, tal como idealizada por Deus. É nesse sentido que o desafio que enfrentamos atualmente “não é tecnológico, mas antropológico”, e espero que a Carta Encíclica, a ser publicada em breve, contribua para responder a esse desafio.
O Papa disse estar "convicto de que somente através da contemplação de Cristo, o Verbo Encarnado, podemos não só redescobrir uma visão correta de Deus, mas também chegar a compreender a verdade da humanidade" e "isso deve ser levado em consideração quando discutimos as implicações da tecnologia digital e o papel da Igreja nas comunicações sociais".
"Esta nem sempre é uma tarefa fácil, mas fomos chamados a levar a luz de Cristo ao mundo, iluminando todas as dimensões da atividade humana. Como poderíamos não fazê-lo em nossos dias, especialmente diante de um tema tão difundido na sociedade?" Perguntou o Papa.
Consequentemente, a Igreja sente-se no dever de contribuir para o esforço de planejar e introduzir a alfabetização nos meios de comunicação, na informação e na inteligência artificial nos sistemas educacionais. Desta forma, pode ajudar a garantir que as pessoas adquiram capacidades de pensamento crítico e que as tecnologias contribuam para a salvação daqueles que as utilizam.
Leão XIV disse ter certeza de que "todos nós estamos particularmente preocupados com as possíveis consequências do uso da tecnologia digital e da inteligência artificial, não apenas sobre o desenvolvimento físico e intelectual de crianças e jovens, mas também sobre seu bem-estar espiritual". "A esse respeito, todos, mas especialmente os jovens, “devem ser educados a um uso moderado e disciplinado” dessas tecnologias, com o apoio e a orientação de pais e educadores", disse ainda o Papa, acrescentando:
Além disso, à luz da missão da Igreja e das atuais convicções erradas a respeito de Deus e da pessoa humana, a alfabetização digital deve incluir também uma educação para a verdade sobre Deus e a humanidade. Os jovens, em particular, estão abertos a essa verdade e desejosos de descobrir o sentido da vida. Por isso, devemos ajudá-los a encontrar o Cristo vivo e ensiná-los a integrar o uso da tecnologia num estilo de vida holístico.
Segundo Leão XIV, o tema do uso das novas tecnologias "está no coração da Igreja" que "como Mãe, a Igreja se preocupa com a vida de seus filhos, desejando guiá-los à plena maturidade". "Espero que estas reflexões levem a uma renovada confiança na tecnologia como fruto do gênio humano em harmonia com o projeto criativo de Deus", concluiu o Papa, agradecendo aos participantes da conferência internacional "Preservar vozes e rostos humanos", "pelos seus esforços presentes e futuros".
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Papa: hoje se busca a paz com armas; é urgente fortalecer o diálogo e o multilateralismo
Salvatore Cernuzio - Vatican News
"Em uma época em que se busca a paz por meio das armas como condição para afirmar o próprio domínio, há uma necessidade urgente de retornar a uma diplomacia que promova o diálogo e busque o consenso em todos os níveis: bilateral, regional e multilateral."
O Papa Leão XIV recordou aos novos embaixadores extraordinários e plenipotenciários da Serra Leoa, Bangladesh, Iêmen, Ruanda, Namíbia, Maurício, Chade e Sri Lanka a sua vocação, a essência da missão, o papel fundamental de construir “pontes” e promover “o diálogo”, bem como a importância do multilateralismo. O Pontífice recebeu o grupo em audiência na manhã desta quinta-feira, 21 de maio, no Palácio Apostólico Vaticano, por ocasião da apresentação das cartas credenciais.
Uma diplomacia que promove o diálogo
Em vista de Pentecostes, solenidade que recorda “como o Espírito Santo”, descendo sobre os discípulos, transformou “o medo em coragem e a divisão em unidade”, o Pontífice expressa a esperança de que “uma visão semelhante de unidade possa inspirar o mundo da diplomacia”. Um mundo, sublinha ele, “onde as relações construtivas entre as nações floresçam por meio de uma sincera abertura, da promoção do respeito mútuo e de um senso compartilhado de responsabilidade”.
"Em um momento em que as tensões geopolíticas continuam a fragmentar ainda mais o nosso mundo, é necessário torná-las mais representativas, eficazes e orientadas para a unidade da família humana."
Os embaixadores junto à Santa Sé desempenham, nesse sentido, um papel crucial, que é o de criar “uma preciosa ponte de confiança e cooperação” com os países representados. A eles, Leão XIV confia a missão de revigorar um diálogo “motivado por uma busca sincera de caminhos que conduzam à paz”; isso exige que “as palavras voltem a expressar realidades claras, sem distorções nem hostilidades”. “Só assim se poderão evitar os mal-entendidos”, afirma o Papa. E “só assim se poderão superar as incompreensões e reconstruir a confiança no contexto das relações internacionais”.
O sucesso se mede pelo amor aos mais necessitados
A esse diálogo “cortês e claro”, que certamente permanece “essencial”, deve, no entanto, acompanhar-se uma “profunda conversão do coração”, destaca o Papa, ou seja, “a disposição de deixar de lado os interesses particulares em nome do bem comum”. É precisamente esse “espírito de solidariedade” que deve, de fato, “animar o serviço dos diplomatas” e “fortalecer as organizações internacionais”. Instituições que, sublinha o Pontífice, “continuam sendo instrumentos indispensáveis para resolver controvérsias e promover a cooperação”. A esse respeito, ele recorda no discurso proferido em inglês uma das passagens mais significativas da exortação apostólica Dilexi te.
"Nenhuma nação, nenhuma sociedade e nenhuma ordem internacional pode definir-se como justa e humana se medir o próprio sucesso exclusivamente em termos de poder ou prosperidade, negligenciando aqueles que vivem à margem. O amor de Cristo pelos últimos e pelos esquecidos nos impele a rejeitar toda forma de egoísmo que torna invisíveis os pobres e os vulneráveis."
