quarta-feira, 2 de março de 2011

«Jesus de Nazaré»: Cristo de Bento XVI


Agência ECCLESIA adianta excertos do novo livro do Papa,

uma «Paixão» com narrativa de Joseph Ratzinger



Lisboa, 02 Mar (Ecclesia) - O novo livro de Bento XVI, «Jesus

de Nazaré. Da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição»,

apresenta um Deus que sofre e um homem em luta

contra o poder da sua época, que o condenaria à morte.

A Agência ECCLESIA apresenta hoje partes desta obra, centrada

na «Paixão» de Jesus que,para o Papa, é uma “imagem de esperança”,

porque “Deus está do lado dos que sofrem”.

“Em Jesus aparece o ser humano como tal.

Nele se manifesta a miséria de todos os prejudicados

e arruinados. Na sua miséria, reflecte-se a desumanidade do

poder humano, que assim esmaga o impotente”, pode ler-se.

A obra, em nove capítulos, é dedicada aos momentos que precederam

a morte de Jesus e a sua ressurreição, mostrando, segundo o Papa,

as palavras e acontecimentos decisivos da vida de Cristo.

Como fizera em 2007, na primeira parte de «Jesus de Nazaré»,

Joseph Ratzinger centra-se na figura de Cristo que é apresentada

pelos Evangelhos canónicos (Marcos, Mateus, Lucas e João),

considerando estes livros como as principais fontes credíveis para

chegar ao verdadeiro Jesus.

“Embora continue, naturalmente, a haver detalhes a discutir,

todavia espero que me tenha sido concedido aproximar-me da figura

de Nosso Senhor de um modo que possa ser útil a todos

os leitores que queiram encontrar Jesus e acreditar nele”,

pode ler-se, no prefácio do livro.

O actual Papa fala de um Cristo que “tem de experimentar a

incompreensão, a infidelidade até no âmbito do círculo mais íntimo

dos amigos”, destacando a traição de Judas, precisamente

no dia da “Última Ceia”.

No livro alude-se ainda à «perturbação» de Jesus quando se

“encontra com a majestade da morte e é tocado pelo poder das trevas”,

poder este que é sua tarefa “combater e vencer”.

Num capítulo dedicado ao «processo de Jesus», o julgamento

diante do governador Pôncio Pilatos, Bento XVI traça uma longa

descrição da luta de Cristo face ao poder religioso e político da altura.

O Papa coloca o ónus da acusação e condenação à morte na

“aristocracia do templo” de Jerusalém, mas também responsabiliza

o prefeito romano por um julgamento injusto, no qual preferiu

“a carreira” e a “paz” à “justiça” perante quem não representava

qualquer ameaça política.

Jesus surge “açoitado e humilhado”, como um “rei de escárnio”:

“Sobre ele, descarrega-se tudo o que angustia os homens;

pretende-se assim afastar tudo isso do mundo”, indica Bento XVI.

“A humanidade encontrar-se-á sempre de novo perante

a mesma alternativa: dizer «sim»

àquele Deus que age apenas com o poder da verdade e do amor

ou apoiar-se no concreto,

naquilo que está ao alcance da mão, na violência”, prossegue o Papa.

A segunda parte de «Jesus de Nazaré» vai ser apresentada

no Vaticano, a 10 de Março,em conferência de imprensa,

com a presença do cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação

para os Bispos, e de Claudio Magris, escritor e germanista.

O primeiro volume, publicado há quatro anos,

era dedicado à vida de Cristo (desde o Baptismo à Transfiguração)

e uma terceira parte está a ser escrita por Bento XVI,

que vai abordar os chamados «Evangelhos da infância».

Toda a obra começou a ser elaborada nas férias de 2003,

antes da eleição de Joseph Ratzinger como Papa.



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