quinta-feira, 23 de maio de 2019

Francisco recorda a biodiversidade: "tudo é carícia de Deus"


“Todo o universo é uma linguagem do amor de Deus, de seu afeto sem medida por nós: terra, água, montanhas, tudo é carícia de Deus”, ressalta o Papa. “Nossa biodiversidade, nosso alimento, nossa saúde” é o tema do Dia Internacional da Biodiversidade deste ano, voltado a estimular a adesão de todos às razões de uma tutela da diversidade, que requer mudanças nos estilos de vida e hábitos de consumo das pessoas
Cidade do Vaticano

“Toda criatura tem uma função, nenhuma é supérflua”, escreve o Papa Francisco num tuíte esta quarta-feira, 22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade, instituído pela ONU em 1992 para proteger a variedade dos organismos vivos animais e vegetais.
 “Todo o universo é uma linguagem do amor de Deus, de seu afeto sem medida por nós: terra, água, montanhas, tudo é carícia de Deus”, ressalta o Santo Padre.

A biodiversidade é parte de nós

A ciência nos confirma que “a diversidade biológica é vital para a saúde e o bem-estar do homem”: recorda o secretário geral das Nações Unidas, António Guterres. “A qualidade da água que bebemos, do alimento que comemos e do ar que respiramos depende da manutenção de um mundo natural em boa saúde”, acrescenta.
Mais ainda, “a biodiversidade é parte de nós, porque nós humanos somos parte da natureza”, observa, por sua vez, a secretária executiva da Convenção sobre a biodiversidade biológica, Cristina Paşca Palmer.

Mudar estilos e hábitos de consumo

“Nossa biodiversidade, nosso alimento, nossa saúde” é o tema do Dia Internacional da Biodiversidade deste ano, voltado a estimular a adesão de todos às razões de uma tutela da diversidade, que requer mudanças nos estilos de vida e hábitos de consumo das pessoas.
A Onu indica sete objetivos: reduzir o consumo de carne; comer e adquirir alimentos quando estão na época; comprar produtos alimentares locais; reduzir o desperdício de alimento; separar os resíduos; reduzir as embalagens alimentares servindo-se de sacolas reutilizáveis ou reutilizando confecções ou vasos de vidro; evitar o plástico descartável como canudos de plástico, xícara de café, talheres, vasilhames ou garrafas de água; promover a biodiversidade local e autóctone para a alimentação e a nutrição.

As responsabilidades da política

Passaram-se 27 anos da assinatura da Convenção sobre a biodiversidade, hoje ratificada por 196 países. Foram feitas muitas ações, muitas em âmbito europeu, mas ainda são muitos os objetivos a serem alcançados, afirma Federica Barbera, do Setor Áreas protegidas e Biodiversidade da Liga-ambiente – associação ambientalista italiana.

Alarme ONU: risco da perda de um milhão de espécies

Falando ao Vatican News – Rádio Vaticano – sobre as ações mais urgentes a serem empreendidas, disse-nos, citando o alarme da Onu, que corremos o risco de perder cerca de 1 milhão de espécies a nível global, com taxas de extinção 100 vezes superior à média. Portanto, afirma, “é preciso absolutamente reforçar as políticas comunitárias e levar adiante novos projetos de conservação ativa, porque as causas de perda de biodiversidade são muitas: das mudanças climáticas à poluição, à perda e fragmentação dos habitats, à demasiada exploração dos recursos.

2021, eliminação, na Europa, do plástico descartável

Referindo-se ao Dia Internacional da Biodiversidade 2019, disse-nos que a celebração deste ano se dá logo após uma grande notícia: o Conselho da Europa deu a última aprovação formal para a normativa sobre a eliminação do plástico descartável. A partir de 2021 não mais poderão ser utilizados pratos, copos e canudos desse material.
“Devemos mudar nossos hábitos e o podemos fazer muito facilmente: basta substituir muitos instrumentos, substituir produtos de plástico com materiais biodegradáveis ou materiais reutilizáveis”, frisou ainda.

Reciclar mais e melhor

Barbera concluiu afirmando que “certamente é importante utilizar menos plástico, mas também eliminá-lo no modo correto: reciclar mais e melhor, usar produtos alternativos e, obviamente, a regra elementar é jamais jogar alguma coisa no ambiente”.

(vaticannews)

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