A paz de que o mundo precisa
O Papa Leão garante, por fim, suas orações para que os “esforços comuns contribuam para renovar o compromisso no âmbito das relações bilaterais e multilaterais e ajudem a chamar a atenção para aqueles que, à margem de nossas sociedades, são frequentemente esquecidos”. “Desta forma, poderemos trabalhar juntos para lançar bases mais sólidas para um mundo mais justo, fraterno e pacífico”, afirma ele. Por parte da Secretaria de Estado e dos Dicastérios da Cúria Romana, haverá sempre plena “disponibilidade” para assistir os novos diplomatas.
"Que a missão de vocês possa fortalecer o diálogo, aprofundar a compreensão mútua e contribuir para a paz de que o nosso mundo tanto necessita."
Presidente de Portugal convida Leão XIV a visitar o país em 2027
Papa Leão XIV | Daniel Ibáñez / EWTN
20 de mai de 2026 às 10:08
O presidente de Portugal, António José Seguro, convidou o papa Leão XIV para visitar o país no ano que vem, “tendo em conta que, em 2027, se assinalam os 500 anos da formalização da nunciatura apostólica em Portugal, a par do 110º aniversário das aparições marianas em Fátima e, ainda, do 10º aniversário da canonização de Francisco e Jacinta”, disse a Presidência da República.
A Presidência destacou que “as relações diplomáticas entre Portugal e a Santa Sé constituem um exemplo de diálogo institucional, respeito mútuo e cooperação histórica entre Estados soberanos, ligados por uma proximidade cultural e espiritual que resulta da partilha de valores universais como o humanismo, a paz e a dignidade humana”.
A visita de Leão XIV “constituirá, sem dúvida, uma oportunidade para aprofundar ainda mais o relacionamento entre o Estado português e a Santa Sé”, acrescentou.
Papas que visitaram Portugal
Caso aceite o convite do presidente português, Leão XIV seria o quinto papa a visitar Portugal.
O primeiro foi Paulo VI, em 1967, para celebrar os 50 anos das aparições de Nossa Senhora de Fátima.
São João Paulo II esteve em Portugal em três ocasiões. A primeira vez foi de 12 a 15 de maio de 1982, um ano depois do atentado que sofreu na Praça de São Pedro, no Vaticano. A visita teve o objetivo de agradecer a Nossa Senhora de Fátima por ter sobrevivido ao ataque. A segunda visita foi de 10 a 13 de maio 1991, quando, além de Lisboa e Fátima, o papa visitou também os arquipélagos da Madeira e dos Açores. João Paulo II retornou a Portugal em 12 e 13 de maior de 2000 e, durante esta visita, beatificou os pastorinhos de Fátima, Francisco e Jacinta Marto.
Bento XVI visitou Portugal uma vez, entre 11 e 14 de maio de 2010, tendo passado por Lisboa, Fátima e Porto. Em Fátima, celebrou os dez anos da beatificação de Francisco e Jacinta Marto.
O papa Francisco esteve duas vezes em Portugal. A primeira foi nos dias 12 e 13 de maio de 2017, no santuário de Fátima, para celebrar o centenário das aparições de Nossa Senhora e a canonização de Francisco e Jacinta Marto. Ele retornou ao país em agosto de 2023, para a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, tendo também visita Fátima.
(acidigital)
O que essas três aparições de Nossa Senhora têm em comum?
Pintura original de Nossa
Senhora de Guadalupe, imagens de Nossa Senhora de Fátima e de Nossa
Senhora de Lourdes | Domínio público, Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0) e
(CC BY-SA 4.0).Por Cynthia Pérez
21 de mai de 2026 às 01:00
Em um artigo recente no jornal National Catholic Register, do grupo de comunicação católico EWTN, ao qual pertence a ACI Digital, o padre Stanley Smolenski, da arquidiocese de Hartford, Connecticut, EUA, explicou através de passagens bíblicas a relação entre as três aparições marianas mais populares.
Smolenski disse que as várias “aparições da Virgem Maria estão repletas de imagens bíblicas”, pois a Mãe de Deus as utiliza para comunicar suas mensagens à humanidade.
O padre descreveu os símbolos bíblicos de algumas das devoções marianas mais populares do mundo: Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora de Guadalupe.
Nossa Senhora de Lourdes
O padre Smolenski recordou que Nossa Senhora apareceu em Lourdes, França, com rosas a seus pés, um símbolo muito especial e raro que só pode ser compreendido na Bíblia.
Ele disse que “as flores são usadas para decorar as nossas igrejas, casas e jardins” e que embora “as mães recebam buquês de flores no Dia das Mães”, não é comum que sejam colocadas aos pés.
Ele disse que entendeu o significado ao recordar que a Virgem Maria faz as coisas com inteligência e depois de ler a seguinte passagem bíblica: "Como são belos sobre as montanhas os pés do mensageiro que anuncia a felicidade (Isaías 52,7)". Então, "percebi que Nossa Senhora estava usando imagens bíblicas em suas mensagens", disse.
Também se perguntou por que Nossa Senhora apareceu a santa Bernadete na Rocha de Massabielle, e conseguiu resolver o mistério graças ao simbolismo bíblico.
O padre Smolenski recordou que “as Escrituras falam de rochas tanto no Antigo como no Novo Testamento” e também de água.
“Moisés feriu uma rocha e dela brotou água (Números 20, 11). São Paulo comparou Cristo com essa rocha, mas que dá bebida espiritual (1 Coríntios 1, 4). Isso nos leva a Cristo Crucificado, que foi perfurado em seu lado, do qual saiu sangue e água (João 19, 34), que significa a graça pela qual a Igreja nasce”.
Vale lembrar que “a Virgem Maria se apresentou a Bernadette como a Imaculada Conceição”, uma devoção que “exemplifica a Igreja em sua perfeição nascida do coração ferido de Cristo”, disse.
Com base nessas premissas, o padre disse que “a água milagrosa que brota da Gruta de Lourdes se encaixa muito bem nessa imagem”, pois “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a na lavagem da água pela palavra, a fim de apresentá-la a si mesmo, uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e sem mancha (imaculada)”.
Nossa Senhora de Fátima
O padre Smolenski disse que a estrela situada na parte inferior do manto de Nossa Senhora de Fátima tem dois significados.
