terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Terceira porta santa do Jubileu 2025 é fechada em São Paulo Fora dos Muros


Fechamento da porta santa da basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, em 28 de dezembro de 2025 ??
Porta santa da basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, Itália, é fechada ontem (28). | Pool AIGAV.
 

A porta santa da basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, foi oficialmente fechada ontem (28). A cerimônia foi conduzida pelo arcipreste da basílica, cardeal James Michael Harvey.

Assim, o Jubileu da Esperança 2025 chega ao fim em três das quatro basílicas papais. A porta santa de Santa Maria Maior foi fechada no Natal, a porta de São João de Latrão no sábado (27) e ontem (28) a porta de São Paulo Fora dos Muros, dedicada ao “apóstolo dos Gentios”.

O cardeal Harvey ajoelhou-se para o rito e fechou a porta vermelha, que simboliza o martírio de são Paulo.

A porta santa de São Paulo Fora dos Muros foi aberta em 5 de janeiro, a quinta e última porta santa do Jubileu da Esperança. No ano passado, o papa Francisco também abriu uma porta santa na igreja do Pai Nosso, na Prisão de Rebibbia, em Roma.

“Chegamos ao fim de um tempo de graça”, disse o cardeal Harvey na missa que celebrou depois do rito de encerramento. “O fechamento da porta santa marca a conclusão visível do Ano Jubilar e, ao mesmo tempo, preserva e reafirma seu profundo significado”.

“Na liturgia da Igreja, o que sempre chega ao fim é um período de tempo, mas a misericórdia de Deus permanece perpetuamente aberta; o que sempre permanece aberto é o caminho da conversão e da esperança que esse tempo gerou”, disse o arcipreste. “Neste lugar venerável onde estamos, confiado à memória do apóstolo Paulo, sentimos a poderosa ressonância das palavras que acompanharam todo o Jubileu: A esperança não decepciona”.

A esperança não decepciona porque se baseia no amor fiel de Deus

“A porta santa que se fecha hoje é muito mais do que uma simples passagem física; foi um limiar espiritual, um chamado dirigido a cada um de nós para deixarmos para trás o que oprime nossos corações e entrarmos no reino da misericórdia”, disse o cardeal Harvey. “Atravessá-la significou reconhecer que a salvação vem da humilde entrega Àquele que, só Ele, pode dar pleno sentido às nossas vidas. A tradição da Igreja nos lembra que a porta santa era o sinal do retorno à casa do Pai. Ainda hoje, Deus nunca fecha a porta para a humanidade; é a humanidade que é chamada a atravessá-la”.

Segundo o arcipreste, o papa Francisco “enfatizou claramente” esse ponto: a esperança é concreta. “O papa Leão XIV continua, com significativa e profunda continuidade, o caminho iniciado: uma única esperança, fundada em Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e para sempre”.

“O peregrino que cruzou a porta é enviado de volta ao mundo como testemunha, levando o dom recebido para a vida diária”, concluiu o cardeal Harvey. “Uma responsabilidade se abre diante de nós: somos chamados a ser testemunhas credíveis de esperança num mundo marcado por divisões e medos. Que a porta da missão permaneça aberta, porque o mundo precisa de Cristo”.

 

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