Primeiro, disse que "Estrela" significa "Ester" em idioma persa, e Ester "foi a rainha judia que salvou seu povo do extermínio no 13º dia do mês hebraico de Adar". Claramente, "isso significa a missão de Maria como a Ester moderna que salva a Igreja em nosso tempo", disse.
Também significa que a Virgem Maria é a "Estrela da Evangelização", nome que foi proclamado por são Paulo VI em seu documento de 1975 sobre a evangelização. “Assim como os Reis Magos foram guiados por uma estrela em sua busca por Cristo, Maria pode nos guiar até Ele por causa de sua relação materna única com Ele”, disse.
O papa Bento XVI também se referiu a Maria como a estrela dos católicos em sua encíclica de 2007 sobre a esperança cristã. “Quem mais além de Maria poderia ser uma estrela de esperança para nós?”, disse.
Por fim, o padre Smolenski se referiu ao milagre do sol de 1917, assim chamado porque durante a aparição de Nossa Senhora em Fátima o sol foi visto tremendo, numa espécie de "dança", e disse que neste evento é possível ver a "renovação milagrosa da terra".
O milagre "tem os símbolos da época de Noé: chuva, arco-íris e uma nova terra", disse, lembrando que "nesse dia choveu muito em Fátima" e que "durante a rotação do sol, a Cova da Iria foi coberta de várias cores, e que no final, a terra e as roupas das pessoas foram limpas de lama e água”.
“Na história do Antigo Testamento, a antiga população imoral foi substituída pela família temerosa de Deus de Noé como um novo começo. A Virgem Maria havia dito que no final seu Imaculado Coração triunfaria, o que implica um novo começo. Tudo isso foi revelado no milagre de Fátima", disse ele.
Nossa Senhora de Guadalupe
O padre Smolenski recordou que Nossa Senhora de Guadalupe imprimiu milagrosamente sua imagem quando apareceu a são Juan Diego na colina de Tepeyac, no México, e que “está representada com uma túnica rosa decorada com um padrão floral segundo os hieróglifos religiosos astecas e um manto azulado cravejado de estrelas de acordo com o padrão celeste daquele dia”.
Disse que estes símbolos remetem para a passagem do Livro do Apocalipse: "Eis que faço novas todas as coisas (21,5)", pois "a sua túnica floral representa a terra e o seu manto cravejado de estrelas representa a céu".
Ele também observou que Nossa Senhora de Guadalupe apareceu em 9 de dezembro, um dia após a festa da Imaculada Conceição, "que comemora sua completa liberdade do pecado e perfeita santidade para com Deus, e prefigura a criação totalmente restaurada para a Glória de Deus Pai".
(acidigital)
Com a aproximação do Pentecostes, Leão XIV pede a Deus que ‘desperte as consciências’
Papa Leão XIV saúda fiéis em audiência geral hoje (20) no Vaticano. | Daniel Ibáñez / EWTN
20 de mai de 2026 às 10:28
O papa Leão XIV convidou hoje (20) os fiéis a pedir a Deus "que desperte as consciências humanas com seus dons para nos afastar da injustiça, da violência e da guerra, e de renovar a face da Terra" com vistas à celebração de Pentecostes no próximo domingo (24).
Pentecostes, uma das festas mais importantes do calendário litúrgico, celebra a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e a Igreja.
O papa fez essa reflexão na audiência geral de hoje, dizendo que, há 40 anos, o papa são João Paulo II disse que o Espírito Santo é a “Luz dos corações” e Aquele que permite aos seres humanos “chamar o bem e o mal pelos seus nomes”.
Na saudação aos peregrinos de língua italiana, Leão XIV recebeu os participantes de uma manifestação promovida pelo Movimento Ética no Esporte, agradecendo particularmente a jovens atletas que escreveram uma redação inspirada em suas próprias experiências desportivas.
Na mensagem, o papa falou sobre a dimensão educativa do esporte e disse a todos que os atletas têm "uma nobre missão: salvaguardar a alma do esporte", dizendo que o verdadeiro objetivo não é a vitória material, mas "o respeito pelo adversário, a lealdade no jogo e a inclusão de todos".
Por fim, Leão XIV falou aos jovens, aos doentes e aos recém-casados, desejando que cada um possa sempre servir a Deus com alegria e amar o próximo com um autêntico espírito evangélico, antes de conceder a sua bênção a todas as pessoas presentes.
Hoje são celebrados os beatos Manuel e Adílio, mártires da fé do sul do Brasil
Beatos Manuel e Adílio, mártires da fé do sul do Brasil | ACI DigitalPor Redação central
21 de mai de 2026 às 00:01
Hoje (21), a Igreja recorda os mártires da fé, beatos Manuel e Adílio, um sacerdote espanhol que veio como missionário para o Brasil e evangelizou as terras do sul do país e um coroinha que se tornou o primeiro jovem brasileiro a ser elevado ao altar.
Manuel Gómez González nasceu em 29 de maio de 1877, nas proximidades de Tuy-Pontevedra, Espanha. Foi ordenado sacerdote em 24 de maio de 1902 e começou a exercer seu ministério em sua diocese. Dois anos depois, foi para Portugal e, em 1913, por conta de problemas políticos e religiosos no país, seguiu para o Brasil.
Inicialmente, teve uma breve estadia no Rio de Janeiro e, depois, foi para a diocese de Santa Maria (RS). Foi pároco de Saudade (RS) por um tempo, até que, em dezembro de 1915, assumiu a paróquia de Nonoai (RS), que abrangia um vasto território.
Como recordou o cardeal José Saraiva Martins, então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, na Missa de beatificação dos mártires em 2007, padre Manuel González “desenvolveu uma obra pastoral tão intensa, que em oito anos, transformou o rosto da paróquia, cuidando também dos índios e devendo também, pontualmente, ocupar-se da vizinha paróquia de Palmeiras das Missões, na qualidade de administrador”.
Adílio Daronch nasceu em 25de outubro de 1908, perto de Dona Francisca, na zona de Cachoeira do Sul (RS). Seus pais, Pedro Daronch e Judite Segabinazzi, tinham oito filhos. A famíliase mudou para Passo Fundo (RS) em 1911 e, em 1913, para Nonoai.
O menino fazia parte do grupo de adolescentes que acompanhava padre Manuel em suas viagens pastorais, ajudando-o como coroinha. Era também aluno da escola fundada pelo sacerdote.
Certa vez, o bispo de Santa Maria, dom Ático Eusébio da Rocha, pediu que padre Manuel fosse visitar um grupo de colonos instalados na floresta de Três Passos, viagem que o sacerdote realizou na companhia do jovem Adílio.
Nesta época, o Rio Grande do Sul vivia a Revolução de 1923, a disputa armada entre partidários do então presidente do Rio Grande do Sul, Borges de Medeiros, conhecidos Ximangos, e os revolucionários aliados de Joaquim Francisco de Assis Brasil, chamados de Maragatos. Mesmo assim, padre Manuel não deixava de pregar e ensinar os valores cristãos.
Durante sua viagem, padre Manuel e o coroinha Adílio pararam em Palmeiras, onde o sacerdote administrou os sacramentos e “não deixou de exortar ao dever da paz aos revolucionários locais, pelo menos em nome da fé cristã”, como relatou a homilia do cardeal Saraiva. Os revolucionários, porém, não gostaram das palavras do sacerdote nem do fato de ter dado sepultura cristã às vítimas dos bandos locais.
Embora avisado dos riscos que corria, padre Manuel seguiu o caminho acompanhado por Adílio, que também sabia das ameaças sofridas pelo sacerdote.
Os dois caíram em uma emboscada e foram levados para uma zona de floresta, onde foram amarrados em duas árvores e fuzilados, morrendo por ódio à fé e à Igreja Católica, em 21 de maio de 1924.
“É admirável rever nestes acontecimentos, a mesma vitalidade, o mesmo vigor, a mesma extraordinária força das ‘Paixões’ dos Mártires dos primórdios da era cristã”, disse o cardeal Saraiva na missa de beatificação, em 21 de outubro de 2007, em Frederico Westphalen.
Os beatos Manuel e Adílio são padroeiros da diocese de Frederico Westphalen, onde anualmente acontece a Romaria Penitencial ao Santuário Nossa Senhora da Luz.
Em março de 1964, na presença do então bispo de Frederico Westphalen, dom João Hoffmann, os restos mortais de padre Manuel e Adílio foram exumados em Feijão Miúdo, município de Três Passos, e levados para Nonoai. Durante o translado, realizou-se uma longa e solene peregrinação por diversas comunidades, chegando ao seu destino em maio daquele ano.
Em Nonoai, os restos mortais dos mártires foram colocados no mausoléu ao lado da igreja Nossa Senhora da Luz. Desde então acontece a Romaria Penitencial ao santuário Nossa Senhora da Luz.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Audiência Geral, 20 de maio 2026 - Papa Leão XIV
LEÃO XIV
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 20 de maio de 2026
Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II III. Constituição dogmática Sacrosanctum Concilium 1. A liturgia no mistério da Igreja
Prezados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!
Hoje damos início a uma série de catequeses sobre o primeiro Documento promulgado pelo Concílio Vaticano II: a Constituição sobre a sagrada liturgia Sacrosanctum Concilium (SC).
Elaborando esta Constituição, os Padres conciliares quiseram não só empreender uma reforma dos ritos, mas levar a Igreja a contemplar e a aprofundar aquele vínculo vivo que a constitui e une: o mistério de Cristo. Com efeito, a liturgia toca o próprio coração deste mistério: ela é simultaneamente o espaço, o tempo e o contexto em que a Igreja recebe de Cristo a própria vida. Sim, na liturgia «cumpre-se a obra da nossa Redenção» (SC, 2), que faz de nós uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo adquirido por Deus (cf. 1 Pd 2, 9).
Como manifestou a tripla renovação – bíblica, patrística e litúrgica – que atravessou a Igreja ao longo do século XX, o Mistério em questão não designa uma realidade obscura, mas o desígnio salvífico de Deus, escondido desde a eternidade e revelado em Cristo, segundo a afirmação de São Paulo (cf. Ef 3, 3-6). Eis, pois, o Mistério cristão: o evento pascal, ou seja, a paixão, a morte, a ressurreição e a glorificação de Cristo, que precisamente na liturgia se nos torna sacramentalmente presente, de tal modo que cada vez que participamos na assembleia congregada «em seu nome» (Mt 18, 20) mergulhamos neste Mistério.
O próprio Cristo é o princípio interior do mistério da Igreja, santo povo de Deus, nascido do seu lado trespassado na cruz. Na sagrada liturgia, com o poder do seu Espírito, Ele continua a agir. Santifica e associa a Igreja, sua esposa, à sua oferenda ao Pai. Exerce o seu sacerdócio absolutamente singular, Ele que está presente na Palavra proclamada, nos Sacramentos, nos ministros que celebram, na comunidade congregada e, em sumo grau, na Eucaristia (cf. SC, 7). É assim que, segundo Santo Agostinho (cf. Serm., 277), celebrando a Eucaristia, a Igreja «recebe o Corpo do Senhor, tornando-se aquilo que recebe»: torna-se o Corpo de Cristo, «morada de Deus pelo Espírito» (Ef 2, 22). Esta é «a obra da nossa Redenção», que nos configura a Cristo e nos edifica na comunhão.
Na sagrada liturgia, esta comunhão realiza-se «por meio dos ritos e das orações» (SC, 48). A ritualidade da Igreja expressa a sua fé – de acordo com o famoso ditado lex orandi, lex credendi – e, ao mesmo tempo, modela a identidade eclesial: a Palavra proclamada, a celebração do Sacramento, os gestos, os momentos de silêncio, o espaço, tudo isto representa e dá forma ao povo convocado pelo Pai, Corpo de Cristo, Templo do Espírito Santo. Assim, cada celebração torna-se uma verdadeira epifania da Igreja em oração, como recordou São João Paulo II (Carta apostólica Vicesimus quintus annus, 9).
Se a liturgia está ao serviço do mistério de Cristo, compreende-se por que motivo foi definida como, «simultaneamente, a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força» (SC, 10). É verdade que a ação da Igreja não se limita unicamente à liturgia; no entanto, todas as suas atividades (pregação, serviço aos pobres, acompanhamento das realidades humanas) convergem para esta «meta». No sentido inverso, a liturgia sustenta os fiéis, mergulhando-os sempre e de novo na Páscoa do Senhor e, por isso, através da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos e da oração comum, eles são revigorados, encorajados e renovados no seu compromisso de fé e na sua missão. Em síntese, a participação dos fiéis na ação litúrgica é «interior» e, ao mesmo tempo, «exterior».
Isto significa também que ela é chamada a manifestar-se concretamente ao longo de toda a vida diária, numa dinâmica ética e espiritual, de tal maneira que a liturgia celebrada se traduz em vida e exige uma existência fiel, capaz de tornar concreto o que foi vivido na celebração: é desta forma que a nossa vida se torna «sacrifício vivo, santo e agradável a Deus», realizando o nosso «culto espiritual» (Rm 12, 1).
Deste modo, «a liturgia edifica os que estão na Igreja em templo santo no Senhor» (SC, 2), e forma uma comunidade aberta e acolhedora para todos. Com efeito, ela é habitada pelo Espírito Santo, introduz-nos na vida de Cristo, torna-nos seu Corpo e, em todas as suas dimensões, representa um sinal da unidade de toda a humanidade em Cristo. Como dizia o Papa Francisco, «o mundo ainda não o sabe, mas todos “são convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro” (Ap 19, 9)» (Carta apostólica Desiderio desideravi, 5).
Caríssimos, deixemo-nos plasmar interiormente pelos ritos, símbolos, gestos e principalmente pela presença viva de Cristo na liturgia, que ainda teremos a oportunidade de aprofundar nas próximas Catequeses.
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Saudações:
Uma cordial saudação a todos os fiéis de língua portuguesa, em particular aos sacerdotes da Arquidiocese de Maringá e aos grupos de peregrinos vindos do Brasil e de Portugal. Unidos na mesma fé, peçamos ao Senhor uma renovada efusão do Espírito Santo sobre a sua Igreja. Deus vos abençoe!
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Resumo da catequese do Santo Padre:
Iniciamos hoje o ciclo de catequeses sobre a Constituição Sacrosanctum Concilium, primeiro documento promulgado pelo Concílio Vaticano II. A liturgia é o espaço, o tempo e o contexto no qual a Igreja recebe de Cristo a própria vida; nela «se opera o fruto da nossa Redenção» (n. 2). O Mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor torna-se presente de modo sacramental na celebração litúrgica, de modo que, sempre que participamos da assembleia reunida em seu nome, somos imersos neste Mistério. Os ritos litúrgicos exprimem a fé da Igreja e, ao mesmo tempo, plasmam a sua identidade enquanto Corpo místico de Cristo. Deste modo, a liturgia é «simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força» (n. 10).
Copyright © Dicastério para a Comunicação - Libreria Editrice Vaticana
terça-feira, 19 de maio de 2026
Leão XIV agradece organização católica dos EUA por ajudar migrantes e Cuba
Por Victoria Cardiel
18 de mai de 2026 às 15:32
O papa Leão XIV agradeceu hoje (18) à organização católica americana Catholic Extension Society pela ajuda que presta, especialmente a migrantes e a comunidades de Cuba e Porto Rico.
“Gostaria de destacar o vosso trabalho em Cuba e em Porto Rico”, disse o papa. “O apoio que prestam a essas comunidades é uma bela expressão da universalidade da Igreja e uma lembrança viva de que o amor ao próximo é prova tangível da autenticidade do nosso amor a Deus (Dilexi te 26)”.
Leão XIV também elogiou o apoio pastoral que oferecem aos mais desfavorecidos, "e a muitas famílias migrantes nos EUA".
“É imperativo que nossos irmãos e irmãs experimentem o calor de uma comunidade marcada pela presença de Cristo”, disse ele.
A Catholic Extension Society arrecada fundos para apoiar e fortalecer dioceses missionárias com poucos recursos nos EUA. Fundada em 1905, a sede da organização fica em Chicago, Illinois, EUA.
O papa elogiou o fundador da organização, o padre Francis Clement Kelley, que há cerca de 120 anos "procurou alcançar comunidades de fé remotas por todos os EUA, a fim de levar-lhes a própria vida de Cristo por meio dos sacramentos e do apoio de uma comunidade católica mais ampla".
“Esse entusiasmo missionário ainda é necessário hoje, e por isso gostaria de agradecer-lhes por seus esforços contínuos para atender às necessidades das comunidades católicas mais pobres, tanto nos EUA quanto no exterior”, disse Leão XIV.
Ao prosseguir com a missão, disse ele, a dedicação da Catholic Extension não só em "aliviar as necessidades materiais dos menos afortunados", mas também em "investir na construção de comunidades católicas vibrantes, é especialmente necessária hoje em dia".
“Comunidades cheias de fé oferecem uma oportunidade para que as pessoas experimentem a alegria de uma nova vida em Cristo, vivida de maneira cotidiana e comum”, concluiu o papa.
(vaticannews)
Nerses Shnorhali, grande "pioneiro do ecumenismo" do Oriente cristão
Vatican News
Uma grande alma e uma mente versátil e prolífica. Por essa razão — particularmente pelo tom inspirado e pacífico de seus escritos — seus contemporâneos o apelidaram de "o Gracioso", que significa "cheio de graça". Nesta segunda-feira, 18 de maio, o Papa Leão XIV anunciou a inclusão de São Nerses no Martirológio Romano, uma das figuras mais antigas e ilustres da Igreja Armênia, durante uma audiência com Sua Santidade Aram I, Catholicos da Igreja Apostólica Armênia - Sé da Cilícia.
Modelo de diplomacia
A grandeza da personalidade desse místico e teólogo do Oriente cristão — mas também poeta e compositor, falecido em 1173 — foi reconhecida até mesmo na ONU quando a UNESCO, em 2023, o incluiu no calendário de aniversários de personalidades famosas e eventos importantes daquele ano, por ocasião do 850º aniversário de sua morte.
Tornou-se Catholicos em 1166, e até sua morte, com o nome de Nerses IV, e, conforme lembrado por Leão XIV, sua ação o identifica como pioneiro no diálogo entre as Igrejas cristãs, com uma capacidade de abertura ecumênica indissociável de uma profunda humanidade e sensibilidade para a questão da paz, apesar das controvérsias de sua época, o que o tornou, com o tempo, também um exemplo de diplomacia na resolução de conflitos religiosos e étnicos.
O congresso no Vaticano em 2023
Em 2023, entre o final de novembro e o início de dezembro, São Nerses foi o tema central de um congresso internacional no Vaticano, promovido pelo Pontifício Instituto Oriental. Ao apresentar o evento, um dos organizadores, Marco Bais, destacou aspectos que podem suscitar analogias com dois grandes santos ocidentais, Francisco de Assis e Bernardo de Chiaravalle. Ele unia, argumentava Bais, “humildade e dedicação aos pobres”, mantidas mesmo depois de chegar ao vértice de sua Igreja, junto com uma “sobriedade de análise teológica e uma grande capacidade de liderança política de sua Igreja”, semelhantes às do famoso monge francês, seu quase contemporâneo.
Em setembro de 2023, os Correios do Vaticano também emitiram um selo comemorativo para lembrar "um autor espiritual original, profundamente versado no conhecimento da doutrina de sua Igreja, com total dedicação à paixão de Cristo".
Magnifica humanitas, a primeira encíclica de Leão XIV. Publicação em 25 de maio
Vatican News
"Magnifica humanitas". Este é o título da primeira encíclica de Leão XIV, "sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da Inteligência Artificial". O documento será publicado em 25 de maio e leva a assinatura do Papa com a data de 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da encíclica Rerum Novarum, do Papa Leão XIII.
A apresentação de "Magnifica humanitas" ocorrerá no mesmo dia de sua publicação, 25 de maio, às 11h30, no Salão Sinodal, com a presença do próprio Leão XIV.
Os oradores serão os cardeais Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, e Michael Czerny, S.J., prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Na sequência, a professora Anna Rowlands, teóloga e professora da Durham University, no Reino Unido; Christopher Olah, cofundador da Anthropic (EUA) e responsável pela pesquisa sobre a interpretabilidade da inteligência artificial; a professora Leocadie Lushombo i.t., docente de teologia política e pensamento social católico na Jesuit School of Theology de Santa Clara, Califórnia.
A conclusão da apresentação estará a cargo do cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin. Em seguida, haverá um discurso e uma bênção do Papa Leão XIV.
Hoje é dia de santa Maria Bütler, ela deixou o convento para se tornar missionária
Santa Maria Bütler | ACI DigitalPor Redação central
19 de mai de 2026 às 00:01
A Igreja celebra hoje (19) santa Maria Bernarda Bütler, fundadora das Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora, missionária que se santificou na evangelização dos abandonados da América do Sul. “Abram suas casas para ajudar os pobres e os marginalizados. Prefira cuidar dos indigentes a qualquer outra atividade”, disse a santa.
Amar a vontade de Deus e seus tempos
Santa Maria Bernarda nasceu na Suíça em 28 de maio de 1848. Em sua juventude, ingressou como aspirante em um convento da cidade, mas não ficou.
Voltou para a casa dos pais para ajudá-los nos trabalhos do campo. Nos meses seguintes, ela se entregou de novo ao trabalho manual, oração e serviço apostólico em uma paróquia. Pouco depois, com 19 anos, fez sua segunda e definitiva tentativa de se tornar freira, entrando para o mosteiro franciscano de Maria Auxiliadora.
Alguns anos depois, ela tomaria o hábito franciscano e adotaria o nome religioso de "Maria Bernarda do Sagrado Coração de Maria".
Passo a passo, enquanto a misericórdia de Deus mudava o seu coração, a freira correspondia mais generosamente a tão belo dom, esforçando-se por crescer na virtude e na vida espiritual. Maria Bernarda sabia que também devia adquirir as qualidades humanas necessárias para viver bem “na religião”, ou seja, totalmente consagrada a Deus.
Uma virada “imprevista”
O esforço e a boa disposição dela seriam coroados com abundantes graças e novas responsabilidades. Com humildade e espírito de obediência, aceitou ser mestra de noviças e depois superiora do seu convento, serviço que fez com dedicação até que Deus lhe confiou um novo desafio: ser missionária.
Aquele chamado parecia inusitado, mas foi se consolidando aos poucos, primeiro, na oração e, segundo, no recurso aos conselhos das instâncias pertinentes da Ordem. Depois de vencer a resistência inicial de algumas autoridades eclesiásticas, Maria Bernarda obteve a permissão pontifícia para deixar o mosteiro e partir, com seis de suas companheiras, para o Equador para servir populações remotas.
Este grande passo, originalmente concebido como a fundação de um ramo de seu mosteiro, faria mais tarde de irmã Maria Bernarda a fundadora de um novo instituto: as Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora. Em Chone, no Equador, as freiras se dedicaram à educação de crianças e jovens, auxiliando os doentes e necessitados. Essa experiência de fé floresceu naquele lugar de difícil acesso e muito abandonado espiritualmente.
Outra mudança de direção
Em 1895, a madre Maria Bernarda e 14 irmãs foram obrigadas a fugir do Equador por causa de uma revolta contra a Igreja, rumo a Cartagena das Índias, na Colômbia. No novo lugar que os acolheu, começaram a brotar vocações e foi necessário abrir novas casas para as noviças. Primeiro foi construída uma na Colômbia, depois na Áustria e mais uma no Brasil.
Atenta ao crescimento da Ordem, madre Maria Bernarda dedicou-se ao cuidado de suas filhas. Começou a visitar cada um dos conventos do Instituto em todos os países onde este estava presente, ou onde havia possibilidade de abrir uma nova fundação. Aonde a santa ia, encantava por causa de sua simplicidade evangélica e amabilidade, edificando e animando muitas pessoas a cuidar das necessidades do povo de Deus.
Chamada para servir e não para ser servida
A madre liderou a congregação por 30 anos, até que renunciou ao cargo. Afastada das tarefas próprias do governo da congregação, dedicou-se, na medida do possível, ao cuidado espiritual das filhas mais novas. A madre era para elas um exemplo de humildade e alegria.
Santa Maria Bernarda Bütler morreu no dia 19 de maio de 1924 com 76 anos, 57 dos quais viveu como consagrada. Desses quase 60 anos, a madre trabalhou 38 como missionária. Ela foi beatificada por são João Paulo II em 1995 e canonizada pelo papa Bento XVI em 2008.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Hoje é dia de são Félix de Cantalício, o frade do "bom ânimo" em meio ao trabalho
São Félix de Cantalício | ACI DigitalPor Redação central
18 de mai de 2026 às 00:15
A Igreja celebra hoje (18) são Félix de Cantalício, místico da Ordem dos Irmãos Menores Capuchinhos do séc. XVI.
São Félix era de uma família muito pobre. Longe de se abalar pelas dificuldades, o santo mostrava uma imensa confiança em Deus, adornada por um fino senso de humor.
Felice Puerro, seu nome de batismo em italiano, nasceu em Cantalício, Itália, em 1513. Seus pais, camponeses, o criaram no amor a Cristo e à Santíssima Virgem. Conta-se que, quando menino, quando aparecia para brincar com os amigos, eles lhe diziam: "Lá vem o santinho!"
Viver o dia a dia na presença de Deus
Aos doze anos começou a trabalhar na casa de um rico proprietário que o mandava para o campo apascentar ovelhas e conduzir o arado. A vida de Félix, então, começou a se dividir entre a oração e o trabalho. Ele sempre aproveitava as horas de solidão ou cansaço para elevar a alma a Deus. As idas e vindas ao campo eram intercaladas com visitas à igreja da cidade para rezar diante de Nossa Senhora. Aos poucos, assim, foi aprendendo a meditar e a desenvolver uma alma contemplativa, embora sua aparência fosse mais a de um homem feito para o trabalho duro.
"Todas as criaturas podem nos conduzir a Deus, desde que saibamos olhá-las com olhos simples", disse Félix certa vez a um religioso que lhe perguntara como conseguia viver na presença de Deus em meio ao trabalho e tantas outras coisas que poderiam ser consideradas distrações... Félix estava convencido de que "em qualquer ofício e a qualquer hora, deve-se lembrar de Deus e oferecer tudo o que se faz ou se sofre por Ele".
A vida espiritual é trabalho e alegria
Um dia, quando ele estava arando, os animais se assustaram e o derrubaram. O arado o atropelou violentamente, mas o santo se levantou ileso. Félix havia pedido a Deus, há algum tempo, que o ajudasse a encontrar seu caminho e o confirmasse nele para sempre. Aquele acidente, no qual sentiu a morte muito próxima, encorajou-o a entregar-se com mais fervor a Jesus. Assim, tomou a decisão de ir ao convento dos capuchinhos de Cittaducale para ser admitido como irmão leigo.
No convento, o trato com Deus e com a comunidade dos irmãos sempre o moveu a manter-se no exercício da virtude, enquanto seu bom coração crescia no desejo de perfeição na caridade. Se havia alguma mortificação e tinha que fazer alguma penitência, refugiava-se na Cruz de Cristo, para que o Senhor o amparasse nas horas difíceis. Estava convencido de que todos eram melhores que ele, apesar de seus irmãos o chamarem de “o santo”. Félix havia entendido que a humildade era a porta para viver do amor de Deus. Não que ele se menosprezasse, pelo contrário, ele se sentia profundamente amado. O que acontecia com ele é que sabia que era pecador, fraco ou frágil; mas, ao mesmo tempo, um homem redimido e perdoado. Félix sabia que diante da grandeza do amor de Deus, devemos nos reconhecer pequenos, porque o somos.
"Ou santo, ou nada" (São Félix)
Os votos solenes chegaram aos trinta anos. Mais tarde, ele foi enviado a Roma, onde nas quatro décadas seguintes sairia pedindo esmola todos os dias para sustentar sua comunidade e os pobres sob seus cuidados. Com a permissão de seus superiores, ele ajudava os pobres, visitava os doentes e confortava muitos moribundos. Ele animava a todos dizendo: "Bom ânimo, irmão: os olhos na terra, o espírito no céu e na mão o santíssimo rosário"
O frade andava quase sempre com um sorriso amigo no rosto e, se sofria alguma injúria ou maltrato, soltava pacientemente a resposta na ponta dos lábios: "Vou pedir a Deus que te faça santo".
Muitas vezes, são Félix, ao ajudar na missa, ficava em êxtase à vista de todos. Os seus biógrafos dizem que ele morreu em meio a uma visão da Virgem que o chamava com alguns anjos. Em vida, gozou do apreço e consideração de grandes santos como são Felipe Neri e são Carlos Borromeu. No final de seus dias, o cardeal protetor da Ordem aconselhou aos superiores de Félix que o dispensassem do seu cargo devido à sua idade avançada, mas o santo implorou que o deixassem continuar mendigando. Félix costumava lembrar a todos que a alma murcha quando o corpo não trabalha.
São Félix morreu no dia 18 de maio de 1587.
domingo, 17 de maio de 2026
Regina Caeli, 17 de Maio de 2026 - Papa Leão XIV
PAPA LEÃO XIV
REGINA CAELI
Praça de São Pedro
Domingo, 17 de maio de 2026
Caros irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, em muitos países do mundo, celebra-se a Solenidade da Ascensão do Senhor.
A imagem de Jesus que – como diz o texto bíblico (cf. At 1,1-11) –, elevando-se da terra, sobe ao Céu, poderia levar-nos a perceber este Mistério como um acontecimento distante. Contudo, não é assim. Na realidade, estamos unidos a Jesus como os membros à cabeça, num único corpo, e a sua ascensão ao Céu atrai-nos também, com Ele, para a plena comunhão com o Pai. A este respeito, Santo Agostinho afirmava: «A precedência da cabeça constitui a esperança dos membros» (Sermo 265, 1.2).
Toda a vida de Cristo é um movimento de ascensão, que abraça e envolve, através da sua humanidade, o inteiro cenário do mundo, elevando e resgatando o homem da sua condição de pecado, levando luz, perdão e esperança onde havia trevas, injustiça e desespero, para chegar à vitória definitiva da Páscoa, na qual o Filho de Deus «morrendo destruiu a morte e ressuscitando restaurou a vida» (Prefácio pascal I).
A Ascensão, então, não nos fala de uma promessa distante, mas de um vínculo vivo, que nos atrai também para a glória celestial, alargando e elevando já nesta vida o nosso horizonte e aproximando cada vez mais a nossa maneira de pensar, de sentir e de agir à medida do coração de Deus.
E deste percurso de ascensão, nós conhecemos o caminho (cf. Jo 14,1-6). Encontramo-lo em Jesus, na dádiva da sua vida, nos seus exemplos e nos seus ensinamentos, assim como o vemos traçado na Virgem Maria e nos santos: aqueles que a Igreja nos apresenta como modelos universais e aqueles – como o Papa Francisco gostava de dizer – «ao pé da porta» (cf. Exort. ap. Gaudete et exsultate, 7), com quem partilhamos o nosso dia-a-dia, pais, mães, avós, pessoas de todas as idades e condições, que com alegria e empenho se esforçam sinceramente por viver segundo o Evangelho.
Com eles, com o seu apoio e graças à sua oração, também nós podemos aprender a subir, dia após dia, para o Céu, fazendo objeto dos nossos pensamentos, como diz São Paulo, «tudo o que é verdadeiro […], justo, […] amável» (Fl 4,8) e pondo em prática, com a ajuda de Deus, aquilo que “ouvimos e vimos” (cf. v. 9), fazendo crescer, em nós e à nossa volta, a vida divina que recebemos no Batismo e que nos atrai constantemente para o Alto, para o Pai, e difundindo no mundo frutos preciosos de comunhão e de paz.
Que Maria, Rainha do Céu, nos ajude, iluminando e guiando o nosso caminho a cada momento.
________________________
Depois do Regina Caeli:
Caros irmãos e irmãs,
Da Ucrânia eleva-se, uma vez mais, um grito de dor. Kiev e muitas outras cidades foram atingidas por bombardeamentos intensos; não foi poupado sequer quem presta ajuda humanitária. Onde caem mísseis e drones, caem também as esperanças: destroem-se casas, locais de oração, hospitais, vidas inocentes. Confiemos ao Senhor o povo ucraniano martirizado e pidamos que prevaleça a vontade de paz nos corações dos responsáveis, e não a de guerra.
Comemora-se hoje, em muitos países, o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano eu quis dedicar ao tema “Preservar vozes e rostos humanos”. Nesta era da inteligência artificial, encorajo todos a empenharem-se na promoção de formas de comunicação sempre respeitosas da verdade do homem, para a qual deve orientar-se toda a inovação tecnológica.
De hoje até ao próximo domingo decorre a Semana Laudato si’, dedicada ao cuidado da criação e inspirada na Encíclica do Papa Francisco. Neste ano jubilar de São Francisco de Assis, recordamos a sua mensagem de paz com Deus, com os irmãos e com todas as criaturas. Infelizmente, nos últimos anos, devido às guerras, os progressos neste campo desaceleraram muito. Por isso, encorajo os membros do Movimento Laudato si’ e todos aqueles que trabalham por uma ecologia integral a renovarem o seu empenho. Cuidar da paz é cuidar da vida!
Saúdo-vos a todos, queridos fiéis de Roma e peregrinos de vários países! Em particular, dou as boas-vindas às bandas musicais vindas da Alemanha, à Irmandade “Sant’Antonu di u Monti” de Ajaccio e ao grupo de estudantes da Universidade de Montana, nos Estados Unidos da América.
Saúdo os jovens de Oppido Mamertina, os animadores de Lorenzaga, na Diocese de Concordia-Pordenone e os crismandos da Diocese de Génova.
Desejo a todos um bom domingo!
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sábado, 16 de maio de 2026
Reflexão para a Solenidade da Ascensão do Senhor
Vatican News
Celebrar a Ascensão de Jesus é celebrar seu modo novo de estar conosco, do Emanuel, Deus Conosco, manifestar-se em nosso meio.
Certamente esse modo novo do Senhor se manifestar entre os homens passa pela Comunidade, por suas atitudes que dão continuidade á missão do Senhor e que asseguram a continuidade da construção do Reino de Justiça e de Paz.
O Livro dos Atos dos Apóstolos, do qual é tirada a primeira leitura da solenidade de hoje, nos mostra Jesus dizendo aos seus discípulos que eles receberão o Espirito Santo e que Este os tornará suas testemunhas no mundo inteiro.
O Espírito que os discípulos receberão é o mesmo que esteve presente em Jesus. Os anjos que aparecem após a “subida” de Jesus ao Céu dizem aos discípulos para não ficarem de braços cruzados, mas agirem, isto é, continuarem a missão do Senhor. Os anjos dizem aos discípulos que Jesus vai voltar. Isso nos recorda a parábola contada pelo Senhor em que o patrão quando volta de viagem quer saber de seus servos o que fizeram, qual o produto do trabalho. Os anjos nos recordam a necessidade de deixar de ficar olhando para o céu e colocar mãos à obra, trabalhar!
O Evangelho de Mateus nos fala que o poder que Jesus recebeu do Pai e foi plenificado após sua ressurreição, é dado à Comunidade para que “ Vá e faça discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que lhes ordenei!”
Batismo e catequese! Batismo é a consagração, a configuração a Jesus Cristo, o Ungido e a Catequese é a implementação da Justiça. Logo, deveremos levar as pessoas a se configurarem ao Homem Novo, de acordo com o desejo do Pai e, depois, após conscientizá-los, levá-los a praticar a justiça e as bem-aventuranças. E Mateus termina citando a certeza da presença eterna de Jesus ao nosso lado: “ Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo!”
A Ascensão de Jesus é a transformação da presença do Emanuel, do Deus Conosco. Sua presença é manifestada não através de uma figura visível, a de Jesus, mas através da ação libertadora praticada pelos membros da Comunidade.
Quando chegar o final dos tempos, a Parusia, veremos a “re-velação” do Senhor. Veremos que atrás de cada atitude cristã estava o Redentor – Cristo, o Autor de todo ato de bondade – o Pai, e nos inspirando, o Espírito de Amor.